O Poeta de Pedra


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1. O Poeta de Pedra

 

 

Para João Cabral de Melo Neto

 

 

Debruçado sobre O Cão Sem Plumas,

a página aberta no verso

dedicado ao rio

pelo seu próprio escultor

é declamado nas margens do Capibaribe.

 

Sem diferir dos demais,

esse verso é mais um

 sem nenhuma emoção

ou qualquer inspiração.

 

Maçã, pão, cadeira, manga

e tantos outros substantivos

possuem maior sentido poético

do que certos adjetivos.

 

Incrível como tal construtor

de versos concretos

 tido como cerebral

seja o mesmo autor

preocupado com a realidade social.

 

 

Em seu berço natal

estão inscritos o retirante,

o engenho, o sertão

e o canavial que descritos

se encontram na obra de João Cabral.

 

 

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