A Canção dos Caçadores

A Canção dos Caçadores é uma história de fantasia, ação e aventura que se passa inicialmente em uma terra que faz fronteira com as gélidas planícies ao norte. Esta terra é chamada de Keneldén, um lugar frio no inverno e agradável de se viver em outras estações, a não ser pelo fato de haver criaturas e monstros das trevas, por isso, não há um elevado nível de cidades, apenas uma ou outra, uma vila lá, um castelo cá... E nessa terra misteriosa e cheia de perigos, Derhan Strundell de Néfinder, um Caçador, líder dos Corvos, vive aventuras diversas, desde matar um simples monstro na floresta, até salvar o mundo da completa destruição.

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2. O Grito dos Arruínados

Derhan estava se sentindo leve, parecia que um grande peso havia sido retirado dos seus ombros, suas costas já não doíam mais, não carregava espadas e nem vestia uma pesada armadura negra, apenas trajava roupas leves roupas de lã tingidas de um azul tão que lembrava muito um céu num verão de paz que à anos não acontecia. O cansado Caçador caminhava sobre nuvens em direção ao sol, que se deitava para a chegada da noite, as nuvens em que ele caminhava foram ficando cada vez mais escuras com, até que estavam negras, pequenas estrelas surgiram no céu, ao redor de Derhan, porém, logo desapareceram, e em seus lugares, vários pares de olhos vermelhos surgiram, olhos de criaturas que queriam seu mal. O peso voltou para suas costas, espadas estavam em sua cintura, a armadura em seu corpo e as coloridas roupas de lã já não estavam mais ali, mas ele continuou caminhando, sem achar nada estranho, como se tudo fosse normal, como se nada realmente importasse. Agora a madrugada havia chego, junto com ela chuva e ventania e então, o Caçador chegou a um local, um local que não era desconhecido por ele. Derhan chegara a casa onde passara sua infancia conturbada, com seu pai bebâdo batendo e gritando com sua mãe que chorava e pedia perdão por algo que nunca (e nem pensado em fazer) havia feito. Quando ele se aproximou da casa, viu em sua entrada, uma lápide. Chegou mais perto, e a leu:

“Aqui jaz Derhan Strundell de Néfinder, líder dos Corvos, que os deuses o guiem para o paraíso.”

 Logo depois de ler, sentou-se, suspirou e fechou seus olhos cansados. Depois de abri-los, percebeu que estava nu, estava suando muito e trancado em meio quatro paredes, que pareciam mover-se em sua direção, querendo esmaga-lo. Quando as paredes estavam a poucos centímetros dele, o Caçador finalmente acordou do mundo dos mortos.

- Ele está vivo! Como isso pode ser possível? – Exclamou Henry, o velho marido de Lilly, a dona da hospedaria.

- Não é possível... Derhan, está escutando? – Disse a idosa, um pouco assustada.

 Derhan não consegui responder, porém fez que sim com sua cabeça, e logo depois desse simples movimento, sentiu uma grande dor que o fez gritar. Ele com certeza havia sido ferido gravemente.

- Pelos deuses, ninguém sobreviveria ao que esse homem passou, os outros pelo menos não sobreviveram... Ei, Henry, amor, vá la fora e pegue algumas folhas de sálvia, e alguns panos molhados, se essa febre continuar assim ele não vai resistir!

 Três dias se passaram, e agora Derhan estava se recuperando rápido, já voltara a falar e estava consciente e com isso, vieram as perguntas que precisavam ser respondidas, afinal, há menos de uma semana ele estava caçando o Mo-Ho-Ae com Henrendi, Mork e Grandar, e pelo que ele lembrava, não havia ido se deitar morrendo de febre. Algo tinha acontecido e ele precisava saber o que.

- Ó Derhan... Seus amigos não tiveram sua sorte, quando chegamos lá, já estavam mortos, com expressões horríveis em seus rostos, expressões de horros, e você suava e se debatia no chão, sussurando palavras de uma língua que estranha...

 Derhan estava triste, com medo mas ao mesmo tempo intrigado. O que teria feito isso? Talvez algo que envolvesse aquele som estranho que ouviram?

- Vocês... Por acaso ouviram aquele barulho? – Perguntou, com uma voz ainda muito fraca.

- Sim... O Grito dos Arruínados... – Respondeu Henry, com medo em sua voz.

- O que é o Grito dos Arruínados?

- Deixe me contar uma velha história Derhan, uma história que nenhum caçador conhece...

“Há muitos e muitos tempos atrás, uma grande praga devastou muitos reinos, reis, lordes e camponeses caíram por culpa da praga, porém, logo depois de cair, seus corpos se levantaram, e caminharam em direção aos vivos, eram conhecidos como "Os não-vivos"​, matavam outras pessoas e se alimentavam se sua carne... Um grupo de bravos guerreiros, chamados de Os Cavaleiros do Pilar, marcharam para cá, onde a praga havi a nascido,na montanha mais alta dapequena cordilheira de motanhas que cerca a Floresta Guardiã. Chegando lá encontraram Hunmellor, o Renegado, um semi-deus filho de Marlak, o Senhor da Noite Sombria. Hunmellor fora expulso e renegado por seu pai, que o odiava, afinal, sua mulher e mãe de Hunmellor havia em seu parto. Querendo vingança, o semi-deus jogou suas pragas no mundo, destruíndo muitos. Então, os Cavaleiros do Pilar lutaram bravamente contra o semi-deus, que no mundo dos homens, não era imortal. Hunmellor fora morto, porém, antes de morrer, amaldiçoou a alma dos Cavaleiros, que morreram e estavam condenados a vagar para sempre dentro da antiga floresta... Mas o sacrifício deles não foi em vão, a praga acabara e os não-vivos também...”

- E o resto é lenda. – Terminou Lilly.

- Não dê ouvidos à ela, garoto. Minha velha esposa anda delirando demais. – Disse Henry, rindo

 Lilly riu para não deixar o marido sem jeito.

- Mesmo assim, é uma boa história, não acha? – Perguntou Derhan

- É claro que é, mas não deve ser verdade...

- Então o que foi que aconteceu lá? Meus homens morreram e eu quase morri junto com eles! Suas esposas e seus filhos ficaram sozinhos, e se não fosse a ajuda dos Caçadores, provavelmente morreriam nesse inverno. – Derhan havia começado a gritar agora.- Então, se puder arranjar uma explicação melhor, que diga agora! Pessoas com você, que não acreditam que existam coisas de outro mundo nos cercando são sempre as primeiras a morrer!

 Henry ficara vermelho de raiva agora, parecia que ia despeja-la toda em Derhan. E foi o que aconteceu...

- Então por que seus amiguinhos idiotas que estavam brincando na floresta morreram em?

- Meus amiguinhos idiotas veem protegendo o mundo, seguindo uma tradição milenar! Nós, Sr. Henry, defendemos pequenas hospedarias como essa, impedimos que seus corpos sejam cortados em dois por monstros com garras afiadas como espadas ou que sua plantação seja queimada por um maldito dragão! – Agora Derhan parecia estar muito mais furioso que o velho homem e Sra. Lilly apenas observava a situação, incapaz de fazer algo a respeito. - E o que você faz? Você não faz nada, você é só um velho idiota que acha que sabe das coisas, mas sinceramente Henry, se você soubesse tudo que eu sei, se você visse tudo o que eu vi, tenho certeza que prefereria estar morto do que conviver com o peso e ador que eu sinto! Então antes de ousar falar qualquer merda sobre os Caçadores, lembre-se, se você está vivo até agora, foi por nossa causa.

 Herny suspirou, olhou para os lados e apenas disse:

- Levante dessa cama agora, pegue suas coisas e suma. Não quero gente como você na minha hospedaria

- Ele não pode ir! Está doente homem! – Exclamou Lilly, perplexa

- Não, tudo bem, eu vou Sra. Lilly. – O Caçador parecia ter se acalmado um pouco agora.- Muito obrigado por tudo, e pela história, principalmente, talvez eu volte aqui para resolver a questão dos Cavaleiros do Pilar um dia, caso eu veja que essa história realmente seja verdade... – Então Derhan levantou-se, vestiu-se, pegou sua bolsa de couro, sua espada e apenas disse um frio adeus.

 O dia havia começado a clariar, Derhan já havia cavalgado por muito tempo e gostaria de ter pedido algumas provisões para Lilly, pois a viagem até o próximo Castelo dos Caçadores seria demorada, três dias de cavalgada, caso não chovesse, teria que arranjar comida, e amaldiçoou agora o antigo costume de Caçadores não usarem arcos, “As lâminas são nossas armas, as empunhamos com sabedoria e força, às fazendo assim, parte de nosso próprio corpo, e com um arco, não podemos fazer isso.” Se ele tivesse um arco agora, poderia caçar para ter o que comer, e Ranger, seu cavalo, poderia comer o capim alto que encontravam nas redondezas da estrada.

 Já era meio-dia, o Caçador estava morrendo de fome, quando avistou, a alguns metros uma macieira. Era o que ele mais queria agora, comida e sombra, então, trotou com Ranger até a árvore. Chegando lá, deixou o cavalo comer o capim e subiu na árvore, encostou-se num galho grosso e ali ficou, comendo maçãs e pensando nas coisas que haviam acontecido em um período um pouco maior que uma semana. Pensou na morte de seus amigos, Derik, pobre Derik, passou sua vida lutando contra monstros, para dar alimento e abrigo a sua esposa e filhas, Herind, vivera tão pouco, não conheceu quase nenhuma das poucas maravilhas desse mundo, e Mork, que deixara um filho órfão e um pai muito velho doente. Mas saber que o Caçadores cuidariam deles confortava um pouco Derhan. Pensava também nos Cavaleiros do Pilar, que se tornaram os Arruínados , segundo a história de Lilly, que teriam causado a morte de seus amigos. E por último, mas não menos importanta, lembrou do sonho que teve durante se curto coma. Lembrou de ver sua cova, lembrou de caminhar no nada, lembrou de tudo, e aquelas imagens o deixava mais confuso ainda. Agora, tinha apenas uma certeza: Reunir novos Corvos e descobrir o que realmente tinha acontecido, e claro, enfiar-se em na biblioteca do Castelo de Lunnis, o castelo em que chegaria em três longos dias. Sentindo-se u um pouco cansado, o Caçador decidira dar-se o luxo de deitar-se, então, se encostou na velha macieira, e dormiu.

 Derhan acordou com gostas de chuva em sua testa, havia dormido por tempo de mais. Já estava escurecendo quando acordou, então, colheu algumas maçãs, as colocou na bolsa, desceu da árvore e montou em Ranger, em direção à Vila da Ponte, uma pequena e pacata cidadezinha, onde pretendia passar a noite, afinal, não é muito lucrativo viajar na chuva. Ranger correu muito e em poucos minutos haviam chegado na cidade, chegando lá, Derhan deixou o garanhão negro no estábulo da cidade, e caminhou até a hospedaria.

 Caminhou na chuva até achar a pequena hospedaria, porém, não demourou muito a encontra-la, Ponte Caída era seu nome, fazendo referencia a uma velha ponte de pedra que ligava a cidade com as ruínas do Castelo Rewenrodd (o mesmo vale para o nome da vila). Chegando na hospedaria, dirigiu-se ao balcão e pediu um pouco de cerveja, o dono da hospedaria encheu uma caneca com a melhor cerveja que possuía (afinal, notou quem Derhan era, notou que não era um homem comum), entregou nas mãos do cliente, que deixou deixou umas moedas ali e foi em direção a uma pequena mesa. A hospedaria não era lá grande coisa, pequena, porém era confortável e aconchegante, ela fazia Derhan lembrar de seu passado.

 Derhan bebia a cerveja tranquilamente, e o dono da hospedaria veio até a sua mesa e perguntou se passaria a noite ali, o Caçador fez que sim e disse também que queria o melhor quarto, com roupas de cama secas e limpas e uma cama confortável, pediu também algo para comer, já que não comia à um bom tempo, e mais cerveja, afinal, não queria se lembrar das coisas ruins que tinham acontecido aos seus Irmãos de Caçada (termo usado por membros dos Caçadores), porém, era inevitável. O tempo passou rápido, Derhan foi até o quarto que o hospedeiro havia lhe dado, retirou sua armadura e sua espada, vestiu uma velha túnica que estava em sua bolsa de couro, e deitou-se na cama, fechou os olhos, e lágrimas escorram por entre eles. Derhan era um homem frio, não tinha muitos sentimentos por pessoas, mas quando tinha, aquilo era verdadeiro, e sentia grande apego por seus Irmãos, afinal, lutaram juntos, mataram juntos, e supostamente deveriam ter morrido juntos. Mas Derhan voltou do mundo dos mortos, sem motivo e sem explicações, e agora era isso que ele queria descobrir: Descobrir o significado daquela maldita visão que teve enquanto esteve morto, estudar sobre os Cavaleiros do Pilar, vingar seus companheiros, seja lá do que for, e matar todos os monstros e seres das trevas que cruzassem seu caminho enquanto procurava novos membros para os Corvos. Mas o destino gostava de brincar com Derhan e tinha planos diferentes para aquele homem. Ele havia cruzado a linha entre o mundo real, e o mundo dos mortos, já não era mais alguém normal, não, longe disso. Mas ele não desconfiava disso nem um pouco. Achou que tudo não se passava apenas de sorte. Depois de conter suas lágrimas, Derhan virou-se para o lado e dormiu, afinal, amanhã teria uma longa cavalgada.

 Já havia amanhecido quando Derhan acordou, um raio de sol batia em seu rosto e aquilo o incomodava. Gostaria que ainda estivesse de noite, e desejava não sair da cama e ficar ali, descansando seu corpo, sua mente e seu espirito, que estavam cansados demais para continuar viagem, porém, o mal nunca se cansa. Levantou da cama, vestiu-se com sua armadura negra, colocou sua espada no cinto, colocou sua bolsa nas costas e saiu pela porta do quarto. Foi até o balcão e colocou as moedas que pagavam pela noite na hospedaria, pelo melhor quarto e um pouco de moedas a mais para comer alguma coisa.

- O que você preparou para hoje amigo?

- Ovos e presunto, meu bom homem, o senhor vai querer um prato?

- Vou sim, e caso você tenha pão e queijo, me traga também, tenho uma viagem longa pela frente e não quero ficar a base de maçãs.

- Maçãs? – Perguntou o hospedeiro, parecendo surpreso

- Sim, de uma árvore que fica em uma colina à alguns quilometrôs da vila.

- Pelos deuses... Você as comeu?

- Sim, à algo de errado com aquelas maçãs?

- Há. Aquela árvore é enfeitiçada, todos que comem aquelas maçãs, morrem. Dizem que foi amaldiçoada pela alma de uma mulher que passava por ali todos os dias, mas um dia ladrões a espancaram, estupraram, e depois a enforcaram na árvore.

- Pode ser que seja verdade, porém, eu não morri.

- É... Você é um Caçador não é mesmo? Por que você não vai até lá para ver com seus próprios olhos? Dizem que a mulher das maçãs aparece geralmente à meia-noite de uma noite sem estrelas. Por que não fica na vila mais um dia?

- Talvez eu fique mesmo. Você sabe se nessa vila há... Algum sacerdote?

- Sim, ele vive numa casa na floresta, meio quilômetro mata à dentro, há um caminho que leva até lá, se quiser, eu o levo até o caminho.

- Não precisa, eu mesmo vou.

- Tudo bem então.

 O hospedeiro entregou os prato com ovos e presunto ao Caçador que comeu sem pressa, depois entregou o pão e o queijo (estes foram guardados na bolsa), e assim, Darhen saiu pela porta da hospedaria. O sol que o acordou esta manhã já não estava mais ali, a chuva retornou e agora, parecia que para ficar por um bom tempo. Passou por algumas casas e finalmente achou o caminho da floresta, que levava para a cabana do sacerdote. As pessoas não sabiam, mas os sacerdotes tinham um pacto com os Caçadores. Enquanto as trevas rondarem o mundo, os sacerdotes apoirão os Caçadores, caso eles protejam as pessoas, então, esses velhos sábios eram grandes aliados na batalha contra o mal.

 Derhan caminhou por por dez minutos em ritmo lento até a cabana. Chegando lá, viu um jovem com um cajado na mão batendo numa árvore, gritando vários chingamentos, sem nenhum motivo aparente. Se aproximou do jovem e perguntou:

- Ei, rapaz, você sabe onde está o sacerdote?

 O rapaz parou de bater na árvore. Ficou em silêncio e virou lentamente em direção ao homem, com o rosto vermelho de raiva.

- “O rapaz” aqui, é o sacerdote, amigo, e quem é você? Algum bandido? Desculpe estragar sua alegria mas sacerdotes são tão pobres quanto pessoas do seu tipo, seu ladrão imundo!

- Ei acalme-se, eu não sou um bandido. Eu sou um Caçador e preciso de ajuda. – Derhan ficou surpreso, afinal o sacerdote não era como ele havia imaginado, pois a maioria dos sacerdotes tem idade avançada e já quase nem escutam direito.

 Aquelas palavras fizeram o sacerdote abrir um sorriso.

- Ora, ora, ora... Um Caçador... Interessante. Precisa de ajuda? Eu posso ajudar amigo, peço desculpas ao meu comportamento, é que estou um pouco estressado. – Falando isso apontou para a árvore.

- É, eu preciso de ajuda, eu ouvi uma lenda sobre aquela macieira e... – O sacerdote o interrompeu.

- Você comeu alguma maçã?

- Sim, eu comi, e não aconteceu nada.

- Ora, interessante... Isso não é muito comum, aquela macieira realmente é amaldiçoada, sim, a lenda é verdadeira, e aquela mulher, era minha avó.

- Meus pesâmes...

- Ah, tudo bem, eu não gostava dela mesmo... A questão é, como você não morreu?

- Por isso vim aqui, estou atrás de respostas. Meu nome é Derhan, líder dos Corvos, muito prazer.

- O prazer é meu Derhan, me chamo Sendár, e eu sei que você está se perguntando, como pode existir um sacerdote tão novo, e eu lhe respondo, esse corpo não é meu, sim, eu sou um velho como aqueles outros que você conhece, e meu corpo está naquele castelo perto da vila... Bem, não estou chantageando você, mas, se você pudesse me ajudar a recuperar meu corpo, eu o ajudo a derrotar o espirito maligno da minha avó, livrar a macieira da maldição e dar outras respostas que você precise.

- Tudo bem então, mas eu realmente gostaria de saber, como alguém perde um corpo? E de quem é esse corpo que você está usando?

- É uma longa história...

- Gosto de histórias, por favor, comece.

- Tudo bem então.

“Há vários anos, eu estava caminhando sob a luz da lua, e então, ouvi gritos vindo do castelo, entrei lá para ver e acabei me deparando com uma grande e horrorosa criatura, com olhos vermelhos e dentes pontiagudos, eu peguei meu cajado e conjurei alguns feitiços, porém, todos foram inúteis contra o monstro, então corri e vi o rapaz que soltou os gritos, corremos juntos para a saída do castelo, porém, a criatura me pegou, eu sabia que meu corpo já não era mais suficiente para correr de monstros e seres das trevas, então, usei um antigo feitiço para desprender meu espirito, e entrei no corpo do garoto, nossas almas duelaram por posse do corpo e a minha ganhou, afinal, eu já estava preparado, a alma do garoto foi desprendida de seu corpo e continua vagando pelo castelo até hoje , e seu corpo, agora pertencia a mim. Não foi bonito o que eu fiz, mas eu não podia morrer, eu tenho muito o que fazer aqui nesse mundo ainda, e as vezes, sacrificios devem ser feitos. Não sei se meu corpo continua lá, porém, a alma atormentada do jovem continua lá, e a criatura também, e continuarão lá, até alguém fazer algo.”

- Então está me pedindo para salvar seu corpo, mas, o que garante que ele já não apodreceu?

- Usei um encantamento justamente para isso, para meu corpo não apodrecer.

- Tudo bem então, temos uma alma atormentada e uma criatura horrenda com grandes dentes e olhos vermelhos, sabe me dar uma descrição melhor do monstro?

- Ela andava de quatro, era grande como um cavalo e tinha dois chifres saindo de sua cabeça.

- Era um Resnuvo... Isso não é bom...

- O que é um Resnuvo?

- Um lobo, alterado com magia negra, geralmente magos negros os colocam em lugares onde há grande quantia de ouro.

- Podemos mata-lo?

- Com certeza, e é o que vamos fazer, porém preciso de algumas coisas, espero que você as tenha ai.

- Que tipo de coisas?

- Preciso de pó de prata, o pó da minha espada saiu na minha última batalha.

- Tenho, mais alguma coisa?

- Alcool, precisamos colocar fogo no Resnuvo.

- Tudo bem, tenho tudo aqui, e enquanto a assombração?

- Não vai ser um problema. – Derhan gostaria de ter perguntado o nome do velho sacerdote, mas logo lembrou que, quando alguém se tornava sacerdote ou sacerdotisa, abandonava para sempre seus títulos, heranças, riquezas e nome, a pessoa nascia novamente.

- Então vamos, o que está esperando?

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