Psycothic

"O neurótico constrói um castelo no ar, o psicótico mora nele..."

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1. All angels need to die

“Querido diário,

Hoje o meu dia foi infernal, aliás têm sido todos. Estou farta que todos da minha escola me olhem de lado como se fosse algo inumano, sobrenatural e bizarro. Eu não aguento isto… cada vez que passo num corredor as pessoas encostam se aos seus cacifos e cochicham entre si. É tão perturbador. Espero que algum dia melhore…

Porém acho que devia fazer algo por mim assim que acabar este ano vou lutar pelos meus sonhos e pela minha vida. Já tenho 18 anos e já vai sendo hora que esta tortura acabe. Não posso ficar presa a algo que pertence ao passado. J

Saudações da tua escritora

Isabell Gordon”

 Assim que acabei de escrever pousei a caneta levemente e olhei pela janela. Estava um dia com bastante sol, o que simplesmente me enerva a ponto de não querer sair de casa. O que me valia era que por hoje, essa tortura já tinha acabado por hoje. Estiquei me na cama após ter fechado a cortina e acabei por adormecer.

Dormia tranquilamente na confortável escuridão do meu quarto.

Mãe da Isabell  P.O.V

Cheguei a casa e notei que a minha filha, a Isabell, já tinha chegado. Notava se a desarrumação característica dela na cozinha, a taça de cereais dentro do lava loiças, a caixa dos cereais pousada na bancada, a cadeira desalinhada em relação ás outras, a toalha posta na mesa….

Aposto que ela estaria no quarto a dormir. Tenho a perfeita consciência que ela desde que aconteceu aquilo não e a mesma rapariga, deixou de ser a rapariga que adorava o sol e as cores vivas. Desde então ela tem se refugiado nas sombras, no entanto  eu tento a puxar para fora desse mundo.

Quem me dera conseguir fazer isso.

Fui até a sala. Sentei me no sofá e peguei no portátil, pois tinha bastante trabalho e queria aproveitar este tempinho que tenho para depois aproveitar para estar com a minha filha.

Estava a trabalhar muito bem, mas, de repente ouvi  uns barulhos que provinham da parte traseira da nossa vivenda. Levantei me com cautela e fui espreitar. Assim que vi uma figura vestida inteiramente de preto já do lado de dentro comecei a correr. Já sabia que isto viria a acontecer mais tarde ou mais cedo, mas não podia ser agora. Eu ainda a tinha de salvar.

A figura seguia os meus passos de corrida. A minha respiração estava descontrolada. Eu não iria aguentar muito mais.

Eu: Isabell, foge!-gritei desde o fundo da minha garganta.

Assim que acabei de alertar a minha filha, a personagem enigmática que invadira a minha casa agarrou me o braço e em frações de segundo esfaqueou me repetidas vezes.

Gritava de dor. E o meu corpo foi atirado para o chão com uma força tremenda. Observei o sitio onde estava e rastejei até a cozinha, tinha de pedir ajuda para poder salvar a minha filha. Já na cozinha tentei alcançar o telefone, mas fui impedida, mais umas quantas facadas foram introduzidas nos meus músculos rasgando os e libertando o pouco sangue que o meu corpo ainda continha. Senti me fraca, os meus olhos fecharam se e o senti um grande aperto no meu coração….

Isabell P.O.V

Comecei a ouvir barulhos e deduzi que tivesse sido a minha mãe mas logo a seguir ouvia gritar:

Mãe: Isabell foge!-gritava desde o fundo da sua garganta.

Levantei me da cama num sobressalto e abri a porta, de repente tudo ficara em silêncio, não se ouvia nada a não ser a madeira a chiar com os meus passos. Desci as escadas com cuidado e fui até á cozinha. Estava tudo espalhado no chão, havia muitas coisas partidas e um rasto de sangue pelo chão que me guiou até á parte de trás do balcão.

Eu: Mãe?-sussurrei para não fazer muito alarido.

Dei a volta á bancada e vi a minha mãe ali, deitada no chão de mármore da cozinha. Ela jazia já sem vida. Lágrimas corriam pelo meu rosto enquanto eu fiquei retida no tempo, encostada á banca estática. Apenas conseguia sentia a dor de ver a minha mãe completamente ensanguentada no chão e com olhos vidrados que pareiam olhar para mim. Cheguei perto dela e ajoelhei-me a seu lado. Retirei o meu telemóvel do bolso das calças e com grande aflição tentei ligar para a polícia. Efetuei a chamada e logo ouvi “qual é a sua emergência?”.

Eu: Socorro, mataram a minha mãe-disse entre choros compulsivos.

Não obtive resposta. Olhei aflita para o meu telemóvel e reparei que a bataria tinha se expirado. “Isto não me pode estar a acontecer” , estas palavras ecoavam na minha cabeça. Procurei o telefone fixo com o meu olhar, mas, assim que o encontrei reparei que os fios estavam cortados.

Eu: MMMMÃAAAAAAEEEEEEEE!!!!!-gritei a chorar enquanto deixei cair a minha cabeça sobre o corpo, coberto de sangue e de feridas, da minha mãe.

Estava tudo em silêncio, quando de repente …..

 

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