Stage Lovers


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2. Bad For Me

A MÚSICA NÃO PERTENCE A MIM! OS CRÉDITOS VÃO PARA MEGAN AND LIZ!

Na luz da manhã seguinte, abri meus olhos na esperança de que, pelo menos os efeitos da gripe tivessem sido minimizados. Mas não. Meu corpo continuava o mesmo lixo de ontem. Acho que até pior. Dessa vez meus membros pareciam chumbo, não queriam se mexer de jeito nenhum. acho que eu deveria começar a procurar uma macumbinha pra consertar isso.

Peguei o celular no criado-mudo e chequei as horas. Dez e meia. Senti meu coração bater um pouquinho mais forte junto com apontada de raiva e vontade de jogar o celular na parede. Aquele maldito despertador nunca funcionava!

Bufei. Bufei mesmo. O ventinho chegou até a levantar minha franja. Puxei o cobertor ainda mais para cima e deitei de lado. Não iria levantar da cama hoje. Talvez nem amanhã. Talvez nunca. É, ficaria na cama pro resto da vida. Mentira, eu sei. Aqueles garotos que estavam na gravadora ontem pareciam tão... Ai Deus, o que eu tô fazendo? Natalie Sanders nunca havia pensado em meninos por 17 anos e meio! Eu não era lá um anjo, mas não pensava em garotos como todas as outras pensavam. Nem na mesma intensidade, é claro.

Só que havia algo naquele que me encontrou na porta do banheiro. Aquilo foi, tipo, MUITO estranho. Ele tinha um perfume tão bom, era tão... reconfortante. Eu não tinha ouvido ele cantar, já que tinha ido ao banheiro, mas ele parecia cantar bem. Ou cantava bem. Pelo que Liz me contou.

Depois que saí, ela disse que os meninos foram fazer o teste para ver se gravavam uma demo também. Eles ficaram um tempo conversando, o que me fez sentir uma coisa estranha - ciúmes, talvez? - e Liz descobriu que eles haviam participado do The X Factor desse ano, mas que tinham sido eliminados. Achei uma palhaçada. Exatamente essa temporada eu não vinha assistindo, já que havia prometido de todos os mindinhos possíveis que esse era o ano em que pegaria firme com Liz quanto à nossa música. O que significou horas e horas de ensaios e composição de músicas originais.

Além de toda a conversa sobre participar do programa, Liz contou que aquele cara que me barrou no banheiro se chamava James e - pior de tudo - que fora exatamente ele que havia perguntado se eu estava gripada. Ah.

Enfim, afastei tudo isso da minha mente. Pelo menos por empo suficiente para me forçar a levantar da cama. Todas as minhas forças físicas e psicológicas se esgotaram no ato. Sem mais. Eu devia etsar pulando de alegria, soltando fogos de artíficio! Hoje gravaríamos a demo que tanto esperamos. E eu estava com a pior gripe de todas.

Já chega. Cansei.

Liguei para Liz.

- OI NATALIIEEEE

!Acho que tinha acabado de ficar surda.

- Oi, nossa. Sua energia matinal me assuta, sabia?

- Ânimo, Natalie! É HOJE!

- Não vou poder ir - fui direto ao ponto e esperei a reação dela.

- O QUÊ?? VOCÊ TÁ MALUCA?

- Não, eu só estou na pior gripe desde que tinha 10 dias se é que isso é possível, o que provavelmente não é, mas que se dane. Você poderia pedir para esperarem um pouco? Até que eu me recuepere? - pedi com a voz mais "cão-sem-dono" que consegui, já que minha voz estava mais para vovó entalada com um desentupidor de vaso sanitário.

- Nossa, você tá mal mesmo. Olha, fica aí. Eu vou lá, já que seria muita falta de educação minha apenas ligar para avisar algo tão importante assim.

- Tá, você que sabe.

Quando desliguei minha cabeça tinha voltado a arder igual um forno. Levantei um pouquinho e fui até o banheiro. Necessidade pessoais, se é que me entende. Depois fui até a cozinha.

O piso do mini-apartamento estava mega gelado. Mesmo com o aquecedor ligado. Mereço.

James.

O QUÊ? Precisava de um remédio. Urgentemente. E dos fortes. Acho que eu estava ficando louca. Do tipo que internam em hospícios. Segurei minha cabeça com as duas mãos e fucei os armários até encontrar... Um pacote de chá? De... Camomila e hortelã?

Aquilo era demais. O limite. Automaticamente minha mente voltou com imagens de ontem. A voz dele inundou meus ouvidos, parecia que estava ouvindo em tempo real. De novo.

No instante seguinte, minhas mãos seguravam uma xícara quente de chá de camomila e hortelã e meus pés me guiavam de volta para cama. Eu iria passar o resto da minha vida na cama. Talvez isso me impedisse de pensar em James. E eu nem sabia seu sobrenome.

 

*****

Ar. Era ar entrando pelas minhas narinas??! Isso era um milagre ou Liz havia feito algum feitiço?? Abri meus olhos tão energicamente que logo soube que a gripe havia ido embora. Puff.

Eu estava me castigando por não ter ouvido à James desde o começo. Ok. Não fazia nem 24 horas que tínhamos nos conhecido, mas tudo bem. Ele estava certo. Bem, aquilo exigiria um obrigado. Mais tarde, talvez.

Liguei para Liz e marcamos de ir ao estúdio. Seria hoje. Não poderia ter outro dia melhor. Eu me sentia bem e confiante. Graças a.... Deixa pra lá.

Passei reto pela recepcionista loira e subi para o andar de ontem. Meu coração batia acelerado - nem me pergunte se era pelo o que iríamos fazer hoje ou se era a ansiedade para agradecer àquela criatura - mas parou quando cheguei ao estúdio e encontrei apenas Liz e Jaden.

- Oi. - disse apenas.

Eles se levantaram e pude ver outros dois rapazes mexendo no painel do estúdio de gravação.

- Vou dar um tempo para vocês se preparem e então poderemos começar a gravar.

Ele deixou a sala e corri para o sofá. Pegamos o violão para dar uma ensaiada, mesmo que tivessemos feito aquilo quase nossa vida inteira.

- Sabe o que eu estava pensando?

Liz perguntou interrompendo a parte em que eu cantava o pré-refrão.

- Não.

- Ultimamente minha mente vinha me trazendo uma parte nova pra música. Em vez de acabarmos depois do segundo refrão, a gente podia adicionar uma bridge. Seria algo tipo... - então ela começou a cantar.

I'm dying tonight

Trying to hide

Hide what I'm feeling I'm feeling like I'm

Dying tonight

To keep it inside

When I say hello should be saying goodbye

Aquilo definitivamente iria melhorar 100% da música, iria ficar perfeito! Tentamos mais uma vez com a bridge adicionada e então partimos para o estúdio.

Primeiro iríamos cantar a música toda com o arranjo improvisado e depois iríamos por partes para gravar de verdade. Conversamos um pouco com os rapazes que estavam trablhando e eles falaram um pouco sobre detalhes antes de gravar. Havia apenas um microfone lá dentro, então nós o dividiríamos. Colocamos os fones de ouvido e acenamos para o rapaz de cabelo castanho-claro. Ou amendoado se você for do tipo "fresca". Ok, aquiete esse nervosismo.

Ouvi a batida semelhante ao que o violão fazia, mas dessa vez era algo eletrônico. Meu Deus. Olhei para Liz e ela olhava para mim, sorrindo. Segurei o riso.

 

 

NATALIE:
   I wore red 'cause you like that

LIZ:
   You're like hey let me get that

NATALIE:
   But when I text you don't text back

LIZ:
   No you didn't 'cause you didn't care

   Well the game makes me crazy

NATALIE:
   It's like yes no mayb

LIZ:
   And you're calling me your baby

NATALIE:
   When I know that you just don't care 'cause

LIZ:
   Whoa oh oh

NATALIE:
   Sayin' that I quit but it's just not true like

LIZ:
   Whoa oh oh

NATALIE:
   I say I don't like you but you know I do 'cause

CORO:
   You make me feel so right even if it's so wrong
   I wanna scream out loud boy
  But I just bite my tongue
LIZ:
   This one's for the girls
   Messin' with the boys like
NATALIE:
   He's the melody and she's background
noise
CORO:

   Baby why can't you see?
   It feels so good but you
're so bad for me

LIZ:
   Oh Oh Oh Oh
NATALIE:
   It feels so good but you're so bad for me

LIZ:
   Oh Oh Oh Oh
NATALIE:
   It feels so good but you're so bad for me

Enquanto os instrumentos voltando - o que foi até que rápido - olhei ao redor. AQUILO ESTAVA ACONTECENDO. Meu corpo inteiro tremia. E então eu vi. Meu Deus. Eu vi. Aquela gangue estava andando pelo corredor. Exatamente no instante em que olhava, o tal James virou para o lado. Para a minha direção. Não fique vermelha, pedi a mim mesma. Mas é claro. Em vão.

Acho que fiquei tão vermelha que parecia que iria explodir. Não deu tempo de ver o que ele fez em seguida, mas sei que continuou andando. Pisquei um segundo e tive que voltar a cantar.

NATALIE:
   I always want what I can't have

Liz estava sorrindo. Um sorriso sacana. Lado ruim de ter uma amiga que me conhece tão bem.

LIZ:
   Give It all never get half

NATALIE:
   You're like girl where you've been at

LIZ:
   And I really wanna just not care but

Merda. Eles entraram na sala. Eles estavam escutando. Todos estavam olhando. Concentra.

LIZ:
   Whoa oh oh

NATALIE:
   Sayin' that I quit but it's just not true like

LIZ:
   Whoa oh oh

NATALIE:
   I say I don't like you but you know I do 'cause

CORO:
   You make me feel so right even if it's so wrong
   I wanna scream out loud boy
  But I just bite my tongue
LIZ:
   This one's for the girls
   Messin' with the boys like
NATALIE:
   He's the melody and she's background
noise
CORO:

   Baby why can't you see?
   It feels so good but you
're so bad for me

LIZ:
   Oh Oh Oh Oh
NATALIE:
   It feels so good but you're so bad for me

LIZ:
   Oh Oh Oh Oh
NATALIE:
   It feels so good but you're so bad for me


NATALIE (LIZ segunda voz):
   I'm dying tonight
   Trying to hide

NATALIE:
   Hide what I'm feeling

NATALIE (LIZ segunda voz):
   I'm feeling like I'm

NATALIE:
   Dying tonight
   To keep it inside

CORO:
   When I say hello should be saying good (APENAS LIZ-HIGH NOTE): Bye

LIZ (high note):
   OH OHHHH

Eles continuavam escutando.

CORO:
   You make me feel so right even if it's so wrong
   I wanna scream out loud boy
  But I just bite my tongue
LIZ:
   This one's for the girls
   Messin' with the boys like
NATALIE:
   He's the melody and she's background
noise
CORO:

   Baby why can't you see?
   It feels so good but you
're so bad for me

LIZ:
   Oh Oh Oh Oh
NATALIE:
   It feels so good but you're so bad for me

LIZ:
   Oh Oh Oh Oh
NATALIE:
   It feels so good but you're so bad for me


Fizemos as firulas que encerravam "Bad For Me" e BAM! Aquelas batidinhas legais voltaram para finalizar o arranjo. Que estava PERFEITO!

Toda aquela felicidade desviou um pouco de minha atenção dos meninos. Eu e Liz demos high five. Ela morida o lábio. Ea mordia o lábio??!

- Tô adorando esses caras aparecendo por aqui, sabia?

Pelo tom de voz do sussurro dela pude ver que se minha atenção fora desviada deles para nossa música, a dela tinha tido o efeito contrário. Saímos do estúdio de gravação e entramos na sala.

- Ow! Parabéns, garotas! Vocês arrasaram! Mais tarde a gente volta pra gravar a definitva, ok?

- Ah, tudo bem! - Liz respondeu um pouco apressada demais - Olá, garotos!!

E cumprimentou um pouco animada demais. Se eu não estivesse com todas essas borboletas batendo o martelo do Thor no meu estômago, com certeza pegaria o vaso de porcelana que estava ao lado esquerdo e o atiraria na cabeça de Liz.

- Elizabeth, certo?

- Liz, pode chamar de Liz!

E então eles... se abraçaram? Ela era um pouquinho mais baixa que o cara de cabelos praticamente negros, aquele forte e que havia sorrido ontem. Fiquei lá. Em pé. Igual a uma estátua inútil. Inevitavelmente, olhei para James. Ele me olhava. Dessa vez não fiquei tão nervosa. Eu tinha que agradecer pela dica de ontem. Se não fosse ele, talvez eu ainda estivesse na minha cama como nariz entupido. Estava abrindo a boca para chamá-lo, mas ao invés disso apenas indiquei o corredor com a cabeça.

Acho que ele entendeu.

James se levantou e saiu da sala. Fiquei olhando enquanto ele andava. Meu Deus, ele era tão lin... Cala a boca, Natalie.

Tirei a jaqueta de couro e pendurei num sofá próximo. Se eu ficasse com vergonha, pelo menos não passaria tanto calor. Liz ria com um garoto - aparentemente mais novo - loiro e o resto do bando então decidi não interromper. Já que não teria coragem mesmo.

Eu estava então com meu suéter lilás fino. Puxava as mãos para dentro das mangas compridas enquanto seguia James. Fechei a porta ao sair. Ele estava se sentando no banco que ficava na parede de fora.

Sentei-me no banco em frente ao dele, do outro lado do corredor. omei fôlego.

- Então... Obrigada... pelo chá.  - sorri de leve.

- Ah, não foi nada.  - ele deu de ombros - A propósito, você canta muito bem!

Ri.

- Obrigada.

- Então você melhorou? Digo, da gripe?

- Ah! É, é. Melhorei, e muito! Graças a você.

James deu uma tossida curta.

- Sua amiga já está bastante íntima do Casey. - ele parecia querer rir, mas estava segurando.

- É, invejo isso nela.

- Isso o quê?

- Ah, sei lá. A facilidade que ela tem pra falar com as pessoas. - respondi observando Liz rindo escandalosamente pelo vidro atrás de James.

Ele estava com os cotovelos apoiados nos joelhos e olhava para o chão. Podia sentir o perfume no ar. O mesmo de ontem, claro. Quando ele olhou para mim, seus olhos pareciam mais profundos do que eu havia pensado antes.

- Você devia vir com a gente. Sexta à noite.

- O quê? Ir aonde?

- Sua amiga não te contou? - ele arqueou a sobracelha.

- Não!

Àquela altura sabia que meus olhos estavam mais abertos do que o normal.

- Vou sair com os meninos na sexta. Vamos passar num bar pra comemorar nosso contrato com a gravadora. Casey convidou Liz e ela aceitou.

Ela aceitou? Como não tinha me contado nada? Eu não era o tipo de amiga que ficava com raiva de omissão de informações, já que todo mundo tem o direito de guardar segredos, mas não consegui me controlar!

- Claro, eu vou. Me passa o endereço e o horário.

Disse antes de pensar o que estava fazendo. Eu iria, sim. Era uma oportunidade de conhecer o cara que estava me convidando. Mentira.

- Eu te busco, o que acha?

- Tá, você quem sabe. Me passa seu número para eu te mandar meu endereço.

Trocamos números de celulares. Ia voltar para sala. Simples assim. Claro, seria simples assim. Se James não tivesse colocado a mão no lado esquerdo do meu rosto e me dado um beijo rápido na bochecha do lado oposto. Senti que fiquei paralisada.

Fiquei ali observando enquanto ele voltava para o grupo.

Minha pele queimava onde seus lábios haviam tocado.

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