Nova movella


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1. O começo do começo

Próxima Parada: Londres

Meu maior sonho sempre foi fazer intercâmbio, e aqui estou, eu, Natália, 16 anos, dentro de um avião, indo para Londres. Sozinha. Estou entre um simpático senhor que tagalerou metade da viagem, mas agora já pegou no sono, e do outro lado um mulher super bem vestida, mas rude e esnobe.

Estou realmente em tédio, então pego um livro na minha bolsa: Insurgente, da coleção de Divergente, que eu adoro. Como meu inglês não é fluente, a ponto de ler livros americanos, trouxe um estoque na minha mala. Leio metade do livro, até chegar o jantar. Nunca gostei de comida de avião, mas esta parecia estar muito gostosa. Camarão, com arroz e molho. Pedi um suco de laranja e tomei tudo em um só gole, pois, durante a viagem inteira, não tinha tomado nada. O senhor do meu lado acabou não acordando, então ficou sem janta. Ao contrário do que pensei, a comida estava horrível. Comi tudo pois estava morrendo de fome. Depois, acabei dormindo

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Acordei com o capitão falando que pousáriamos em 10 minutos. Aproveitei este tempo para ir ao banheiro.

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Depois que peguei minhas malas e assinei todos os documentos, fui para uma sala especial esperar a família que iria me acolher. Tinha visto apenas uma foto, e o meu host brother era um gatinho. Mas claro que não vai acontecer nada entre nós, afinal ele é meu "irmão". Depois de uma hora esperando (o que causou no término de Insurgente) minha família finalmente chegou. Amei logo de cara. Minha mãe era loura e estava com os longos cabelos presos em um rabo de cavalo perfeitamente executado, pele clara, traços finos e delicados, olhos verdes, e unhas bem feitas. Meu pai parecia divertido, cabelo ruivo, olhos castanhos e traços marcantes e fortes. A irmã de 16 anos extremamente linda e parecida com a mãe. Mas nem preciso dizer o que mais me chamou atenção. O meu "irmão" era mais lindo ainda pessoalmente. Olhando para aquela família reunida diante de mim, logo senti vergonha por meus traços fortes e pesados, em como meus cabelos castanhos estavam presos em um coque mal feito, e minhas roupas amassadas. Minha mãe emprestada não pareceu notar, porque me abraçou tão forte que me esmagou. Ela logo disse:

- Prazer Natália! Meu nome é Anabelle, estou muito contente em ter você conosco!

Ela falava em um tom tão animado que quase me senti culpada por não ter temonstrado uma sequer emoção. Respondi:

- Oi Anabelle! O prazer é meu, muito obrigada por ter me acolhido em sua casa!

Tentei ser bastante formal, o que causou uma fala totalmente idiota.

Depois dela o pai se apresentou brevemente com um sorriso e aceno de mão, e depois veio a menina. Ela parou a mais ou menos um metro de mim e me olhou com uma expressão gelada - bem daquelas patricinhas de filme americano- e apenas deu um sorriso amarelo e saiu. Graças a Deus. Quando Drake veio me cumprimentar (descobri seu nome porque Anabelle havia chamado ele pelo nome) ele me deu um aperto de mão e sorriu. Seu sorriso lembrava um pouco o da irmã, mas o dele parecia bem mais real. Seus dentes eram brancos, mas tortos, não a ponto de usar aparelho, mas sim de um jeito fofo e que dava vontade de beija-lo ali mesmo. Depois de todos os cumprimentos, eu e minha nova família fomos ao StarBucks comer algo.

Ótimo. Pensei. Já começou bem.

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