BEST FRIENDS - O tempo não apaga... - Season 1

Adolescência, fase da vida em que descobrimos o corpo, fazemos os amigos que levaremos pro resto da vida, os sentimentos são uma montanha russa, descobrimos o que é certo e errado. Mas seria justo, pagar por algo que não foi você que fez? Pior ser vitima da inveja de alguém que você nem conhece, ou acha que não conhece? Marcela, Gabriela, Harry, Lucas, Bruna e Luan, seis amigos, que entre, amores, conflitos, brigas e um segredo em comum, serão forçados a provar, até aonde se pode ir em nome da amizade...

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17. CAPITULO 17

CAPITULO 17

 

Ali bem na nossa frente, tinha um corpo sem vida, ensangüentado, tinha vários furos de algo pontiagudo, um nó se formou na minha garganta, as facas que haviam aparecido nas camas... Fiquei em estado de choque e não foi só eu, todos os outros também ficaram. O Luan se aproximou e nos olhou assustado, o medo estava estampado no rosto dele.

- É a Leticia... – Ele falou assustado.

- A do segundo ano? – perguntei nervosa.

- Ela mesmo. – Luan fala nervoso.

- Mas o que ela ta fazendo aqui? – Gaby nos olha sem entender.

- Não sei, mas seja o que for, não saiu bem... – Harry falou.

Gaby correu e abraçou o Luan e começou a chorar, eu também já não estava agüentando e comecei a chorar, a Bruna correu de volta pra dentro de casa.

- E agora? O que a gente vai fazer? – Perguntei chorando.

- Primeiro, vamos lá pra dentro. Ficar aqui pode não ser seguro. – Luan falou tentando passar calma pro grupo.

- E ela? – Gaby falou apontando pro corpo.

- Não tem nada que a gente possa fazer, ela ta morta... – Harry respondeu a pergunta da Gaby.

- Então vamos entrar. – Luan falou indo em direção da porta.

Quando entramos, Bruna tava encolhida em cima do sofá chorando. Corri e abracei ela.

- A gente tem que ir embora. – Lucas falou.

- Mas tem uma coisa. – Harry falou olhando pro Lucas.

- O que? – Lucas perguntou.

- Alguém aqui matou a Leticia. – Harry falou desconfiado.

- Como assim? - Perguntei tentando segurar o choro.

 - É obvio gente, só tinha nós aqui, daí aparece uma garota morta e várias facas sujas de sangue, alguém do grupo matou essa garota. – Harry falava seguro.

- Como pode levantar uma hipótese dessas? Nenhum de nós somos assassinos, bom, só se for você. – Bruna fala zangada.

- Ta louca Bruna? Por que eu mataria essa garota? Ta mais pra ter sido o Lucas, afinal, era o único que não estava dentro da casa. - Harry fala olhando pro Lucas.

- Ta maluco? Porque eu mataria essa garota? Nem conheço ela direito. – Lucas falava exaltado.

- Então porque ficou todo nervoso? – Harry acusava o Lucas sem se importar.

- Acontece que todos estão sujos de sangue. Menos eu. – Lucas olhava com raiva pro Harry.

- Perai, meu irmão pode até estar estranho, mas ele nunca mataria alguém Harry. – falei defendendo o Lucas.

- Eu tenho que concordar com a Marcela, o Lucas não seria capaz... – Luan falou me apoiando.

- Poderia ter sido você Bruna. – Gaby fala.

- Eu? Como assim guria? Ta doida? Eu nunca faria uma coisa dessas. – Bruna fala se defendendo.

- Todo mundo sabe que ela gostava do Lucas, talvez quis se livrar dela... – Gaby fala.

- Eu nunca faria isso, nem sabia que ela gostava do Lucas. Então deve ter sido você, já que não consegue se vingar da Marcela, quis colocar ela nessa situação, alias, todos nós.  Nunca se conformou do Harry ter escolhido ela e não você. – Bruna fala com raiva.

- Que coisa mais sem sentido, para de me acusar Barbie do Paraguai.

- Gente, ficar brigando não vai resolver nada, a gente tem que ficar de cabeça fria. – Luan tentava apaziguar a situação.

- Calmo igual a você Luan? – Harry fala olhando serio pro Luan.

- Ta querendo dizer o que com isso? – Luan olha ele sem entender.

- Que pode ter sido você uê, ta muito calmo Luan. – Harry falava.

- Ta louco cara? To começando a achar que foi você, ta desesperado pra achar um culpado. – Luan se defendia.

- Chega gente, pode ter sido outra pessoa, afinal, nem sabíamos que essa garota tava aqui. Pode ter sido alguém que veio aqui e matou ela e foi embora. – Falei.

- Facil falar isso né? E as facas? Se alguém estava aqui, sabia onde elas estavam e subiu e colocou nas camas, então pode ter sido você né Marcela? – Gaby me acusou.

- Não foi eu ta? Não sou assassina. – Falei com o choro na garganta.

Quando conseguimos entrar em acordo, ficou decidido que sumiríamos com as facas e iríamos embora, quando chegássemos na cidade ligaríamos pra policia e faríamos a denuncia, mas sem se identificar. E assim fizemos. Enterramos as facas na fazenda mesmo, um pouco distante da casa.

Quando chegamos na minha casa, já eram três da tarde do dia seguinte, afinal da casa da fazenda até a estrada mais próxima, fomos a pé. De lá pedimos carona até chegar na cidade.

- Vamos fazer um juramento. – Gaby falou olhando pro grupo.

- Que juramento? – Perguntei.

- Vamos jurar nunca mais tocar nesse assunto. Independente de quem tenha feito aquilo. Afinal, naquelas facas tinham as digitais de todos nós. Se a policia pegar, todos nós seremos presos... – Gaby explica.

- Concordo com ela. – disse Harry.

- Eu também. – falou o Lucas.

- Então a partir desse momento esse assunto está definitivamente encerrado. Nunca mais, eu repito, nunca mais iremos falar sobre isso. Ok? – disse Gaby.

Todos nós concordamos, logo eu e o Lucas entramos na nossa casa e os outros foram embora.

Eu estava cansada, meu corpo pedia que eu fosse descansar, foi o que fiz, mas quando tomei banho e me deitei, não conseguia dormir, aquela imagem me vinha a cabeça sempre que fechava os olhos, só consegui dormir, depois que tomei o mesmo remédio que o Lucas, logo em seguida, dormi profundamente.

Na segunda feira, não tivemos aula, a policia encontrou o corpo da Leticia e a escola entrou em luto. As duas ultimas semanas de aula, foram um tormento. Brigávamos constantemente, a amizade não era a mesma, não conversávamos mais como antes e sempre estávamos separados. Tudo o que se falava no colégio era sobre o assassinato da Leticia, o que me deixava mal e na maioria das vezes eu chorava e tinha pesadelos a noite, não era só eu, o resto do pessoal também tinha pesadelos e mal conseguiam dormir a noite. Quando enfim chegou a formatura, foi um aliviio, afinal, no fim de semana, estaríamos livres do colégio e daquela história horrivel que havia acontecido. Mas nem tudo havia acontecido, vinha mais coisa, a gente só não imaginava. 

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