Mini-Imagines

Imagines toda semana. Podem me pedir, se quiserem. Faço de todo tipo! Espero que gostem.

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1. Acima de Tudo-Harry

-Harry, por favor, venha me ajudar, você fica o dia inteiro aí.-Jess pediu, da cozinha, enquanto colocava uma pizza no forno e segurava Tom, o filho de cinco anos.

-Não tá vendo que eu tô ocupado?-Harry responde.

-Ocupado como? Rezando pro São Cerveja? Ou pro Deus Do Futebol?-ela pergunta, irônica.

-Jess, me deixe em paz.-ele resonde.

-Para de brigar.-Tom fala, no colo de Jess.

-Não estamos brigando, meu amor, estamos discutindo.-Jess diz para o filho.-Mas dá pra você tentar ver se não deixa a Alex e o Andy queimarem a casa? Eles tão lá no quintal.

-Tenta você. São seus filhos.-Harry responde.-E isso é trabalho de babá.

-Nossos filhos...-Jess fala enquanto Harry veste uma camiseta e sai com o carro.-Foi para o bar, provavelmente.-Jess coloca Tom no chão.

Jess engole essa briga. Novamente. Harry não era nada responsável. Não ligava para nada. Muito menos para a família.

Alguns dias depois, Andy e Alex saem de casa pra ficar com a avó por uns dias. Tom ficou em casa, com Jess e Harry. De noite, Tom quer que Harry o coloque pra dormir.

-Mamãe. Papai pode me colocar pra dormir?-Tom pergunta.

-Pode.-Jess responde, enquanto está lendo.

-Onde ele está?

-No lugar de sempre. Sala de TV.

-Você pode chamar ele?

-Harry!-ela grita.

-O quê é, mulher?-Harry responde.

-Tom quer que você coloque ele pra dormir.

-Coloca você.

E foi assim. Jess colocou Tom na cama. De novo. Ela nem desceu as escadas. Só trancou a porta do quarto. Harry teria que dormir no sofá, hoje.

De manhã, Jess acordou, acordou Tom, e o levou para a psicóloga infantil. Ele precisava ir, senão ficava deprimido. Enquanto Tom estava na psicóloga, Jess foi à uma reunião particular com a professora de Tom.

A professora havia mostrado a Jess, o desenho livre de Tom. Ele havia desenhado um coração partido, e ele chorando. E contou que Tom anda chorando muito, e quer ficar sozinho nos intervalos. Jess pegou o desenho e levou pra casa.

-Harry, precisamos conversar.-ela falou, abriu a porta e desligou a TV, na frente de Harry.

-Me dá o controle da TV. Ou eu...-Harry respondeu.

-Ou você o quê, Harry? Se você me bater, você vai preso. É, sim. E é muito sério o assunto que temos que conversar.

-É muito sério o jogo que eu tava vendo.

-É mais importante que o seu filho?! Olha o quê ele desenhou! Um coração partido e ele chorando. A professora disse que ele está se isolando e chorando muito, sem motivo! E ele tá indo numa psicóloga, Harry. Sabe o quê é isso?! Com 5 anos, o garoto tem problemas emocionais! É muito sério!

-É culpa sua.

-Ah, é culpa minha?!

-É.

-Eu me esforço pra cuidar deles, e você aí. Só no sofá. Vendo TV, jogando videogames explícitos e bebendo cerveja. O quê mais quer que eu faça?! É difícil, sabia.

-Jess. Já percebeu que nem me dá mais atenção?

-E quando espera que eu dê? Você acha que eu não gostaria de dar? Se desse tempo eu daria, mas você nem me ajuda com eles!

-Se eu ajudasse você, você iria me dar atenção?

-Que tipo de atenção você quer? Quer que eu transe com você quantas vezes?

-Não é isso. É que são só filhos, filhos, filhos e nada de Harry. Sabe como eu me sinto com isso?

-Eu me sinto pior ainda. Nossa relação está caindo, Harry.

-Eu sei, Jess.

-Sabe? Não dá mais, Harry. Não dá.

Jess sai de casa de novo e vai buscar Tom na psicóloga. Tom está com a mesma cara tristinha de sempre. No carro, Jess sem querer fala que quer um divórcio. Tom entende errado.

Jess se isola no quarto pelo resto do dia. De noite, ela deixa a porta trancada e obriga Harry a dormir no sofá. Na verdade, ele vai dormir com Tom. Jess ouve ele entrar no quarto.

-Posso dormir com você?-Harry pergunta.

-Você vai me esmagar. Mas tudo bem.-Tom responde e ri. Jess ouve Harry se deitar na cama.-Hoje Mamãe falou uma coisa estranha.

-Ela falou um palavrão?

-Não. Ela falou que queria um vidórcio.

-Um o quê?

-Um vidórcio.

-Ela disse isso?

-Disse. E ela até chorou um pouquinho. Eu achei que era eu quem chorava mais, mas ela me passou.

-Eu não sabia disso.

-Eu ainda nem sei o quê é um vidórcio.

-E nem precisa saber.

-Eu te amo, Papai, boa noite.

-Boa noite, Tom.

De manhã, Jess continuou no quarto, mas Harry foi bater na porta.

-Jess, eu preciso falar com você.-ele disse. Jess não abriu a porta.

-Você está me atrapalhando.-Jess respondeu.

-Eu não quero me divorciar de você. Não consigo te imaginar com outro cara.

-É uma pena. Porque eu consigo te imaginar com outra.

-Jess... Me escute.

-Não dá mais, Harry.

-Nossos filhos não vão aguentar isso. Vai ser uma pancada.

-Prefere continuar brigando e levar mais pancadas? Estamos falando de nós dois.

-Eu sei, Jess... Mas eu sinto saudades de você. Sinto saudades de ficar com você. Sem brigar.

-E eu não sinto? Me dói muito pensar nisso. Mas não dá.

-Tom me disse que você chorou e que quer um divórcio.

-Eu não quero. Eu acho melhor.

-Eu não quero me separar.

-Harry, por favor. Você tem que entender, que fica cada vez pior. Prefiro que as crianças nos vejam separados do quê brigando.

-Eu também. Então vamos parar de brigar.

-Não dá.

-Você está certa. Eu preciso mudar. E vou mudar. E prometo que vou mudar se você me prometer que vai colaborar.

-Eu já colaboro.

-E eu te amo.

Jess abriu a porta e abraçou Harry.

-Eu também te amo.

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