Dance With Me

"We are fool whether we dance or not,so we might as well dance"-Japanese Proverb Jessica Braun Williams, 24 anos, dançarina profissional de classe média. Tyler Stanley Richards,24 anos, herdeiro das empresas "Richards" podre de rico e prestes a noivar com Meredith Braun. Tudo se dá início,quando a notícia de um jantar de noivado começa a mudar a vida e modo de agir de todas as pessoas envolvidas,fazendo com que os caminhos de Tyler e Jessica se cruzem. O que acontece é nenhum dos dois sabiam que tinha uma ligação muito mais próxima,antes mesmo de se conhecerem. Também disponível no Wattpad /Also available on Wattpad : http://w.tt/1oDSAlT

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4. Out Of Luck

"I think I'm gonna lose my mind,I'll roll and I'll roll 'til I'm out of luck..."

Jessica's P.O.V.

Enquanto dançavamos as três músicas, concluí três coisas sobre Jason:

1°- Ele, para um iniciante dançava bem até demais.

2°- Ele era um egocêntrico, metido, prepotente e confiante.

3° - Ele era ridiculamente engraçadinho e bonito.

Tirando sua personalidade "sou-o-rei" irritante, eu estava tentando achar alguma coisa, algum defeito que superassd as benditas qualidades. Mas sempre chegava a cada segundo mais perto da conclusão que ele era inegavelmente e imperfeitamente perfeito. Patético, eu sei.

-Por hoje é só ,turma!- gritou Jane ao terminar a terceira música- Quero ver todos aqui na próxima aula- disse olhando diretamente para o Jason.

-Jessica,venha aqui- ela me chamou e eu fui até ela sem motivação.

-O que foi, Jane?

-Ele é bom, ele é perfeito, ele é...

-Iniciante, Jane. Essa é a primeira aula da vida dele- eu a interrompi num tom sério.

-Melhor ainda. Se ele já é bom sem saber nada, imagine quando você ensinar a ele tudo que sabe. - disse Jane sonhadora.

-Eu não acho que... Peraí, você disse que eu vou ensiná-lo?Enlouqueceu? - disse indignada olhando para Jason parado quase no meio da sala digitando no seu celular- A professora aqui é você.

-Ah,Jessie!- ela virou-se de frente para minhas costas e pôs a mão em meu ombro-Não é como você fosse ensaiar com alguém desagradável, muito pelo contrário,ele é um pedaço de mal caminho.- ela riu e eu a acompanhei- Vocês são um casal lindo, tem química entre vocês.

-Olá, eu já tenho namorado,obrigada- disse retirando a mão dela do meu ombro- E se você ouvisse nossa conversa durante a dança, veria muito mais sarcasmo do que química.

-Bem,você que sabe. Se ele gostou de dançar e vai continuar,passe os horários das aulas e dos seus ensaios.

-Mas...

-Sem mas, está decidido- ela disse séria tirando o CD do leitor- Fecha a academia para mim?

-Claro,Jane. Melhor se apressar o último metrô passa em 5 minutos- falei chateada e dei um tapinha nas costas dela.

-Boa sorte com o Ryan.

-Vou precisar- disse e fui guardar algumas roupas improvisadas de dança juntamente com a minha saia.

Jason , aparentemente, já tinha ido embora,sem nem se despedir. Não que eu me importasse, porque não me importo, mas a educação mandou lembranças.

Enquanto trancava os armários e o balcão,ouvi passos lentos vindos do banheiro e peguei a primeira coisa que encontrei: uma vassoura.

Andei devagar em direção ao banheiro e quando estava a um passo de me bater com a pessoa, consegui acertá-la antes com a vassoura.

A pessoa gritou e me puxou pelos braços, eu até poderia gritar se as mãos que seguravam meu antebraço,impedindo-me de acertar outro golpe,não fossem dele.

Ele parecia tão assustado quanto eu,mas quando me reconheceu soltou meu braço e caiu na gargalhada.

-O que foi?- perguntei com uma mão na cintura e outra com a vassoura.

-Eu sei que não sou nenhum pé de valsa,mas não precisa tentar me matar- ele olhou para a vassoura ofegante- Com uma vassoura.

-Não me julgue, o único objeto decente que tinha era esse- disse séria e encostei a vassoura na parede- Mas afinal, o que faz aqui ainda?

-Eu iria perguntar para alguém o meio de transporte mais rápido para sair daqui, mas parece que todos já foram.- ele disse desapontado.

-Não fizeram por mal, mas infelizmente eles foram junto com o único transporte decente que podia te levar para casa.

-O quê?- arregalou os olhos verdes.

-A última passagem do metrô por aqui foi a dez minutos atrás, e não te aconselharia a ir com os taxis do outro lado da rua, nunca se sabe se você vai sair de lá drogado ou fazendo parte de uma gangue ou se vai realmente sai de lá.-ele sorriu nervoso-Não tem ninguém que possa te buscar?

-Eu tentei chamar alguém, mas estava sem sinal e para melhorar a bateria acabou-eu comecei até a sentir pena dele- Mas eu vou andando pro ponto de ônibus mais próximo- E então foi minha vez de arregalar os olhos.

-Você enlouqueceu? Andar sozinho por aqui essa hora é o mesmo que pedir pra ser morto,assaltado ou estuprado.

-Você quer que eu faça o que então?- ele ralhou desesperado.

-Eu te dou uma carona- disse calmamente contrariada.

-Você o quê?- ele falou com se não tivesse ouvido.

-Eu te dou uma carona- repeti já me arrependendo- Tenho carro.

-Olha,ou você não estava com a mínima vontade de me dar carona ou você queria me ved desesperado.Prefiro achar que foi a segunda opção parece mais "boa moça"-eu ri com a percepção certíssima dele.

-Também prefiro, agora vamos- e fomos em direção a escada.

"...maybe you're fireproof, 'cause nobody saves me, baby, the way you do"

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