Dance With Me

"We are fool whether we dance or not,so we might as well dance"-Japanese Proverb Jessica Braun Williams, 24 anos, dançarina profissional de classe média. Tyler Stanley Richards,24 anos, herdeiro das empresas "Richards" podre de rico e prestes a noivar com Meredith Braun. Tudo se dá início,quando a notícia de um jantar de noivado começa a mudar a vida e modo de agir de todas as pessoas envolvidas,fazendo com que os caminhos de Tyler e Jessica se cruzem. O que acontece é nenhum dos dois sabiam que tinha uma ligação muito mais próxima,antes mesmo de se conhecerem. Também disponível no Wattpad /Also available on Wattpad : http://w.tt/1oDSAlT

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27. Chapter 27

– Gosta de U2? -Jason perguntou mexendo no porta-luvas.

– No dia que você achar uma pessoa que não goste de U2, você pode mandá-la para um manicômio.

Ele sorriu para mim.

– Acho que tenho algo aqui- ele pegou o "Songs For Someone" e eu quase gritei de alegria.

– Agora você ganhou pontos comigo.

– Bom saber- ele deu partida no carro enquanto o começo de "The Miracle" invadia o carro.

A "viagem" até em casa foi tranquila, Jason resolveu colocar o CD no aleatório. Eu cantarolava algumas músicas, ele cantava outras baixinho.

– Entregue, ma'am. - Jason estacionou na frente da "minha" casa e para o meu alívio a moto de Ryan não estava lá.

Era estranho chamar de minha casa, para mim, minha casa ainda era com minha mãe e meu pai, ou até mesmo meu antigo apartamento. Não sentia como se a casa que eu e Ryan dividíamos era o meu lar.

Quando estava abrindo a porta do carro, "Every Breaking Wave" começou a tocar.

– Você vai ter que me deixar ficar um pouquinho mais aqui dentro- eu disse e Jason riu e disse para eu ficar à vontade.

– Every breaking wave on the shore, tells the next one there'll be one more. - eu cantei baixinho

– Every gambler knows that to lose, it's what you're really there for.-Jason acompanhou completou e ficamos assim até o refrão quando parecíamos duas crianças cantando super alto no carro.

A música acabou, mas continuamos ali rindo um da cara do outro.

– Você canta bem. - Jason disse e eu corei

– Você também. - eu disse e ele gargalhou. 

– É sério.

Nós nos encaramos e começamos a rir mais uma vez. Fazia muito tempo que eu não ria assim.

Então veio o silêncio. Cada um imerso nos seus próprios pensamentos. E eu daria tudo para dar uma espiada nos de Jason.

– Eu, realmente, vou ter que entrar agora.

– Eu te acompanho até a porta- Jason disse já abrindo a porta do carro.

Andamos até a porta em silêncio, eu segurando as flores que ele me deu e ele com as mãos nos bolsos.

Ele tropeçou num vaso de plantas fazendo um barulho estridente e ele xingou baixinho.

Assim que chegamos na porta eu parei e me virei para ele.

– Acho que é aqui que nos despedimos. Desculpa não te convidar para entrar, mas não sei se as coisas estão como eu deixei mais cedo...

– Tudo bem e..

Foi tudo muito rápido. Eu só ouvi a voz da Marie, minha vizinha, mandando Ryan parar de chegar em casa bêbado e quando pisquei Jason já estava todo encharcado.

Olhando a cena estava todo mundo boquiaberto: Eu, Marie (depois que percebeu o engano) e Jason todo encharcado.

Marie começou a se desculpar dizendo que achou que era o Ryan chegando bêbado mais uma vez, Jason disse que tudo bem, que enganos acontecem o tempo todo e eu estava ali observando aquela cena, sem saber onde enfiar a minha cara.

Marie correu para dentro de casa envergonhada, depois de pedir umas 10 mil desculpas à Jason. Quando ela não estava mais no nosso campo de visão ele me encarou:

– O que foi isso que acabou de acontecer? - ele perguntou e eu só queria dar risada.

– B..bem- eu disse prendendo o riso- Ryan sempre chega fazendo o maior barulho e bêbado, ela deve ter pensado que o barulho do vaso foi ele quebrando alguma coisa.

– Não precisa fingir que não está com vontade de rir. - ele disse e eu segurei o riso mais ainda.

– Não estou querendo rir. - menti – De qualquer forma você vai ter que entrar para se enxugar, agora. Só não repare na bagunça.

Eu destranquei a porta e para minha surpresa a casa estava exatamente como eu havia arrumado. Não sei se isso era uma coisa boa, pois significava que Ryan não tinha voltado aqui desde quando nós fomos para a arena.

– Nossa, você faz tanto suspense que eu pensei que a casa estava tipo pós-guerra.

Isso porque você não veio aqui alguns dias atrás, querido.

– Pode sentar. Vou pegar uma toalha e a blusa que você me emprestou para você se trocar, só não tenho uma calça para te dar.

– Tudo bem. A toalha já está de bom tamanho. - ele sentou-se no sofá e eu fui no meu quarto pegar a toalha e sua blusa.

– Aqui estão. - eu lhe entreguei as coisas.

– Obrigado. - ele enxugou o cabelo e passou a blusa molhada pela cabeça enquanto eu me esforçava para não encarar seu tronco nu e, diga-se de passagem, perfeito.

Eu me sentei no sofá um pouco afastada dele.

– Você quer água, café, suco, sei lá?

Só peça qualquer coisa para me impedir de olhar para seu tronco, por favor.

– Não, obrigado. - ele passou a blusa seca pelos braços enquanto eu repassava a cena da Marie jogando um balde de água fria nele.

Eu ri baixinho e ele me encarou.

– O que foi?

– Você deveria ter visto sua cara.

– Eu sabia que você estava querendo rir- ele disse e eu comecei a gargalhar.

– Você parecia um cachorro molhado, tadinho. - eu gargalhei mais alto e ele chegou mais perto de mim.

– Então você gosta de rir, não é? - ele me encarou sério, mas eu não conseguia parar de rir.

Ele se virou para mim e começou a fazer cócegas em mim.

Eu não conseguia parar de rir enquanto fazia tentativas de pedir para que ele parasse.

Ele começou a rir também e eu não sabia mais se estava rindo das cócegas, da cena do balde, ou da risada dele misturada com a minha.

– Pelo amor de Deus, para- eu disse entre risos.

– Pensei que você gostava de rir- ele estava com o rosto vermelho, o que me fez dar mais uma risada e minha barriga doer  – Parei, ou você vai morrer sem ar.

Um dos seus braços estava no apoio de braço do sofá e outro no encosto do sofá, me prendendo entre eles enquanto nós dois recuperávamos o fôlego.

Numa tentativa de voltar a sentar direito no sofá, a sua mão que estava no apoio escorrega, deixando nossos rostos separados por poucos centímetros.

Sua respiração quente batia em meu rosto e eu estava parada com medo que essa situação ficasse mais constrangedora.

Ele ajeitou o seu braço no apoio, mas a distância entre meu rosto e o dele continuava a mesma.

O certo seria eu me ajeitar forçando-o a sair de cima de mim, mas não o fiz apenas fechei os olhos e fiquei sentindo sua respiração por dois segundos, que mais pareceram horas.

Ao abrir meus olhos novamente, seus olhos verdes ainda me encaravam, sua respiração ainda se misturava com a minha e o calor do seu corpo emanava para o meu.

Uma de suas mãos tirou uma mecha de cabelo do meu rosto. Seu rosto se aproximou do meu e meus olhos se fecharam mais uma vez.

Quando lábios se encostaram nos meus, parecia como se uma descarga elétrica passasse pelo meu corpo repetidamente.

Seu ritmo era lento e eu aproveitava cada centímetro de sua boca sem pressa, apenas deixando aquela sensação se repetir quantas vezes fosse possível.

Era bom. Uma de suas mãos estava em minha cintura, me puxando o mais próximo possível dele.

Era reconfortante. Sua outra mão acariciava meu rosto com a maior delicadeza. Minha mão sentia a maciez do seu cabelo e a outra o impedia de se afastar.

Era errado. Meu lábio inferior estava entre seus lábios e meus olhos estavam fechados fortemente, não queria que aquilo acabasse. Porém estávamos ambos sem fôlego e nossas respirações colidiam fortemente, uma contra a outra.

Ele me deu um selinho demorado e eu percebi que nunca desejei tanto que não existisse a necessidade de ar.

Abri meus olhos lentamente e seus olhos eram duas esmeraldas ardentes me encarando.

Seu corpo ainda grudado no meu, impedia-me de saber qual era o batimento cardíaco mais forte no momento.

– Isso foi...errado- eu sussurrei incerta de minhas próprias palavras.

Como algo tão errado, poderia parecer tão certo e tão...bom?

– Eu sei...hm...me desculpe- ele tirou as mãos de mim ajeitando-se no sofá e os locais onde elas estavam formigavam, como se fossem partes de mim que foram arrancadas.

Isso era tão errado.

– Eu...não sei o quê deu em mim- ele disse passando a mão no cabelo que há poucos instantes estava em minha mão.

– Acho melhor eu ir. Obrigado pela toalha.- ele deu um pequeno sorriso e eu fui com ele lentamente em direção à porta.

Eu destranquei a porta e se virou para mim. Estávamos tão próximos que eu não veria problemas se ele me beijasse outra vez.

E foi o que ele fez, só que na bochecha. Sua mão estava em minha cintura de novo e eu estremeci, então ele a tirou rapidamente.

– Boa noite, Jessie- ele disse passando para o outro lado da porta.

– Boa noite, Stanley - ele riu, concordou com a cabeça e foi em direção ao seu carro.

– Jason!- ele virou na minha direção 

– Hm...Obrigada pelas flores, mais uma vez.

– Você merece.

Ele entrou no carro e eu fiquei na porta até ele não estar mais na minha visão.

Fechei a porta e me encostei na mesma, escorregando até o chão, onde fiquei pelo menos meia hora repassando o que tinha acontecido naquele sofá.

O frio na barriga, suas mãos na minha pele, seu cabelo emaranhado na minha mão, seu corpo como se fosse moldado para se encaixar no meu. O beijo.

Nunca cheguei nem perto dessas sensações e se isso era errado, bem, eu abriria a mão do que era certo.
******
(N/a: GOOOL DA ALEMAAANHAA, ops, ano errado.
Tyzinho (ou Jason) não perde tempo hein?
ATT extra para vocês porque eu sou uma pessoa muito boa :D.
Eu amei escrever esse capítulo. Como vocês acham que vai ser o próximo encontro deles?
Deixem seus comentários, sugestões, críticas, jogadores da Alemanha(principalmente se for aquele goleiro da última copa)...
Não se esqueçam de votar, mandar beijinhos pra autora, essas coisas... Até a próxima xxJKLO)

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