Meu querido irmão

Os conflitos são grandes na cabeça de Jenna, ser afastada daquele que mais ama, crescer praticamente sozinha, descobrir que tudo o que acreditava era mentira e sentir despertar um sentimento proibido, perigoso e ardente como brasa que envolve todo seu corpo. [...] Aviso: º O começo da história não fui eu que criei, li uma história que gostei muito e ocasionalmente decidi dar continuidade a ela.

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16. Social

 Entramos no carro, Aline na frente com o Vini e a gente se apertou no banco de trás. O Vinicius ficou me provocando enquanto dirigia, a Aline não falou mais nada, parecia chateada, mas ao mesmo tempo parecia com medo, achei estranho. Fomos para a casa do Vini, o Renato e a Brenda logo sumiram, eu fiquei bebendo e conversando com a Cris e o Guto. A Aline e o Vini estavam meio que discutindo, mas ela mais ouvia que falava, depois ele veio até a gente.
- Cara eu tou com a parada lá no meu quarto, bora lá. – ele falou com o Guto.
-  vamos lá.- o Guto falou levantando.
Eles foram andando em direção ao quarto, a Aline falou que iria ficar comigo e com a Cris, mas o Vini de cara feia e ela foi com eles.
- Que parada é essa Cris? – eu perguntei curiosa.
- Nem sei . – ela respondeu disfarçando, mas estava na cara que ela sabia. Ficamos bebendo e jogando conversa fora. Eles demoraram um bom tempo e quando vieram tentavam não demonstrar, mas estavam visivelmente alterados, a Brenda e o Renato chegaram logo depois e também não pareciam muito normais. Voltamos para a escola, já era hora da saída, o Guto foi pegar nossas coisas, pois estávamos todos um tanto alterados por causa da bebida. Quando ele voltou eu me despedi deles, falei para a Aline passar na minha casa mais tarde para irmos a social e fui andando, no portão o Lucas me chamou, eu estranhei, mas fui falar com ele.
- Fala. – eu disse seca, agora quem não queria a amizade deles era eu.
- Você e a Lili fizeram as pazes? – ele perguntou.
- Não é da sua conta. – eu continuei seca, a Gabi chegou abraçando ele e me lançando um sorriso sem graça que eu não correspondi.
- Ela é minha irmã, claro que é da minha conta. – ele insistiu. 
- Que foi Lucas? Eu não sou boa o bastante pra andar com sua querida irmã? – eu perguntei irônica. – De boa me erra garoto, se quer saber vai perguntar pra ela. – eu disse me virando.
-Calma Jen. – ele pediu me segurando. – não é isso, eu quero te pedir um favor.- ele disse parecendo sincero.
- Agora você quer me pedir um favor, me poupe né Lucas. – eu debochei.
- É coisa séria Jen, escuta ele, por favor. – agora era a Gabi que pedia.
- Fala, eu não tenho o dia todo. – eu disse indiferente. Ele começou a falar, disse que a Aline tinha mudado muito desde que começou a sair com o Vini, disse que estava preocupado com ela, que às vezes ela chegava em casa chorando e que ele percebeu alguns hematomas no corpo dela, mas ela sempre desconversava, tinha parado até de fazer os bicos como modelos. Eu escutei tudo, mas não via como eu poderia ajudar.
- Ela sempre gostou muito de você Jen, ela vai te ouvir, conversa com ela, por favor. – ele me pediu com os olhos marejados.
- Ela é sua irmã, gêmea ainda por cima e não te ouviu, duvido que me ouça. – eu disse.
- Tenta, todo que ela queria era voltar a falar com você, ela provavelmente está muito feliz agora, ela vai te ouvir, tenho certeza. – ele estava muito triste, mesmo não sendo gêmeos idênticos eles sempre foram muito unidos.
- Vou ver o que posso fazer, não prometo nada, até porque nem sabemos se realmente tem algo errado, talvez ela só mudou mesmo. – eu terminei a conversa e fui andando pra casa intrigada.

Cheguei em casa, tomei um banho e fui descansar um pouco, fiquei rolando na cama, acabei ficando preocupada com a Aline. Peguei o telefone e liguei pra ela, perguntei se ela não queria ir logo pra minha casa para nos arrumarmos juntas, ela aceitou na hora.
- Eu tinha muita saudade da nossa amizade Jen. – ela falou enquanto eu pintava sua unha.
- Eu também Lili. – eu disse sincera, na verdade eu sentia falta de todos.
- Me desculpa por tudo, inclusive pelas idiotices do Vini hoje no carro. – ela estava envergonhada.
- Você não precisa se desculpar, afinal, o idiota é ele. – eu afirmei – nem sei como passei tanto tempo com ele, devia estar cega, ele fazia muita besteira e era agressivo. – eu inventei pra ver se ela falava algo, mas ao invés de falar ela começou a chorar descontroladamente eu a abracei e perguntei o que estava acontecendo, mas ela desconversou e disse que era só felicidade porque voltamos a nos falar. Eu não toquei mais no assunto, terminamos de nos arrumar e saímos, fomos de táxi para a social. Tinha muita gente, na verdade muita gente estranha. A Cris veio pulando falar com a gente, toda alegrinha já. O Vini já estava bêbado, ficou agarrando a Lili, mas ela ria da situação, fiquei bebendo com a Cris, ela me apresentou metade da festa, um pessoal muito legal e nada estanho como eu tinha achado antes. Já estava bem animadinha quando resolvi ir ao banheiro dar uma olhada na maquiagem. Quando estava saindo ouvi um choro e fui ver o que era. Cheguei na porta do quarto onde parecia estar vindo o choro, quem estava chorando era a Lili e o Vini estava com ela.
- Você vai fazer o que eu mandar entendeu? – ele gritou e deu um tapa nela, eu não sabia o que fazer, mandei um sms para a primeira pessoa que me veio na cabeça “estou com problemas” e junto enviei o endereço de onde eu estava. Depois disso bati na porta, ele se assustou e veio atender.
- Minha doce Jen. – ele estava visivelmente alterado.
- É… Lili estão sentindo sua falta meu bem, vamos. – eu a chamei, ela levantou forçando um sorriso.
- Vai lá meu amor, ou vão reclamar que eu te prendendo só pra mim. – o Vini falou dando um selinho nela que embrulhou meu estomago.
Nós voltamos para a festa, o Vini veio atrás, mas foi para outro canto.
- Lili você não pode o deixar fazer isso. – eu disse séria. Ela me olhou assustada.
- Do que você está falando Mel? – ela perguntou fingindo não ter entendido.
- Não se faça de boba, eu o vi bater em você. – eu briguei.
-Jen calma, eu vou pegar uma bebida e ae conversamos, não fala pra ninguém. – ele me olhou preocupada e saiu. Eu fiquei esperando num canto afastado até ela voltar com dois drinks, me deu um e bebeu o outro, eu bebi o meu rapidamente na intenção de me acalmar, segundos depois eu estava ficando tonta.
- Lili eu…eu não estou bem. – eu forcei a voz a sair. Senti uma mão de homem na minha cintura me forçando a andar pra frente.
- Calma minha linda, eu vou cuidar de você. – eu reconheci logo a voz, era o Vini.
-Não…nã. – eu tentava falar, mas minha voz não saia, meu corpo estava mole. Ele me levou para o quarto onde eu o vi com a Lili, quando chegamos ele me jogou na cama, consegui ver a Lili chorando e pedindo pra ele parar, mas ele a bateu e a jogou em um canto do quarto, eu não conseguia mexer meu corpo, minha cabeça rodava e doía.
- Que saudades eu estava de você Jen, minha Jen. – eu o ouvi dizer. Enquanto alisava minhas pernas, eu queria empurra-lo e correr, sair daquele lugar, mas não conseguia, lembrei do drink que a Lili me deu, ela chorava desesperadamente, ela colocou alguma coisa na minha bebida com certeza, como se ouvisse meus pensamentos ela me olhou triste e foi pra cima dele.
- Deixa ela Vinicius. – ela gritou e ele deu um tapa muito forte nela e a jogou no canto, ela bateu na parede e caiu, minha pergunta estava respondida, o Vinicius era um monstro, queria mata-lo, ele voltou para mim, se debruçou sobre meu corpo, me apertava mas eu não sentia nada, meu corpo estava todo dormente, tentou me beijar mas eu o mordi o que só serviu para deixar ele mais excitado, eu só sentia nojo, ele beijava meu corpo, me apertava e acariciava e eu não podia fazer nada, levantou meu vestido e quando ia tirar minha calcinha alguém chegou.

 

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