Meu querido irmão

Os conflitos são grandes na cabeça de Jenna, ser afastada daquele que mais ama, crescer praticamente sozinha, descobrir que tudo o que acreditava era mentira e sentir despertar um sentimento proibido, perigoso e ardente como brasa que envolve todo seu corpo. [...] Aviso: º O começo da história não fui eu que criei, li uma história que gostei muito e ocasionalmente decidi dar continuidade a ela.

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17. O Inesperado

- O que esta acontecendo aqui? – eu conhecia bem aquela voz, ele recebeu a mensagem e veio, Yuri.
- Ele estava tentando estupra-la. – foi a Lili quem falou, o Yuri voou pra cima do Vinicius, eu podia ouvir os socos, meus olhos começaram a pesar, a última voz que eu ouvi foi a da Lili.
- A Jen precisa de um médico Yuri. – ela gritou e eu não vi mais nada.
Acordei ainda tonta em uma cama de hospital, os últimos acontecimentos vinham em flashes na minha cabeça, olhei para o lado o Yuri estava sentado cochilando na poltrona.
- Você acordou finalmente. – era a voz da Lili, ela se debruçou sobre a cama e me olhava como se pedisse desculpas e eu sorri para ela.
- Quanto tempo o Yuri ta aqui? – eu perguntei apontando.
- O tempo todo, ele não saiu daqui. – ela me respondeu.
- Você colocou alguma coisa na minha bebida né? – a pergunta a deixou envergonhada.
- Me desculpa, nada justifica o que eu fiz, você podia ter morrido. – ela fez uma pausa e me olhou chorosa. – me perdoa, eu não queria, e…eu realmente não queria. – agora ela já chorava incontrolada e saiu do quarto chorando, eu me senti mal por ela.
- Ela parece realmente arrependida. – o Yuri havia acordado, eu o olhei feliz por ele está ali.
- Ela não teve culpa, o Vinicius batia nela. – eu afirmei.
- Aquele canalha. – sua expressão era de raiva, então ele me olhou e a expressão mudou passou para uma dor, ou pena, ou os dois sentimentos junto. – você tem sorte de estar viva Jen, mas…- ele foi interrompido pela Bia que entrou no quarto um pouco sem jeito.
- Que bom te ver melhor Jen, sua mãe acabou de ir embora, ela se tranquilizou depois que a Lili falou que você havia acordado. – ela falou, mas sinceramente eu estava preocupada é com o “mas” do Yuri, queria saber o que ele ia falar antes dela interromper.


- Obrigada -  ainda estava chateada por ela se afastar e nem me contar que estava com o Yuri,. – obrigada Bia, mas eu estou no meio de uma conversa com o Yuri, então eu agradeceria se você nos desse licença. - eu fui clara e objetiva, ela olhou com raiva e ciúme ao mesmo tempo, o Yuri me olhou incrédulo.
- Desculpa Jen, mas eu não vou sair, ele é meu namorado e o que você for falar com ele você pode falar na minha frente. – eu estava sem um pingo de paciência para a crise de ciúmes dela, olhei sem dar importância ao que ela havia dito, ia retrucar, mas o Yuri foi mais rápido.
- Sai. – ele falou firme, sem se preocupar em olhar para ela, olhava fixamente para mim. – o assunto que tenho com a Jen não diz respeito a você, então sai. – ele ordenou a deixando com raiva, mas ela saiu e bateu a porta com força. Eu me virei para o Yuri o fazendo entender o que eu queria. – Eu não entendo porque você não me falou nada, eu estava chateado, mas se falasse eu ficaria do seu lado e agora não será mais possível. – “mas do que ele está falando?” eu me perguntei mentalmente. 
- Seja mais claro Yuri. – pedi o interrompendo.
- Se você tivesse me contado que estava grávida eu teria ficado ao seu lado. – eu paralisei e senti uma tontura.
- Você está louco? Só pode, eu não estou grávida. – eu afirmei ainda desnorteada.
- Você não está grávida, você estava, o feto ainda era muito novo e não resistiu. – eu o olhava com desespero, minha respiração ficou ofegante. – espera, você não sabia da gravidez, droga como eu sou estúpido.

- E…eu…grávida? – minha mão foi até minha barriga, como eu poderia estar grávida? A ultima pessoa com que tive relação foi o Yuri e já fazia quase dois meses desde então, como eu não percebi? Não enjoei? Menstruei normalmente? Meus olhos marejados anunciavam o choro desesperado que estava por vir assim que eu me desse conta de tudo o que ele havia dito “o feto não resistiu” eu tinha perdido meu filho, um filho que eu só soube da existência depois de tê-lo perdido, agora as lágrimas já eram incontroláveis, sentia como se tivesse perdido um pedaço de mim “como posso amar um filho que eu perdi sem nem saber que existia? era inexplicável mas eu sabia que o amava – quanto tempo? Você sabe? – eu perguntei entre soluços.

 - Quase oito semanas - ele respondeu choroso, compartilhava da minha dor, eu perdi o filho dele. Nos abraçamos e choramos juntos até a médica entrar, ela me examinou e falou que eu poderia ter alta no outro dia, e me explicou que eu nao tinha perdido o bebê só por causa da droga que a Lili colocou na minha bebida, ela disse que o feto estava se desenvolvendo mal por causa da quantidade de bebida almóolica que eu vinha ingerido ultimamente, eu perguntei a ela porque eu não percebi que estava grávida e ela me explicou que enjoar e passar mal não é uma regra, que muitas mulheres passam a grávidez inteira sem enjoar e que pode acontecer de menstruar nos primeiros meses de gravidez, minhas tristeza aumentou pelo fato se ser a responsável pela morte do meu filho.

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