Meu querido irmão

Os conflitos são grandes na cabeça de Jenna, ser afastada daquele que mais ama, crescer praticamente sozinha, descobrir que tudo o que acreditava era mentira e sentir despertar um sentimento proibido, perigoso e ardente como brasa que envolve todo seu corpo. [...] Aviso: º O começo da história não fui eu que criei, li uma história que gostei muito e ocasionalmente decidi dar continuidade a ela.

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14. Nos afastando

 

 

Fui direto para o hotel, me faltava o ar, minhas pernas bambeavam, não conseguia acreditar em tudo aquilo, eu realmente pensava que quando ele soubesse que não éramos irmãos ele iria aceitar o fato de me querer e nós ficaríamos bem, mas não foi assim. Yuri estava jogado na cama se enchendo de doces, um bebezão, soltei uma risada, e na mesma hora achei incrível a capacidade que ele tem de me fazer rir mesmo sem tentar, como eu queria simplesmente me apaixonar por ele com a mesma facilidade que me apaixonei pelo Guilherme, mais a invés disso minha paixão pelo Gui só faz aumentar. Me sentei ao lado dele bagunçando seu cabelo.
- Divide comigo seu egoísta. – eu pedi já roubando um bombom de sua mão.
- Eu estava guardando pra você sua chata. – ele se justificou colocando um outro chocolate em minha boca.
- Não vai me perguntar como foi? – eu questionei.
- Se você se sentir a vontade vai me contar sem eu precisar perguntar. – ele afirmou me lançando aquele sorriso lindo.
- Ele está namorando, falou que vai sempre me considerar uma irmã, que não me vê como mulher e que foi tudo um grande erro. – eu resumi.
- E você aceitou numa boa? – ele quis saber, mas ao mesmo tempo parecia não querer.
- Eu falei pra ele que não posso considerar ele mais como irmão porque eu o amo como homem e pedi pra ele me esquecer já que não vai ficar comigo. – eu disse e só depois percebi o quanto minhas palavras magoavam o Yuri.
- Sinto muito por você Mel. – ele falou me olhando triste.
- Bem esquece isso, agora eu quero assistir um bom filme e me embriagar de doces aqui com meu melhor amigo. – eu falei tascando um beijo em sua bochecha.
- Opa, então desce mais uma rodada que hoje ficaremos bêbados.

Depois de algumas horas com ele eu já estava um pouco melhor, mais que isso, eu estava diferente, eu sentia algo diferente. Não sei se foi por causa da quantidade exagerada de chocolate ou se o motivo foi minha carência infinita, só sei que do nada comecei a me sentir atraída pelo Yuri, algo completamente insano, mas eu o queria, o desejava com toda minha vontade, então comecei a provoca-lo e ele fugia de mim como se eu fosse um tipo de pecado mortal. Eu usei de todas as minhas armas de seduções discretas possíveis, mas ele não se rendeu, não entendi o porquê já que ele diz me amar. Depois da minha sequência de falhas, resolvi ser direta.
- Para de fugir de mim, eu quero você. – eu falei jogando meu corpo por cima do dele.
- Acho que você comeu chocolate demais Jen, melhor ir dormir. – ele falou um tanto sem jeito e rodou meu corpo para o lado.
- Eu estou completamente lucida e eu te quero, eu estou desejando você Yuri. – eu quase implorava para ele me beijar.
- Será que é difícil ver o quanto eu te amo Jen? Tente entender o quanto irá me machucar transar com você agora só porque está carente e levou um fora do Guilherme sendo que amanhã quando você acordar vai voltar a me ver como seu amigo. Se você for minha agora Jen só vai aumentar o que eu sinto por você. – sua voz era dolorosa, ele me queria. Eu sou infantil, odeio perder e já bastava ter sido receitada pelo Guilherme, eu não seria por ele também.
Levantei-me, passei minha perna por ele o deixando entre elas e comecei a dançar sensualmente levantando o vestido até tira-lo, ele tentava não me olhar, mas era como se seus olhos possuíssem ímãs que voltavam sempre para o mesmo ponto que era meu corpo, era clara sua dor por achar que deveria me resistir, mas eu egoísta só tinha um pensamento, ter o que eu queria. Eu abaixei, peguei suas mãos e as coloquei em minhas pernas, suas mãos estavam frias e úmidas de suor. Ele ainda tentou me resistir por alguns segundos, inútil. 

Ele me puxou e me jogou sobre a cama, parecia furioso por não conseguir me resistir, e foi com essa fúria que ele me beijou tão intensamente que me faltou o ar, suas mãos percorriam meu corpo e me apertavam como se temessem me perder ou tentavam se certificar que eu realmente estava ali. Eu tirei sua camisa e sua bermuda, seu corpo inteiro estava quente, parecia em chamas e me deixou ainda mais excitada. Seus beijos foram descendo e explorando todo o meu corpo. Ele tirou, ou melhor, arrancou minha calcinha, meu sutiã e começou a se deliciar em meus seios enquanto me tocava. Chupava fortemente meus seios enquanto dava estocadas com seu dedo em minha buceta. Eu gemia e implorava por mais enquanto arranhava suas costas. Então ele parou e se afastou um pouco, por um momento achei que ele fosse voltar a me resistir, mas ele me lançou um olhar malicioso e sorriu – você vai se arrepender de ter me provocado Jenna – ele falou e me puxou me colocando de costas para ele, me apertando contra seu corpo, acariciava minha bocetinha encharcada e meus seios, dava fortes chupões em meu pescoço, eu mordia meus lábios, já estava me contorcendo de prazer. Ele me colocou de quatro e penetrou seu pênis com toda força em mim me fazendo soltar um gemido alto, quanto mais ele socava mais eu me empinava e implorava para ir mais fundo, ele parou e me virou ordenando que o chupasse, eu estava amando este lado selvagem do Yuri, obedeci claro, Ele me jogou novamente na cama e abriu minhas pernas até não dar mais, então começou a me beijar, desde os pés e foi subindo até minha buceta, começou me chupar calmamente, passava a língua pelo meu clitóris, dava leve mordidas, estava me deixando louca – Hm, mais…m…mais…- eu implorava enquanto pressionava sua cabeça para que ele não parasse de me chupar, ele começou a chupar mais forte, com mais vontade, se deliciava na minha bucetinha e eu gemia e me contorcia balbuciando palavras sem nexo até gozar. Ele sentou e me colocou sentada em seu colo, nossos corpos se encaixaram, nosso suor se misturava enquanto beijávamos com tanta vontade, eu rebolava e quicava em seu colo, nossos corpos estavam tão ligados que parecíamos um. Gozamos praticamente no mesmo momento, eu estava tão em êxtase que nem me importei com a falta da camisinha. Deixamos nossos corpos caírem sobre a cama, ele acariciava meu rosto com um lindo sorriso, aquele que eu amo, eu sorria de volta, sincera, realmente adorei o que havia acabado de acontecer.
- Eu te amo Jenna – ele sussurrou em meu ouvido.
Eu sabia que não o amava da mesma maneira que ele me amava, mas achei que se não falasse eu estragaria aquele momento e eu não queria estragar…
- Eu também te amo - …então falei.

Depois de um bom banho juntos nós adormecemos. Quando acordei ele não estava do meu lado, levantei da cama e fui ao banheiro fazer minha higiene. Quando sai ele estava sentado na cama com uma bandeja de café da manhã, me recebeu com aquele enorme sorriso bobo e eu retribuí. Sentei ao seu lado, peguei um pedaço de bolo, ele me surpreendeu com um beijo.
- Tão bom finalmente estarmos junto meu amor. – ele falou certo de que nós ficaríamos juntos, mas eu não tinha a mesma certeza, ou melhor, eu tinha certeza do contrário, olhando para ele eu só via o meu melhor amigo novamente, meu desejo insano já havia passado.
- Claro que estamos juntos, você é meu melhor amigo. – eu tentei desconversar.
- Agora mais que isso né Jenna? – ele perguntou um pouco sem graça.
- Melhor a gente não se precipitar Yuri, a noite foi boa, mas continuamos apenas amigos. – eu tentei ser o mais clara possível.
- A noite foi boa? Eu sabia que você faria isso comigo, eu sabia. Como eu fui burro, você brincou comigo Jenna, isso não se faz. – ele falava agitado, andando de um lado para o outro no quarto. Eu queria levantar e abraça-lo, mas isso poderia dar falsas esperanças.
- Me…me desculpa, é que eu ainda, sabe, eu ainda não esque…- ele me impediu de continuar.
- Não, não precisa falar mais nada Jenna, o pior é que no fundo eu sabia que seu “eu te amo” era falso, mas eu quis me enganar. – as palavras saíram chorosas, eu olhei para baixo, não queria ver nele o choro que eu provoquei. 
- Eu…me desculpa por favor. – eu pedi.
-Eu estava disposto a ser seu amigo, ficar do seu lado, eu não te cobrei nada Jenna, mas agora chega, você estragou tudo, não sei se consigo mais. – ele falou o que eu tinha medo de ouvir. – O voo sai às 10:00hs, vê se não atrasa. – já estava com a mala pronta, então a pegou e saiu.
Eu não tive coragem de falar mais nada, fiquei chorando, tentando me dar conta da burrice que eu fiz. Olhei o relógio, já marcava 8:30hs, arrumei minhas coisas, lavei o rosto e fiz uma maquiagem para disfarçar o choro. Fui até a recepcionista do hotel para fechar a conta, mas o Yuri já tinha feito isso “claro que ele já pagou” eu pensei enquanto saia do hotel. Pensei em passar para me despedir do Guilherme, mas desisti, peguei um taxi e fui direto para o aeroporto. 
Não consegui encontrar o Yuri em lugar algum e já estava anunciando o nosso voo, “bom ele vai sentar ao meu lado, não tem como me evitar” eu pensei enquanto ia para o avião, mas ele não estava lá e nem apareceu, nem mesmo depois, quando eu já estava no Rio, não atendeu minhas ligações e mandava a empregada mentir dizendo que ele não estava em casa toda vez que eu ia até lá. Se minha vida estava ruim ficou muito pior, nem da para explicar o vazio de não ter o Yuri ao meu lado, agora a única amiga que eu tinha era a Bia, mas ela estava o tempo inteiro enfiada nos livros. A escola ainda era pior, a Aline deixou de ser o problema, pois ela passou a andar com outra galera, mas o Yuri acabou desabafando com o Luquinhas que passou a me olhar como se eu fosse um bicho e por consequência a Gabi também, antes de me isolar completamente eu tentava me aproximar deles, jogando conversa fora hora ou outra.
- Oi Gabi. – eu arrisquei ao encontrá-la no intervalo de uma aula.
- Oi – ela me respondeu seca.
- Tem algum plano para hoje? – eu perguntei o mais simpática possível.
- Na verdade temos sim. – quem respondeu foi o Lucas que chegou abraçando a Gabi e me olhando feio. - Nós vamos sair com a Bia e com o Yuri, eles estão se acertando, sabia disso Jen?- ele alfinetou.
- Fico feliz por eles, será que eu posso ir com vocês? – eu pedi.
- Claro que não. - ele falou seco.
- Isso não é nada justo, quando a Aline e o Vinicius me traíram vocês ficaram do lado deles e agora vocês me afastam desta maneira, sinceramente eu não entendo. – eu reclamei, o Lucas não falou mais nada, se virou para ir embora e a Gabi, mesmo parecendo querer falar comigo, foi junto.
Eu fui para o banheiro, não queria que ninguém me visse chorando, estava magoada, principalmente com a Bia que deveria ser minha melhor amiga, mas não me contou que estava se “entendendo” com o Yuri e nem me convidou para sair com eles e o pior eu estava morrendo de ciúmes. Depois deste dia eu não via mais nem a Bia, ela simplesmente parou de ligar e de atender minhas ligações e para minha surpresa uma semana depois eu a vi agarrada com o Yuri em um shopping, me senti traída e agora minha completa solidão era definitiva.

 

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