Meu querido irmão

Os conflitos são grandes na cabeça de Jenna, ser afastada daquele que mais ama, crescer praticamente sozinha, descobrir que tudo o que acreditava era mentira e sentir despertar um sentimento proibido, perigoso e ardente como brasa que envolve todo seu corpo. [...] Aviso: º O começo da história não fui eu que criei, li uma história que gostei muito e ocasionalmente decidi dar continuidade a ela.

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5. A Galera


Sentia o suor escorrendo pelo meu rosto, minha respiração estava acelerada, eu corria, mas era como se eu não saísse do lugar, eu gritava, mas não teria ninguém para e ouvir, as lágrimas eram tantas que minhas vistas estavam embaçadas. Eu pude sentir sua respiração logo atrás de mim, minhas pernas bambearam e eu fraquejei. – por favor – eu sussurrava, mas não pude distinguir minha vontade, não sabia se eu estava implorando para ele ir ou para ele ficar. Seja qual fosse minha vontade, ele ficou e me puxou para perto.– Jen - ele sussurrou em meu ouvido fazendo todo o meu corpo se arrepiar, eu não podia, eu não queria, ou melhor, eu acho que não queria, mas por impulso levei meu corpo para ainda mais perto do dele . Era tão bom tê-lo por perto, sem nenhum espaço entre nós dois, ele encostou seus lábios novamente em meu ouvido e sussurrou. – Oh Jen, minha Jen, Jen, Jen, Jen acorda!. – quase pulei da cama ouvindo gritarem meu nome, abri os olhos e não era quem eu estava esperando, um sonho, um pesadelo, em fim, não era real, “Esse é novo” eu pensei lembrando tudo.

- Acorda logo Jen, esta todo mundo esperando a gente – Aline quase gritava enquanto me sacudia feito uma louca. A última coisa que eu queria ver ao acordar era o rosto fino e branco da Lili, ela é uma das minhas amigas, ela é alta, tem o cabelo da cor de uma rosa e aquelas sardas de encantar.
– esperando para que a essa hora da madrugada Aline? – eu perguntei sonolenta 
– bebeu demais ontem ? Nós combinamos de ir à praia hoje, o Yuri vem buscar a gente e ele está quase chegando – ela falava ansiosa. 
Eu não lembrava nem o meu nome direito e ela queria que eu lembrasse que tinha marcado praia. 
– como você entrou aqui sua louca? – perguntei desconfiada, era sábado e a Maria estava de folga e minha mãe nem em sonho estaria acordada há essa hora. 
– Jen, minha querida pinguça, o porre que você tomou foi realmente exagerado. Eu dormi aqui meu amor. – ela respondeu, eu tentei achar essa memória, mas parece que o dia anterior foi totalmente apagado. 
– Eu tenho que parar de beber assim, deixei até você dormir aqui em casa – nós rimos juntas e eu me aprecei para me arrumar, enquanto eu tomava banho a Aline ia me dando os detalhes da noite anterior, pelo menos não fiz nenhuma besteira muito grande.
– amiga com o que você estava sonhando para acordar tão suada? – ela disparou, parei um pouco lembrando o sonho. 
– foi só mais um pesadelo amiga – eu respondi e ela me olhou com uma cara de investigadora como se estivesse insatisfeita com a resposta 
– amiga, sua cara não era de quem estava tendo um pesadelo, mas sim de quem estava tendo um sonho muito bom – ela disse irônica.
Sonho bom?  Era um pesadelo não é? Claro que era e dos piores. 
– vai por mim amiga, era um pesadelo. – eu confirmei. 

Continuamos conversando enquanto eu me arrumava. Coloquei meu biquíni, uma saída de praia branca, minhas havaianas, prendi meu cabelo em um rabo de cavalo e saímos correndo porque a Lili já estava desesperada. Quando saímos o Yuri já estava com o carro parado em frente a minha casa pronto para buzinar. 
– Vamos logo, já ta geral na praia esperando a gente – ele falou buzinando desnecessariamente. 
– bom dia para você também Yuri – eu falei debochando.

 

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