Jane's boyfriend

Sophie Johanson é uma típica garota americana, só que mais rebelde e confiante. Acabou de perder seu Pai, e tem que lidar com Jane, a ex-namorada do Pai, com quem tem problemas. Ela conhece um garoto que mudará sua vida... E ele seria algo de Jane.

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2. Capítulo 2

Na última semana do mês, falei com o Jimmy, presidente da empresa da nossa família. Eu queria expulsar Jane do meu apartamento e, precisava de um conselho. Estávamos no escritório dele, com vista para a bela cidade onde moramos, New York.

-E você quer que eu te dê um conselho?-ele perguntou.

-Não tenho mais o meu pai, então só me resta o Senhor.-respondi.

-Certo. Deixe-me ver se entendi; você quer expulsar a mulher que namorava com o seu pai, do seu apartamento e continuar a viver lá. Sozinha.

-Isso. E preciso saber se devo fazer isso.

-Depende. Ele é boa com você.

-Não.

-Explique.

-Não me dá refeições, tenho que me virar. Namora e leva garotos mais novos pra casa. Tipo, da minha idade. E eu a odeio.

-Então expulse ela, menina.

-Como?

-Diga que não a quer mais lá.

-Mas, quando Papai morreu, resoveram que ela teria que ser minha responsável.

-Você é maior de idade, certo?

-Sim.

-Então você é sua responsável.

-Então posso expulsar ela sem envolver nada de justiça?

-Claro que pode.

-Isso é ótimo. Eu ando fazendo muitas coisas erradas só por causa da minha raiva por ela...-acabei deixando essa última parte escapar.

-São coisas ilegais?

-Não. Eu acho.

-O quê seriam essas coisas erradas, a senhorita pode me contar?

-Eu ando sabotando algumas coisas dela, tipo, travando o celular dela, bebendo as cervejas dela...

-Só isso?

-Ficar com o namorado dela seria muito errado?

-Talvez. Isso não é ilegal. Mas é errado.

-Mas ele não gosta dela.

-Como sabe?

-Ele me disse. Vai acreditar num cara desses?

-Vou! Já faz um tempo que isso está acontecendo entre a gente. Eu conheço ele. E muito bem.

-Bom, isso é você quem decide. Mas se fizer algo ilegal, ou qualquer coisa na qual precise de um advogado, venha falar comigo de novo.

-Tá. Obrigada, Senhor.

-De nada.

Saí do escritório correndo e voltei para casa. Jane estava vendo TV. Aqueles programas de culinária, sendo que ela cozinha péssimamente mal.

-Jane, você está expulsa daqui.-falei. Ela se voltou para mim.

-Você não pode me expulsar.-ela falou, com tom de autoridade.

-Posso sim. Falei com o Jimmy. Ele disse que eu posso. Então, quero você fora até as quatro da tarde.

-Vamos ver o que o Zayn vai achar disso, meu bem.

-Vamos mesmo. Tenho certeza que ele concorda comigo.

-Duvido.

-Você não sabe de nada, Jane. Nada mesmo.

-Sei sim, queridinha.

-Vou ser mais direta. Comprei uma passagem de ônibus pra você ir até Seattle. De Seattle você pega outro ônibus até Vancouver. Em Vancouver tem um apartamento novinho e decorado esperando por você. E próxima terça feira você tem um encontro com um canadense. Ah, o ônibus sai as sete.

-Sophie... Você não fez isso.

-Fiz sim. Aqui tá a passagem e vai fazer sua mala. Infelizmente vai ter que terminar com Zayn, mas... Nova vida.

-Eu adorei a ideia. Melhor ficarmos separadas.

-Concordo. Agora vai fazer as malas.

Ela subiu a escada toda feliz. Demorou duas horas e acabou finalmente de fazer as malas. Na hora da despedida final, ela fez algo que nunca tinha feito antes: me abraçou, e agradeceu por eu ter feito aquilo por ela. Chamou um táxi e foi embora.

Eu estava LIVRE. Finalmente! Liberdade! Assim que vi o táxi saindo, esperei cinco minutos e liguei para Zayn.

-E aí, Soph?-ele perguntou.

-Ela já foi.-respondi.- Pra sempre. Nunca mais vou ter que ver ela, Zayn!

-Eu sei, muita felicidade. Ela acabou de ligar aqui e me dispensar. Mas agora não temos mais que nos esconder. Estou muito feliz por poder assumir que estamos juntos.

-E eu mais ainda. E de não ter que ver ela... Ah... Liberdade.

-Mal posso esperar pra te ver.

-Vem aqui mais tarde, tá?

-Vou. Tenho que resolver umas coisas aqui e já vou.

-Tá. Te espero.

-Então tá. Beijo. Te amo.

-Também te amo.

Desligamos. Pela primeira vez a gente disse "te amo". Ele foi tão fofo. É por isso que eu gosto dele. Sempre me surpreendendo, e sendo fofo. Eu o amo. É mais fácil do que parece.

Fui até a sala. Liguei a TV e pensei em alguma coisa que ele gosta de assistir... Jogos de futebol, ou comédias. Futebol é mais certo. Coloquei no jogo e arrumei um clima na sala. Cobertores, ar condicionado, para deixar mais frio, fazendo com que a gente se abrace... Coloquei uma bebida em cada porta-copos. Legal. Estava perfeito.

Logo Zayn chegou. Nos abraçamos e conversamos. Fomos até a cozinha deixar o champagne que ele trouxe na geladeira. Olha que luxo! Estávamos nos abraçando e nos beijando no balcão, quando percebemos que alguém abriu a porta. Paralisamos. Era Jane.

-Sophie, esqueci o carregador do meu celular. Sabe onde...-quando ela viu a gente, paralisou também.

-Não é o quê parece.-falei.-Estávamos só... Conversando.-falei, dando um empurrãozinho de leve em Zayn pelo peito, para se afastar de mim um pouco.

-Mas por que ele está aqui? Sophie Johanson. Você tem muito a explicar.-Jane disse.

-Eu vim me despedir de você, Jane. Mas vi que você já tinha ido e resolvi conversar com a Sophie.-Zayn interrompeu.

-Então tá... Hm, acho que o carregador do seu celular está na tomada da sala de TV.-falei.-E Zayn, tem uma coisa lá em cima que você tem que ver.

-É o encanamento do banheiro?-Jane perguntou.

-É. Exatamente.-respondi, antes que Zayn pudesse falar alguma coisa.

-Então eu vou lá buscar.-Jane falou.

Subi as escadas, tentando parecer calma. Zayn olhava para mim com uma cara de "Sophie-ela-nos-pegou-já-era-nos-ferramos". Fomos para o quarto. Fechei a porta atrás da gente.

-Tchau, Zayn, e tchau, Sophie!-Jane gritou, do andar de baixo. Esperei ouvir o barulho da porta se fechando.

-Barra limpa, Zayn.-falei.

Ele sorriu, malicioso. Tiramos as roupas. Ficamos só de roupas íntimas. Começamos a nos beijar de um jeito agressivo, mas caloroso, e quente. Zayn me jogou na cama e subiu em cima de mim.

-Ahá!-Jane gritou atrás da gente. Paralisamos.-Peguei vocês. Eu sabia. Eu sabia que tinha alguma coisa estranha entre vocês. Todo aquele carinho, e vocês estarem fora o tempo inteiro! Você!-ela apontou para Zayn.-Você estava me traindo. Eu tinha certeza. Fui idiota de acreditar em você e não arrumar outro. E você!-ela apontou para mim.-É bem a sua cara esse negócio de roubar o namorado da outra. E de querer sempre me irritar, não é? Eu devia ter ido pelo meu pressentimento. Querem saber? Ir embora é mesmo melhor. E ainda pra longe daqui. Lá eu arranjo outro melhor que você, Zayn Malik. E ele é todo seu, Sophie Johanson. Todo seu. Só tem uma coisa que eu quero saber. Há quanto tempo isso acontece?

Não conseguíamos falar nada, só nos encarar.

-Ah... Desde dois dias depois que começamos a namorar.-Zayn falou, gaguejando.

-Ah, então é desde o começo. Se gostou mais dela do quê de mim, por que não me falou? Eu podia ter arranjado outro. Mas não. Eu tinha que continuar me fingindo de boba.-Jane disse.

-Entendemos que erramos.-falei.

-Então está na minha hora. O ônibus sai daqui a pouco. Algumas vezes eu vou ligar pra saber como estão as coisas.-ela falou e saiu.

Zayn me olhou, com uma cara ruim. Devo ter feito a mesma cara.

-Ela tá certa.-falei.

-Eu sei.-ele respondeu.

-Não devíamos ter feito isso.

-Eu sei.

-Devíamos ter contado.

-Eu sei.

-Nós sabemos.

-Ou devíamos ter feito certo.

-Quer saber? Agora ela se faz de coitadinha. Mas já fez tanta coisa ruim pra mim, que você não tem ideia.

-Eu sei, mas...

-Isso não foi pior do quê as coisas que ela já fez pra mim, Zayn. Não costumo contar, mas sofri muito com ela.

-Tá tudo bem, Sophie.-ele disse e me abraçou.

-Espero que esteja.

-Mas tá. Eu te amo e tudo vai se ajeitar daqui a pouco. É só deixar a poeira abaixar.

-Também te amo.

-Perdi a vontade de sexo.

-E eu também.

-Quer fazer alguma coisa fora daqui?

-Seria ótimo. Shopping?

-Qual?

-Aquele que é aberto e tem um restaurante francês.

-Boa.

Nos vestimos. Resolvemos ir para um shopping bem legal que tem em NY. É todo aberto, e fofo. E Zayn estava meio mal. Coitado, ele se sentia culpado. Eu também me sentia culpada. Eu detestava a Jane, mas também me sentia culpada. O sentimento de culpa martelava na minha cabeça. E também Jane. Jane, Jane, Jane... O quê eu estava pensando?

Zayn e eu tivemos um jantar romântico. Mas nós dois estávamos esquisitos. Nós dois estávamos nos sentindo culpados. Depois, fomos para casa.

Nos sentamos no sofá. Eu, percenbendo que ele parou de se sentir culpado, resolvi falar alguma coisa.

-Zazza.-se Jane podia eu também posso.

-Sophie.-ele respondeu.

-Você está bem?

-Mais ou menos.

-Ainda se sente culpado?

-Não.

-Não?!

-Pelo que você me contou, ela era horrível com você. E a gente ter, sei lá... Meio que, traído ela, não é pior que deixar uma garota sem comida, tratar ela mal, e destruir a vida dela.

-Fico feliz por estar do meu lado, mas me sinto culpada.

-Culpada por quê? A ideia foi minha.

-E eu fiz junto.

-E fez muito bem, se que saber.

-Zayn!

-Só estou sendo sincero, Sophie.

-Mas não devia. Eu me sinto mal por ter deixado você trair ela comigo.

-Mas você não deixou. Eu quem fui.

-Zayn. É difícil, tá?

-Eu sei que é, mas esquece. Já foi. É passado. Agora, posso te dar uma coisa?

-Me dar uma coisa? Pode sim.

Ele estava sorrindo. Eu também comecei a sorrir. De trás de uma das almofadas, ele tirou uma caixinha, em que lia-se: H. Stern. Uma marca de jóias mundialmente famosa e incrivelmente cara.

-Zayn, não brinca.-falei, fazendo cara de assustada.-Você não...

Ele abriu a caixa e dentro tinha um anel.

-Sophie Johanson, quero que aceite este anel, como forma de amor, afeto, e carinho, que estou te dando. E ele representa nosso relacionamento. Encare como um anel de compromisso.-ele falou. Eu fiquei com vontade de chorar. Ele colocou o anel em meu dedo. Era lindo. Maravilhoso.

-Zayn... Muito obrigada. Você não tem ideia de como estou me sentindo... Meu Deus... Você sabe que eu te amo demais, não sabe?-eu tentei responder.

-Eu sei que está confusa. Mas, acho que você entendeu.

-Claro que entendi. Eu adorei. Eu amei, Zayn. Obrigada! Muito obrigada. Você é o melhor namorado do mundo. Eu te amo demais. Muito, muito mesmo.

-Também te amo, Soph.

Sorri. Eu o abracei e beijei muitas vezes durante a conversa. Acabamos com o champagne. Socorro. Ele tinha me dado um anel de compromisso. Meu Deus. Eu precisava falar com uma amiga. Fazia tempo que eu não encontrava uma amiga.

Quando deu onze e meia, Zayn foi embora. Nos despedimos com muito afeto. E eu agradeci milhares de vezes. Ele pareceu satisfeito. E feliz. Ele disse que eu deveria ir me divertir um pouco. Sei lá, ficar com alguma amiga...

Fiz isso. Liguei para Mary. Mary é meio doidona. Meio não, muito. Foi ela quem pintou meu cabelo de azul. Mas ela aceitou vir na mesma hora. Veio de carro com o namorado, quinze minutos depois que eu liguei.

-Scarlet!-ela chamou, do lado de fora do apartamento, da porta. Ela me chama de Scarlet, para me zoar. Por causa do meu sobrenome, Johanson. E o sobrenome daquela atriz, Scarlet Johanson.

-Já estou indo, Schneider!-o nome dela é Mary Schneider. Respondi. Ela detesta que chamem ela assim. Abri a porta. Ela entrou e se jogou no sofá.

-Amiga! Você manteu o azul no cabelo!-ela falou.

-Manti!

-Fiquei com tantas saudades! O curso de beleza que eu fiz em Dublin foi perfeito, mas fiquei com saudades.

-Vi que você tá com um namorado novo.

-É, conheci um irlandesinho bacana.

-Ui, percebi.

-Ele também é perfeito.

-Aham, sei.

-Espera, você tá usando um anel. Vai casar e nem me falou?! Ou tá grávida?!

-Não, nada disso. Meu namorado me deu... É um anel de compromisso. Não é maravilhoso?

-Se é. Como estamos crescidas. Lembra de quando a gente desenhava nós mesmas com príncipes encantados, em castelos, e imaginávamos aquela verdade?

-Lembro...

-Ué, cadê a Jane?

-Expulsei ela. Ela foi embora hoje, às 6 da tarde.

-Que ótimo! Você tá livre, então!

-Tô.

-Ela continuou namorando aqueles garotos da nossa idade?

-Sim... Sobre isso...

-Você tá escondendo alguma coisa da Mary aqui, não tá? O quê fez? É ilegal?

-Tenho cara de quem vai fazer alguma coisa ilegal?

-Tem. Lembra quando...

-Quer saber ou não?

-Vai. Pode contar.

-Então. Numa bela noite, Jane trouxe um cara pra cá. O suposto novo namorado dela. Conversei com ele, achei ele super legal. Começamos a nos encontrar mais. Um dia, ele acabou traindo ela comigo. Eu realmente gostei dele, e ele realmente gostou de mim.

-Aham.

-E começou a se tornar frequente. Ficávamos quase todo dia. E a gente fazia mais que ficar...

-Okay, quantas vezes transou com ele?

-Um monte! E me sinto mal.

-Garota, você devia se sentir bem. Você finalmente se vingouda Jane.

-É, mas não de um jeito legal.

-Sim, legal pra você e pro namorado dela.

-Mas...

-Aceite, Sophie.

-É, vou ter que.

-Eu senti muito a sua falta. Lembrei de você numa aula em que pintamos o cabelo de uas clientes.

-Ah, e eu vi que mudou o cabelo. De novo.

-Gostou, desse tom de loiro com mechas verdes?

-Bem a sua cara.

-Eu sei, eu sei...

-Mas me conta. E esse seu namoradinho aí?

-Namoradão! Estamos juntos desde o início do curso. E a gente tá tão juntos que ele veio comigo pra cá!

-Que fofos. Conta mais.

-Conheci ele em uma padaria. Foi assim: eu vi um doce maravilhoso, e você sabe que eu sou louca por doces. E eu não sabia o nome do doce. Tentei pedir um daqueles pra atendente, em alemão, por causa da minha nacionalidade, e tal. Aí, ele, estava perto e avistou-me. Pensou: oh, que princesa maravilhosa! Preciso salvá-la...

-Ele não pensou isso, Mary!

-Como você sabe? Eu acho que pensou, já que sou mesmo maravilhosa.

-Modesta...

-Posso continuar?

-Pode. Continue.

-Ele chegou, e pediu em inglês o doce. Eu não percebi, mas ele comprou 4 doces. E ainda pagou! Olha que cavalheiro! Começamos a conversar, e eu me saí bem em inglês, mas agora, já estou melhor, viu?

-Eu sei. Mas seu sotaque é extremamente pesado.

-Eu acho legal.-ela falou.- E eu venho de Alemanha, por isso.

-A gente fala DA Alemanha. Não DE Alemanha.

-Desculpe, não sou fluente.

-Eu lembro que quando nos conhecemos, você falou: oi, me chamo Alemanha e sou de Mary.-eu disse e ri.

-Eu era ruim naquela época, tá?

-Eu sei, estou brincando. Sabe que eu te amo. Posso te perguntar uma coisa? Como se fala eu te amo em alemão?

-Ich liebe dich.

-Ich liebe dich. Legal. Gostei. Mas conta mais do seu namorado.

-Ele tem a nossa idade e se chama Niall Horan. Ele tem os cabelos claros como a areia, os olhos azuis como o céu...

-Romântica, você.

-Estou de bom humor porque jantamos fast food hoje.

-Entendi.

-Ele é viciado em comida, como eu, e é meio doidinho, como eu!

-Nossa, Mary, encontrou sua alma gêmea!

-Encontrei! Eu sinto que ele me amar de verdade!

-A gente não fala ele me amar, fala ele me ama.

-Eu não sou fluente! Não me corrija.

-Volte a falar dele. Pelo que você descreveu, ele se parece com você.

-E se parece. Nós dois somos loiros de olhos azuis, gostamos de comer e somos perfeitos.

-Tá...

-Ontem aconteceu uma coisa.

-O quê aconteceu ontem?

-Ele tirou minha virginidade!

-Ah, já tava na hora, né?

-Eu sei... E foi perfeito. E ele era a pessoa certa.

-Muito bem.

-E você? O quê anda acontecendo?

-Já contei.

-Como é seu namorado?

-Ele tem os olhos castanhos, o cabelo preto, e se chama Zayn Malik.

-É nome de árabe.

-Acho que ele tem antecedência árabe. Mas o Niall conheceu seus pais?

-Sim. Eles adoraram o Niall. Disseram que era minha versão masculina.

-Pelo que você falou, parece.

-E eu conheci os dele. São muito legais! Eu adorei eles. Meu Deus. Quero me casar com o Niall. Meus planos são casar na padaria onde a gente se conheceu...

-Sua gulosa.

-Sou mesmo! E se você tentar roubar minha comida, eu bater em você!

-Eu bato em você.

-Sophie!

-Desculpe.

-Eu amar muito muito muito mesmo o Niall! Ele disse que acha meu sotaque fofo e meus errinhos também.

-Eu amo.

-De novo. Sua correção.

-Eu tenho que te corrigir! Não posso te deixar falando errado.

-Tá...

-Mas se vocês casarem, eu vou ser a madrinha dos seus lindos filhinhos loiros e do seu casamento.

-Vai sim. E sobre isso...

-O quê tem?

-Er... Eu meio que tô gravida.-saltei do sofá quando ela disse isso.

-Como, quando, onde, por quê e explique! Cara, você tá ferrada, Mary!

-Eu sei, eu sei... Eu e Niall tivemos um clima extremamente quente, e eu era virgem. Mesmo assim eu tomava pílula, pra controlar a menstruação. Foi ontem. Na nossa casa. Nós ficamos com tanta vontade...

-E como sabe que tá grávida?

-Eu fazer aqueles testes de farmácia.

-Eu FIZ aqueles testes de farmácia.

-Isso. Então, nos quatro testes deu positivo.

-E o Niall já sabe?

-Já. Ele ficar feliz.

-Ele FICOU feliz.

-Tá, então. Ele ficou feliz e disse que desde que eu fosse a mãe ele ficava feliz.

-Que sorte. Se EU estivesse grávida, Zayn surtaria. Mas que bom que você vai ter um filho. Seus pais já sabem?

-Contar hoje.

-CONTEI hoje.

-Isso mesmo. Também ficaram felizes.

-Agora conjugou o verbo certo. E os pais do Niall?

-Não sei. Mas acho que também ficaram felizes.

-Legal. Então... Quem vai ser a madrinha, e o padrinho?

-Ah... Você, se quiser.

-Eu quero! E Zayn também quer, eu acho.

-Okay. Depois a gente combinar.

-Depois a gente COMBINA.

-Isso.

-Meu Deus, hoje estamos à tona.

-O quê significa estar à tona?

-Estar com tudo.

-Ah, entendi. Desculpe.

-Tudo bem. Estamos cheias de notícias.

-Pois é.

-Mas temos uma longa noite de amigas juntas pela frente, não é?

-É!

Eu e a Mary nos conhecemos desde crianças, já que nossos pais eram amigos. Passávamos o tempo inteiro juntas. A gente contava tudo uma para outra, e éramos melhores amigas. De verdade. Mary sempre sonhou em se casar com um príncipe encantado, e agora achou o príncipe dela, pelo jeito.

Eu sinto saudades daquela época, mas temos que seguir em frente, certo?

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