❝psicopatas estão sempre à nossa volta❞


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1. ❝psicopatas estão sempre à nossa volta❞ part.1

Quem olhasse para o céu conseguiria automaticamente pressentir que o dia de hoje não era dos melhores. Estava completamente cinzento, sem qualquer sinal de luz visível. De manhã tinha chovido, o que me faz desejar poder sair deste maldito sítio ainda mais para poder sentir a chuva. Todo este tempo aqui fechado faz-me pensar diferentemente nas coisas. Há 2 anos poderia dizer que odiava completamente a chuva, mas agora desejo poder apenas senti-la na minha pele. 
O cigarro aliviara-me um pouco a mente, fazendo-me fechar os olhos e suspirar, soltando o fumo. Hoje viria uma paciente nova, mas ninguém sabia quem era. Eu mesmo só sabia que ela tinha matado 5 homens. Não a julgava de todo, mas queria saber quem era a rapariga, aparentemente fraca, que conseguiu matar 5 homens com apenas as mãos e uma faca. Ela viria para Creedtorium para que um psiquiatra a pudesse consultar e dizer se ela merecia realmente morrer, ou se merecia passar o resto do dia a vaguear por estes malditos corredores de cor amarela.
Eu sou a proa viva que isso de ser avaliado por um psiquiatra nunca resulta. Eles ainda são mais malucos que nós, só por pensarem que há necessidade de realmente virem para um maniômio. Este sítio ainda nos torna mais loucos do que realmente somos, estar fechando sem a mínima liberdade não vai fazer ninguém ficar milagrosamente normal. O som do piano chamou a minha atenção, normalmente quem tocava era apenas o Hank, que dizia precisar de música para se manter são. Os enfermeiros não o proibiam de o fazer, mas também não acreditavam na parte do "manter".
De repente a música parou, e todos se aproximaram da janela para ver que barulho fora aquele. Lá fora, uma carrilha da prisão chegaram, e bastantes jornalistas estavam a cercar a mesma. Provavelmente era a rapariga nova. Os policias puxavam a rapariga para fora. Olhei para todos os outros pacientes para ver sua reação, e era exatamente igual a minha. Aquela rapariga não podia ter matado todos aqueles homens. A sua pele pálida e os seus cabelos dourados eram algo puro, e ninguém iria pensar que ela mataria 5 homens se não tivesse provas.
Quando ela entrou no edifício e mais ninguém conseguia vê-la, todos voltaram ao lugar. O Hank voltou a tocar piano, a Mary voltou a rodopiar o seu xaile, o John voltou a bater na mesa, e a Leigh voltou a jogar xadrez sozinha. Ela ganhava sempre.
"Esta é a nova paciente. Por favor, tratem-na como vossa semelhante." O Joseph, general deste sítio anunciou.
Olhei para a tal rapariga, soltando o fumo mais uma vez. Os seu cabelos estavam caídos e terrivelmente despenteados, graças aos facto de ela estar de cabeça para baixo. Quando ela levantou a cabeça, consegui ver a cor dos seus olhos. Roxos. É possível ter olhos roxos? Pois ela tem, e toda a gente que estava a olhar para ela pareceu reparar nisso mesmo. Uns estava, assustados, como se a considerasse um mostro só por ter olhos diferentes e não pelo que ela fez, outros sorriam encantados porque nunca tinham visto nada assim e era novo por aqui, enquanto eu apenas a encarava.
Ela olhou para mim, com tanta intensidade como eu a olhava. Os seus olhos brilhavam e eu sabia que ela não pertencia aqui. Ainda assim, permaneci no meu lugar, e esperei que os seguranças a soltassem. Nunca vi dois homens terem tanto medo de uma mulher como agora.
"Dana Grey."
Eu sei distinguir um psicopata de uma pessoa normal, e ela de certeza não é a primeira opção. 

(continua)

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