Pontes indestrutíveis.

'' Eu pensava que ele era o amor da minha vida, mas ai veio você com os olhos claros a boca rosada, e o seu olhar perante a mim, ai veio o primeiro beijo, a forma de amor, o eu te amo , e a cama, as decepções e por fim o '' Nós Dois '' eu não sei , mas você é totalmente diferente de mim, o diferente que me completa por inteiro, é bem difícil eu me controlar perto de você, então por favor só prometa que vai ficar pra sempre perto de mim, mesmo quando a pior coisa acontecer ''

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10. Verdade.

Me levantei e percebi o quanto tinha dormido pelo tempo lá fora, chuvoso e escuro, fui até o banheiro lavei meu rosto e vi que estava cansada de chorar meus olhos pediram para mim para com isso, meu reflexo no espelho pedia para mim parar de chorar, e eu.. Estava conversando sozinha? Bem estava, me sentei na privada e procurei algo pontudo, passei levemente pelos pulsos e logo depois pelo meu braço inteiro, é parece que até nisso eu sou fraca , assim que o vento passava o sangue tomava um caminho diferente pelo meu corpo algumas manchas tinham até caído pelo chão sabia que mais tarde isso iria doer mas era só um jeito de me fazer parar de sentir dor pelo Diego, a dor que todo amor trazia, respirei fundo e mordi meus lábios, ouvi o rugido da porta do lado de fora e corri e fechei a fresta da porta do banheiro que estava aberta.

- Maria?. - A voz grave de Arthur ecoou no quarto eu respirei pesadamente, jamais deixaria Arthur me ver naquele estado.

- Eu.. Vou tomar banho. - Falei e minha voz começou a vacilar , Merda!

- Ok, eu e Pedro estamos te esperando para bater um papo. - Ele disse com o tom preocupado.

- Ok. - Falei e ouvi a porta ser batida, olhei para o chão e ele estava respingado de sangue, entrei no chuveiro e liguei a água meio gelada pelo fato do quente fazer arder ainda mais os cortes que percorriam pelo meu braço, deixei a água cair pelos mesmos e fechei meus olhos mordendo com a maior força meus lábios, senti a minha pele arder e meus cortes meio profundos latejarem, nem eu mesma sabia o por que de fazer aquilo, nem eu mesma sabia o por que de estar me machucando.. Mas me aliviava, me aliviava de um modo que não é tão difícil explicar, eu só.. Sou assim, de um jeito que ninguém vai ser capaz de decifrar ou entender, nem mesmo eu.

Saí do banho e coloquei umas faixas enroladas pelos cortes e em seguida coloquei uma blusa de manga fresquinha e meio solta, um shorts normal que havia por lá e limpei meu rosto, lavei a parte suja do banheiro e desci para ter a tal conversa, era óbvio que o Pedro tinha contado tudo sobre o Diego para o Arthur, agora eu tenho a certeza que não confio nele.

- Amém, achei que tinha morrido. - Arthur disse brincalhão e eu sorri sem humor sentando ao seu lado.

- Não tinha um shorts mais curto? Estamos com visita. - Pedro disse encarando meu shorts e eu procurei pelo outro lado do sofá a visita, que era um cara não muito mais velho que Arthur e Pedro, olhei-o e ele encarava as minhas pernas, Pedro se levantou e se sentou na minha frente interrompendo a visão do cara, Arthur ficou encarando o moço com uma certa raiva.

- Bom, Maria esse é o.. - Arthur ia falar mas o homem se apressou e se levantou vindo até mim e segurando minha mão e depositando um beijo nela.

- Meu nome é Carlos, é um prazer conhece-la. - O homem disse com um sorriso safado no rosto sorri em forma agradável mas meu estômago revirou de novo e eu torci para não vomitar naquele momento.

- Carlos é dono de uma empresa muito famosa e ele está a procurar de uma secretária tipo.. Com o seu perfil. - Arthur disse e antes que eu completasse algo ele continuou. - Mas creio que não vai querer. - Arthur falou agora me olhando com um olhar matador.

- Deixe a senhorita escolher, será um prazer ter uma secretária como você para me ajudar com os horários de entrevistas, sabe como é, trabalhar fazendo revistas não é nada fácil. - Ele disse com uma voz cansada mas sedutora.

- Ahn.. Eu nunca tive experiência em trabalhar com essas coisas sabe, e ainda mais agora que estou no último ano da escola acho que é uma coisa que eu não quero por enquanto.. Conseguimos sobreviver com o dinheiro dos meus pais e do Arthur, mesmo eu me sentindo incomodada por metade das coisas terem sido conquistadas pelo dinheiro dos outros e não o meu. - Falei e Pedro me olhava enquanto amassava as mãos uma nas outras e Arthur fazia uma força inacreditável para não bater naquele cara.

- Bom eu não vou insistir, mas quando quiser estarei sempre livre para você, seu irmão sabe onde trabalho! Peça para ele te levar lá. - Ele dizia sedutoramente e me encarando em um olhar em segundas intenções , ele se levantou e me puxou com uma facilidade e eu fui para trás me desviando do corpo dele, Pedro se levantou com os punhos formados e Arthur foi para perto do mesmo.

- Ahn.. Tá bom. - Falei e ele ainda segurava minha mão. - Solte minha mão por favor. - Falei e ele riu abafado e soltou a mesma, soltou um beijo estalado na minha bochecha e quando saiu eu limpei a mesma, aquele cara me dava nojo! Ele saiu pela porta sem olhara para Arthur e Pedro.

- EU VOU ACABAR COM AQUELE FILHO DA PUTA!. - Pedro gritou e sua expressão era de um ódio mortal.

- Cara, ele já foi embora relaxa. - Arthur dizia mais para ele mesmo do que para Pedro.

- VOCÊ NÃO AVISOU SUA IRMÃ QUE ELE ESTARIA AQUI EM BAIXO? VOCÊ VIU O SHORTS QUE ELA DESCEU? ELE ESTAVA OLHANDO PARA A COXA DELA! QUEM AQUELE PAU NO CU ACHA QUE É?. - Pedro estava irritado demais, não vou usar shorts agora por causa dos outros? De onde tiraram isso?.

- Ei! Calma ai, eu uso a roupa que eu quero e se ele foi um tarado problema dele, roupa é minha e eu não tenho intenção de provocar ninguém. - Falei e tentei gritar mas não dava, minha voz estava fraca.

- O CARALHO! USA ESSE SHORTS DE NOVO PRA TU VER. - Pedro gritou e segurou meu braço, meus olhos marejaram diretamente e eu me contorci Arthur percebeu e empurrou Pedro para longe, minha blusa começou a manchar de sangue e Arthur olhava abismado, recolhi meu braço e sai correndo me trancando no banheiro, retirei minha blusa rapido e vi que o aperto de Pedro tinha deixado os cortes sensíveis e sangrando mais, lavei com dificuldade e com muita raiva, passei com uma forma escandalosa o sabonete e prendi em uma toalha meu braço e vesti minha blusa, saí do banheiro e Pedro estava parado na minha porta.

- Maria.. Eu não queria fazer isso, eu só fiquei irritado por aquele cara ficar olhando para suas pernas. - Ele disse em um suspiro, é ele não tinha culpa de estar com raiva ou de ter apertado meu braço.

- Tudo bem. - Forcei um sorriso e ele se aproximou e me abraçou, a corrente elétrica subiu e fez meu corpo quase desabar de tanta coisa que havia por ali, eu não me movi, seu abraço poderia durar eternamente e toda a dor seria curada, movi meus braços e passei pelo seu pescoço ficando na ponta do pé, senti o fungar meu pescoço e arrepiei passando minha língua para molhar meus lábios.

- Poderia nunca mais te soltar. - Ele disse abafado.

- Eu agradeceria por isso, - Falei e sorri involuntariamente, ele foi me soltando aos poucos e senti o olhar de mais alguém, Arthur pigarreou e Pedro sorriu para mim de uma forma carinhosa, me virei para o Arthur e ele olhava com um olhar matador para Pedro que riu e saiu andando.

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