Pontes indestrutíveis.

'' Eu pensava que ele era o amor da minha vida, mas ai veio você com os olhos claros a boca rosada, e o seu olhar perante a mim, ai veio o primeiro beijo, a forma de amor, o eu te amo , e a cama, as decepções e por fim o '' Nós Dois '' eu não sei , mas você é totalmente diferente de mim, o diferente que me completa por inteiro, é bem difícil eu me controlar perto de você, então por favor só prometa que vai ficar pra sempre perto de mim, mesmo quando a pior coisa acontecer ''

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17. Novidades.

- Filha, desça aqui!. - Gritou minha mãe, me apressei a me levantar e desci junto a Pedro, me sentei no sofá e todos me acompanhavam com o olhar, minha mãe se aconchegou mais a mim me abraçando pelo pescoço, aquele cheirinho de proteção estava no ar, o meu pai mandava alguns olhares indiscretos para Pedro dos quais eu não entendia muito mas percebia que parecia ser ciúmes? É ciúmes, Arthur se levantou e chamou Pedro apenas com o olhar.

- Ué, esse menino também faz parte da novidade que você quer nos contar?. - Perguntou meu pai regulando Pedro de cima abaixo que não se intimidou e ficou olhando para meu pai descaradamente.

- Sim pai.. Sem conflitos. - Falou Arthur, desviei meu olhar para o Igor que mexia no celular desinteressado na conversa, eles sorriam de uma forma tão alegre era uma coisa muito estranha de se ver no dia-a-dia se fosse uma criança eu diria que ela está com o brilho nos olhos por que ganhou um doce, mas não... era Arthur feliz e Pedro feliz, sorridentes e com os olhos brilhando mais que qualquer estrela.

- Agitem isso ai que eu estou ficando curiosa!.- Mamãe disse cortando meus pensamentos, eu sorri em resposta para os dois prosseguirem.

- Então.. Eu já andei pensando e eu trabalho muito né? Eu subi meu cargo, agora mandam muito mais em mim! E eu odeio que mandem em mim , é uma coisa bem complicada.. Eu e Pedro conseguimos fazer uma coisa que já estávamos planejando a tempo, e para isso a gente precisa da ajuda de todos vocês! TODOS. - Arthur disse dando ênfase na palavra e olhando para Igor que sorriu achando graça da atenção e largou o celular, Arthur ia continuar mas meu pai lhe interrompeu.

- Você quer dinheiro?. - Meu pai disse fazendo Arthur revirar os olhos, quando meu pai queria ele conseguia ser insuportável, conseguia irritar a todos! E Arthur odiava o fato dele sempre mencionar sobre dinheiro.

- Amor.. fica quieto deixa o menino terminar de falar por favor. - Mamãe disse repreendendo meu pai que se calou e ficou olhando para o nada.

- Então, vou direto ao ponto já que alguns de vocês acham que eu quero dinheiro! Eu sempre consegui meu dinheiro sozinho, sempre fiz de tudo pra conseguir minha própria grana e aguentar a barra sozinho. O que estou querendo dizer é que os negócios fluíram, eu e Pedro conseguimos montar nossa própria empresa! Nossa própria empresa de arquiteto, eu já sou praticamente formado e eu consegui totalmente com apoio de algumas pessoas, no plano de jornal aparece que é uma empresa que dá muito dinheiro mas muito trabalho e eu e ele. - Apontou para Pedro que sorria em uma felicidade só. - Conseguimos.. Conseguimos ter a nossa responsabilidade. - Arthur terminou de falar e se virou para Pedro e deu um abraço bem de ''macho'' nele, minha mãe se levantou com lágrimas nos olhos de felicidade e abraçou meu irmão abraçando Pedro  em seguida, meu pai apenas deu um abraço forte e orgulhoso em Arthur e um aperto de mão sem olhar para os olhos de Pedro.

- Acho que isso merece uma comemoração!. - Minha mãe disse animada, eu sorri mas estava muito cansada para sair para algum lugar.

- Tem um barzinho aqui perto que podemos ir. - Falou Arthur animado com a ideia de mamãe, Pedro se aproximou de mim e eu dei um abraço apertado nele, estava tão distraída que esqueci de dar os parabéns, minha cabeça estava explodindo.

- Parabéns! .- Falei em um sussurro no ouvido dele. - Vocês merecem. - Continuei e fiquei um pouco na ponta do pé para conseguir passar meus braços totalmente pelo seu pescoço.

- Obrigada pequena. - Falou em um sussurro abafado e me apertando cada vez mais forte pela cintura, senti o mesmo fungar meu pescoço e já estava começando a me perguntar que cheiro ele sentia por ali por que praticamente eu não passo perfume! Me soltei de Pedro, dando um abraço forte em Arthur e ele me ergueu me girando em seguida, minha cabeça girou totalmente e eu respirei fundo mandando ele parar.

- Está tudo bem?. - Perguntou e eu assenti. - Você está pálida.. - Falou um pouco alta trazendo a mamãe para perto de mim e me olhando assustada.

- Minha filha, você está bem?. - Perguntou ela em um olhar preocupado.

- Estou, só estou cansada. - Falei e forcei um sorriso, abracei novamente Arthur e subi para tomar um banho e relaxar o corpo, tomei meu banho e sorri durante o banho lembrando alguns momentos com Diego... ele faz falta, faz muita falta. Lembrei principalmente daquele dia que ele me deu a aliança, que ele tremia igual um retardado como se fosse dar o primeiro beijo da sua vida, eu estava vermelha de vergonha por aquilo ser feito na frente de todos no shopping, foi o melhor pedido de namoro que eu já recebi, e assim que aquelas três palavras saíram pela minha boca ele se desabou e dei um suspiros largos, parecia que tinha tirado um caminhão de chumbo das suas costas, é.. parece que aquele ''Sim'' foi a pior palavra que eu já disse na minha vida, foi a pior merda! Acho que se eu tivesse digo ''Não'' eu não estaria aqui hoje, e talvez eu tivesse seguido um rumo totalmente diferente, queria voltar no tempo só para conhecer esse rumo diferente que eu iria tomar. Terminei meu banho e coloquei meu pijama, penteei meu cabelo molhado e me sentei na cama deitando em seguida abraçando meu travesseiro, peguei meu celular e tinha uma mensagem de Giulia, mandei mensagem para ela me ligar e em segundos meu celular já estava tocando.

'Ligação'

- Oi meu amor. - Ela disse em um tom de voz carinhoso.

- Oi, como você está?. - Perguntei meio abafado pelo colchão.

- Bem... e você?. - Perguntou.

- Bem, Arthur deu a notícia hoje que conseguiu abrir uma empresa, fiquei feliz por ele!. - Falei e ela soltou um riso abafado.

- Olha, vai me bater se eu disse que já sabia?.. - Ela disse e eu soltei uma gargalhada forte e alta fazendo minha cabeça dar um fiasco e eu gemer novamente de arrependimento. - Tem certeza que está bem?.

- Estou morrendo de dor de cabeça.. Mas voltando a história de Arthur, como assim você já sabia e não me contou nada?. - Falei fingindo estar magoada.

- Ah.. Ele pediu pra que eu não contasse, preferi ficar quieta. - Falou ela gargalhando em seguida, segurei o riso para não machucar minha cabeça novamente. - E você e o Pedro?. - Perguntou.

- Ah, não existe eu e Pedro.. Você sabe que eu sou afim do Diego ainda, eu esqueci ele sabe? Mas foram anos.. eu não consigo esquecer tudo de uma hora pra outra sabe? Eu queria tanto dar uma chance para Pedro, mas eu não posso beijar Pedro pensando em Diego, isso seria traição por pensamento. - Falei tentando explicar e dando um suspiro.

- Traição por pensamento, isso existe?. - Perguntou.

- Se existe ou não, acabei de inventar. - Expliquei e ela soltou um riso.

- Ele me chamou para ir ao barzinho daqui a pouco, disse que quer me apresentar para seus pais, eu deveria ficar aflita? Por que não estou nenhum pouco já que você vai estará lá.. - Ela disse.

- Ah, eu tenho que convencer minha mãe e falar para ela que eu estou bem e que eu não vou para o Barzinho, não estou com o meu corpo e nem cabeça boa para ir ao bar, quero apenas dormir. - Falei desabando na minha cama e deixando minha cabeça relaxar.

- Ai meu Deus, eu ligo mais tarde ok? Preciso falar com seu irmão, se cuida, amo você. - Falou ela, Giulia era a pessoa mais carinhosa e mais divertida que eu já conheci em toda a minha vida, era um anjo em forma de amiga.

- Ok, também amo você. - Falei e logo a linha desligou.

'Fim ligação'

Consegui convencer a minha mãe a me deixar ficar em casa, e adivinhem? Meu pai até achou melhor eu ficar em casa para mim não ficar de conversa com ''aquele tal de Pedro'' era assim que ele chamava Pedro, eu ri do ciúmes dele, meu pai nunca foi tão afetivo comigo e não muito Paterno o que me deixou ser criada por mamãe e Arthur que era meu irmão/amigo/pai ele foi 3 pessoas em um só corpo, e mesmo a gente brigando MUITO quando éramos pequenos a gente se amava demais, uma coisa que é meio inexplicável. Forrei minha cama e tomei um remédio para cólica e para dor de cabeça, os remédios eram sonolentos e então eu acabei dormindo.

 

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