Pontes indestrutíveis.

'' Eu pensava que ele era o amor da minha vida, mas ai veio você com os olhos claros a boca rosada, e o seu olhar perante a mim, ai veio o primeiro beijo, a forma de amor, o eu te amo , e a cama, as decepções e por fim o '' Nós Dois '' eu não sei , mas você é totalmente diferente de mim, o diferente que me completa por inteiro, é bem difícil eu me controlar perto de você, então por favor só prometa que vai ficar pra sempre perto de mim, mesmo quando a pior coisa acontecer ''

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9. Lágrimas

 Já era 12:35  e eu estava parando esperando o dito cujo aparecer, logo ele apareceu com o som em um volume exuberante , mordi meus lábios em reprovação e ele foi abaixando o som conforme eu ia me aproximando era meio que óbvio que as meninas estavam vidradas nele que fez a menção de sair para provocar e retirar a mochila das minhas costas e carregar, realmente estava pesada mas só eram menos que 6 passos para chegar no carro, entrei e ele entrou em seguida cantando os pneus , respirei fundo e logo meu estômago fez uma revirada exuberante e eu suspirei engolindo seco, alguma coisa não havia bem por ali. 

- Para o carro!. - Falei baixo inaudível e Pedro continuou cantando, eu já soava e estava começando a ver o jato de vomito pela minha garganta, me contorci e ele pareceu perceber e parou o carro. 

- O que você tem?. - Perguntou agora me olhando e eu em um impulso empurrei a porta do carro com força e coloquei minha cabeça para fora colocando o jato que eu segurava todo para fora, minha garganta queimava e o gosto horrível estava sendo domado por ali, vomitei 3 vezes e as mãos dele seguravam meus cabelos que queria estar junto a minha boca, o agradeci mentalmente por não deixar isso acontecer, assim que terminei minha sessão de vomito fechei a porta e ele me olhou agora sério e preocupado. - Vou ligar para o Arthur e vamos para o médico. - O mesmo disse em um tom autoritário e preocupado, ele saiu arrastando o carro e chegamos em casa, ele insistiu em levar a merda da mochila, eu só estava vomitando não estava sem pernas, andei calmamente até em casa e me joguei no sofá. 

- Não quer tomar um banho? Comer alguma coisa? Quer água? Arthur não me atende. - Ele tagarelava e eu respirei fundo, me levantei e ia subir as escadas quando senti meu corpo sendo levitado por umas mãos e eu olhei para o lado. - Sua teimosia me irrita, o que você quer?. - Perguntou e me colocou no sofá, senti raiva por cada toque dele minhas pernas vacilarem e meu corpo quase ceder. 

- Nada, quero dormir. - Falei e ele riu abafado e eu fui mudando de canal até encontrar um filme romântico e eu não sei o que estava acontecendo mas eu chorava por cada beijo ou cada decepção que aquele filho da puta daquele filme fazia com a menina que estava apaixonada, ela foi traída e por um momento lembrei do Diego , por um momento eu chorei como se o Pedro não tivesse ali, chorei igual uma criança. 

- Caralho, por que você tá chorando.. - Ele falou se sentando e colocando minha cabeça em seu colo, senti minhas lágrimas que estavam presas serem soltas em sua bermuda. - Meu Deus.. Isso são seus hormônios?. - Ele disse passando a mão pelos meus cabelos e afundando as vezes, eu respirava fundo tentando conter o choro mas não dava, talvez sim isso fosse meus hormônios. 

- Cala sua boca, eu fui traída pelo meu namorado que agora é ex-namorado e eu estou sentindo uma carência enorme e eu preciso da minha mãe e do meu pai , eu quero urgentemente bater no Diego por me ter feito uma idiota eu quero realmente parar de chorar por que eu amo Diego e eu estou completamente louca falando isso para você, mas eu preciso, preciso que prometa que não vai contar nada disso que contei agora para o Arthur. - Falei em um embolo e me virei vendo seu olhar surpresa sobre meu rosto, e logo depois um sorriso sem mostrar os dentes deixando seus lábios carnudos se destacaram com o conjunto de seus olhos. 

- Diego é um filho da puta, devia ter dado valor. - Ele disse agora com uma certa raiva em olhos. 

- Prometa Pedro. - Falei e ele vacilou com seu olhar, era lógico que ele iria contar para Arthur, me levantei e andei rapidamente com alguns desequilíbrios pela escada e depois entrei no divino meu quarto, me joguei na cama e encharquei aquele travesseiro, encharquei mesmo e me sentia odiada por isso eu não deveria contar nada para Pedro , Arthur vai querer matar Diego é capaz que ele volte para Londres apenas para ter o gosto de arrancar a cabeça dele - eu estava com a maior vontade de fazer isso - e chorei ainda mais por saber que eu nunca serei amada, chorei pelo fato de eu estar fazendo um drama ridículo, e chorei pelo fato de não estar recebendo os carinhos de Pedro, chorei até pelos fatos que eu não sabia se cabia a mim chorar de alegria ou tristeza, realmente estou em um péssimo estado de vida. 

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