Pontes indestrutíveis.

'' Eu pensava que ele era o amor da minha vida, mas ai veio você com os olhos claros a boca rosada, e o seu olhar perante a mim, ai veio o primeiro beijo, a forma de amor, o eu te amo , e a cama, as decepções e por fim o '' Nós Dois '' eu não sei , mas você é totalmente diferente de mim, o diferente que me completa por inteiro, é bem difícil eu me controlar perto de você, então por favor só prometa que vai ficar pra sempre perto de mim, mesmo quando a pior coisa acontecer ''

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16. Frio de Julho.

- O que você tem?. - Perguntou Pedro me olhando e eu olhei para o mesmo e voltei a prestar atenção no movimento do churrasco, procurei Arthur pelo corredor e ele não se encontrava em lugar nenhum. - Tá me escutando?. - Perguntou ele puxando meu queixo em sua direção.

- Estou. - Falei seca e peguei meu celular mexendo em algo desinteressante e vendo minhas fotos.

- Então responde caralho. - Falou com uma certa grosseria e eu revirei os olhos não ligando para ele e voltei a mexer no meu celular, ele puxou o celular e me virou para ele, o olhei com fúria e tentei puxar meu celular da mão do mesmo o que foi em vão por que não dava, meus braços curtos não chegavam a metade dos braços dele.

- Vocês me deixaram sozinha nesse lugar , vocês acham que eu conheço todo mundo aqui? Se eu soubesse que ficaria sozinha eu nem vinha com vocês nessa bosta, você ficou com aquela loira lá e o Arthur foi enfiar o amiguinho dele em algum buraco nojento , a minha glória é que eu encontrei o Uriel e ele ficou conversando comigo, até você chegar.. - Eu ia continuar mas ele estava rindo baixo de mim e eu olhei brava para ele, e ele ficou sério percebendo que eu não estava de brincadeira, até ele sério era lindo, que merda eu to falando?.

- Tá, fica quieta e vamos comer alguma coisa que eu to morrendo de fome. - Ele disse pouco se importando para o que eu falava, ele se levantou e eu permaneci sentada olhando para o nada, ele ainda não tinha devolvido a merda do meu celular, eu não vou comer nada, eu fico com fome mas não ando mais pra lugar nenhum com ele, senti uma mão segurar meu braço e me puxar fazendo eu trombar com um peitoral, olhei para cima e o cheiro dele exalou no meu nariz e eu fiquei desfocado por longos segundos que pareciam horas.

- Eu não vou. - Dei a resposta que ele queria ouvir e ele me abraçou , que raios.. de abraço foi aquele? Por que ele me abraçou, ele tá querendo foder com meu juízo.

- Teimosa.. - Falou baixinho em um sussurro, e eu ouvi alguém pigarrear e ele me largou , o Arthur estava ali parado com uma cara horrível, e logo depois saiu na frente eu olhei estranhamente e Pedro me puxou com a mão, Arthur se juntou ao grupo que tinha por ali e deu um Tchau e um aperto de mão em um dos caras e tchau para uma menina sussurrando algo no ouvido dela, Pedro fez o mesmo  e eu fiquei quieta na minha a menina deu tchau para mim e eu respondi com um sorriso e um aceno, fomos para o carro e Arthur começou a rir igual um retardado.

- Outch.. - Falei em um sussurro e Pedro o olhou estranho soltou um riso pelo nariz.

- Caralho se eu contar o que aconteceu vocês não vão crer! Não vão crer nunca. - Ele disse balançando a cabeça negativamente e saindo arrastando o carro.

- Conte. - Pedro disse me devolvendo o celular que havia uma mensagem, mamãe?

'' Cadê vocês? Resolvemos fazer uma surpresa e vocês não estão em casa!''. - Mensagem de Mãe.

'' Outch, por que não avisaram? A gente veio para um churrasco, já estamos chegando!''. - Mensagem de Maria.

- Arthur, corre com esse carro que o papai e a mamãe já estão na porta de casa. - Falei praticamente em um berro, estava ansiosa para ver meu pai e minha mãe,  a saudades estava apertando meu peito.

- O que? Porra a casa tá uma bagunça.. - Arthur disse acelerando o carro, Pedro riu do desespero e logo pegou seu celular mandando mensagem para alguém, dei de ombros e coloquei meu celular no vibra já que minha mãe me respondeu mais, chegamos na frente de casa e eles estavam sentados em cima da mala e eu sai correndo do carro assim que Arthur estacionou e minha mãe deu um sorriso se levantando junto com meu pai, abracei a mesma fortemente e tudo que eu mais precisava era daquele abraço, aquele abraço que nem em mil anos eu recusaria e que tiraria todas as minhas dores, senti uma imensa vontade de chorar mas eu me contive, sabia que a mesma iria me encher de perguntas preocupadas como sempre faz.

- Ei , eu quero um pouco desse abraço para mim... - Papai disse em um tom decepcionado e eu sorri me lembrando dele, me soltei da mamãe que estava com lágrimas nos olhos e ela abraçou o Arthur falando um monte de coisa para ele, se ela falou algo para mim naquele momento eu não ouvi nada, abracei meu pai e me senti segura me senti uma criança indefesa meu herói estava por ali e eu queria que aquele abraço nunca parasse, me afastei do mesmo e ele me deu um beijo na bochecha. - Você está magra, andou comendo bem?. - Perguntou preocupado passando a mão pela minha barriga.

 - Ah pai , sabe como é né? Mas eu sempre como bem, só estou magra por que eu sempre fui magra.. - Expliquei enrolada e ele riu dando um abraço forte no Arthur e Pedro veio cumprimentar os meus pais.

- Ué, vocês não vão falar com o primo de vocês?. - Mãe disse e Igor saiu de trás dela, fiquei tão encantada que meus pais estavam ali que nem percebi que ele estava ali, Arthur ficou bem animado e deu um abraço e um toque forte na mão dele, faz tempo que eu não vejo Igor ele tem 17 anos e sempre foi o xodó da família depois de mim é claro, me aproximei e abracei o mesmo, ele me ergueu do chão e me girou eu ri com isso e me afastei.

- Saudades Umpa-Lumpa. - Disse e eu revirei os olhos com o apelido e meu irmão riu gargalhando seguido de Pedro, olhei feio para os dois mas eles não ligaram, me afastei de Igor e entramos em casa, realmente eu não tinha reparado na bagunça que aquela casa estava.

- Meu Deus! Que bagunça. - Mãe disse já olhando feio para Arthur e para mim, ué eu nem fazia bagunça por ali. - Vou tomar um banho e venho já arrumar isso aqui, vamos Arthur me mostre onde nós vamos ficar. - Ela disse falando para Arthur que se apressou e pegou as malas para ajudar a mesma, Pedro ajudou meu pai e Igor foi sozinho com as malas, preparei e peguei minha mochila que estava jogando no canto do quarto, peguei minhas coisas e joguei tudo dentro do meu guarda-roupa , Pedro desceu seguido só de Arthur.

- Mano se eu soubesse que eles vinham hoje eu tinha arrumado tudo.. - Arthur disse passeando com as mãos pelo cabelo.

- Agora já foi. - Falei dando de ombros.

- Eu vou tomar um banho no meu quarto e vou arrumar por lá, faça o mesmo com teu quarto Pedro, se não a véia vai te encher o saco. - Arthur disse e Pedro riu abafado , Arthur subiu deixando eu e Pedro a sós.

- Vamos que tu vai me ajudar a arrumar meu quarto. - Pedro disse pegando na minha mão e me puxando eu parei com meus pés no chão e firmei.

- Que folga! Arrumei meu quarto sozinha, por que você não arruma o seu sozinho?. - Perguntei arqueando a sobrancelha, e ele me pegou no colo e colocou minhas pernas em um braço a segurou meu tronco com a outra.

- Por que eu quero você lá.. - Falou e subiu as escadas, chegamos no quarto dele e aquilo estava uma BAGUNÇA! Estava uma bagunça muito grande meu Deus, me sentei na cama e esperei ele arrumar tudo, ele tinha ligado o Ar condicionado e aquilo ali estava parecendo o polo-norte.

- Desliga esse ar. - Falei balançando minhas mãos em meus braços para esquentar e ele sorriu e desligou o ar, me deu uma camisa dele e eu funguei sem ele perceber e vesti, que cheiro bom da porra.. - Isso aqui estava mais frio do que o frio de julho. - Falei comparando uma coisa com a outra, era só para sair isso na minha mente não era para mim ter falado nada.

- Concordo. - Falou e continuou a arrumar a baderna daquele quarto, deixando-o impecável.

 

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