A vida é imprevisível

Jade é uma menina normal. Pelo menos era. Agora, teve sua vida completamente mudada por um rapaz que vai acabar sendo mais que sua paixão de adolescente. Com 16 anos, tudo pode acontecer. Espero que goste.

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1. Prove seu amor

Jade on

Oi. Sou Jade. Se pronuncia Djeid. É engraçado, mas é assim. Meu pai é motorista e faz tudo da família Malik. Moramos na casa deles. Eu moro com o meu pai numa casinha nos fundos. Não é muito grande, mas eu não posso escolher. Meu pai fica praticamente o tempo inteiro fora. Ele sai de casa às 6 da manhã e volta pela 1 da manhã. Eu não trabalho. Mas às vezes faço algumas coisas. Eu não tenho muito dinheiro. Nem meu pai. Vivemos bem, mas não tanto.

Bom, o Sr. E a Sra. Malik tem um filho. Zayn. Ele tem a mesma idade que eu. Às vezes ele dá em cima de mim, mas eu não ligo. Não nego que ele é muito lindo, mas eu não posso namorar com ele. Nem ser amiga dele. Nem mesmo falar com ele.

Hoje, acordei umas sete horas da manhã. Meu pai já tinha saído. E tinha deixado um bilete escrito que não voltaria pra casa hoje. Tudo bem, vou ter me virar.

Depois, percebi que estava atrasada para o trabalho. E tive que passar pela passagem aberta. Que droga. Não gosto de passar por lá. É no meio do jardim, e se os Srs. Malik me verem, estou ferrada. A passagem aberta é tipo um labirinto. Eu sei o caminho, mas tem lugares em que tem umas casinhas com bancos. São escondidas. Essas eu não sei exatamente onde ficam.

Bom, quando eu estava passando, eu estava meio que correndo. Eu desacelerei o ritmo e foi aí, que duas mãos se enrolaram na minha cintura e me puxaram para o lado. Não deu pra evitar. As mãos me levaram pra uma casinha daquelas que já contei. Me colocaram sentada no banco. E quem foi? Zayn.

-Oi.-falou.

-Zayn, não posso conversar com você.-respondi.

-Só me dá um minuto.

-Estou atrasada pro trabalho.

-Quer que eu te leve de carro?

-Não. Seus pais vão brigar com você só por estar falando comigo. Imagina se você me leva de carro pro trabalho!Tá maluco?

-Não.

-Não digo eu. Eu não devia nem estar passando por aqui. E como você sabia que eu estava aqui?

-Eu vi você. E vim atrás.

-Ai, meu Deus...-falei preocupada.-Seus pais vão te matar. Por favor, torne as coisas mais fáceis.

-Ah, Jade. Você não quer conversar comigo?

-Não posso conversar com você.

-Pode sim. E todas as meninas querem conversar comigo. Menos você. Por quê?

-Porque eu não posso, Zayn. Simplesmente não posso conversar com o filho do patrão do meu pai.

-Eu não sou lindo? E você não gela quando eu toco em você?

-Você não devia tocar em mim. E eu não sou puta que nem as outras pra ficar atrás de garotos.

-Você é virgem?

-Não.

-Ok. Nem eu. Temos uma coisa em comum.

-Mas o quê você quer de mim?

-Quero conhecer você.

-Você já me conhece.

-Não direito.

-Oi, sou Jade, tenho 16 anos e moro em Doncaster. Pronto. Agora conhece.

-Não.Quero dizer mais.

-Oi, sou Jade, tenho 16 anos, moro em Doncaster e trabalho no Starbucks.

-Você não quer entender. Eu quero ser seu amigo.

-Tá maluco? Não posso fazer amizade com você!

-Por que não?

-Você sabe do que estou falando. Você é rico, mora numa casa legal, tem tudo de bom. Eu sou pobre. E seus pais vão te matar quando souberem disso. E vão me matar também. Eu só estou tentando evitar um problema.

-Mas e se eu falar com eles.

-Nem pense nisso.

-Bom, e se eu me encontrar com você escondido?

-Não sei...

-Assim: eu vou pra sua casa e volto antes do seu pai chegar. Eu pulo a janela do meu quarto, escalo uma das paredes da sua casa com uma corda e entro na janela do seu quarto.

-Não sei...

-Você vai ter uma surpresa hoje.

-Ah, não, por favor. Se seus pais descobrirem...

-Não vão descobrir. Agora pode ir.

Eu me levantei e saí correndo em disparada. Pulei o muro da casa e andei até o Starbucks. Minha chefe, Christina, é bem legal e compreensiva. Mas ela ia ficar brava. Cheguei, abri a porta e me deparei com ela. Ela estava sem cara de brava.

-Oi, Chris. Desculpe o atraso.-falei.

-Tudo bem. Foram só 10 minutos. Agora vamos arrumar aqui e abrir.-ela respondeu.

Arrumamos, abrimos, e cumpri meu turno, que é das 7:15 às 11. É muito, mas eu ganho grana pra sustentar meu pai e eu. E sobra um pouco. Pelo menos.

Corri de volta pra casa. Dessa vez, fui pelo caminho escondido, já que eu não tinha hora. Ouvi passos atrás de mim. Me virei e falei:

-Zayn, pode sair daí.

E foi isso que ele fez. Apareceu dentre as árvores.

-Que passagem é essa e como você sabia que era eu?-falou.

-Quem mais me seguiria?-respondi.

-Ok. Tudo bem. Então. Vamos fazer alguma coisa?

-Sim. Você vai pra sua casa e eu vou pra minha.

-Por que você não quer conversar comigo?

-Não é que eu não quero. É que eu não posso. Eu já falei pra você.

-Mas estamos escondidos, não é?

-Sim, mas é arriscado.

-Não é. Posso ficar com você hoje?

-Não. Não dá. Seus pais, meu pai... Se eles descobrirem eles matam nós dois.

-E se eu assumir a culpa? E sofrer as consequências?

-Não posso deixar que você faça isso.

-Por que não? Primeiro as damas. Então eu sou em segundo plano. Tudo bem eu assumir a culpa.

-Zayn, não.

-É. É isso mesmo que vou fazer. Ficar com você e assumir a culpa depois.

-Não faça isso. É melhor que ninguém leve a culpa de nada. É uma casa bem grande. Tem tantos lugares em que eu posso trombar com você, falar oi e depois sumir...

-Não é isso que eu quero. Eu quero ficar com você. Só isso. Ser seu amigo.

-Ah... Como é difícil. Tá bem, então. Pode ficar comigo.

-Viu? Vai ficar tudo bem. Eu vou ver como é o seu dia em casa.

-Eu tenho que fazer algumas tarefas domésticas, cuidar do meu cavalo lá no estábulo... E depois faço o quê eu quiser.

-Certo. Esse caminho demora.

-Mas aqui é escondido. Ninguém sabe dessa passagem.

-Então vamos continuar sem deixar ninguém saber.

-Isso.

-Amanhã, se você quiser, pode ficar comigo depois do trabalho.

-Não posso.

-Por que?

-Porque seus pais vão nos ver.

-Mas e se eu pedir?

-Não!Aí mesmo que eles me matam. Eles vão achar que eu fiquei dando em cima de você.

-Eu já disse que se isso acontecer eu falo que fui eu quem foi atrás de você. E é verdade.

-Zayn...

-Não, Jade. Confie em mim!

-Zayn. Você sabe o quê eu acho disso.

-Tá então. Só hoje! Por favor, me deixe ficar com você.

-Tá, eu deixo. Mas só hoje.

-Certo. Já entendi.

Fomos caminhando até minha casa. Chegamos lá e falei:

-Fique na sala. E não saia de lá.

-Tudo bem.-ele respondeu.

Subi até meu quarto, coloquei um shorts e uma blusa de alçinhas. Peguei uma bolsa larga, coloquei um óculos de sol, meu celular e uma toalha, caso precisasse.

Desci as escadas rapidamente e Zayn estava no mesmo lugar que estava antes. Nem se mexeu.

-Zayn, eu vou comer um sanduíche, quer?-falei.

-Não, obrigado. Mas você já almoçou?-perguntou.

-Será o sanduíche.

-Que pouco.

-É só disso que eu preciso.

Engoli logo um sanduíche, e fomos caminhando pelo caminho secreto mais uma vez.

-Eu gostei daqui. E estou gostando de ficar com você.-ele falou.

-Obrigada.-respondi. Eu sabia que isso não podia estar acontecendo. Os pais dele vão brigar comigo. E com ele.

Chegamos ao estábulo. Fui até meu cavalo. Zayn foi até o dele. Dei uma escovada no pelo, alimentei, dei água, fiz tudo certo. Só o banho, que é no fim de semana, que eu não dei hoje.

-Jade, podemos fazer alguma outra coisa agora?-Zayn perguntou.

-Sim, já vamos voltar pra casa.-respondi.

Voltamos pelo caminho secreto mais uma vez.

-Seus dias são sempre assim? Tranquilos?-Zayn perguntou.

-Sim. Depois disso eu fico em casa, ligo pra alguma amiga... Mas hoje não vou ligar.-falei.

-Porque?

-Porque estou com você.

-Ah. Tá.

-E também, temos que fazer uma coisa pouco barulhenta. Senão, vamos ser pegos.

-Certo. Mas eu quero conversar com você. Não ficar vendo TV, ou alguma coisa assim.

-Tá... Só que temos poucas opções...

-É. Se você quiser ir pro meu quarto escondida...

-Lá vai ser mais fácil de sermos pegos.

-Ok. E que tal na sua casa?

-É. Nesse lugar dá.

Chegamos novamente em casa. A casa fica numa clareira, então podemos ficar sentados na varanda da frente sem sermos vistos, a floresta e as árvores cobrem. E foi isso o quê fizemos. Nos sentamos na varanda da frente.

-Até agora você não me respondeu uma pergunta.-falei.

-Qual?-ele perguntou.

-Por que é que você se interessou tãl derepente em mim.

-Bom, de qualquer jeito, nunca fomos chegados. Você é bonita, tem um corpo legal...

-Só isso?

-E também, queria saber mais sobre você. E sei lá. Ter uma amiga perto de casa.

-Aham. Mas... E como seus pais vão reagir com esse fato?

-Eles vão aceitar.

-Não.

-Vão sim. Vão falar: legal que você está fazendo amigos aqui perto.

-Duvido. É mais provável que falem: não se misture com essa gente.

-Mas, Jade. Calma. Eu vou dar um jeito nisso.

-Você não precisa dar um jeito em nada.

-Mas eu quero poder estar com você sem estar escondido.

-Zayn... Vai ser muito difícil.

-Eu sei. Mas não custa tentar.

-É, mas é melhor não.

A conversa acabou comigo mostrando a casa pra ele. Na hora de mostrar o meu quarto, as coisas terminaram pior ainda.

Tem um cadeirinha perto da janela, porque gosto de ler e olhar as estrelas. Ele se sentou na cadeira.

Eu me sentei na minha cama.

-Sua casa é legal.-falou.

-Obrigada.-respondi.-É simples, mas é meu lar.

Ele se levantou, deu uma olhada geral. E eu fiquei olhando pela janela, de costas pra ele.

Percebi duas mãos se passando pela minha cintura. Ai não. Ele pousou a cabeça em meu ombro.

Tirei as mãos de mim e me virei.

-Zayn, eu não posso gostar, tocar, ficar ou namorar com você. De jeito nenhum.-falei.

-Por que não? Qual é o problema se eu realmente gostar de você e você realmente gostar de mim?-ele perguntou.-Tá. Eu admito. Gosto de você. Eu queria me aproximar, e depois começar a dar em cima de novo.

Eu fiquei chocada. Aquele cara lindo, rico e perfeito ia gostar de mim? Será mesmo?

-Olhe, eu não posso namorar com você. E não posso mesmo. Seus pais. Meu pai.-falei.

-Eu assumo a culpa e posso pedir permissão.

-Zayn, eu não posso te deixar fazer isso.

-Mas eu posso. E é isso que vou fazer.

-Zayn...

-Não tente me impedir. Vai dar tudo certo. É só você confiar em mim. Confia?

-Tá. Me rendo. Confio.

-Então tá certo. Vamos tentar ir pra minha casa?

-De noite, talvez.

-Tá. Que horas?

-Bem tarde, mas não de madrugada.

-Tudo bem. Ai, meu Deus, Zayn... Eu estou com medo.

-Medo de quê?

-Medo dos nossos pais descobrirem.

-Não se preocupe.

Ele me abraçou. Acho que gosto dele também. Mas não podemos namorar.

-Por que você não gosta de me abraçar? Você não quer tentar ficar comigo?-perguntou.

-Não é que eu não quero, é que eu não posso.-respondi.- Não posso me aproveitar de você.

-Mas e se eu quiser que você fique tocando em mim, me abraçando, me beijando? Eu gosto de você e quero namorar com você.

-Zayn...

Ele me calou e me beijou. Beijei ele de volta. Afinal, um poco de diversão não me faria mal.

-Viu? Tudo bem. É bom. Eu gosto de te abraçar, te beijar, te tocar...-falou.

-Ok. Me rendo.-respondi, e beijei ele de volta, passando as mãos pelo pescoço dele e as pernas nos quadris dele. Ele fez uma ousadia. Colocou as mãos na minha bunda.

Fizemos uma pausa pra respirar.

-E aí?-perguntou.

Eu ri.

-Quer mais?-perguntou de novo.

Fiz que sim com a cabeça e beijei ele de novo. Dessa vez, nossas línguas dançaram.

O dia passou normalmente. Nos pegamos bastante, caminhamos muito... Foi romântico.

Zayn teve que voltar pra casa na hora do jantar, mas depois, voltou. Esperamos dar umas 11 horas e fomos pra casa dele.

No caminho, fomos conversando:

-Você vai gostar do meu quarto. Na verdade, tenho uma parte da casa. Tenho uma sala, cozinha, home, quarto banheiros... É tipo isso.-falou.

-Aham. Não podemos fazer muito barulho.-respondi.

Chegamos na janela da sala. Zayn abriu e falou:

-Pode pular primeiro.

-Você não vai ficar olhando pra minha bunda?-perguntei.

-Tá. Eu vou primeiro.

Ele pulou a janela e acendeu as luzes. Logo fui eu. Ele fechou a janela atrás de mim, ligou o ar condicionado e me mostrou a casa. O quarto era lindo. Estava tudo arrumado.

-E aí? Gostou?-perguntou.

-Claro! Sua casa é linda.-respondi.

Ele veio em mim e colocou as mãos na minha cintura. Eu passei as mãos pelo pescoço dele. Nos beijamos. Ele sorriu pra mim.

-Agora está mais segura?-perguntou.

-Não dá pra ficar segura nessa situação. Imagine que seu pai trabalha numa casa de família rica, e a filha dos patrões dele quer namorar com você, e você sabe que os pais dela vão ficar muito bravos? Pois é. Minha situação.-respondi.

-Ah. Estou tentando te entender. Mas, você esqueceu do detalhe de que eu vou assumir a culpa.

Ele me abraçou de novo.

-Vamos aproveitar essa noite linda.-falou.

E me beijou. Logo ele saiu de perto de mim e deitou na cama. Sentei ao lado dele. Depois deitei.

Nos viramos e ficamos cara a cara. Ele começou a me olhar com um sorriso malicioso.

-Você tá pensando no mesmo que eu?-perguntou.

Eu devolvi o sorriso malicioso. Sentamos na cama e ele me beijou.

Ele tirou a calça e eu tirei meu shorts. Ele parou de me beijar pra podermos tirar a camiseta. Tiramos a blusa, o sapato também foi jogado em qualquer canto do quarto.

Fiquei só de roupas íntimas, mas ele já tirou a cueca de vez. Reparei na grandeza da coisa. Uau.

-Pronta?-perguntou e tirou minha calçinha.

Ele penetrou e voltou a me beijar, logo deitamos na cama. Eu gemia e ele também, mas tomava o cuidado de não ser muito alto.

Depois ele tirou a coisa de mim e tirou meu sutiã. Ele deu beijos por todo meu corpo, pelo pescoço, pelas costelas, pelos meus seios, pela minha barriga, até chegar nas minhas intimidades. Ele lambeu, chupou e doeu um pouco, mas não falei nada. Depois, joguei ele na cama e sentei bem em cima da coisa. Eu estava sentindo aquilo tudo dentro de mim.

Quando não estava mais aguentando, ele se levantou e fiz um boquete. Ele estava tentando conter gemidos, mas não conseguiu. Depois, voltei a beijá-lo e ele penetrou de novo.

Ele começou a perder a força, e percebi que estávamos chegando ao ápice.

Quando finalmente chegamos, deitamos na cama, nus, bufando.

-Você fica selvagem e fora de si no sexo.-falou, com dificuldade.

-Obrigada.- respondi.

-E é muito boa também.

-Obrigada mais uma vez. Você também.

-Obrigado. Que sede, que calor...

Ele pegou o controle e ligou o ar condicionado. Eu peguei minha calçinha e meu sutiã. Zayn não se preocupou em se vestir. Demorou um pouco pra colocar uma cueca.

-Gostou?-perguntou.

-Claro.-respondi.

Ele me entregou uma garrafinha de água do frigobar do quarto. Bebi e deitei. Percebi que ele já havia adormecido.

Logo, eu dormi.

Acordei no dia seguinte junto com Zayn. Tinha mais pessoas à nossa volta. Ah, não. Os pais dele haviam nos descoberto. Lá estavam os pais dele e meu pai.

Me entreolhei com Zayn. Ele ficou com cara de preocupado e eu também.

-Meninos. Temos que ter uma conversa séria com vocês.-o pai dele falou.-Mas, antes, a Alicia-mãe do Zayn-vai conversar com vocês particularmente.

O pai de Zayn e meu pai saíram do quarto.

-Zayn, Jade. Entendo que são adolescentes e querem ter aventuras sexuais. Mas, vocês deviam ter avisado a nós. E vocês não usaram preservativo.-quando ela falou isso, fiquei aflita. E se eu estivesse grávida?!

-Ahn, Mãe. Pedimos desculpas. Eu queria ter avisado, mas você não ia me deixar.-Zayn falou.

-Querido, você pode fazer isso com quem quiser.-ela respondeu.-Agora, quero saber da Jade. Você está bem? E se você estiver grávida aos 16?

-Ah, Senhora Alicia, eu estou bem, e se eu estiver grávida, vou ter que enfrentar.-eu disse.

-E eu tenho a culpa de tudo isso. Eu fui atrás dela, Mãe. Eu gosto dela.-Zayn falou.

-Eu acho que vocês podem namorar, mas se vocês tiverem um filho, vai ser difícil.-Alicia respondeu.

-Nós sabemos e pedimos desculpas. Vamos enfrentar tudo o quê vier pela frente.- Zayn disse.

-E por favor, nada de esconde-esconde. Não precisam se desculpar. A única coisa a fazer é ter calma.-Alicia disse.-Vou dar um tempo para vocês conversarem em particular, e depois o Martin-pai do Zayn- quer vir falar com vocês.

Ela saiu do quarto. Olhei para Zayn.

-Estou com medo.-falei.

- E eu ainda.-ele respondeu.

-Zayn, e se eu estiver grávida?!

-Calma. Tudo bem. Eu sou o pai não sou? Então está tudo bem.

-Não dá pra ficar calma.

-Olha, eu não vou te deixar e você também não vai me deixar.

-Sim.

-Então, vamos nos apoiar aqui. Calma. Está tudo bem.

-Zayn...

-Fique calma. Você sabe que estarei do seu lado pra sempre.

Aquilo me tranquilizou. Abracei ele.

-Calma.-ele falou.

Não consegui falar nada.

Logo, Martin entrou no quarto junto com meu pai. Agora seria a parte difícil. Todos ficaram quietos.

-Zayn e Jade. Vocês vão ter um filho daqui a nove meses, e vão ter que assumir as responsabilidades.-falou Martin.

-Isso mesmo. Sem festa, amigos todo dia, vida tranquila e repousada.-meu pai disse.

-Desculpe a gente.-falou Zayn.

-Não, já estão desculpados. E sabem das responsabilidades que vão ter que assumir.-falou Martin.

Eles ficaram dando conselhos e conselhos. Nós ficamos quietos. Ás vezes nos entreolhávamos. Mas os dois estavam queimando de vergonha.

Zayn on

Isso tudo está sendo uma loucura. Muito louco. Cara, daqui a nove meses eu vou ser pai! Eu só comecei a gostar dela, fui atrás dela, e ela vai ser a mãe do meu primeiro filho. Tudo bem, tudo bem...

Depois da conversar que tivemos com nossos pais, Jade só colocou a roupa e foi embora. Não falou nada. Coitada dela. Estava frustrada. Eu também estava meio frustrado. Era tudo culpa minha.

Resolvi que iria ligar pra ela de noite pra gente conversar. Temos muita coisa pra falar um pro outro. E meu pai disse que também queria conversar comigo. Aí eu estava ferrado. Almocei no meu quarto mesmo e depois fui conversar com o meu pai no escritório dele.

-Pai.-falei.

-Senta aí, filho.-ele mandou.

Sentei numa cadeira em frente a mesa dele.

-Eu tenho bastante coisas pra falar pra você, filho.-ele disse.

-Ahn, então fale.-pedi.

-Como é que você engravida a filha do nosso melhor empregado?!-ele falou, bem bravo.

-Ahn, eu posso explicar.

-Não. Não pode.

-Eu gosto dela pai.

-Tudo bem você gostar dela, mas não engravidar a garota. Você não pensou nela?!-ele estava muito bravo mesmo.

-Pai, a ideia não foi só minha.

-Mas quem chegou e deu em cima?

-Eu.

-E quem quis primeiro?

-Eu.

-Então, filho. Você vai ser pai e vai ter que ser um ótimo pai, porque eu quero ver. Entendido?!- pensei que ele fosse me bater.

-Não duvide de mim. Vou ser um bom pai. E nós vamos cuidar muito bem da criança.

-Muito bem.

-Já posso ir?

-Vá.

Saí correndo, fui pro meu quarto, peguei meu celular, a chave do meu carro, e saí correndo para a casa da Jade.

Chegando lá, ela estava no quarto, lendo.

Eu meio que invadi a casa dela. Mas tudo bem.

-Jade. Temos muito que conversar.-falei.

-Tudo bem.-disse ela, fechando o livro.-Pode começar.

-Primeiro eu quero pedir desculpas pra você.

-Não precisa. A culpa não foi sua.

-Foi minha sim. Eu quis ir com você.

-Não. Tá tudo bem.

-Escute. Eu prometo que serei um bom pai, prometo que vou cuidar da criança, prometo que vou ajudar você, e prometo que não vou te deixar.

-Eu sei disso, não duvido de você.

-Mas você tem que ficar segura.

-Estou segura.

-Tem certeza?

-Sim.

Continuamos a conversar, e depois, quando entardeceu, tive que voltar pra casa. Eu estava com vergonha demais pra falar com os meus pais, então pedi o jantar no meu quarto.

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