Só mais um

Pois é, eu me apaixonei por alguém pela internet. Pode parecer ridículo, eu mesma achava ridículo. Mas quando acontece com você mesmo, é diferente.

1Likes
1Comentários
73Views

1. Fogo virtual

E então eu o vi. E em um segundo, nada mais importava. E por que haveria de importar? Aquele era o momento com o qual eu sonhei durante muitas noites, e não era o olhar de alguns banhistas curiosos que iria me impedir de matar aquela distância que sempre existira entre nós dois.

Nós éramos apaixonados um pelo outro, apesar de termos nos conhecido pela internet. Pra mim, se apaixonar assim era impossível. Como se pode amar alguém que você nunca viu pessoalmente? Muitos pensam assim, até que isso aconteça com eles mesmos. Alguns tem a sorte de conhecer seu amor, e outros não. Mas eu fui uma dessas sortudas.

E nós estávamos no dia e no lugar certo. Era um dia ensolarado, e estávamos em uma praia quase deserta. Eu fui lá pois precisava de um ar, de uma pequena distração depois de horas e dias incansáveis de estudo para entrar para a faculdade.

E claro, não imaginei que ele estaria lá. Quando eu o vi, não acreditei, e pensei que fosse só mais uma ilusão. Mas não era. Era real demais para ser uma fantasia. E do mesmo jeito, mesmo amando ele mais do que tudo na vida e mesmo tendo o fato de encontrá-lo como meu maior sonho, eu travei.

É verdade que quando eu enfim tive certeza de quem era aquela pessoa, não me importei mais com nada. Mas eu simplesmente não acreditava que aquilo estava acontecendo. Então, ele disse: "Sofia, é você?", e eu, com os olhos enchendo de lágrimas, corri para os braços dele.

Eu encostei minha cabeça em seu peito, molhando-o com minhas lágrimas. Ele, por sua vez, abaixou a cabeça em direção a minha, molhando meus cabelos com suas lágrimas.

Eu soluçava de tanto chorar, e ele colocou uma de suas mãos em minha nuca e a outra em minhas costas, me deixando completamente arrepiada. "Calma, amor", ele sussurrava, em meio aos seus próprios soluços. Eu, com minhas mão atracadas em volta do pescoço dele, não queria que aquele momento acabasse.

Pode parecer ridículo, afinal, era só um abraço. Mas era um abraço em alguém que eu nunca toquei antes, que eu nunca havia visto antes pessoalmente, mas que eu o amava muito mesmo.

E depois de dois ou três minutos, o longo e tão esperado abraço se desfez. Nós nos encaramos, olhos nos olhos, e ele enxugou minhas lágrimas com seus dedos. Então nós começamos a rir, rir do nosso choro e do nosso drama, e nos abraçamos de novo. Finalmente nos desgrudamos um do outro, e depois de pegarmos nossas coisas da areia, fomos para um dos quiosques da praia. Lá sentamos e conversando durante mais ou menos duas horas. Era assunto que não acabava mais.

Até que, quando começou a entardecer e eu me dei conta de que precisava estudar, eu disse:

—Matheus, eu tenho que ir pra casa agora... Estudar pra faculdade, você sabe como é—eu disse, já levantando da cadeira.

—Não, por favor.—suspirou ele, me segurando pelo braço.

—Eu preciso estudar, sério.—eu disse, risonha.

E era verdade. Claro que eu não queria estudar, principalmente naquele momento, em que eu tinha acabado de realmente conhecer a pessoa com quem eu queria passar o resto da minha vida.

—Um dia sem estudo não faz mal à ninguém... Meus pais estão viajando e eu estou sozinho em casa. O que você acha?—disse ele, com um sorrisinho safado que eu sempre imaginei que ele faria.

E como eu resistiria à isso?

—Ok, mas só hoje...

Fomos andando até a sua casa, que era em frente à praia. Eu descobri que era uma casa alugada, e que ele e seus pais estavam procurando um lugar menor, pois a casa era muito grande para a família de quatro pessoas.

E realmente era bem grande a casa, principalmente por causa do tamanho dos quartos- três suítes- que eram muito espaçosos.

E foi quando ele finalmente abriu a porta da casa, que eu descobri que aquela nossa paixão infinita pelas mensagens de celular e aquele "fogo" que parecia nunca acabar, eram mesmo verdadeiros.

Logo depois que entramos em casa, ele trancou a porta e me tomou nos seus braços.

—Agora você finalmente é só minha— sussurrou ele no meu ouvido.

Então ele me puxou mais para perto dele, e começou a me beijar. Eu, loucamente apaixonada, retribui o beijo com fervor.

Ele beijava minha boca e mordia meu lábios, sempre com uma mão na minha nuca e a outra nas minhas costas.

Isso no início. Pois depois de menos de dez minutos, ele afastou sua mão das minhas costas, botando-a em um dos meus seios.

—Matheus, não—eu resmungava, excitada. E mesmo depois de reclamar, eu deixava ele fazer o que queria.

Ele arrancou minha saída de praia, me deixando só de bikíni. Me agarrou novamente e tirou o meu sutiã, deixando meus seios expostos.

—Ai...Para, Matheus...Ai, chega...—eu dizia, enquanto o beijava calorosamente e enquanto ele continuava acariciando meu seio, desta vez com mais força. Mas ele sabia que eu estava gostando, e não parava.

Sua outra mão desceu para meu bumbum, e repousou ali mesmo. Eu tirei a camisa dele, e ele tratou de tirar seu short.

Ele então me pegou no colo, e foi andando até um dos quartos. Lá tinha uma enorme cama de casal, e em frente à ela, ele me abraçou e me disse:

—Pode ser agora?

Eu, em resposta, desamarrei a corda da minha calcinha, deixando esta cair no chão.

—Eu te amo...—eu disse, enquanto ele tirava sua sunga.

Ele me levou aos beijos até a cama, onde eu deitei ao lado dele. Ele se virou para mim e foi me beijando. Quando ele foi indo para baixo da barriga, eu tirei sua mão do meu corpo e levantei, me deitando em cima dele.

Afinal, um dia de estudo a menos não faria tanta diferença.

Join MovellasFind out what all the buzz is about. Join now to start sharing your creativity and passion
Loading ...