Desculpa.

"Olhei para os meus braços e vi o líquido vermelho sair abundantemente dos cortes que ainda há minutos havia feito. Se senti dor? Bastante, o que até é bom, visto que já há muito tempo que desconhecia esse sentimento. " "Só te apercebes da dor quando realmente a conheces." Depois da morte de Louis, Emma entra numa depressão que parece não ter fim, a sua vida torna-se num inferno e está sempre a tentar arranjar maneiras de se aguentar. Quando o choro já não é suficiente, Emma encontra a lâmina...

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7. Capítulo 7 (O Final)

Anteriormente em "Desculpa"...

...ele foi atropelado, mas tudo isso porque ele apenas queria salvar uma criança, tendo por isso se lançado para o meio da estrada. Foi tão injusto, ele foi castigado por causa de um otário de um conductor que ia a falar ao telemóvel...

...- Olá Emma, como estás? - o homem pergunta-me.

Ignoro-o.

- Samantha, o que é isto?...

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- Samantha, o que é isto? - volto a insistir ao ver que ela não me responde.

- Emma, desculpa... eu sei que não devia tê-lo feito, mas...

- Mas nada! O que é isto? Quem é ele?! - digo interrompendo-a.

Antes de responder ela respira fundo, e sei neste momento que não vou gostar da resposta.

- Este é o Roger, ele é o psicólogo, que me ajudou quando o meu avô morreu. Achei que ele te poderia ajudar a superar isto. - as lágrimas começam a descer-lhe pelos olhos.

Não consigo reagir, não consigo sentir nada pela sua tristeza se não raiva. Uma raiva incontrolável pelo facto de ela ter planeado isto tudo nas minhas costas.

- Mas eu não sou tu! E fica sabendo que eu nunca vou superar isto! É impossivel, não tentes dizer que compreedndes, pois isso não é verdade! - digo ao ver que ela tentava dizer alguma coisa - Nunca mais me faças isso, pensava que eras minha amiga!

Corro para o meu carro antes que ela possa dizer alguma coisa que me faça voltar atrás. Conduzo para casa. Há uns tempos atrás teria ido para casa do Harry, mas de certeza que ele agora iria apenas concordar com a Sam.

Ao entrar em casa ouço os meus pais a falarem na cozinha.

- Às vezes penso que se ela nunca o tivesse conhecido agora não teriamos estes problemas. - ouço a voz da minha mãe.

- Sabes... eu sei que não é a melhor coisa de se dizer, mas talvez se ela nunca tivesse nascido nós nunca tivesse-mos tido todos os problemas que estamos a ter agora. - desta vez foi a voz do meu pai que se fez ouvir.

Não acredito nisto, nunca pensei ouvi-los dizer isto, quer dizer, não era suposto tê-los ouvido, mas mesmo assim...

Ando em silêncio para o meu quarto tendo a certeza que ninguém me ouve. Quando lá entro, mudo de roupa para umas calças de ganga e uma camisa branca e agarro numa pequena mala. Lá dentro guardo um maço de tabaco e todas as minhas lâminas. Depois dirijo-me a casa de banho e tiro 2 caixas de comprimidos do armário. De volta ao meu quarto, guardo as caixas na mala e também papel e uma caneta.

Estou ainda no meu quarto e o meu telemóvel começa a tocar, desligo sem sequer olhar para o visor, pois sei que deve ser a Sam. Decido que para não ser incomodada desligo o telemóvel e parto o cartão SIM deixando-o no caixote do lixo.

Saio de casa sem fazer barulho e dirijo-me para uma pequena floresta que existe a cerca de 5 km de minha casa. Podia ir de carro mas assim sei que ninguém me vai seguir.

Quando chego à floresta, entro para uma pequena clareira na qual eu sei que me dará tempo de fazer o que quero antes de ser encontrada.

Sento-me no chão fumando 2 cigarros, desta vez não os apago na coxa. Depois nisso pego em 3 papeis e para escrever 3 cartas, uma à Sam, outra ao Harry e outra para a minha irmã. Nesta última digo para só lha entregarem quando ela fizer 15 anos, que será daqui a 9 anos.

Quando estão escritas dobro-as em três e escrevo nome de cada um deles.

Tomo uma das caixas dos comprimidos e decido que se quero fazer tudo bem não posso tomar logo a outra. Pego numas das lâminas e começo a cortar os pulsos, destruindo assim os pontos que lá tinha, faço o mesmo com a barriga. Não sinto dor nenhuma, os comprimidos já devem estar a fazer efeito, decido tomar a outra caixa para ter a certeza que levo até ao fim a minha tarefa. Depois disso deito-me na relva enquanto uma poça de sangue se forma à minha volta e assim me deixo estar até que começo a perder os sentidos.

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Ando por um tunel branco, que parece não ter fim, mas depois de alguns metros vejo uma pessoa que está de costas para mim.

- Louis? - a minha voz ecoa perante esta sala sem mobília.

Este vira-se e estende-me a mão.

- Olá Emma, sabia que acabarias por vir ter comigo.

Dito isto agarro-lhe a mão e deixo-me ser levada por ele.

☆Fim☆

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