Desculpa.

"Olhei para os meus braços e vi o líquido vermelho sair abundantemente dos cortes que ainda há minutos havia feito. Se senti dor? Bastante, o que até é bom, visto que já há muito tempo que desconhecia esse sentimento. " "Só te apercebes da dor quando realmente a conheces." Depois da morte de Louis, Emma entra numa depressão que parece não ter fim, a sua vida torna-se num inferno e está sempre a tentar arranjar maneiras de se aguentar. Quando o choro já não é suficiente, Emma encontra a lâmina...

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5. Capítulo 5

nteriormente em "Desculpa"

- Queriamos pedir que a Emma viesse agora dizer umas palavras, se conseguires... - o Liam olha-me.

Ando até ao microfone e começo a falar:

-...

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- Há pessoas que choram por não terem namorado, outras porque se zangaram. Há pessoas que choram porque ainda não encontraram o amor da sua vida, outras que choram por nunca o irem encontrar.  Umas choram por uma dor no coração, outras choram por não ter nada. As pessoas choram por muitas razões, e todas elas diferentes. Eu choro por ter perdido o amor da minha vida. Choro por saber que nunca mais vou acordar com um beijo dele, choro por saber que nunca mais vou ser feliz, por a única maneira de não sufocar com esta dor, ser causar ainda mais dor. - neste momento levanto as mangas do meu casaco deixando as cicatrizes dos cortes de fora. - Muitas de vocês podem não ver nada, mas para as que vêm e não. percebem, e para as que desconfiam, sim isto são cicatrizes de cortes que eu me fiz, também as tenho na barriga e nas coxas. Já sei, já sei... sou uma fraca. Mas não aguento mais. Louis, meu amor, se me estás a ouvir, desculpa, desculpa por ter sido tão fraca.

Quando olho para o público vejo quase todas as fãs a choraram, apercebo-me que todos os rapazes e a família do Louis também chora, dou por mim também eu a chorar, sinto-me a ser abraçada por trás e percebo que é o Zayn, estranho pois ele nunca me foi muito chegado, mas neste momento não interessa e agarro-me também a ele a chorar.

Mal sou largada corro para a saída do estádio sem olhar para trás e vou para casa, já não aguento mais naquele sítio, e sei também que não tarda os comentários vão chegar.

Mal entro em casa corro para o meu quarto e pego logo num cigarro, esta é mais uma das minhas fraquezas, não fumava há imenso tempo, mas depois da morte do Louis voltei. Acabo o meu cigarro, apagando a beata na minha coxa, e ouço alguém a bater à porta, deve ser a minha mãe.

- Mãe, por favor deixe-me sozinha, agora não me apetece falar! - grito.

- Mana?! Eu não sou a mãe! Abre a porta! - em vez de ouvir a voz da minha mãe, ouço a voz da Rosie, a minha irmã de 5 anos.

Abro-lhe automaticamente a porta do quarto e ela entra logo sentando-se na minha cama.

- Emma porquê que estavas a chorar? É por causa daquele menino que gostavas? - ela olha para mim com a sua cara preocupada.

- Sim Rosie, mas não te preocupes, já passou, estou só um pouco triste, nada de mais.

- Mas eu não quero que estejas triste! - dito isto ela dá-me um abraço, como eu a adoro...

- Já passou Rosie! Que me dizes a irmos comer um gelado e a seguir irmos ao parque? - pergunto mudando de assunto.

- Vou já vestir o casaco!

Dito isto ela corre para fora do quarto. Mudo de roupa, vestindo umas calças de ganga, um top e uma jumper por cima e vou atrás dela.

Enquanto andamos pela rua, deparo-me com alguns olhares curiosos, ou com pena, ou então apenas confusos. É claro, as pessoas já foram para as redes sociais comentar, nem sei bem o que esperava, mas tendo em conta que o concerto acabou há 20 minutos, nunca pensei que fosse tão rápido. Mal entro no café vejo 3 das raparigas que lá se encontram a dirigirem-se a mim, já sei o que vem aí e não me agrada. Decido ignorar e dirigir-me para a fila com a minha irmã. Enquanto espero pela minha vez sinto alguém tocar-me no ombro. Merda! Mas já não posso andar socegada?!

- Sim? - digo enquanto me viro.

- Hum... Olá, és a Emma O'Sullivan? - ela pergunta com uma expressão estranha no rosto, diria até enojada...

- Sim, sou eu. Porquê?

- Erm... é que eu estava no concerto e ouvi o teu discurso, e como sou representante de um dos maiores grupos de fãs de Inglaterra, e por isso achei que devia vir dizer-te que nenhuma das Directioners te irá julgar pelas tuas escolhas, mas que todas nós gostava-mos que parasses com isso, pois sempre gostámos muito de ti e... - acabo por interrompê-la pois toda esta conversa já me estava a irritar solenemente.

- Bem, obrigada, vou dormir muito mais descansada agora que sei que um grupo qualquer de raparigas não me vai julgar pelos meus problemas. - digo com o sarcasmo a crescer-me na voz. - Agora se não te importas eu e a minha irmã gostava-mos de estar sossegadas por isso se não te importares deixa-nos em paz.

Dito isto a rapariga dá meia volta e vai-se embora. Talvez tenha sido um pouco bruta de mais, mas o quê que isso interessa? Nada!

Chega a nossa vez, faço o nosso pedido e pago, encaminhando-nos de seguida para a porta do café.

Sentamo-nos no parque enquanto comemos os nossos gelados, depois a Rosie vai brincar enquanto eu fico a observar e a lembrar-me do dia em que eu e o Louis começamos a namorar, que aliás, foi neste parque.

☆Flasback☆

Caminho ao lado do Louis enquanto nos dirigimos ao parque ao pé de minha casa. Sinto um silêncio constrangedor. Quando chegamos ao parque encaminhamo-nos para os baloiços que se encontravam vazios pois as crianças ainda se encontravam em aulas. Quando estamos sentados há já algum tempo o Louis volta-se para mim e começa a falar.

- Emma, sabes que eu gosto muito de ti, e que eu tenho um grande carinho por ti também... E... Bem... hum... eu gosto de ti... - ele olhava para mim corando.

- Eu também gosto de ti Louis, para quê tanto nervosismo?!

- Não percebes-te, eu gosto MESMO de ti!

Fiquei a olhar para ele espantada, quer dizer, eu sabia que ele gostava de mim, o Harry tinha-mo dito, mas nunca pensei que ele fosse admitir assim!

- Hum... eu também gosto mesmo de ti Louis... a sério! - digo esta última parte olhando-o nos olhos enquanto lentamente as nossas caras se aproximavam.

Quando os nossos lábios se tocam, sinto como se pequenos choques eléctricos fossem enviados para todo o meu corpo. Quando nos separamos o Louis levanta-se e ajoelha-se à minha frente.

- Emma O'Sullivan, dás-me a alegria e a honra de ser a minha namorada? - ele olha para mim com um ar esperançoso.

- Hum... deixa-me pensar... - enquanto dizia isto via o seu olhar a entristecer. - Estava a brincar! É claro que sim!! Não quero eu outra coisa!

Dito isto salto-lhe para o colo, o que fez com que ele caísse para trás. Acabamos por nos beijar outra vez.

☆Flashback☆

Passaram 5 anos desde esse dia, e agora poderia vir a ser mais alguma coisa, se ele não tivesse morrido por causa de...

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