Biology by Vee

Uma fanfic que conta a vida de uma adolescente,que vive uma realidade bem diferente da habitual, uma relação física com dois professores de biologia. "- Quando eu apenas imaginava como seria te ter, você já era meu vício – ele sussurrou, arrepiando meus cabelos da nuca com seu hálito quente – Agora que eu realmente te tenho... Não vou conseguir te tirar da cabeça." A fanfic mostra como é fina a linha entre o ódio, a atração e o amor, te deixando tão 'envolvida' quanto a personagem.

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17. Capítulo 17

opcional: baixem Muse – Time Is Running Out e dêem play quando a letra começar 

- Posso te perguntar uma coisa? 
- Já tá perguntando, mas eu vou te dar um crédito. 
- Ah, obrigado. Hm... Eu não sei bem como perguntar isso. Vai parecer cafona, aliás, é cafona, mas eu quero saber mesmo assim. 
- Então deixa de ser bobo e pergunta logo. 
Eu estava sentada na beira do mar, abraçada aos meus joelhos e sentindo a água gelada tocar meus pés descalços. O barulho das ondas e o vento gostoso estavam me deixando sonolenta, ainda mais com os braços de Hazza envolvendo minha cintura, me aproximando de seu peito e me abrigando ainda mais confortavelmente entre suas pernas. 
- Você se imagina daqui a um bom tempo... Ainda comigo? – ele finalmente perguntou, me fazendo virar a cabeça pra olhá-lo. 
Hazza não retribuiu meu olhar, apenas continuou a fitar pensativamente o horizonte à nossa frente. Tínhamos perdido a noção da hora, mas já devia ser tarde, pela escuridão, que só não era tão gritante sobre nós por causa das luzes acesas que emanavam da casa. Levei algum tempo pra responder, com um sorriso tímido no rosto. 
- Pra falar a verdade, eu imagino isso há uns três anos – falei, voltando a ficar de frente e sentindo minhas bochechas queimarem. Aquela frase tinha soado mais infantil do que eu pensei.
- Jura? – ele exclamou, com a voz surpresa pela revelação – Desde que eu comecei a te dar aulas? 
Assenti, me sentindo a pirralha sonhadora, ainda mais com o riso satisfeito de Hazza. Hesitei por um momento, me perguntando se deveria fazer o que estava pensando, mas antes de chegar a uma conclusão, ouvi minha própria voz me delatar: 
- E você? Se vê comigo daqui a um tempo? 
Ele deu uma pequena pausa, assimilando a pergunta, e eu esperei sua resposta sem me mexer, apenas observando a água do mar tocar meus pés novamente. 
- Na verdade, eu procuro não pensar nisso – ele murmurou, me abraçando mais forte, e apesar de não ser aquela a resposta que eu esperava ouvir, continuei imóvel – Prefiro me apegar a cada minuto como se fosse o último, como se você fosse fruto da minha imaginação e pudesse sumir a qualquer momento... Pensar assim vai tornar as coisas muito mais fáceis quando eu tiver que te deixar ir. 
Franzi a testa de leve, sentindo melancolia na voz dele. Meu coração doeu com aquelas palavras, e novamente me virei de lado, colocando minhas pernas sobre a dele. 
- Me deixar ir? – soprei, sentindo minha garganta apertada, e fixei meu olhar no dele, mesmo sem ser correspondida. Hazza deu um sorriso triste, voltando a demonstrar uma certa dor em sua expressão. 
- Encare os fatos, (seu apelido) – ele disse, finalmente me olhando, e por um momento eu preferi que ele não o fizesse e me poupasse da agonia que seus olhos transpareciam - Você tem uma vida inteira pela frente, e o que eu tenho? Mais alguns anos até que tudo que eu possa te oferecer seja o meu amor, coisa da qual você provavelmente não vai mais precisar. E até lá, alguém muito melhor do que eu vai aparecer, e tudo que passamos juntos será apenas parte do passado. 
A cada palavra dele, eu ficava mais inconformada. Por que ele pensava daquela forma? O fato de eu estar ali com ele, amando-o como nunca amei ninguém, não era suficiente pra provar que eu o queria pra sempre? Por que ele ainda tinha dúvidas de que ficaríamos juntos por muito tempo? Se nem eu, que tinha um motivo com nome e sobrenome para pensar como ele, cogitava uma hipótese daquelas, por que ele cogitava? 
- Eu não consigo acreditar que você tá me dizendo essas coisas – falei, com a voz falha de tão incrédula – Retire o que disse, agora! 
- (seu apelido)... – ele insistiu, cabisbaixo e com um sorriso sem humor algum, mas eu não lhe dei tempo pra continuar. 
- Retire o que disse! Agora! – repeti num volume um pouco mais alto, erguendo seu rosto até seus olhos ficarem à altura dos meus – Eu nunca mais quero te ouvir falando absurdos como esses, entendeu? Se você não quiser me magoar, é melhor parar com isso! Você me ofende falando assim! 
Hazza demorou a devolver meu olhar, e quando o fez, seu sorriso doloroso se transformou num sorriso leve, tímido. Mesmo com a seriedade do momento, me vi lutando contra meus músculos faciais, com vontade de sorrir diante do jeito fofo dele. 
- Me sinto um garotinho de dois anos com você brigando assim comigo – ele murmurou, com o sorriso levemente esmagado entre suas bochechas por causa de minhas mãos, que ainda envolviam firmemente seu rosto. 
- Também não precisa exagerar, né? – sorri, ainda meio irritada, envolvendo seu pescoço com meus braços – Uma hora acha que tá velho demais, depois me faz sentir uma pedófila? Decida-se, Styles! 
Dessa vez, Hazza soltou uma gargalhada gostosa, que me fez sorrir ainda mais. Nem parecia que estávamos num momento crítico há tão pouco tempo. 
- Acho que eu já me decidi – ele disse, olhando fixamente pra mim enquanto passava um de seus braços por baixo de minhas pernas e envolvia minha cintura com o outro – Decidi que está um pouco frio aqui, e é melhor entrarmos e nos aquecermos. 
- Hm – falei, fingindo analisar a decisão e fazendo o máximo para manter o clima agradável que havia sido restabelecido tão depressa – Preciso mesmo dizer que concordo? 
Hazza também fez cara de pensativo, e logo voltou a sorrir. 
- Acho que não – ele riu, levantando-se comigo no colo com uma agilidade invejável. Hazza caminhou até a casa, rodopiando de vez em quando e me fazendo rir, abraçada ao seu pescoço. Antes de entrarmos na casa, lavamos nossos pés no chuveiro que havia perto da porta, e em momento nenhum Hazza me colocou no chão. E sinceramente, eu adorava ser carregada no colo. Resquícios da infância, talvez. 
Ele me levou até o quarto, dando beijos estalados em minha bochecha a cada degrau que subia, enquanto eu enrolava meus dedos nos cabelos de sua nuca devagar e ria, como sempre. Assim que conseguimos abrir a porta do quarto com certa dificuldade e mais algumas risadas, ele se dirigiu à cama e me deitou com delicadeza, como se eu fosse uma boneca de porcelana. Ficou de pé me observando por alguns segundos, e eu vi um sorriso iluminar seu rosto. 
Sem a menor chance de resistir, sorri de volta, e ele se deitou devagar sobre mim, distribuindo beijos pela minha barriga, pescoço e leves mordidas no queixo e bochechas pelo caminho. De olhos fechados, eu não conseguia deixar de sorrir com os carinhos em meu rosto, até que seus lábios se aproximaram do canto de minha boca, e inevitavelmente nos beijamos. 
Deslizei minhas mãos pelo peito e barriga dele, desabotoando lentamente sua blusa. Estava morrendo de saudade daquilo, e não queria estragar o momento com qualquer tipo de pressa. Ele, que estava apoiado em suas mãos pra não depositar todo o seu peso sobre mim, soltava suspiros roucos quando eu me distraía e acariciava seu tórax ao invés de desabotoar sua camisa. Não era só eu que estava sentindo falta, ainda bem. 
Quando cheguei ao último botão, subi minhas mãos até seus ombros e deslizei a blusa até que ele a tirasse. Me impulsionei com esforço um pouco mais pra cima, encostando minhas costas na parede atrás da cama e ficando quase sentada pra que ele não precisasse se esforçar tanto, e Hazza me acompanhou, sentando-se ao meu lado. Na mesma hora, ele passou uma de minhas pernas sobre ele e me sentou em seu colo, encaixando meu tronco no seu confortavelmente. 
Hazza acariciou minha cintura lentamente, trazendo minha blusa pra cima com suas mãos. Me desfiz dela, vendo-o morder o lábio inferior discretamente, e comecei a beijar caprichosamente seu pescoço, conseguindo excitá-lo sem vulgaridade. Ele agarrou meus cabelos devagar, apertando minha coxa com certa força na tentativa de se controlar e não acelerar muito as coisas. Voltei a beijá-lo logo, sentindo-o bem mais enérgico, e não demorou muito pra que meu shorts não estivesse mais onde eu o tinha colocado antes de sair de casa. 
Enquanto nos beijávamos intensamente, eu escorreguei minhas mãos até o cós de sua calça, desabotoando-a com facilidade e puxando-a pra baixo devagar. Me afastei de Hazza conforme tirava a peça, e engatinhei sobre ele pra voltar à minha posição anterior, sentindo seu olhar quase doer de tão desejoso sobre mim. Assim que me aproximei o suficiente, ele me deitou ao seu lado, colocando-se entre minhas pernas e me beijando tão profundamente que eu pensei que quisesse me engolir. 
Senti as mãos dele tatearem minhas costas em vão buscando o fecho, e não pude deixar de sorrir. Notando meu divertimento, ele se afastou um pouco, confuso e ofegante, e eu sorri ainda mais, abrindo meu sutiã pelo único fecho frontal. A cara de compreensão e deslumbramento dele foi impagável. 
Após fazer meu sutiã voar longe até encontrar o chão, Hazza foi descendo seus beijos pelo meu corpo, demorando-se um pouco mais em meu busto, e antes de voltar a unir nossos lábios, senti seus olhos fitarem cada traço do meu rosto rapidamente, admirados. 
Passei as mãos sobre suas costas e cintura nuas, até alcançar o elástico de suas boxers. Mordendo o lábio inferior dele de leve, eu ameacei tirá-la, mas antes disso, minha calcinha já estava na metade do caminho sem que eu tivesse percebido. Nos despimos por completo, agradando simultaneamente um ao outro, e quando ele voltou a me beijar, tateei pela mesinha de cabeceira em busca de sua carteira, encontrando-a sem dificuldade. Hazza sempre deixava sua carteira o mais próximo possível da cama, porque ambos sabíamos bem que era ali o lugar onde os preservativos aguardavam até seu próximo uso. 
Interrompi o beijo para colocar a camisinha nele, sentindo-o ofegar tanto quanto eu, apesar de não estarmos sendo tão agressivos como de costume. Parecia que nossas últimas conversas desde a chegada a casa tinham provocado reflexões em nossas mentes, e naquela noite em especial, nossos sentimentos estavam prevalecendo sobre nossos instintos. 
Assim que estávamos devidamente protegidos, eu busquei os lábios dele com os meus, beijando-lhe desde o pescoço até a boca com um pouco de urgência. Hazza me correspondia calmamente, mas com muita intensidade em cada movimento, até que colocou sua boca perto de meu ouvido e sussurrou, com a voz rouca: 
- Eu te amo. 
Ele se afastou para me olhar nos olhos por um segundo, e ao me ver sorrir, voltou a me beijar, me penetrando logo depois. Mesmo com os movimentos dele, delicados e maravilhosos, eu fitava seus olhos extremamente verdes, que pareciam brilhar por conta própria em meio ao rosto rosado e úmido de suor dele, totalmente conectada a Hazza, não só física, mas também emocionalmente. Ele me beijava algumas vezes enquanto se movimentava, parecendo deslumbrado por estar comigo, e por vezes um sorriso sutil surgia em seus lábios avermelhados. Só quando ele se deixou cair devagar sobre mim algum tempo depois, satisfeito e com seu dever igualmente cumprido em relação a mim, eu consegui respirar, tamanho foi meu envolvimento emocional com aquele momento. Hazza beijou de leve a curva de meu pescoço, me fazendo sorrir fraco, e eu relaxei de tal maneira que a próxima coisa que eu vi foi ele se deitando ao meu lado, me cobrindo com o edredom e me aconchegando em seu abraço após um último beijo em meu ombro. 
- Eu também te amo – foi tudo que consegui dizer, colocando meu braço sobre o dele, que estava em minha cintura, e entrelaçando nossos dedos antes de adormecer profunda e instantaneamente, tamanha era a minha paz de espírito. Porque meu espírito agora estava completo. Ou pelo menos, quase completo. 

Abri os olhos, sentindo meu corpo suar frio e o ar me faltar. Encarei o teto escuro, semelhante ao céu lá fora, e olhei na direção do relógio do criado-mudo: três e quarenta e oito. Com os músculos retesados, voltei a deitar minha cabeça no travesseiro, esfregando meu rosto úmido com a palma da mão. Tudo estava tão bem, por que eu continuava tendo aqueles sonhos? Por que eu não conseguia tirá-lo do meu subconsciente, nem mesmo após todos os momentos com Hazza? Por que nem dormir eu conseguia sem que a imagem de Niall me assombrasse? 
Olhei para o lado e me deparei com as costas largas de Hazza, que dormia feito um bebê. Aquele ali só acordaria de manhã, sem dúvida. Sorri fraco, sem conseguir conter a onda de felicidade que ele me trazia, mas minha falta de ar e tremedeira ainda eram mais fortes que seu efeito calmante. 
Me levantei, caçando minha calcinha e pegando minha camisola de seda lilás que estava na mochila, e as vesti para ir à cozinha beber um copo d’água. Talvez aquilo me ajudasse a dormir novamente. Dei um nó frouxo em meu cabelo, sentindo a brisa que vinha da janela refrescar minhas costas enquanto eu me esgueirava pra fora do quarto. 
Após alguns minutos de busca, finalmente encontrei o armário de copos. Abri a geladeira, sedenta, e tudo que encontrei foram duas garrafas de água em meio a garrafas de champanhe. Muitas garrafas de champanhe. E no meio delas, uma vasilha transparente transbordando morangos. Morangos extremamente enormes, vermelhos e suculentos. 
Mordi meu lábio inferior, sentindo minha saliva entrar em processo de superprodução, e não resisti: roubei um dos morangos da vasilha e lavei-o rapidamente antes de mordê-lo. Não sei se era a fome, já que eu não comia nada desde o almoço, ou se era fato, mas aquele era, sem dúvida, um dos melhores morangos que eu já tinha provado. Nem parecia real. Aliás, nada naquela casa parecia real, nem a própria casa me parecia real. Tudo era perfeito demais, absurdamente lindo. 
Não demorou muito e eu estava sentada sobre a pia, com a vasilha de morangos no colo e um copo cheio d’água ao meu lado (que só não era champanhe porque se começasse a beber, não conseguiria parar mais, e eu não pretendia ficar com dor de cabeça no dia seguinte), observando vagamente os detalhes da cozinha. Se um dia eu conseguisse enriquecer, pediria permissão ao Horan para fotografar aquela casa e faria tudo igual na minha, sem tirar nem por. Durante meus devaneios sobre o futuro (e infelizmente sobre o Horan também), um barulho desviou minha atenção. Virei a cabeça muito mais depressa que o aconselhável na direção do barulho, que continuou, e continuou, cada vez mais alto, e percebi que ele vinha da rua que Hazza pegou para chegarmos à casa. 
Franzi a testa, sentindo meu coração acelerar de medo, e escorreguei de cima da pia num salto, deixando os morangos sobre ela. Um ronco de motor cada vez mais próximo a cada passo meu em direção à porta me fez quase correr para abri-la logo. Por um segundo, as batidas aceleradas de meu coração não foram movidas pelo medo, e sim, pela euforia. Porque nesse mesmo segundo, pude jurar que conhecia aquele ronco de motor. 
Abri a grande porta de entrada, e quase caí pra trás quando vi o segundo carro sendo estacionado ao lado do veículo de Hazza na frente da casa. Uma Ferrari vermelha contrastava com a escuridão da noite, reluzindo imponentemente mesmo com a falta de iluminação. Meus olhos demoraram a aceitar que aquilo não era uma visão, muito menos quando o dono daquele carro e também daquela casa saiu de dentro da Ferrari, divinamente estiloso e maravilhoso com uma blusa pólo preta que realçava a largura de seus ombros e calça jeans. Ele caminhou até a porta, observando o exterior da casa com interesse, e assim que me viu, parou a alguns passos de mim. 
- Sinceramente, eu não esperava essa recepção, (seu sobrenome) – Niall sorriu, alguns segundos depois, parecendo levemente surpreso. Ele lançou um significativo olhar para as minhas pernas, e aquele sorriso pervertido que me perturbava apareceu em seus lábios. Segui seu olhar com o meu, puxando rápida e inutilmente a camisola mais pra baixo, enquanto a amaldiçoava por ser tão curta e mal cobrir a metade superior de minhas coxas. 
- O que você veio fazer aqui? – perguntei, ainda com esperanças de que aquilo fosse uma ilusão, e minha voz saiu um pouco mais alta que um sussurro. Eu suava frio, sentia meu equilíbrio vacilar, e contínuos arrepios percorriam minha espinha a cada segundo que se passava e ele não sumia, como uma alucinação normal deveria fazer. 
- Vim verificar se estão cuidando direito da minha casa – ele respondeu, erguendo as sobrancelhas num tom divertido – Fiquei com medo de que você e o Styles acabassem me dando prejuízos materiais com toda a sua... Agressividade, se é que você me entende. 
Niall deu um risinho desdenhoso, me encarando daquela forma invasiva, e eu tentei retribuí-lo com firmeza. Em vão, óbvio. 
- Mentira – foi tudo que consegui rosnar, sentindo necessidade de dar um passo para trás assim que ele avançou na minha direção, mas meus pés não se moveram. Assim como Hazza me alegrava instantaneamente, Niall parecia me paralisar. 
- Nossa, mas que falta de educação – ele murmurou, cínico, aproximando-se cada vez mais de mim – Eu cedo a minha própria casa pra você e seu namorado passarem o fim de semana e tudo que eu recebo em troca são ofensas? Você é mesmo surpreendente. 
Niall ameaçou acariciar meu rosto, mas eu fui mais rápida, e num impulso de sanidade, dei um tapa em sua mão. 
- Você não vai tocar em mim – falei, tentando parecer ameaçadora, mas o máximo que pareci foi frouxa. Nem eu tinha certeza das palavras que saíam de minha boca quando ele estava tão próximo. 
- Desculpe te contrariar, mas... – ele sussurrou, aproximando-se ainda mais de mim e envolvendo meu quadril com uma de suas mãos, sem encontrar resistência de minha parte devido à pane em meu cérebro – Eu vou sim. 
Fugindo do olhar dele, abaixei meus olhos na direção de sua mão, que me puxava sorrateiramente mais pra perto dele. Seu hálito já batia em meu rosto, quente e extremamente convidativo, e sentindo meu sangue ferver dentro das veias, fechei os olhos devagar, entorpecida. Senti a outra mão dele cobrir todo o lado de meu pescoço, mantendo seu polegar em minha bochecha, e num último sopro de resistência, implorei:
- Por favor, não... 
- Eu não vou fazer nada que você não queira – ele sussurrou, roçando a ponta de seu nariz no meu lentamente, e subitamente paralisou, soltando um risinho baixo – Mas me provocar com morangos já é tentação demais. 
Abri os olhos, me perguntando como ele sabia, e logo descobri: meu hálito. No mesmo instante, senti um remorso enorme por ter encarado aqueles olhos azuis tão de perto, porque no segundo seguinte, a única palavra que passava pela minha cabeça enquanto eu deixava que ele me beijasse era: 
Droga. 

I think I'm drowning 
(Eu acho que estou afundando) 
Asphyxiated 
(Asfixiado) 
I wanna break the spell 
(Eu quero quebrar o feitiço) 
That you've created 
(Que você criou) 

Assim que os lábios dele tocaram os meus, senti uma nova força surgir de dentro de mim, uma voracidade incontrolável. Imediatamente agarrei os cabelos de sua nuca, dando desajeitados passos pra trás quando ele fez o mesmo para a frente, entrando de vez na casa e chutando levemente a porta atrás de si pra fechá-la. Suas mãos desenharam o contorno das laterais de meu corpo, fazendo-o soltar o ar pesadamente em aprovação. Continuamos cambaleando casa adentro, intensificando cada vez mais nosso beijo desesperado, até que ele se curvou um pouco e segurou a parte de trás de minhas coxas, puxando-as para que envolvessem sua cintura. Agarrei seu pescoço para não cair, e deixei que ele me conduzisse até me sentar numa superfície gelada, que eu logo reconheci como sendo o balcão da cozinha. 

You're something beautiful 
(Você é algo lindo) 
A contradiction 
(Uma contradição) 
I wanna play the game 
(Eu quero jogar o jogo) 
I want the friction 
(Eu quero a fricção) 

- Você não vai mais fugir de mim – ele murmurou ao pé do meu ouvido, mordendo o lóbulo enquanto puxava meu cabelo com um pouco de força. Minhas mãos agarravam e bagunçavam os cabelos dele, e minha respiração era quase nula. 
- Eu não consigo mais fugir de você – sussurrei, com o pouco de fôlego que me restava, e ele voltou a me beijar sorrindo, satisfeito. Àquela altura, com as mãos dele provocando formigamentos instantâneos em minha pele assim que me tocava, eu nem me lembrava mais do significado da palavra orgulho. Desse eu já tinha me desfeito há muito tempo, só não tinha coragem suficiente de admitir. 

You will be 
(Você será) 
The death of me 
(A minha morte) 
Yeah, you will be 
(Sim, você será) 
The death of me 
(A minha morte) 

- Você não precisa escolher entre nós dois... – Niall ofegou, enquanto beijava languidamente meu pescoço – Porque sabe que pode ter os dois. 
- Eu não conseguiria escolher – falei, com os olhos semiabertos e o corpo todo arrepiado – Algo sempre ficaria faltando... Como se uma metade não fosse suficiente sem a outra. 
- Como se uma metade não fosse suficiente sem a outra – ele repetiu, subindo seu rosto até seus olhos ficarem da altura dos meus, e me encarou intensamente antes de voltar a me beijar. 

Bury it 
(Enterrar isso) 
I won't let you bury it 
(Eu não vou deixar você enterrar isso) 
I won't let you smother it 
(Eu não vou deixar você manchar isso) 
I won't let you murder it 
(Eu não vou deixar você assassinar isso) 

Desci minhas mãos por seu pescoço, sentindo meu coração quase explodindo, e puxei a gola de sua camisa pra cima, demonstrando meu desejo de tirá-la. Imediatamente, Niall puxou-a pela parte de trás da gola, separando nossos lábios só para passar a blusa por sua cabeça, e quando voltou, suas mãos deslizaram por minhas coxas, trazendo descaradamente minha camisola e me provocando uma nova onda de arrepios. 

Our time is running out 
(Nosso tempo está acabando) 
Our time is running out 
(Nosso tempo está acabando) 
You can't push it underground 
(Você não pode fazer disso um segredo) 
We can't stop it screaming out 
(Nós não podemos impedir que isso grite) 

Nossos movimentos tornavam-se muito mais agressivos conforme a temperatura de nossos corpos aumentava. Logo ele estava somente de boxers, desfazendo-se da calça, meias e sapatos com certa ajuda de minha parte, e colocando a camisinha, que estava em seu bolso, ao meu lado para ser usada em breve. Sinceramente, eu não sabia como ele conseguia se lembrar dela em momentos como aquele, mas ficava infinitamente grata por isso. Niall arrancou minha calcinha tão ferozmente que quase a rasgou, e eu não fiquei muito atrás quando foi a vez de suas boxers. 

I wanted freedom 
(Eu queria liberdade) 
Bound and restricted 
(Limitada e restrita) 
I tried to give you up 
(Eu tentei desistir de você) 
But I'm addicted 
(Mas estou viciado) 

Envolvi seu membro extremamente rígido com minha mão, masturbando-o o mais rápido que consegui e fazendo-o soltar gemidos dolorosamente contidos, com a testa fortemente franzida e úmida de suor. Eu mordia e sugava seu lábio inferior com os olhos abertos, observando o prazer que eu estava lhe proporcionando, até que ele, cansado de se segurar, afastou seu rosto do meu e rasgou a embalagem do preservativo com uma expressão que beirava a raiva. 

Now that you know I'm trapped 
(Agora que você sabe que estou encurralado) 
Sense of elation 
(Um sentimento de superioridade) 
You'll never dream of breaking this fixation 
(Você nunca vai sonhar em desfazer essa fixação) 

You will squeeze the life out of me 
(Você vai espremer a vida de mim) 

Niall colocou a camisinha sem demora, me beijando desajeitada e desesperadamente enquanto o fazia, e assim que terminou, não esperou mais. Me invadiu com força, me fazendo quase cortar meu lábio inferior, tamanho foi o esforço que fiz para mordê-lo e conter um grito. Ele soltava rudemente o ar em meu ouvido, investindo cada vez mais forte e até me machucando um pouco. Nada que se comparasse à sensação inexplicável que dominava meu corpo quando estávamos juntos. 

Bury it 
(Enterrar isso) 
I won't let you bury it 
(Eu não vou deixar você enterrar isso) 
I won't let you smother it 
(Eu não vou deixar você manchar isso) 
I won't let you murder it 
(Eu não vou deixar você assassinar isso) 

Eu arranhava seus ombros, braços e costas incessantemente, ouvindo-o segurar seus gemidos e apertar firmemente minha cintura, até que cheguei ao clímax e ele finalmente pôde parar de se segurar e atingir o seu. Abracei seu pescoço, levemente tonta, e distribuí vários beijos sobre a pele suada daquela região, me sentindo verdadeiramente plena, como não me sentia há algum tempo. A parte que faltava de mim agora estava ali, e eu me sentia completa novamente. 

Our time is running out 
(Nosso tempo está acabando) 
Our time is running out 
(Nosso tempo está acabando) 
You can't push it underground 
(Você não pode fazer disso um segredo) 
We can't stop it screaming out 
(Nós não podemos impedir que isso grite) 
How did it come to this? 
(Como isso chegou a esse ponto?) 

Niall respirava profundamente, com a cabeça apoiada em meu ombro, e acariciava minhas costas devagar. Alguns minutos depois, me deu um beijo suave e se afastou, arrumando-se para ir embora. Fiquei parada onde estava, trêmula demais pra me mover, e apesar de saber que ele não podia ficar, senti que se abrisse a boca, aquele pedido simplesmente escaparia por entre meus lábios. 

You will suck the life out of me 
(Você vai sugar a vida de mim) 

Após alguns segundos me conformando com a partida dele, me pus de pé e me vesti lentamente. Assim que terminei, não tive coragem de encará-lo, mas ele não me deixou escolha: me puxou pelo braço e me virou pra si, erguendo meu rosto com sutileza e me encarando fixamente com os olhos ilegíveis. Havia muita coisa implícita naqueles olhos azuis pra que eu pudesse entendê-lo. 

Bury it 
(Enterrar isso) 
I won't let you bury it 
(Eu não vou deixar você enterrar isso) 
I won't let you smother it 
(Eu não vou deixar você manchar isso) 
I won't let you murder it 
(Eu não vou deixar você assassinar isso) 

Ele me beijou uma última vez, profunda e calmamente, e se dirigiu à porta, sem dizer uma palavra. Ao contrário de mim. 

Our time is running out 
(Nosso tempo está acabando) 
Our time is running out 
(Nosso tempo está acabando) 
You can't push it underground 
(Você não pode fazer disso um segredo) 
We can't stop it screaming out 
(Nós não podemos impedir que isso grite) 
How did it come to this? 
(Como isso chegou a esse ponto?) 

- Você volta amanhã? – murmurei, sem conseguir conter minha aflição, e ele, que estava de frente pra porta, virou-se na minha direção com a expressão misteriosa. Me olhou significativamente, e deu um sorriso quase imperceptível antes de ir embora. Não precisei de palavras pra que um sorriso esperançoso se abrisse em meu rosto. 

How did it come to this? 
(Como isso chegou a esse ponto?) 

Definitivamente, ele voltaria. 

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