Anna

Anna é uma garota de 16 anos que está terminando o ensino médio e se preparando para a universidade de fotografia para jornalismo, mas sua vida se vê de cabeça para baixo quando ela se destaca na faculdade e trabalha no setor de jornalismo de uma grande empresa, e acaba descobrindo que muitas coisas não são o que parecem ser.

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6. ...

       - "Ana querida, você tem visita". - Logo pensei que fosse o Gustavo, marcamos de passar o sábado juntos, mas me surpreendo quando chego a porta e não encontro seus cabelos loiros, mas um par de olhos verdes. 

       - Uh, oi? 

       - Ethan, ah, oi.. Desculpa perguntar mas...

       - Antes que você diga qualquer coisa eu preciso me desculpar, você sabe, pela Elizabeth. 

       - Elizabeth? - Eu disse um pouco confusa.

       - Ela deu uma crise de ciúmes, alguém nos viu conversando na sala aquele dia e entendeu tudo errado, e então ela disse que ia mandar o "recado" pra você, e seja lá o que ela disse ou fez, desculpe. 

       - Ela não disse nada, ou bom, não até agora, mas tudo bem. 

       - Nesse caso, tudo bem né? - Disse ele tropeçando em uns jornais no chão e caindo em cima de mim. Um tanto embaraçoso mas não pude conter o riso, embora eu estivesse em baixo dele e já estava me faltando o ar. 

       - Ah desculpa - Ele disse se levantando e em seguida me levantando, e acabo encontrando um pouco atrás de Ethan, os cabelos loiros que eu procurava quando abri a porta. 

      - Gustavo, ah, você conhece o Ethan né? 

      - Não tanto quanto você, imagino. - Tentei ir até ele, mas era inútil, ele já tinha entrado no táxi, e embora eu estivesse me segurando por dentro, não pude conter algumas lágrimas, até que o Ethan, que sabia bem quem era o Gustavo, se ofereceu para ir numa sorveteria comigo, mas se o plano dele era me distrair, perdeu a viagem.

       Depois que voltei do passeio com o Ethan, me tranquei no quarto e chorei. Chorei tudo que tinha que chorar. Tudo que precisava chorar. Tudo que queria chorar. Meus pais não entenderam o motivo, mas respeitaram, e em vez de um fim de semana romântico com o Gustavo, ganhei um fim de semana trancada no quarto, chorando e ouvindo a playlist mais depressiva que achei. As coisas realmente não tinham como piorar, ou pelo menos, não naquela hora. 

        * * * * *

       Depois de aulas que eu não prestei a mínima atenção, e de intervalos que eu rejeitava qualquer introspecção com um ser, eu voltei pra casa, onde meus pais não estavam, provavelmente na livraria, mas não em casa; almocei, e me arrumei, afinal, nada melhor que meio período de trabalho para animar o dia. 

       Apareci na Enterprises na hora marcada, mas estava mais perdida que uma barata tonta, as pessoas começaram a entrar em salas, e tudo significava que eu tinha perdido uma pequena palestra sobre as salas, e o pior é que eu não encontrava ninguém que conhecesse, então tentei me lembrar da ultima palestra e se eu não me engano nossa sala seria uma em alguns corredores. Eu passei por mil corredores e mil salas diferentes, (correndo mas passei), e não achei um rosto conhecido em nenhuma das salas, mas faltava um corredor, bom, pelos meu cálculos, e ele estava longe, algumas escadas acima, então subi as escadas e entrei nesse corredor e pelas placas nas portas percebi que estava em um dos corredores restritos, mas comecei a ouvir passos, e comecei a uma louca tentativa de abrir as portas, que obviamente estavam trancadas, exceto uma, então entrei mas fiquei com uma fresta da porta aberta para ver quem era, e me surpreendi ao ver uma garota cometendo a mesma burrice com as portas, então eu saí fazendo-a soltar um pequeno grito. 

      Tinha olhos azuis, cabelos pretos médios porém bagunçados, como se estivesse correndo muito, suas roupas eram uma calça jeans simples e uma blusa branca amarrotada, ela apertava o pulso e achei que estava machucado, e ela estava chorando, e me ofereci para ajudar, mas em tentativas falidas de falar ela acabou balbuciando o que parecia ser "socorro, saída". E quando eu ia chamar por ajuda, ela tapou minha boca revelando um "x" cortado em seu pulso, imaginei que ela estivesse com uma faca, e comecei a realmente me preocupar, então ela me levou, ainda tapando minha boca, a porta da entrada, e me deu uma coisa que imagino ter sido uma pancada na cabeça, então apaguei. 

     

 

 

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