Fúria Escarlate

Lyra é uma adolescente normal que vive com seu tio nos Estados Unidos. Até então ela nunca soubera o que era ter uma experiência sobrenatural, até que seu tio some por uma semana com o casaco banhado em sangue e uma única ideia na cabeça a de que eles tinham que se mudar. E como combinado para sua própria segurança Lyra vai viver com um amigo de seu tio até que o mesmo esteja pronto para se juntar a eles. Até que o inesperado acontece e por ironia do destino o único homem que Magnus julgava ser bom o suficiente para proteger a sua sobrinha está morto... O que Lyra fará diante a essa situação? Descubra na trama intrigante que é Fúria Escarlate.

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1. Capítulo 1

As gotas de chuvas caem lentamente molhando os meus cabelos, mas já não me incomodo com isso, meus olhos banhados em lágrimas faz-me vê tudo turvamente, o meu coração já não cabe mais dentro do peito e a minha mente se tornara um misto de emoções desvairadas. De repente sou tomada por um surto que me faz querer correr freneticamente mundo a fora, mas minhas pernas não obedecem aos meus comandos, e como outras vezes estou parada sob a chuva na esperança de lavar a minha alma que a tanto se tornara tão pesada para o meu corpo flagelado.

 

O ar está tão escasso e frio que quando inspiro tenho a sensação dos pulmões estarem congelando. Tentei abrir os olhos, mas algo me impossibilitava. Era como se os mesmos houvessem sido lacrados. Caía em um abismo. Figuras abstratas iam se formando a minha mente como se realmente estivessem sendo vista pelos meus olhos, cantarolando e mudando de forma em uma mistura alucinógena. O vazio havia tomado conta de mim. Aquela sensação era horrível, nunca sentira algo tão frustrante e irritante quanto aquela sensação de não esta completa.

 

E junto com as minhas lágrimas a chuva aumentou. E em mais um impulso corri loucamente por um beco, ladeado por casas inacabadas e galpões de tijolos caindo aos pedaços. A chuva estava forte e a esse ponto o chão do lugar já se transformara em um lamaçal, a noite estava escura e por um momento aquele breu havia feito a minha visão falhar, a cada passo, meu coração acelerava de tal forma que parecia querer pular para fora do peito, havia algo de errado nisso tudo, mas mesmo assim continuei a correr.

 

Aquela imagem não saia da minha mente, o Senhor B deitado contra o chão de madeira da cozinha, o seu olho arrancado brutalmente por alguém inumano, fazia o meu estômago revirar, quem seria capaz de total atrocidade? Um assassinato assim... Era como se de repente estivessem atrás de algo ou alguém, e se fosse? Porque ele? Eu me lembro de quando descera até a cozinha naquele momento, eu podia ouvir os passos no cômodo ao lado, revirando minunciosamente a dispensa, mas talvez fossem apenas ladrões, mas o pior de tudo era que o B, o único cara que o Tio Magnus julgava ser capaz de me proteger estava morto.

 

A estrada estava imersa na penumbra da noite, deserta e até o mínimo barulho feito, ecoava pelo ar me horrorizando. Arrastava o meu corpo pelo asfalto íngreme, não sabia ao certo o que faria ou para onde iria, era como se estivesse no piloto automático obedecendo apenas os meus instintos, que depois dos fatos que se seguiram estavam meio destrambelhados. Desvanecida em pensamentos inclinei levemente a cabeça para cima as copas das árvores impediram-me de contemplar a lua. Foi ai que percebi que já havia adentrado a floresta. Olhei em volta a fim de encontrar-me naquele lugar desconhecido, saber onde estava, inda que soubesse me via dispersa novamente.

 

Andei lentamente pelo caminho, quando ouvi um barulho horripilante, não sabia de onde vinha então vasculhei todo o perímetro de pinheiros a procura do autor daquele grito esganiçado, e ao direcionar o olhar para uma arvore, avistei em um de seus galhos uma coruja, suas penas eram negras e seus gigantes olhos vermelhos me tiraram o folego, dei um passo para trás como se eu realmente devesse temê-la e acabei pisando em um galho e tropeçando, podia sentir um liquido que percorria pelo meu tornozelo e havia um pequeno galho que se metera por entre a minha carne, fechei os olhos e arranquei o galho sufocando um grito, corri contra as arvores embrenhando-me na mata bruta, meus ouvidos foram tomados por sons macabros da noite na floresta me via em total desespero, fechei o zíper do casaco a fim de me aquecer e cruzei os braços.

 

 Uma pequena vozinha dentro da minha cabeça me dizia que era tolice está correndo de algo que nem mesmo estava vendo, mas eu podia sentir era como se houvesse uma grande lâmpada vermelha piscando a minha frente mostrando-me que eles estavam  ali, e que era necessário me manter fora de alcance, ajeitei a boina sobre a cabeça e pude sentir o suor escorrer pela minha testa, estava trêmula e me faltava o ar.

 

Escorei-me em uma árvore e pus a mão contra o peito meu coração estava muito acelerado por causa da corrida, foi quando ao longe enxerguei uma pequena luz que cortava a mata, seria a minha salvação havia abrigo ali, um lugar onde talvez me deixassem dormir uma noite antes que me matassem ou eu pirasse de vez. Fiz uma vistoria pela mata em busca deles, mas não estavam por ali, então cautelosamente dei um passo em direção à luz, estava pronta para dá mais um passo quando senti algo bater com força em minhas costas levando-me ao chão, senti uma dor infinda com a pancada violenta da minha cabeça contra algo e de repente tudo se desfez em uma grande mancha rubra.

 

                                                                              ...

 

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