Aleatoriedades

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2. Ex-namorados

Que seja! Falo sobre eles, mesmo que isso seja politicamente incorreto. Principalmente agora que estou com um sentimento distinto a respeito deles. E se quer saber qual, explico: veio-me há pouco uma admiração maior do que a que tinha na época de namorados... e, como consequência disso, ao contrário do que se possa imaginar, não penso em retornos, penso em cópias.

Fico com vontade de imitar as qualidades que vejo, ignorando os defeitos e tentando assimilar apenas o que existe de bom. Mas acabo em conflito com a minha própria personalidade e não assimilo nada e não me altero nem um pouco. 

Mas ainda observo e penso que talvez eu fosse uma pessoa melhor se tivesse em cada uma de minhas ações sinceridade semelhante ao do meu primeiro namorado, tamanha lealdade e coragem suficiente para vencer meus orgulhos como vejo que ele constantemente faz. Daí tento melhor assumir meus erros e manter-me ao lado das pessoas que gosto, mesmo que tenha restado em mim lembrança de coisas ruins ou abandonos. 

E vejo ainda que se tivesse, então, o romantismo e a tranquilidade do segundo e pudesse, então, viver sem medo e me jogar de cabeça nas minhas escolhas e nas minhas vontades, independente do que aconteceu no passado, talvez assim... eu pudesse gostar um pouco mais de mim.

E chego à conclusão que, apesar de ter sofrido muito em meu terceiro namoro, se eu cuidasse das pessoas à minha volta como aquele moço cuidava de mim, teria comigo quem sabe pessoas mais felizes. Porque eu me lembro bem que, mesmo com tantos caprichos e maluquices que o menino tinha, deixava-os de lado quando achava necessário e garantia, todos os dias, que nada do que tivesse ao seu alcance me faltasse. 

E do quarto namoro que tive, tiro como meta a mesma simplicidade e tranquilidade. De se alegrar com muito pouco, sorrir a todo o mundo e não se frustrar com pouco. Que vejo que se eu pudesse viver com tanta leveza quanto ele vivia, não me frustraria tanto, tão me magoaria tanto.

Do quinto, gostaria de imitar toda a dedicação existente... e a maneira pouco dualista de ver o mundo. Que se eu conseguisse centrar-me tanto quanto ele faz com tudo o que o cativa, sejam jogos, sejam estudos, ou seja lá o que for, realizaria-me mais no que faço... E se pudesse ver o mundo da forma como ele via, tentando compreender os vilões e ajudá-los ao invés de simplesmente me afastar, ajudaria a, quem sabe, fazer um mundo melhor.

Do último namoro que tive, no entanto, não sei bem o que aprendo e não sei bem o que copio. Portanto, só o cito para que não sobre aqui um espaço vazio.

Mas resta ainda de todos eles uma admiração gigantesca e uma vontade de ser assim também. Eu vejo os passos e tento segui-los. E na dificuldade de copiá-los, admiro-os ainda mais. 

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