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  • Publicado: 28 jan 2014
  • Últimas Atualizações: 28 jan 2014
  • Status: Movella acabada
"Cliquei no botão do mouse desligando a chamada. Abaixei a tela do meu notbook. O tirei do meu colo e o coloquei na escrivaninha logo depois me deitando. Me deitei e fechei meus olhos. Me lembrei da conversa que tive com o Zayn. Será que ele está gostando de mim?"

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1. Capítulo único

 

5 de maio de 2014, 00:47 a.m

 

- Nós estamos conversando faz um tempão e eu nem perguntei como foi sua peça. – comentou.

- É mesmo ‘né? Que educação hein. – ele riu. Seria bom se eu pudesse escutar sua risada de perto, eu sei que seria uma sensação totalmente diferente de qualquer uma que eu já havia sentido, mesmo isso sendo quase impossível.

Ele colocou os cotovelos na mesa e olhou pra câmera.

- Me diga como foi. – pediu.

- Foi legal. – dei de ombros. Arrumei o notbook em minhas pernas cobertas pelo cobertor. Minha cabeça esta encostada em alguns travesseiros. Diferente dele, que está em uma mesa do seu quarto, eu estava na minha cama.

- Só legal? – encostou-se em sua cadeira começando a girar nela.

- É. Só legal. – comecei a mexer na minha trança.

Silêncio.

Seus cabelos estavam bagunçados e, mesmo o vendo pela tela do computador eu conseguia ver suas olheiras. Ele está tentando disfarçar, mas ta na cara que ele está cansado.

Ou você que fica encarando ele e enxergando coisa Manoela! – pensei.

É, eu estou enxergando coisa. Aliás, porque ele iria ligar a web cam comigo em plena madrugada se estivesse cansado? Não faz sentido. A não ser que... A não ser que nada. Por um segundo eu realmente pensei que Zayn Malik estaria gostando de mim? Realmente, eu sou muito patética.

Meu celular começou a vibrar. Peguei-o e olhei no visor.

                                           

1:00 a.m

Ir dormi, prova de matemática de manhã

 

É, eu ligo o despertador de madrugada em dias de provas. É pra eu me lembrar e não ir dormir uma hora antes de eu ter de acordar pra ir pra escola.

- O que foi? – escutei sua voz, olhei para a tela do computador.

- Nada. – dei de ombros. – Eu tenho que ir dormir.

- Por quê? – perguntou olhando para o seu computador.

- Eu tenho prova de matemática hoje. Eu tenho que ir.

- Você estudou? – perguntou ignorando minha despedida.

- Não. – dei de ombros. Costumo fazer muito isso quando estou falando com ele.

- Você deveria ter estudado.

- Que nada! – fiz um gesto com a mão. – Eu sou inteligente, não preciso estudar.

- E convencida. – rimos. – Tem certeza?

- Absoluta! – sorri.

- Ãn... Manoela, eu sei que já conversamos sobre isso, mas tem certeza que você não quer os ingressos?

Eu odeio quando ele fala desse assunto! Tudo bem que eu quero conhecer ele, poder abraçá-lo assim como todos os outros meninos. Minha mãe deixou bem claro que ano passado eu não poderia ir porque tenho que me concentrar nos estudos, já que estou no último ano. No começo fiquei chateada e irritada com a minha mãe, mas acabei aceitando, afinal, eu não poderia fazer nada contra sua decisão. E, além disso, eu aposto que ele não acreditou em mim, ele deve achar que eu não tenho dinheiro para ir, a questão não é essa! Eu juntei para que eu pudesse ir, do mesmo jeito minha mãe não mudou de idéia. O que eu poderia fazer? Ir escondida e perder a confiança que minha mãe tinha em mim? Nunca!

- Zayn! Nós já conversamos sobre isso! – o repreendi.

- Manoela, se você não tem dinheiro pra ir não precisa ficar com vergonha... – o interrompi.

- Eu juro que se você estivesse aqui eu te daria um tapa na cara! – cruzei meus braços na altura de meus seios e bufei. Era só o que me faltava.

- A questão é: amanhã eu vou estar em um avião indo pro lugar onde você mora e você está recusando a oportunidade que eu estou lhe dando para me ver.

- Epa, epa, epa! – gesticulei com as mãos. – Se alguém aqui está dando a oportunidade para o outro sou eu! Tire o cavalinho da chuva! – ele tombou a cabeça pra trás rindo. – Vá se ferrar!

- Tudo bem, já parei. – disse parando de rir, voltando olhar para a tela do computador, dessa vez sério. – Eu quero muito ver você, por favor: aceite.

- Zayn... – me interrompeu.

- Zayn é o caralho. – disse grosso. Suspirei. – Me desculpe.

- Tudo bem. – dei de ombros.

- Você poderia ir escondida. – disse de cabeça baixa.

- E se minha mãe descobrisse? Nunca mais confiaria em mim. – ele bufou. – Me desculpe.

- Tudo bem, mas não é só por isso que não está aceitando, não é mesmo? – perguntou, agora me olhando através da tela.

- É. – dei de ombros. – Seria injusto tanto com as fãs que não vão tanto com as fãs que vão.

- Eu nunca vou te convencer ‘né? – perguntou sorrindo fraco.

- Nunca! – disse determinada. Rimos. – Boa noite Zayn.

- Não vai agora não. – bocejou.

- Você também está com sono, amanhã você tem que viajar, vai dormir.

- Eu durmo durante a viagem.

- Eu não posso dormir durante a prova. – disse irônica.

- Boa noite então, pequeno panda. – revirei os olhos. - Onde já se viu brasileira branca que nem você?

- Vá se ferrar. - ri e bocejei em seguida. – Boa noite Zayn.

Cliquei no botão do mouse desligando a chamada. Abaixei a tela do meu notbook. O tirei do meu colo e o coloquei na escrivaninha logo depois me deitando.

Deitei-me e fechei meus olhos me lembrando da conversa que tive com o Zayn. Será que ele está gostando de mim? Afinal, toda vez em que eu dizia que iria desligar ele pedia para eu ficar. Mas isso poderia ser por educação caso ele tenha percebido os sentimentos que tenho por ele. E além do mais ele sempre disse isso. Mas ele também insistiu sobre o ingresso.

“Eu quero muito ver você, por favor: aceite.”

Sorri ao me lembrar de suas palavras, será mesmo que ele queria tanto assim me ver? Tanto quanto eu?

Claro que não Manoela! Pare com essas idéias! – pensei.

É, minha cabeça está certa, minha cabeça sempre está certa. Ele não gosta de você! Ele só quer ver você como qualquer outra fã ou amiga.

No seu caso fã! Imagina só: ele te querendo como amiga? Nunca, ele só conversa com você para passar o tempo, tire essas idéias malucas de sua cabeça. – pensei novamente.

É, eu teria que esquecer todas essas coisas que eu pensei.

Ele não gosta de mim.

Ele não gosta de mim.

Ele não gosta de mim. – repeti em minha cabeça. - Mas eu gosto dele!

 

7 de maio de 2014, 12:45 p.m

 

Straight off the plane to a new hotel

(Saio diretamente do avião para um novo hotel)

 

 Escuto meu celular tocando.

 

Just touched down, you could never tell

(Acabou de aterrissar, você nunca poderia dizer)

 

O peguei no bolso de trás da minha calça. Eu mexi um pouco nele durante a aula então não estava na minha mochila.

Olhei na tela:

Pessoa especial

Sorri. É ele. É o Zayn. Eu tinha colocado esse nome para não correr algum tipo de “risco”, minhas amigas poderia pegar meu celular e olhar na lista de contatos, então eu só coloquei isso. Ainda bem que elas nunca perguntaram nada quando viram isso escrito.

Atendi.

- Oi!

- Ei! Porque não me disse que aqui é tão incrível antes? – dei risada.

- Eu pensei que você já tivesse visto algumas fotos no Google.

- Eu deveria ter visto.- rimos.- Tudo bem com você?

- Sim e com você?

- Bem também. Está aonde agora?

- Saindo da escola e você?

- No hotel, não da pra sair. – dei risada.

- As fãs estão muito loucas?

- Totalmente! Diferente de qualquer outro lugar.

- Incrível? – sugeri.

- Sim, incrível. Onde você está?

- Acabei de sair da aula, estou voltando pra casa. Está o maior calor, ainda bem que daqui a dez minutos vou chegar ao parque.

- Pensei que sua mãe que te buscava no colégio.

- E ela busca, mas hoje teve de ir ao médico, então eu vou a pé.

- Está tudo bem com ela? – seu tom de voz era preocupado. Ele preocupado com isso?

- Sim, é só alguns exames anuais.

- Quanto tempo demora pra você chegar a sua casa? – perguntou. Estranhei um pouco, mas respondi.

- A pé trinta minutos e de carro quarenta. – demos risada.

- Por nada, ãn... Qual o nome do parque onde você está?

- Eduardo Guinle, porque?

- Por nada, pode soletrar?

- Você está louco? – comecei a rir, eu estava há algumas quadras do parque. Eu vou por ele porque o caminho é mais curto, e por sorte, bem mais tranquilo.

- Vamos, por favor!

- Tudo bem, tudo bem. E-D-UA-R-D-O G-U-I-N-G-L-E.

- Muito obrigada! Agora só me responda uma coisa: aqui o trânsito a essa hora é ruim?

- Um pouco, porque?

- Muito, muito obrigada!

- De nada, mas Zayn me explica...

Pi

Pi

Pi

O que? Ele desligou na minha cara? Argh! Que raiva.

 

[...]

 

Eu estava andando pelo parque, na trilha do lago quando sinto meu celular vibrar no bolso de minha calça jeans.

É uma mensagem, de uma pessoa especial.

 

Zayn: Onde você está?

Manoela: No parque, porque?

Zayn: Em que parte do parque?

Manoela: No lago. O que foi Zayn? Ta me procurando no Google Maps é isso?

 

Ele parou de me responder, esse garoto é louco só pode.

Há crianças em todo o parque brincando, pessoas correndo pela trilha e quase me atropelando.

Escutei passos apressados atrás de mim. Mais um corredor. Sai da trilha, não queria ser “atropelada”.

- Manoela? – escutei alguém me chamar, eu conhecia de algum lugar essa voz. Era do... Não, claro que não. Continuei andando. – Manoela! – sacudi minha cabeça levemente. Eu posso até gostar de Zayn, mas escutar a voz dele aqui, já é loucura. – Manoela! – senti alguém segurar o meu braço, automaticamente virei-me. Arregalei os olhos. Zayn.

Ai caralho, é o Zayn. – pensei.

- Você é louco? – disse em inglês. – Venha aqui! – puxei seu braço e o guiei até o outro lado do lago, onde tinha mais árvores. Durante o caminho de mais ou menos dois minutos ele não disse nada e eu, bom, eu sorri que nem uma idiota.

Paramos.

- Você é louco? – repeti a pergunta soltando sua mão e virando pra ele.

- Eu venho até aqui e é assim que você me recebe? – perguntou. Suspirei e abri os braços, ele veio até mim e me abraçou. Sorri. Há quanto tempo estou esperando por isso.

- Você está bem? – perguntou sem me soltar. Eu estava com os braços em volta de seu pescoço e ele com os braços em volta da minha cintura.

- Sim e você?

- Bem também. – nos soltamos. Dei um passo para trás. Eu estou de cabeça baixa mais sei que ele está me encarando, senti minhas bochechas esquentarem um pouco. – Você não vai dizer nada? – dei de ombros.

- O que quer que eu diga? – o encarei.

- O quanto eu sou mais bonito de perto. – coloquei a mão direita na cintura e ergui uma das minhas sobrancelhas.

- Se tem alguém aqui que tem de dizer isso é você e não eu. – ele tombou a cabeça pra trás dando risada.

Eu tenho que admitir - mas só na minha cabeça porque senão ele vai ficar ainda mais convencido - que ele realmente é mais bonito de perto. Totalmente lindo.

- Vem, vamos sentar. – pegou a mão que eu mantinha em minha cintura e me guiou até uma árvore, sentamos e encostamos nela.

- Porque veio aqui? – perguntei esticando minhas pernas.

- Queria ver você. – se desencostou da árvore e colocou sua cabeça em minhas cochas. Comecei a mexer em seu cabelo. – Pare, você está bagunçando o meu cabelo. – tirou minhas mãos de seu cabelo. Levantei-as em sinal de rendição.

- Nossa que fresco! – cruzei os brancos na altura dos meus seios. – Seu cabelo é mais macio que o meu. – fiz careta. Ele riu.

- É o poder dos produtos para cabelo, conhece?

- Ta tirando onda com a minha cara. – ele assentiu rindo. – Você vai ver só. – coloquei minhas mãos em seu cabelo e comecei a bagunçar.

- Para cacete, tira as mãos do meu cabelo! – segurou meus pulsos. Comecei a rir igual a uma louca.

- A-há! Tarde demais, já baguncei todo ele. – Zayn ergueu um pouco o pescoço o pescoço e começou a arrumar o seu cabelo sem espelho nem nada, como ele consegue? E olha: ficou bom! – Acabou a graça. – revirei os olhos enquanto ele ria.

Depois da crise de riso do Zayn e das zoações dele ficamos em silêncio. Zayn ficou olhando para o céu e eu para frente enquanto mexia de leve em seu cabelo, dessa vez ele não reclamou, parecia até gostar.

O silêncio que estava entre nós dois não era o do tipo constrangedor, é como aquele momento em que você está feliz, mas não precisa de palavras para demonstrar seus sentimentos.

- Como conseguiu chegar aqui? – perguntei. Ele se levantou e se sentou ao meu lado se escorando na árvore assim como eu.

- Dei um jeito. – deu de ombros, arqueei as sobrancelhas.

- Deu um jeito? – perguntei irônica.

- É, dei um jeito, Zayn Malik consegue tudo. – dei uma gargalhada. Ele só pode estar de brincadeira.

- Então está bem ‘né.

Voltei a olhar para frente assim como Zayn. Não me importo se minha mãe chegar em casa e eu não estiver lá, essa pode ser a única vez que eu vou ver ele, porque provavelmente agora, percebendo o quanto eu sou mais estranha pessoalmente ele vai parar de falar comigo.

Estava olhando para as crianças que brincavam em volta do parque quando sinto o braço dele sobre meus ombros.

- Ações são melhores que palavras ‘né? – perguntou, dei de ombros.

- Eu não sei, os escritores conseguem descrever bem as ações com palavras. – escutei sua risada. Como eu sou besta. – pensei. – Agora que ele não olha mais na minha cara mesmo.

- Boa frase. Vou começar a usar. – sorri. Imagine só ele usando? Ao invés de “engraçada” sairia sexy, porque, afinal, tudo o que sai da boca dele fica sexy, ele é tão... Chega de pensamentos inapropriados Manoela! Você está ficando louca, se concentre.

Senti seu braço descer mais um pouco e parar em minha cintura, seus dedos começaram a acariciar meu braço direito. Boa hora pra fazer isso Zayn.

Suspirei.

- Eu vou fazer uma coisa agora, espero que me desculpe por isso. – Ótimo, agora ele vai dizer que percebeu o quanto eu sou estranha e por fim irá dizer que nunca mais irá falar comigo.

- Tudo bem. – dei de ombros, virei meu rosto e o encarei.

Oh porcaria, filho de uma mãe viu. – pensei quando fitei aquele belo par de olhos cor de mel. - Tem coisa mais bonita no mundo do que esses olhos? – perguntei a mim mesma. – Mas é claro que tem: a boca. – olhei para a mesma. – Como eu quero tocar nela. – pensei e como se ele lesse meus pensamentos, Zayn começou a se aproximar, quando percebi na besteira que ele iria fazer me afastei um pouco. O que o cretino fez? Colocou uma das mãos na minha nuca e se aproximou mais, milésimos de segundos depois senti sua boca se encostar-se à minha. Fechei meus olhos e correspondi ao beijo, é a melhor coisa que eu já senti.

Sua língua pediu passagem, cedi. O que eu faço? Mexo no cabelo dele ou não? Ah meu Deus! – pensei desesperada.

Com toda a certeza ele percebeu como eu estou tensa e por isso subiu sua mão para meu cabelo, acariciando de leve. Relaxei um pouco. Ele pegou minha mão esquerda e a colocou em sua nuca, provavelmente queria que eu fizesse com ele o que ele está fazendo comigo.

Zayn, eu aposto que eu não conseguir enlouquecer seus pensamentos, e nem molhar suas roupas intimas.

Cessei meus pensamentos e coloquei minhas duas mãos em sua nuca, acariciando-a, logo depois indo para o seu cabelo.

Ele está noivo Manoela.

Droga! Abri meus olhos, eu ainda estava o beijando, mas de olhos abertos, da pra fazer isso?

Ele está de olhos fechados, sua mão esquerda está no meu cabelo e a direita sobre minha cocha. A aliança de noivado está lá.

Nesse tempo todo eu nem sei como ele arranjou tempo pra falar comigo, além de entrevistas, turnê, gravações e tudo mais ele está noivo. Provavelmente nas madrugadas que você falou com ele Perrie estava lá, poderia estar dormindo. – pensei. Isso não é justo, ele me enganar como me enganou. Desde o começo eu disse que não queria que as pessoas soubessem que eu falava com ele e que preferia conversar com ele quando ele estivesse sozinho e ele faz isso? Eu posso até gostar dele, mas isso não se faz! Mas que droga!

Interrompi o beijo.

- Você está louco? – perguntei me levantando.

- Me desculpe... E-eu precisava muito fazer isso, me desculpe. - se levantou, bufei.

- Isso não pode acontecer, não conte isso a ninguém. – me agachei e peguei minha mochila, colocando ela sobre meus ombros.

- Por quê?

- Porque não! – me virei para sair andando quando ele me puxa pelo braço e me empurra contra a árvore ficando de frente para mim colocando cada braço seu de um lado do meu rosto.

- Qual é o seu problema? – perguntou me fitando. Ele parece irritado.

- Qual é o seu problema! Você que me beijou! – tentei o empurrar, mas como sempre, os garotos têm que de ser mais fortes. Argh!

- E o que tem demais nisso? – perguntou. O que tem demais nisso? Você está noivo seu desgraçado!

- O que tem demais nisso? – perguntei irônica. - Você é louco! – tentei o empurrar. Sem sucesso. Suspirei. Agachei-me um pouco e passei por de baixo do seu braço direito. Comecei a andar de volta para a trilha.

- Onde você está indo? – o escutei perguntando um pouco atrás de mim.

- Estou indo embora. – respondi sem me virar.

- O que? Você está de brincadeira não é mesmo? – escutei sua voz se aproximando. Merda, ele está vindo atrás de mim. – Volte aqui! – pegou em meu braço direito e me empurrou contra outra árvore.

O que essas malditas árvores têm contra mim? Sempre servindo de apoio para que ele me empurre, que droga!

- Eu preciso falar com você. – ele disse me encarando, ele está me olhando nos olhos.

- Então diga! – respondi. Ele abriu a boca pra falar, mas é como se ele estivesse escolhendo as palavras que usaria pra dizer o que viria a seguir. Seus olhos se desviaram dos meus e foram para minha boca, ele chegou mais perto. Recuei. – Diga logo o que tem para dizer. – ele voltou a encarar meus olhos, seu olhar aparentava que ele está... Decepcionado?

Zayn suspirou.

- Eu estou apaixonado por você. – arregalei meus olhos, era só o que me faltava mesmo!

- Você não está apaixonado por mim! – tentei me livrar de seus braços. – Me deixe ir embora. – choraminguei.

- Eu quero ficar com você Manoela. – disse ignorando totalmente o que eu havia lhe pedido.

- Não, você não quer. E nem eu quero, agora me deixe ir. – disse firme.

- Diga que não quer. - o fitei. – Diga que não quer olhando nos meus olhos e eu a deixarei ir. – suspirei. Isso pode ser difícil, mas não é impossível.

- Zayn. – comecei e encarei seu belo par de olhos. – Eu não quero ficar com você, agora me deixe ir. – ele sorriu.

- Você mente muito mal. - se aproximou e sem aviso prévio me beijou novamente. Dessa vez nossos corpos estavam mais próximos um do outro, o que fazia o beijo ficar mais profundo. Zayn mexia em meu cabelo enquanto eu mantinha minhas duas mãos em sua nuca. Nossas línguas brincavam uma com a outra, seu beijo era totalmente quente, cheio de desejo, não é um beijo carinhoso e sim selvagem.

Depois de algum tempo nos separamos, abaixei minha cabeça, nós continuávamos perto um do outro. Encaixei minha cabeça na curva de seu pescoço. Ele fez o mesmo comigo, fazendo com que eu sentisse sua respiração em minha nuca.

- Eu já disse e vou repetir: eu estou completamente apaixonado por você e eu quero muito ficar com você Manoela. – suspirei.

- Isso não pode acontecer.

- Por quê?

- Hum... Será porque você mora do outro lado do oceano? – perguntei irônica.

- Podemos dar um jeito nisso, depois nos preocupamos com isso. Vamos aproveitar a semana em que eu vou ficar aqui.

- Eu não sei... – me interrompeu.

- Por favor.

- Você está noivo Zayn.

- Mas é só de mentirinha. – sorri com aquilo. Eu sabia o que isso significava. Marketing. – Eu sei que você entendeu o que eu disse. Vamos tentar? – levantou seu rosto e com seus dedos levantou o meu também, pelo queixo. Fitei seus olhos, são tão encantadores. Assenti, ele sorriu. – Esse vai ser o melhor namoro a distância em todo o mundo. – concordei sorrindo.

Com toda a certeza será.

 

Fim

 

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