Cindy

"Quem disse que um conto de fadas não pode ser uma grande festa?" Cindy é uma menina com uma vida normal, mas a vida dela vira de cabeça para baixo. E isso não foi nada mal. Um novo reino, magia, diversão e amigos.

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1. Grandes Descobertas

As meninas jogavam queimada na aula de educação física, sinceramente, pareciam se divertir com a bola sem nenhum compromisso. Bem Cih jogava sério, sem prestar atenção aos comentários das outras meninas e Rô simplesmente corria e se esquivava da bola, devido a sua bolofobia (fobia de bolas).

- Cindy! – A Alih gritou.

- Fale rápido, estou jogando! – Cih respondeu.

- Olha aquele menino na arquibancada! Ele é muito gatinho! – Alicia respondeu.

Ele encarou o local indicado pela amiga, mas parecia confusa. Havia três meninos no local.

- Qual deles?- Ela perguntou confusa.

- O moreno- A resposta de Alicia não ajudara muito porque dois deles eram morenos - O de tênis branco!

            Cih os encarou de relance, mas logo voltou ao jogo que continuara enquanto ela estava tentando descobrir quem era o menino.

            O apito que encerrou o jogo, finalmente tocara e então as meninas se reuniram em uma espécie de praça.

            - Meu Deus, ele é muito gato, não é?

            - Na verdade eu ainda não sei quem ele é...

            - Nem eu!- Gritou Roberta

            Lili prontificou-se a cutucá-las quando eles estavam atrás dela.

            - Atrás de vocês!

- Onde?

- Agora eles já desceram.

Roberta e Cindy que nos últimos meses vieram a se tornar próximas o suficiente pra entender uma a outra com apenas um olhar. As duas se entreolharam e correram até o final da escada. Os meninos foram à biblioteca onde pegaram uma chave em um livro e abriram um portal.

- Beta, você viu isso?

- Sim!

Era mágico, novo, diferente, era perfeito. As meninas tentaram passar pelo portal, mas ele se fechou.

- Qual era o livro?

- Que livro?

- Rô! O que tinha a chave!

- Não prestei atenção. Mas nós vamos encontrar.

Elas começaram a procurar até que Cih esbarrou em um livro que chamou sua atenção. Era grande, lilás com detalhes banhados a ouro.

- Roberta! Vem cá! Eu acho que encontrei o livro.

- Eba! Eba!- Respondeu a garota fazendo uma danCihha estranha.

- Não dance!- Disse Cindy com uma cara de reprovação. Mas depois começou a rir.

Indy pegou o livro, mas se quer encostou nele, o livro saiu flutuando e parou em uma mesa redonda e reluzente que não parecia estar lá há segundos atrás. E se abriu em uma página qualquer. Pelo menos era o que parecia.

            Nela estava escrito:

            Parabéns! Muitos pensam que escolhem o que vão ler.

            O que não sabem é que o livro escolhe você.

            Podemos mudar a história quando quisermos.

            Deveriam contemplar o que fizemos.

            Ser uma obra, ler seus corações e mentes e se disfarçar completamente.

            Atento ao leitor.

            Então meu bom senhor, minha boa senhora.

            O livro já o escolheu.

            Veremos se mereceu.

            Testaremos sua capacidade. Em um teste de verdade.

            Utilize o cérebro.

            Se não a cabeça, lhe quebro.

            Bem agora não tem mais volta.

            Trancada está a porta.

            Relaxe, porque o mundo a encontrar...

Se conseguir pensar.

Valerá muita a pena.

Mas não é hora de cena.

O teste vai começar assim que a página virar.

As duas pareciam achar aquilo fantástico e viraram logo a página.

Muito bem! Coragem não lhe falta!

Consigam uma nota alta.

Simples é a conduta. Mas sem consulta.

Vejam que a parede sumira.

Agora acertem na mira.

 

- Cindy, que estranho fecha esse livro! Vamos embora.

- Você ouviu não pra desistir.

- Eu não ouvi, eu li.

Um holograma surgira do livro uma mulher encapuzada apareceu.

- Cindy Johansson, sabia que voltaria um dia. Só não sabia que viria pelas vias normais.

- Que?

- Roberta Falconer, esperava por você. Sabia que traria companhia, mas jamais consegui adivinhar quem seria.

Roberta sorriu, mas logo virou para sua amiga com uma cara de dúvida.

-Bem a prova da mira não pode ser considerada difícil. Vocês precisara apenas passar por todos os sete arcos sem ser mirado ou flechado. E para ajudar temos algumas pistas.

Os menores sempre recebem melhor risada.

Os gigantes a mira teme.

Os que não são pequenos nem grandes podem chamar a atenção ou serem ofuscados.

Aqueles que muito se expõe são alvos fáceis.

Brilha, brilha estrelinha quero ver você brilhar.

Enquanto aquele que é quase imperceptível não recebe da mira uma flecha, mas recebe o ódio de suas rivais.

Os médios tem um lema: Um por todos e todos por um!

Lembre-se de passar por arcos fasCihantemente iguais em passagens consecutivas.

A mulher desapareceu e as duas ficaram perplexas.

- Olha as pessoas desse mundo vão ter que no mínimo nos amar muito.

- Pois é!

As pistas continuavam ali voando.

- Ok! Isso é lógico, simples e fácil.

- Eu não acho.

- Olha é óbvio que não seria uma coisa extremamente difícil. Mas não seria nada óbvio. Quando passarmos por este arco gigante, o jogo irá começar teremos de passar por mais um arco e podemos ser miradas e flechadas se estivermos no lugar errado na hora errada.

- Nossa que apoio. U-hu!

- Agora eu quero entender o que significa o verso brilha, brilha estrelinha...

- Olha a música tem sete palavras- Rô disse balançando as mãos com sete dedos levantados- Ah, isso até eu sei! Ué, o negócio brilha, brilha...

Cindy a interrompeu dizendo- Beta, você é um gênio. A música tem sete palavras e são sete arcos, quando o arco muito se expõe torna-se alvo fácil então não podemos passar por aqueles que são dourados e pratas Cihtilantes, médios na primeira, segunda e sétima passagem.

- Então só podemos passar por eles na quarta, quinta ou sexta.

- Pelos arcos grandes podemos passar a qualquer momento. Porque eles não recebem flechas. Como era aquele ditado da risada mesmo?

- Quem ri por último, ri melhor!

- Ponto! Os pequenos não podem ser os últimos. Pelos grandes podemos passar a qualquer momento.

- Os médios extravagantes são idênticos, os outros se diferenciam.

- E para finalizar um médio recebe a flecha quando o outro também recebe. O fosco e apagado é mirado sempre que outro arco rebe um tiro. Portanto temos de passar primeiro pelos dois arcos pequenos, seguido pelo médio preto e fosco. Em seguida pelos outros dois médios deixando os grandes para o final.

Roberta ainda não entendendo o raciocínio perguntou- Certeza?

- Não!

- Vamos nessa!

- Tiupar! (Partiu)

As duas passaram pelos arcos com uma rapidez invejável e passaram pelo que parecia impossível.

Comemoraram com uma danCihha. Então a mulher do holograma ressurgiu.

- Muito bem garotas! Desvendaram o segredo dos arcos. Agora lhes restam dois desafios.

- Quais?

- Primeiro terão de passar pela bailarina e pelo quebra nozes cantando uma música para eles. Depois terão de apresentar um grande número ao Ranzinza.

O cenário se transformou em um gramado, as meninas viram uma bailarina a dançar correram atrás dela.

- Amiga!- Gritou Cih para a bailarina.

- Meninas, vocês são da banda que viria cantar em nosso casamento?

Elas se entreolharam e se lembraram do desafio.

- Sim.

- Rô você sabe cantar ópera?

- Não! Mas eu acho que é só uma musica clássica.

Subiram no palco. Roberta foi ao microfone e Cindy ao teclado.

- Sabem Clandestina?

- Sim, mas se tiver a letra nos ajudará muito.

- Ah Sim, olhem no karaokê!

“Estradas do caminho estão por toda parte... na nanana...”

- Ok! Não consigo!

- Então vamos improvisar.

- A noiva já vai entrar!

- Vamos tocar: I Will Always Love You

Cindy começou a tocar o piano e Roberta cantou ao som de I Will Always Love You. Quando a cerimonia acabou elas tocaram One Thing da banda britânica One Direction e fecharam com Perfect do Simple Plan.

A noiva foi agradecer as meninas que esperavam receber uma bronca por não saberem a música.

- Olha desculpa! Nós não sabíamos a música.

- A maioria de vocês não sabe. Mas este é o teste. Tenho de interpretar e dançar todos os dias, as pessoas costumam a simplesmente abandonar o palco quando não sabem a letra. Vocês duas encararam o seu erro e o concertaram. Parabéns!

O casal subiu em uma carruagem sorrindo e acenando para as meninas. Então magicamente foram parar em um circo.

- Ruins! Péssimo! Horrível!

- Olá o senhor é o Ranzinza?

- Não, não. Sou o Alecrim!

- Desculpe senhor Alecrim, nós gostaríamos de falar com o...

- Eu sou o Razinza, sua monga!

- Grosso – cochichou Roberta para Cindy – Só um pouco.

- Lindas, mas lerdas. Inteligentes, mas idiotas. Bem sou o Razinza as duas são...

- Cindy Miller.

- Roberta Falconer.

- Miller? Certeza? Não seria Cindy Miller Johansson?

- Sim, sou eu.

- Lembro-me de você pequenina, era tão mais divertida. Ou eu era... Em fim não vem ao caso.

- Uma mulher que estava hologramada no livro, pediu-nos que procurasse ao senhor.

- Claro Helena! Sempre me manda babacas para fazer um teste. – Deu uma pausa e voltou a resmungar- Já aviso que não tenho muito tempo e sou exigente, acharia melhor que desistissem. Entrementes, sei que não farão. Por isso explicarei rapidamente a vocês. Antigamente chamavam-me de feliz e eu era o palhaço mais divertido de Neville. Os testes eram sempre horrendos, mas eu os aplaudia de pé. Mas os tempos mudaram muita coisa aconteceu e hoje sou rígido. Os poucos que por aqui passaram nessa nova fase foram: Tracy, a bailarina, o Quebra-nozes, Helena, Michel Jackson. Ah! Menina, porque escolhera as vias normais se podia passar de uma maneira tão simples.

- Por que não me diz a via simples?

- Porque agora já estão aqui!

Cindy amava coisas relacionadas a circo fazia aula e sabia se apresentar de improviso. Então pediu simplesmente uma lira (parece-se com um bambolê, mas é forte e duro e fica dependurado por uma corda). Pediu para que Rô tocasse em seu piano: A Swan is born, Perfection e A Swan Song (For Nina) e montou em minutos uma apresentação inspirada em Cisne Negro.

Ranzinza aplaudiu de pé.

- Então?

- Não posso dizer nada! Vocês foram perfeitas. Cindy fez uma coreografia espetacular e Roberta tocou cada nota com divindade. Vocês merecem o portal.

Ao abrir o portal, Ranzinza soprou no ar o formato de um colar muito parecido com o que Cindy usava e a disse docilmente.

- A chave esteve com você o tempo todo. Você só não descobrira.

As garotas mal chegaram à nova terra, o céu estava escuro e um grande relógio no alto de uma torre marcava meia-noite.

- Cindy devemos ir embora!

- Acabamos de chegar!

- Podemos voltar!

- Voltaremos amanhã sem falta!

Roberta assentiu. Então Cih tirou de seu pescoço a chave e desenhara um portal. As duas saíram por ele. E foram escorregando pelo portal que as levou para suas respectivas casas.

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