Dama de Sangue

Livia acaba de receber uma estranha visita em sua casa. Um mensageiro vem anunciar sua morte. Livia poderia escapar desse destino trágico? Seria possível se livrar da morte? Por que recebera essa anúncio? Algo a espera depois da morte?

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19. Dama de Sangue

– As Damas de Sangue são as mais importantes guerreiras do reino dos Ugûyaffinos. São elas as responsáveis diretas por defender o reino e também trazer-lhes alimento. Para se tornar uma Dama de Sangue é necessário um treinamento rigoroso, muita disposição e preparo. Mas, como recompensa, essas moças tão fortes e grandiosas têm suas funções altamente reconhecidas por todo o reino. Afinal, são fundamentais para a sobrevivência dele. Assim, são muito veneradas e, fora de suas constantes batalhas, altamente idolatradas. 

Os olhos de Evangeline brilhavam a cada palavra dita por Ruan. Evangeline imaginava já a glória que seria se tornar uma Dama de Sangue. Pensava nos presentes que receberia de todos se assim fosse e em como poderia mostrar sua força e poder a todos. Seria temida e amada. Seria uma Deusa cruel e glorificada. 

– Gostaria de me tornar também uma Dama de Sangue – a menina falava com um sorriso de orelha a orelha no rosto.

– Mas é ainda muito nova para isso... – Ruan assumia um tom sério – posso, no entanto, te treinar junto com Livia para que, quando for mais velha, você possa ser uma dama de sangue, o que acha? 

– Quero ser uma Dama de Sangue agora – fazia um bico e cruzava os braços.

Livia apenas observava a cena ainda sonolenta e com a aparência um tanto dopada. Era como se seu corpo tivesse acordado, mas sua mente continua dormindo. Seus olhos mexiam, mas pouco diziam. Mostrava-se inexpressiva, enquanto Evangeline mantinha-se nitidamente envolvida com a ideia de ser uma Dama de Sangue.

– Ora! –  Ruan mostrava-se irritado. –  Se me vier com caretas, corto-lhe todo tipo de treinamento. Seja boazinha e lhe garanto que será uma dama no futuro, provavelmente a mais forte de todas... porque nunca sequer ouvi história de uma moça que tivesse começado a ser treinada assim tão cedo!

Evangeline calou-se e encostou-se num canto da caverna, contrariada. Não queria responder ao homem porque sabia que isso faria com que ela simplesmente não pudesse realizar o seu mais novo sonho. Ao mesmo tempo, crescia-lhe uma vontade gigantesca de dizer-lhe verdades e acusar-lhe de preconceito contra as crianças. Só por que era pequena não significava que era inútil e incapaz. Irritava-lhe como todos sempre a tratavam como um bebê. E já não era bebê. Era uma criança.

 

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