Grite - One Direction

Um problema surge quando a Wait, de 18 anos, vai de férias-de-verão nos Estados Unidos da América. O hotel onde ela vai ficar faz um erro e reservou o mesmo quarto duas vezes, uma vez que é a estação alta. O que a Wait não sabe é que vai ter de partilhar o quarto com os One Direction. Assim que ela e o Harry Styles se cruzam no quarto de hotel começa uma discussão acerca de quem tem direito ao quarto. Nenhum deles desiste e por isso o resto da banda sugere ao Harry que partilhe a cama com Wait. Ele aceita, sobretudo para pôr fim à discussão. Wait e Harry fazem tudo para expulsar um ao outro do hotel, mas à medida que o tempo passa cresce uma intensa tensão sexual entre os dois, e eles acabam por se enrolar. Tudo começa com atração e sexo, mas será que acaba da mesma forma? ** Aviso: esta história contém linguagem explícita. * Esta movella foi originalmente escrita em dinamarquês por Izabell, que deu permissão para que fosse traduzida para português por Marta Sena.

17Likes
12Comentários
1058Views
AA

2. Nem se atreva a dizer que sim!

 

A fila à minha frente avançava muito lentamente, uma vez que o rececionista era um incompetente e demorava séculos a entregar os cartões de banda magnética aos hóspedes. Já tinha esperado uma meia-hora, e sobretudo depois de um voo de 10 horas eu estava exausta.

E quando eu estou cansada é bom que sejam mansinhos comigo.

Suspirava enquanto olhava o relógio grande pendurado no teto do grande lobby iluminado. Já era quase meio-dia. Estava imenso calor e o sol brilhava através de uma janelas enormes, que estavam ligeiramente abertas.

Depois de algum tempo os hóspedes foram desaparecendo pelos elevadores com as suas malas grandes. Eu respirava serena e aproximei-me do balcão, onde o recepcionista olhava stressado o ecrã do computador.

Lentamente descansei os cotovelos sobre o balcão e sorri irónica para ele, esperando que ele reparasse em mim.

Persistentemente, forcei um tossinha ao que ele finalmente reagiu e me olhou com irritação. Eu estava prestes a dizer algo agressivo, mas felizmente controlei-me um pouco. Não ia servir para nada.

”Você fez reserva?” perguntou calmamente e com um sorrisinho falso. Eu acenei que sim com a cabeça. ”Wait Forrest”, respondi imediatamente. Ele voltou a colocar o olhar no computador, carregou nuns botões, voltou-se e procurou algo numa gaveta. Logo a seguir passou um cartão pelo terminal e entregou-mo. ”Quarto nr. 1408”, disse antes de se virar para o computador outra vez. Eu revirei os olhos e voltei-me para pegar a mala.

Quarto 1408.

Olhei em volta procurando ao acessos. Era óbvio que ia ter que subir uns andares. Com pequenos passos caminhei até aos elevadores e carreguei no botão, ouviu-se um ”pling” e a porta abriu-se.

Quando entrei apercebi-me de que teria que subir até ao 12o andar. Carreguei no botão e esperei uns segundos até o elevador me levar até lá. Peguei novamente na mala e percorri o corredor longo enquanto lia os números dos quartos. 1403. 1404. 1405. 1406. 1407. 1408.

Aqui estava.

Corri o cartão pela porta para descobrir que já estava aberta.

Abri a porta e senti o cheiro de produtos de limpeza. O sol brilhava muito pelas janelas o que fazia com que estivesse muito calor no quarto. Arrumei a mala, tirei os sapatos e abri uma janela, deixando entrar uma brisa.

O meu olhar caiu sobre a cidade que parecia agitada com os seus habitantes minúculos. Las Vegas – a cidade onde me encontrava – era bem interessante deste ponto-de-vista. Esta viagem tinha sido possível graças a muitos meses de poupança. Um sonho que eu cheguei a pensar que nunca se realizaria. Pensava que iria passar o resto da minha vida sem nunca sair de Inglaterra.

Mas felizmente estava errada.

Sorri de contentamento e virei-me para apreciar o quarto-de-hotel. Era grande e bem iluminado, com um design bastante clássico. Na verdade eu estava um tanto atónita com o tamanho do quarto. Tinha quatro quartos, uma cozinha ampla aberta para a sala de estar, e um banheiro com duche e jacuzzi.

Mas bom, quando se está de férias não deve faltar nada, não é?

Três dos quartos tinham acesso por um corredor ao lado da cozinha, o último era o maior e tinha uma grande porta para a sala. Eu fui espreitar o quarto maior e vi, um quarto branco com uma cama dupla enorme, um armário grande e fino que ocupava toda a parede e um espelho enorme numa bonita moldura prateada.

Sem dúvidas que me sentia bem-vinda!

Fui buscar a minha mala e pu-la no quarto grande, onde comecei a tirar os conteúdos. Mas assim que abri o fecho éclair me deu o cançaso e decidi ir tomar um banho. Senti um odor forte das minhas axilas, muito pouco atrativo.

Pus a mala no canto do quarto e fui para o banheiro onde pus a água do chuveiro a correr. Entrei no duche a cantar e de olhos fechados, como era meu hábito.

Meia hora depois saí do banho e sequei o corpo com uma toalha branca que encontrei no armário sob o lavatório. Olhei-me no espelho enquanto corria as mãos pelo cabelo. Depois corri os meus olhos pelo meu corpo e um sorriso subiu aos meus lábios. Não tem problema nenhum ser-se um pouco orgulhosa do seu próprio corpo.

De repente ouvi um barulho vindo de fora do banheiro. Depois silêncio outra vez. Seria concerteza a janela a bater por causa do vento.

Com a toalha no chão sequei os salpicos de água. Feito. Atirei a toalha para o canto, olhei rapidamente em volta para ver se faltava alguma coisa e fui até à porta.

 Ponto de vista do Harry

Depois daquele voo até Las Vegas eu estava mesmo precisando de tomar um duche. Estava cheio de calor e precisava de esfriar um pouco.

Tirei a t-shirt e atirei-a para cima da cama. E depois o resto da roupa, passei pela sala onde os garotos estavam a descansar nos sofás. ”Eu vou no banheiro tomar um duche” disse e fui até ao corredor. ”E de quem é esta mala?” perguntou Liam quando eu estava prestes a desaparecer pelo corredor fora. Parei e olhei para ele enquanto me aproximava da porta. ”A gente depois liga para a receção”, disse apressadamente enquanto punha a mão na maçaneta.

É verdade, a gente, ou melhor, eu tinha encontrado uma mala no meu quarto. Estava a um canto, intacta, e eu e os garotos tinhamo-nos dado a liberdade de abrir  ver os conteúdos. Sem dúvida que a mala pertencia a uma garota. A avaliar pela lingeri. Só me perguntava o que fazia aquela mala no meu quarto. Quem se teria esquecido de uma mala? A menos que tivesse sido transportada para o quarto errado.

Ponto de vista da Wait

Enquanto abria a porta sem dificuldade senti alguém rodar a maçaneta do outro lado, o que me fez ficar cheia de medo, e dei um pulo para trás. Tudo aconteceu muito rápidamente, mas eu me lembro de cada detalhe, quando eu escorregei e de repente me agarrei a algo que tinha a textura de pele.

A primeira coisa que vi quando recuperei os sentidos e finalmente abri os olhos foi um par de olhos verdes. Abri e fechei os olhos de confusão uma vez que sentia um corpo sobre o meu. Holy motherfucker!

Com os olhos esbugalhados, comecei a gritar e o garoto que estava sobre mim, afastou-se assustado. Levantei-me e olhei para o seu corpo um segundo antes de entrar no duche novamente e cobria o meu corpo enverginhada. Quem raio seria ele?

”O que se passa?” ouvi uma voz gritar, o que fez com que eu me enervasse mais ainda. Havia mais? Não, não pode ser verdade.

”Está uma garota lá dentro,” disse outra voz parecida com a voz do primeiro que tinha gritado. ”Uma garota?” Mais uma voz? Mas que é que se está passando aqui?

A seguir ouvi uns passos que se aproximavam sa porta. ”Está alguém aí?” ouvi perguntar. Mas não fazia ideia o que fazer. De momento a única coisa que me apetecia fazer era desaparecer, fugir dali para fora assim, nuazinha como estava. Mas felizmente não o fiz.

”Quem está aí?” perguntei espreitando pela porta fora. E foi então que vi um grupo de cinco garotos que me olhavam sem saber o que fazer. ”E o que raio estão fazendo aqui?” continuei tentando ter controle na minha voz que começava a falhar.

”Isso é o que a gente pergunta!” disse um dos garotos que tinha o cabelo castanho e olhava os outros com espanto.

Eu franzi as sobrancelhas e esperei por uma resposta, mas como ninguém respondia voltei o meu olhar para o garoto que estava perto da porta do banheiro.

Aquele cujas marcas do corpo ainda se viam no meu. Pelo menos já se tinha coberto com uma toalha.

Olhei de novo para ele e me deu a impressão de já o ter visto antes. Os caracóis, o sorriso, os olhos verdes até mesmo a voz que tinha gritado e falado.

É isso mesmo, era o Harry Styles da minha terra natal, a Inglaterra. Hah, é isso aí!

Mas de volta a ele, o que estava me perguntando algo.

Esse só poderia ter sido Liam Payne. E os restantes, os outros membros da banda. Mas eu não estava nem aí para quem eles eram, só queria que eles saíssem. Agora!

”Não se importam de fazer a gentileza de sair do meu quarto?!” disse acertiva enquanto tirava a tolha das mãos que estava pendurada de lado do lavatório.

”O seu quarto?” disse Harry Styles. Pus a toalha em volta do meu corpo e saí do duche apesar de a toalha ser tão pequena que mal cobria o meu peito e o meu bumbum.

”Sim, o meu quarto!” Olhei para ele furiosa e prendi a toalha apertando os braços contra o peito pois começava a deslizar pelo meu corpo abaixo. Que arreliada que eu estava ficando!

”O seu quarto?”

”Olha só, quantas vezes eu vou ter que repetir?”

”Mas este é o nosso quarto,” esclareceu um garoto de cabelos claros. Niall Horan, não era?

Sem ofensa, eu ainda não conhecia os nomes dos garotos desse grupo tão conhecido. E não estava nem um pouco curiosa. Só o Harry Styles, dele já tinha ouvido falar. Afinal de contas já tinha ouvido o nome dele um milhão de vezes.

Eu levantei as sobracelhas. ”Haha, como você é engraçado!”

Um pouquinho de ironia nunca fez mal a ninguém.

Ele retrucou levantando as sobrancelhas também. ”Na verdade este é o nosso quarto,” repostou um garoto de cabelos pretos que era de certeza o Zayn Malik. Nem me pergunte como é que eu me consegui lembrar do nome dele.

”De que é que você está falando?” perguntei cética enquanto passava por eles na sala e ia para o meu quarto. Ao chegar ao quarto fui surpreendida por uma mala grande no chão e uma data de roupas espalhadas sobre a cama. Está visto, um daqueles idiotas tinha tomado o meu quarto!

Ouvi uns passos atrás de mim, suspirei e virei-me esperançosa de que eles tivessem desaparecido. Mas já se sabe, a gente nem sempre consegue o que deseja.

”O que é que vocês querem?” perguntei, um pouco mais irritada do que queria deixar parecer.

Os garotos me olhavam um pouco confusos, coisa que não deveria demorar muito a entender. Mas eu não estava lá muito desperta nesse momento, tenho que admitir.

”A gente só tem que entender o que está acontecendo,” disse o Louis Tomlinson. Eu o olhei rapidamente e sem prestar muita atenção.  Porque raio é que ele sempre andava de t-shirt às riscas e suspensórios? Ele me lembrava um marinheiro. Só lhe faltava um bardo e um boné. De resto ele estava preparadíssimo para embarcar no Titanic II.

”Eu fico e vocês se vão, é o que vai acontecer. Simples.” e virei-me outra vez até um som vir no meu ouvido.

”E porque é que você é que tem o direito de ficar?”

Eu virei-me lentamente e olhei para Harry que olhava para mim irritado.

 ”Por incrível que pareça, porque eu estava aqui primero,” respondi, como se ele fosse estúpido. Uau, eu até que estava orgulhosa da minha resposta.

”Ah sim? Ah, estou vendo, faz todo o sentido, e qual é a próxima coisa que você me vai contar? Que é lésbica?”

Eu o olhei furiosa.

”E o que é que você tem contra as lésbicas?” perguntei levantando a sobrancelha. Ele revirou os olhos.

”Aí, vocês dois, a gente liga para a receção.” O garoto que falava foi até ao telefone para ligar à receção. Eu fiquei olhando Harry à espera de uma reação.

Ele não parecia ser uma boa peça, e concerteza não trazia o melhor que havia em mim.

E eu ainda só o conhecia há quê? Uns 7 minutos!

Ouviu-se um barulho na porta de entrada e dentro de momentos lá estava o Louis com o Sr. Rececionista Lentidão.

Isto ia concerteza acabar num 6 contra 1.

”Ao que parece o quarto foi reservado duas vezes?” ele olhou para Louis que anuia e olhava ávido por uma solução.

”Bom, a gerência lamenta muitíssimo o incómodo causado, mas infelizmente todos os quarto já estão reservados.”

Como assim? Ele não pode estar à espera que a gente encontre uma resolução!

”Vocês saiem e encontram um outro lugar!” foi o que consegui dizer. Eu não estava nada disposta a ter que sair dali e procurar um hotel e eventualmente ficar na rua, se não encontrasse nenhum outro sítio.

”Eu posso tentar ligar ao Hotel Si...”

”Não, você é que sai!” O malcriado do Harry interrompeu o rececionista e me olhou com rancor. Eu fiquei tão brava que lhe mostrei o dedo e olhei de novo para o rececionista com a expressão mais desiludida que podia encontrar.

”Francamente, mande-os embora! Eu cheguei primeiro.”

Mas o idiota limitou-se a olhar para mim se desculpando, muito embora eu pudesse vislumbrar o riso satisfeito que ele tentava esconder.

”Sinto muito menina. Isso não faz a menor diferença. Vão ter que descobrir uma solução entre vocês.”

Eu só queria esbofetá-lo. Otário. Só espero que seja atropelado à saída do hotel.

Um suspiro silencioso saiu dos meus lábios e eu olhei em volta para ver os garotos, que se entreolhavam. Finalmente disse o Liam, ”a gente procura outro lugar. Assim a menina pode ficar aqui.”

Ele me olhou rapidamente e sorriu de forma um tanto envergonhada. Porque ele estaria sendo tão simpático comigo? Ah sim, estou vendo, é porque são celebridades, não querem ter a reputação manchada por minha causa. Mesmo que o Harry já tivesse arruinado tudo.

”Nem pensar Liam. Ela vai ter que sair.”

Ele falava como tinha feito até ao momento um milhão de vezes.

Liam olhou para ele com modéstia. ”Harry, deixa a garota ficar para acabarmos com esta discussão.”

Ha, 5 contra 2.

Eu reparei que o rececionista nos olhava absorvido pela nossa discussão. Será que ele não tinha nada melhor para fazer? Por exemplo pegar um chocolate e um copo de leite para mim. E a propósito de comida, eu estava ficando esfomeada, já só pensava em comer uma carne com batatas e molho. E uma mousse de chocolate como sobremesa, tão grande que eu ficaria enjoada.

Mas bom, de volta ao quarto.

”Eu fico,” disse o Harry. Por momentos só tive vontade de rir. Talvez assim ele aprendesse a se comportar.

”Sem a gente?” foi o Louis a falar enquanto olhava primeiro para o Harry e depois para mim. Eu revirei o olhar e aterrei os olhos no rececionista.

”Me explique uma coisa, porque raio vocês reservaram o mesmo quarto duas vezes?”

Ele me olhou receoso, mas eu não estava nem aí!

”Foi um erro.” Parecia que ele estava falando com um deficiente, coisa que me deixou ofendida. Será que eu parecia tolinha de todo? E por falar nisso, se calhar era uma boa ideia eu escrever uma carta À minha vozinha, na casa de idosos. Agora que falo em demência.  

”Pois bem Harry, sabe que mais, eu também não arredo pé. Assim a escolha é sua: Ou você acha um outro hotel, ou você e os garotos vão ter que partilhar o quarto comigo.” Eu sorri para ele confiante de que ele optaria pelo primeiro. Assim eu me livraria dele.

”E nesse caso,” interrompeu o Louis, e todos nós o olhámos, ”’cês ficam na mesma cama.” Haha. Pior ainda. Agora eu tinha a certeza que ele ia escolher procurar outro hotel!

Harry me observou meio irritado. Um silêncio longo, enquanto eu esperava que ele respondesse, pegasse nas malas e desaparecesse. Mas ao invés ele me olhou de forma humilhante e desafiante.

”Bom, nesse caso a gente fica aqui.”

O quê?!

 

 

Join MovellasFind out what all the buzz is about. Join now to start sharing your creativity and passion
Loading ...