Ariel, a Sereia Urbana

Há alguns anos, surgiu-se a ideia de criar uma nova cidade. A ideia era comprar uma ilha e torna-la uma cidade com infraestrutura, lazer e tranquilidade. Onde os grandes competidores tivessem espaço o suficiente para treinar. Famosos tivessem sossego. E cidadãos tivessem oportunidades de construir uma vida bem sucedida. O bilionário Sr. Koch procurou investidores, porque mesmo sendo muito rico, não seria capaz de construir e administrar um município sozinho. Com o apoio de John Stallone e sua mulher Athena Ruy, Antony Thorne, Marie Lopez, Brunet Tomlinson, Bruce Ville e Jean Dawell comprou uma ilha a qual deram o nome de Atlântica, já que essa se localizava no Atlântico. Com o passar dos anos foram planejando a cidade, construindo shoppings, escolas e hospitais. E há 10 anos a cidade vem sendo povoada. Depois de saber que o melhor amigo de Willian Koch foi o "culpado" pelo acidente de sua esposa, o Sr. Stallone promoveu uma secessão civil.

4Likes
2Comentários
316Views
AA

3. Metting My Love

Ariel

A caverna da praia. Ali era o meu lugar preferido. Era onde eu guardava meus presentes, fotos, filmes, em fim objetos dos continentais, como meu pai chamava os que moravam no território dos Koch. Eu tinha um “Museu” continental, onde eu guardava todos os objetos de lá.

Parecíamos ser de mundos tão próximos, mas tão distantes. Para atravessar a costa você precisava de um passaporte a qual davam o nome de “Pernas”. Era como uma licença que dava acesso aos dois reinos.

– ARIEL! Não acredito que guarda estes objetos inúteis! – Meu pai adentrou a caverna sem nenhuma permissão sendo seguido por Sebastian, traidor.

– Pai eu posso... – Meu pai não me deixou completar a frase, começou a jogar no chão todos os objetos e quebra-los. Senti tanta raiva que não escondi as lágrimas que escorriam livremente pelo meu rosto. – Você é um monstro!

Corri para longe não me importava a onde exatamente.

Sebastian

Não podia ter feito isso com Ari. Mas o pai dela me mataria se eu não dissesse onde ela estava. Sentia-me muito culpado. Como pude fazer isso com ela? Como sou idiota!

– Você acha que fui muito duro com ela?

Neguei. Mesmo sentindo que deveria que responder sim. Mas eu realmente temia o Sr. John Stallone. Assim que ele se retirou, fui à busca da Ariel.

– Ari?

– Sai daqui seu traidor.

– Eu juro que só queria te proteger e salvar minha vida.

– Covarde! É isso que você é!

– Desculpa. Ariel não faz isso comigo, por favor! Deixe-me te explicar.

– Não tem o que explicar.

A Ariel sempre foi cabeça dura assim como seu pai. Só que ela era menos agressiva. Sentei ao seu lado e tentei fazer com que ela me perdoasse. Peguei minha gaita e comecei a soprar uma canção qualquer. E ela não resistiu, começando a cantar:

Eu queria poder dançar,

Sem me sentir culpada.

Sem ser julgada.

Queria ter pernas para poder explorar...

O melhor do mundo!

Eu tinha quase tudo.

Meu tesouro era tão precioso.

Tudo o que tinha era tão maravilhoso.

Daria tudo pela magia e a harmonia

De poder conhecer

O continente.

Fomos interrompidos por um carro conversível. Era tão diferente das bicicletas e barcos que tínhamos. Já vi vários antes. Meu pai odiava quando um aparecia. Isso significava que eu estava perto da fronteira. O Sebastian tinha medo de se aproximar muito da Fronteira, ele tinha a licença para atravessar, mas raramente a usava. Ele era muito fiel ao meu pai, porque ele o ensinou a nadar e foi por ele que o Sebby ganhou muitos prêmios e medalhas. Depois descobriu que o que realmente amava fazer era cantar e tocar, mesmo assim era grato ao meu pai.

Fui em direção à fronteira para o carro. Quando de repente o Daniel Scuttle se aproximou de mim.

– Ariel! – Levei um susto.

– Cala a Boca! – Falei colocando o dedo na boca em sinal de silêncio.

– O que é isso? Acho que é o carro dos Koch- Ele sussurrou apontando para a placa do carro.

Um deles estava vestido de urso, era bem branquinho e tinha olhos azuis. O outro usava uma regata simples e uma bermuda estampada. O outro usava uma camisa branca com um suspensório marrom e um blazer marrom também.

– Nossa! Acho que nunca vi um Koch assim tão de perto! Ah! – Suspirei com um sorriso de orelha a orelha. – Ele é muito bonito não é?

– Não sei não, ele me parece muito peludo, bobão. – Se referindo ao garoto fantasiado de urso.

– Não é esse! – Disse em meio a uma gargalhada. – O que está com a guitarra.

Eric Koch

Nós estávamos sentados no meu conversível branco. Eu segurava minha guitarra em frente ao volante. O Max estava fantasiado de urso, porque hoje nós iriamos fazer um pequeno show, ele retirava a sua bateria do porta-malas. O Grimsby segurava o teclado.

– Eu tenho a honra e o privilégio de anunciar a entrega do meu presente ao Eric Koch. – Grim fez sinal para umas meninas que estavam por perto e elas trouxeram um pôster da nossa banda. E um quadro meu.

Max começou a rir.

– Zoado, Grimsby! – Ele disse entre as gargalhadas.

– Nossa seu traiçoeiro! Não precisava.

– Eu ia te dar no nosso show, na sua festa de compromisso com a Francisca Windsor.

– Não começa. Não está mais revoltado porque terminei com a patricinha, não é?

– Eric, a ilha toda quer vê-lo comprometido com a menina ideal. Por isso tantas festas.

– Devia mudar seus conceitos de ideal. Ela deve estar em algum lugar, mas ainda não a encontrei.

– Você devia procurar melhor. Vê-las com outro olhar.

– Quando ela aparecer eu vou saber e PAN vai me atingir como um raio.

Ariel

– Ele ainda está à procura da garota ideal. Ela pode ser eu! Eu posso ser perfeita para ele. Posso atingi-lo como um raio. - Eu disse mesmo não acreditando muito em minhas próprias palavras.

– Que linda, está apaixonada! – O Scuttle disse, distraindo meus pensamentos.

Dei uma cotovelada nele e nós começamos a rir.

Eles começaram a cantar e tocar ali mesmo em um palco improvisado. O menino moreno dos olhos azuis pausou e deu sinal para que eles tocassem no ritmo dele e fez um vocalize para que os dois entendessem.

Perfect Girl

I don’t care. I don’t care.

I don’t care for my mom’s favorite girls.

I don’t notice the pearls.

I want the heat

I don’t need

The most beautiful one

I want fun (I want fun)

The perfect girl, have the most beautiful

Eyes…

Love story never dies…

She smile have to be mine

We shine

Must to have chemical

It at all

What to see

You and me

Will hit me like a thunderbolt

I will know and I’ll lose the control

I want love

She will stay above

The Stars…

The perfect girl, have the most beautiful

Eyes…

Love story never dies…

She smile have to be mine

Love Story never dies!

Ele cantou divinamente. Ele tinha atitude. O menino vestido de urso que tocava bateria percebeu minha presença e sorriu para mim.

Aquele momento foi tão mágico. Sorri e ao perceber que meu pai se aproximava sai dali.

Gravaram toda a apresentação. Uma menina bonita que se vestia muito bem.

Ao sair correndo de lá, pela bronca de meu pai. Os meninos acabaram deixando o pôster e o quadro ali.

Peguei o quadro e o pôster levando para a minha caverna. Assisti várias vezes o vídeo que gravei. Preciso ir ao continente. Preciso de pernas!

Assim que cheguei em casa contei para Genoveva e Sebastian sobre o Koch.

– Ai, ele era tão lindo. E voz dele era envolvente. Era firme, mas tinha doçura. Era leve, mais imponente. Ele era perfeito. – Falei suspirando.

– Nossa! Realmente o gato deve valer muito apena!

– Ei, vocês perceberam que tem um HOMEM no quarto ou eu sou tão insignificante que vocês nem percebem minha existência? – Sebby disse irritado.

– Nós te amamos! – Dissemos enchendo-o de beijos.

Eu queria muito ter minha licença para ir ao continente, por isso resolvi que iria falar com a Úrsula. Ela era a única que podia conseguir “Pernas” para mim sem que meu pai ficasse sabendo. Decidi que iria depois do show do Sebastian.

Eric

O nosso show foi magnifico. Não esperava nada assim. Tinha garotas encantadoras. Mas nenhuma chegava a ser como a minha garota perfeita.

A Carlotta gravou tudo. Eu ia editar e criar o nosso clipe.

Meu celular tocou e vi que era a Vanessa, amiga da Francisca.

– Alô

– Oi, Eric! Eu fiquei sabendo que você e a Fran terminaram.

– Ah, sim. Mas eu não quero falar sobre isso!

– Entendo. Só queria te perguntar se ainda poderemos ir à sua festa sábado.

– Claro!

– Obrigada, beijos lindo!

– De nada. Tchau.

A Vanessa era linda. Mas não fazia o meu tipo. Ela era metida e ambiciosa. A Francisca era um doce, culta, fina e gentil. Mas era mimada, grudenta e não era pra mim.

Quando terminei com ela. Meus pais deram-me uma bronca por que ela é a princesinha do POP. Ela era tudo o que eles sempre quiseram. Mas não o que Eric queria. Não era alguém que fazia o coração dele acelerar, os olhos brilharem e o sorriso dele se abrir, sem motivo.

Join MovellasFind out what all the buzz is about. Join now to start sharing your creativity and passion
Loading ...