The Lanfred's Horror

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  • Publicado: 5 jan 2014
  • Últimas Atualizações: 5 abr 2014
  • Status: Movella acabada
Charlie, após uma tentativa de suicídio, é mandada para um internato. A escola é bem fechada, quase que trancafiada, como um reformatório. Mas algo não cheira bem. E não é culpa do repolho refogado na cantina.

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21. Epílogo

 

          Charlotte correu para me abraçar.

          "Parabéns, amiga!! Você conseguiu, eu sabia que você ia conseguir! É muito bom te ter de volta, sério."

           Eu sabia. Charlotte não era uma humana, era uma bruxa branca, que nem eu. Eu soube disso no momento em que ela me deu aquele sorriso no meio da batalha, aquele sorriso que me fez levantar...

            "Sim... Sinto que somos praticamente irmãs, Char... Agora... Posso te perguntar uma coisa?"

            Ela sorriu.

            "Claro que pode, Charlie... Já te considero como uma irmã."

            "O que faremos agora? Digo, eu derrotei o deus, descobri que sou uma bruxa branca e que minha missão é salvar o mundo, mas... Salvarei o mundo do quê? Existem muitas bruxas brancas por aí..." Eu a olhei, e ela deu uma risadinha.

             "Oras, mas você acabou de falar! Precisamos salvar o mundo... Mas temo que não nos veremos tão frequentemente como nos víamos aqui na escola. Tenho muitos afazeres em Tokio... Existem algumas criaturas mágicas se misturando com os humanos e causando muita confusão. Mas acho que tenho uma carta para você." Ela tirou do bolso de sua calça uma carta meio amarelada, com um símbolo de cera vermelha lacrando-a. Eu a abri, sorrindo. Minha primeira carta, provavelmente minha primeira missão...

            "Cara Charlie,

 

              Caso esteja lendo isso, quer dizer que conseguiu sobreviver ao deus do antigo povo de Yülth. Sei que deve estar cansada, mas o mundo não para, e muito menos nossas responsabilidades. Seus amigos sempre a acompanharão, mas não posso prometer que a acompanharão fisicamente. Sei que deve ter lembrado de algumas coisas, mas isso é uma pequena parte de um todo muito grande. Você é muito poderosa, Charlie. E poderá ser ainda mais quando aprender a controlar seus poderes e aprender a finalidade deles. Nesta primeira carta, preciso que vá até a França. Lá encontrará diversas bruxas brancas, mas deve procurar pelo Conde de La Voltre. Ele lhe dirá o que fazer.

              Agradecida,

              Margareth Vothfer."

              França? Uau, isso era incrível! Encontrar esse Conde... Hm, ele deveria ser realmente muito importante para ser tratado de tal maneira por esta Margareth...

              "Charlotte... Gostaria de ir comigo à França?"

              "Ah, meu doce, eu adoraria... Mas como eu disse, tenho negócios me esperando em Tokio. Relaxe, eu sei que, como acabou de despertar, ainda é meio novata, portanto arrumei companhia para você. Ele está te esperando dentro daquele carro." Ela apontou para um carro preto no estacionamento da escola. Um carro preto, luxuoso... Volvo. Eu ri. Sinceramente, eu achava que as bruxas eram mais simples ou que voavam em cima de vassouras.

               Me despedi de Charlotte, sorrindo. Ela sempre estaria em meu coração como a amiga mais querida de todos os tempos. Acho que todo mundo deveria ter uma Charlotte. em sua vida. Bati no vidro do carro, e alguém lá dentro abriu a porta para mim. Entrei, sem nem olhar para o motorista.

                "Oi." Eu disse. Alguém precisava começar a conversa.

                "Olá." A voz masculina ressoou. Aquela voz... Era a mesma voz que me mandara levantar na batalha, a mesma voz do...

                 "Clark?" O garoto do avião. O garoto lindo que namorava a menina que eu mais odiava? Ele riu, olhando para mim e abaixando os óculos de sol.

                 "Surprise, mademoiselle. Nosso destino é a França, se não me engano..."

                 "Como sabe disso? E como sabia de tudo?"

                 "Sou um bruxo branco. É um prazer lhe ver novamente. Serei seu parceiro de viagem em nossa próxima missão... Está pronta?" Ele sorriu.

                 "Nunca estive tão pronta em toda a minha vida." Sorri.

                  Ele colocou os óculos de sol e entregou um par deles para mim. Coloquei-os, sorrindo e animada. Clark ligou o rádio e começou a dirigir. Sim, aquela era minha nova vida, minha nova realidade, meu novo tudo... Eu era uma bruxa branca, e estaria disposta a salvar o mundo do demônio se for preciso.

                   Minha história em Lanfred terminara ali, comigo no carro de um menino lindo, o pôr do sol na nossa frente e "Rock and Roll" do Led Zeppelin tocando. Um ótimo jeito de terminar essa história. E um jeito melhor ainda de começar outra.

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