The Lanfred's Horror

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  • Publicado: 5 jan 2014
  • Últimas Atualizações: 5 abr 2014
  • Status: Movella acabada
Charlie, após uma tentativa de suicídio, é mandada para um internato. A escola é bem fechada, quase que trancafiada, como um reformatório. Mas algo não cheira bem. E não é culpa do repolho refogado na cantina.

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8. Capítulo 7

 

    "Senhorita Parkers, o que está acontecendo?"

     Não, não aquilo não podia estar acontecendo. Virei na direção da voz e não vi ninguém mais, ninguém menos do que a bibliotecária. E a possível diretora, senhora Gorf. Por que aquilo não poderia ser um sonho?

    "Olha, eu posso explicar... Eu não fiz nada disso. Eu, eu, eu estava tentando ajudá-la, mas quando vi já era tarde demais..." Droga, eu tremia e gaguejava enquanto falava. Agora, sem dúvida, elas estavam pensando que eu era a culpada.

    "Então nos explique, senhorita. O que estava fazendo a essa hora aqui? O toque de recolher já foi dado há muito tempo. Não vejo nenhuma explicação possível aqui, a não ser que ela tenha tentado se suicidar e você chegou aqui bem na hora. Porém, não vejo motivos para estar aqui a essa hora." A bibliotecária não parecia a mesma velhinha amigável de sempre.

     Mas o que eu iria dizer? Ah, me desculpe, eu recebi um bilhete de um assassino me mandando para este local. Não, eu nunca diria uma coisa dessas para elas. Jamais.

    "Olha, eu sei que não deveria estar acordada. Só que fiquei com fome e vim comer algo quando eu a vi, ela estava pendurada e se contorcendo. Mas eu juro, só tentei ajudar." Eu estava quase chorando de desespero.

    "Isso é o que a polícia decidirá." As duas senhoras saíram pela porta. A diretora não disse uma palavra, apenas ficou me encarando o tempo todo com se eu fosse uma aberração. Não, a polícia não...

     Eu poderia fugir. Mas se eu fugisse... Isso apenas iria reforçar a ideia de que sou a assassina dela. Me sentei, olhando o corpo. Era melhor não tocar em nada, a polícia que fizesse isso e constatasse que não fui a autora do crime.

      Mas por que alguém mataria Marrie? O que aquela novata havia feito? Não, aquilo era perfeito demais... Se entrevistassem o namorado dela, com certeza saberiam que eu e Marrie nunca nos gostamos. E isso apontaria mais uma razão para eu ser a assassina. Droga, o remetente daquele bilhete queria me incriminar, mas... Por quê?

      Eram duas horas da manhã quando a polícia chegou. Sério, eu estava quase dormindo de tanto cansaço. O policial que havia vindo esta manhã se aproximou de mim.

      "Você de novo?"

      Dei um sorriso cansado.

      "Não é meu dia de sorte..." Tentei ler o nome dele. Com alguma dificuldade, consegui ler Josh. "Não é meu dia de sorte, Josh."

      "Bom, nem preciso de dizer que desconfiamos de você. Estava com as mãos no pescoço da garota... Se bem que não vejo muito sentido em fazer isso quando a corda já está fazendo seu trabalho. Mas, enfim, pode me contar sua versão dos fatos? É extremamente necessário."

      Então comecei a contar. Omiti a parte do bilhete, continuei com a história de que estava com fome e foi assim. O policial anotava tudo com rapidez, logo depois agradecendo e indo falar com a bibliotecária e a diretora. Havia outros dois policiais, e estes coletavam provas e as colocavam em saquinhos.

      Olhei para o local. Havia as mesas, as luzes, as câmeras de segurança... Espera. Câmeras de segurança?

      "Josh!! Josh!! Aqui tem câmeras de segurança!!!" O policial se virou para mim e eu apontei. Graças a Deus, estava salva!!

O policial olhou para as câmeras e sorriu. Guardou o bloquinho em um bolso.

"Senhora Gorf, pode me mostrar a sala onde possui uma visão das câmeras? Seria muito bom poder ver o que realmente aconteceu."

A diretora pareceu hesitar, mas logo sorriu.

"Claro, querido. Me acompanhe, por favor. Eu só quero voltar a dormir."

Ambos saíram e eu fiquei ali, sentada, olhando para os policiais coletarem pistas. Eles poderiam descobrir quem era a pessoa que me mandou este terrível bilhete. Mas e se não descobrissem? O assassino era esperto demais... Se ele quis me ferrar, com certeza arrumaria outra oportunidade de fazer isso.

Dei uma andada pelo local, olhando as provas recolhidas. Não havia quase nada. Apenas cinco pacotinhos minúsculos. Que assassino mais esperto e cuidadoso...

Finalmente, a senhora Gorf e o policial voltaram. A diretora vinha com um sorriso no rosto enquanto o policial vinha com sua cara neutra de sempre.

"Ah, minha menina!!" Ela me abraçou. "Não foi mesmo sua culpa, nos perdoe pelo terrível engano!!"

"Descobriram quem cometeu o crime?" Perguntei, esperançosa. Se pudessem pegar o assassino... Me sentiria melhor.

"Não, ele infelizmente não apareceu na filmagem. Mas descobriremos, tenho certeza disso. O policial tem certeza de que o corpo na biblioteca e este enforcamento tem alguma ligação. Mas tenha certeza de que você foi apenas uma vítima da história. Já está bem tarde, tenho certeza de que está cansada. Pode faltar nas duas primeiras aulas da manhã, explicarei o motivo aos professores."

Sorri, agradecida. Realmente, aquele dia havia sido um tanto exaustivo. Saí do refeitório e comecei a andar de volta para o meu dormitório.

A noite naquele local era bem agradável. Havia o som dos pássaros, o cheiro de... Sei lá, ar puro, limpo de poluição. Aquele tipo de ar que você respira apenas quando está em contato com a natureza, sabe?

Definitivamente, subir pela árvore era muito mais fácil do que descer. Quando entrei, fechei a porta e fui tomar um belo banho.

Não existe nada melhor do que um banho quente para nos relaxar. Vesti minha camisola e ajustei o despertador para tocar às sete horas, afinal, eu podia me permitir dormir um pouco mais.

Me joguei na cama, sorrindo. Nossa, como era bom deitar na minha cama... Que sono... Rapidamente eu iria para o mundo dos sonhos. E que Deus permitisse um sonho bom, não um pesadelo com mortos.

Toc. Toc. Toc.

Quem era a essa hora? Sério, eu não vou atender. Fechei os olhos e voltei a relaxar.

Toc. Toc. Toc.

Mas que droga, qual o problema de me deixar dormir?? Levantei e fui até a porta, abrindo-a.

"Escuta aqui, eu não sei você, mas eu estou com sono e se pudesse parar de bater..." Não havia ninguém ali. Olhei para baixo, suspirando. Que brincadeia idiota. Espera.

O que era aquilo no chão?

Não. Por tudo que é mais sagrado, não!!!

Novamente, um bilhete enrolado na aliança. Não, não, não!!

Peguei o bilhete e tranquei a porta, frustrada. Sentei na cama e resolvi abrir aquele bilhete, apenas de raiva. Comecei a ler:

"Parabéns, vadia, você escapou. Só não pense que terá a mesma sorte nas próximas vezes."

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