The Lanfred's Horror

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  • Publicado: 5 jan 2014
  • Últimas Atualizações: 5 abr 2014
  • Status: Movella acabada
Charlie, após uma tentativa de suicídio, é mandada para um internato. A escola é bem fechada, quase que trancafiada, como um reformatório. Mas algo não cheira bem. E não é culpa do repolho refogado na cantina.

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14. Capítulo 13

A diretora estava morta, estatelada no chão. Olhei para cima e vi policiais na janela do prédio. Corri até Charlotte, abraçando-a enquanto minha nova amiga estava perdida em lágrimas. Não era possível... Para um momento de felicidade, havia quatro de tristeza.

"Estão... Os po-po-policiais... Estão dizendo... Que f-f-foi suicídio..." Ela chorava inconsolavelmente, agarrada a mim. Não, eu sabia que não era suicídio. Eu sabia quem era o autor daquele crime.

Enquanto Charlotte chorava muito, olhei para os lados. A chuva engrossara, e era difícil saber se eram as lágrimas dela ou os pingos de chuva que encharcavam minha blusa. Bom, talvez fossem os dois.

"Aqui!!! Não imaginam o que achamos no floresta!!"

Eu e Charlotte nos entreolhamos ao ouvir a voz do policial. Era isso, tinham descoberto. Ele trazia um saco plático azul, e parecia ter dificuldade para carregá-lo.

Colocou-o atrás de uma viatura policial e outros policiais rapidamente se aproximaram, curiosos. Não demorou muito tempo, todos os que haviam ido lá estavam com cara de nojo e os alunos, curiosos, faziam tentativas de chegar ao local.

O policial que havia trazido o corpo estava espantando todos os alunos dali, e em pouco tempo, por incrível que pareça, não havia mais ninguém no pátio além de nós e os policiais. Diego havia desaparecido junto a multidão, mas ele não era importante agora, não quando a avó de minha nova amiga havia falecido em um terrível assassinato.

Colocou-o atrás de uma viatura policial e outros policiais rapidamente se aproximaram, curiosos. Não demorou muito tempo, todos os que haviam ido lá estavam com cara de nojo e os alunos, curiosos, faziam tentativas de chegar ao local.

O policial que havia trazido o corpo estava espantando todos os alunos dali, e em pouco tempo, por incrível que pareça, não havia mais ninguém no pátio além de nós e os policiais. Diego havia desaparecido junto a multidão, mas ele não era importante agora, não quando a avó de minha nova amiga havia falecido em um terrível assassinato.

Olhei para o alto, vendo as nuvens negras que estavam no céu. Em algum lugar, alguém parecia zombar de nós, mostrando seu poder sobre aquela escola. Para o assassino, aquilo era um jogo, e era ele quem decidia quem iria morrer e quem iria viver.

* * *

O dia seguinte foi bem fúnebre. A chuva do dia anterior havia parado, mas o céu cinza prevalecera. Estávamos no pátio principal, quase todos os alunos sentados em cadeiras de armar em frente a dois caixões. Eu estava sentada ao lado de Charlotte, na primeira fileira, e pude ter uma boa visão dos caixões lacrados. Os policiais decidiram que era melhor não deixar os corpos à vista, já que suas condições não eram as... Bem... Melhores.

Por incrível que pareça, até os alunos mais bagunceiros estavam vestidos de preto e rezavam. Nunca fui muito religiosa, por isso apenas conhecia o tradicional "pai nosso que estais no céu" e ainda assim sabia errado.

Os alunos subiram em um palco improvisado para fazerem seus discursos. Alguns levaram mais tempo do que outros, os que tinham mais consideração pela diretora queriam ficar ali para sempre, e não paravam se chorar. Não estou zoando, muito pelo contrário, estou apenas descrevendo a cena.

Quando Charlotte foi discursar, acho que nunca ouvi nada mais triste. A avó era a única coisa que ela tinha, e quando ela morreu, ficou sozinha. A avó significava não apenas a família dela, mas uma amiga que cuidava dela quando estava sozinha. De repente, senti que deveria ter esse papel na vida de minha amiga a partir daquele momento. E eu seria.

Assim que ela acabou, muitas pessoas a abraçaram e lhe deram lencinhos para secar as lágrimas. Abracei-a com força quando ela se sentou ao meu lado novamente. Senti a cabeça dela pender sobre meu ombro e chorar. Logo após ela fazer seu discurso, Sr. Pipper, o professor de física, subiu no palco com um lencinho na mão.

"Bom dia. Hoje tivemos declarações maravilhosas destinadas à nossa diretora e sua amiga, morta tragicamente, a bibliotecária. Já fiz meu discurso, estou aqui apenas para dar um aviso. Antes de morrer, a diretora pretendia fazer uma visita ao Santuário Valet para rezar pelas vítimas desse assassino cruel e misterioso. Um infeliz acaso ela ter sido morta pelo mesmo homem que colocou a mão no sangue de tantas vítimas... O corpo docente decidiu fazer uma visita amanhã ao local, como uma homenagem a nossa querida diretora e às outras vítimas. Muito obrigado." Dito isso, saiu do palco.

Os alunos se levantaram depois disso, abraçando os professores e aos amigos que choravam. Outros voltavam para os dormitórios.

"Char... Quer ir tomar uma água, comer alguma coisa?" Perguntei, afagando os cabelos de Charlotte.

"Não, o-obrigado... Quero ir p-p-para o dormitó-tório..." A voz dela ainda estava bem afetada por causa do choro. Seu rosto estava empapado de lágrimas, e pelo jeito, os lencinhos não adiantaram muito. Nos levantamos e fomos andando bem lentamente até o dormitório. Começou a trovejar, e logo choveria bem forte como na última noite.

Diego havia feito me companhia enquanto a tempestade continuava do lado de fora, e enquanto lá fora parecia estar bem frio de noite, dentro de meu quarto o clima estava bem quente. Deus, como aquele cara era bom... Dessa vez, usamos cinco camisinhas, huhu. Ele disse que nada como um pouco de diversão para espantar a tristeza... É, ele tinha razão.

O prédio dos dormitórios femininos estava quase vazio, e nenhum som além dos soluços era audível.

Acompanhei Charlotte até seu dormitório, onde ela preferiu ficar sozinha. Desci até meu andar e entrei no quarto, cansada. A manhã toda fora passada naquela velório. No meio dele, serviram um sanduba natural, mas nada mais. Felizmente, eu havia trazido algumas barrinhas de cereal em minha mala de viagem.

Começou a chover bem forte lá fora, então rapidamente tive que fechar a janela, não queria molhar meu resumo de história. Para me dar bem nas provas, costumava fazer um resumo que juntasse a matéria do livro com a do caderno. Sério, sempre me ajudou muito, recomendo. Me agachei para procurar as barrinhas de cereal na mala, e a janela abriu abruptamente, fazendo o vento gelado entrar. Me levantei e fechei a janela com algum esforço. Que droga, achei que havia fechado aquilo. Andei até a mala e ouvi algo estalar debaixo de meu sapato direito. Levantei o pé, e havia um pequeno saquinho azul ali embaixo. Sentei no chão, pegando o saquinho e o abrindo, jogando seu conteúdo no chão.

Não.

Aquilo de novo, não.

Se bem que já era esperado.

Peguei o bilhete e retirei a aliança que o envolvia, abrindo-o e lendo seu conteúdo.

"No lado oeste do Santuário Valet, há um templo de nome Saint. Me encontre lá, às três horas, pontualmente. Tenha uma ótima excursão, Charlie."

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