The Lanfred's Horror

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  • Publicado: 5 jan 2014
  • Últimas Atualizações: 5 abr 2014
  • Status: Movella acabada
Charlie, após uma tentativa de suicídio, é mandada para um internato. A escola é bem fechada, quase que trancafiada, como um reformatório. Mas algo não cheira bem. E não é culpa do repolho refogado na cantina.

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13. Capítulo 12

Os lábios dele eram quentes, e o beijo, intenso. A pele dele estava fria, mas o calor de nosso beijo me fazia esquecer disso. Por um momento, me vi livre de qualquer preocupação: dos assassinatos, dos bilhetes, dos sonhos... Sim, aquilo estava começando a virar um romance.

As mãos dele estavam em minha cintura, mas logo desceram e foram para a parte de trás, onde apalparam e se divertiram. Eu deixei. Levei minhas mãos até as costas dele, onde dei leves arranhões, sorrindo enquanto o beijava.

Uau, aquele homem sabia realmente como enlouquecer uma mulher. Quando nossos lábios se separaram, ele sussurrou: "Ainda está com frio?"

"Sim... Preciso que me esquente..." Uni nossos lábios novamente, sentindo a temperatura da água crescer em volta de nós. Nos abraçávamos enquanto nossas línguas estavam juntas, e nossos corpos, unidos.

Senti as mãos dele levantarem minha blusa, e eu deixei ele a tirar. Em pouco tempo, ele estava me prendendo contra a margem do lago, ambos nus, e seus lábios não descolavam dos meus.

"Vamos para o carro... Lá é mais confortável..." Ele beijou meu pescoço, dando uma leve mordidinha no final do beijo, o que me arrancou um suspiro.

"Sim..." Naquele momento, envolvida por aqueles braços, a única coisa que eu conseguia fazer era concordar. Nunca me senti tão submissa, ou tão envolvida... Eu achava que uma garota não poderia se apaixonar com um beijo, mas agora eu sabia que sim. Se o beijo fosse bom, e o dono do beijo mais ainda, era totalmente possível se apaixonar.

Saímos do lago, nus, e corremos para o carro. Parecia muito estranho, mas foi tudo bem, porque Diego me parava no meio do caminho para dar uns beijos e massagear minha intimidade, deixando-me louca. Quando, enfim, chegamos no carro, fomos direto para o banco de trás.

Aquele momento foi bem intenso. Foi minha primeira vez, e acho que foi com a pessoa certa, ele sabia o que fazer. Sabia onde me tocar, onde me beijar, suas mãos pareciam conhecer meu corpo de uma forma que nem eu mesma sabia. Lembro-me da dor entre as pernas quando nosso corpos se tornaram um. Lembro-me do roçar dos corpos quando ele ia para cima e para baixo, quando ele sussurrava coisas no meu ouvido, quando nossos gemidos eram os únicos sons do local.

No final, estávamos arfando, abraçados e nos beijando. Sentia-me completa, apaixonada, não queria deixar aquele garoto que, em tão pouco tempo, se tornou meu tudo. Eu, uma garota que detestava filmes românticos, estava vivendo um.

Sentia uma dor no meio de minhas pernas e havia uma pequena mancha de sangue no banco do carro, mas nada disso importava. Eu estava feliz.

"Que horas são, Di?"

"São quase três horas... Nossa, temos que voltar, meu amor. Embora eu não queira..." Me beijou, sorrindo, e eu retribui o beijo. "Tenho que te ensinar física, não quero que vá mal em sua primeira prova aqui. Se não me engano, a prova é semana que vem."

"Semana que vem? Ah, ainda temos bastante tempo..."

"Mas mesmo assim, Char, temos que voltar até as três ou estaremos encrencados. E pelo que eu ouvi falar, você já está meio encrencada com a polícia."

"Ah, nem me lembre disso, por favor." Começamos a colocar nossas roupas de volta. Ele me deixou no banco de trás e logo deu a partida no carro, deixando nosso lago para trás. Peguei as embalagens de camisinhas que usamos e guardei na bolsa. Não seria legal se a tia dele encontrasse isso aqui, então eu jogaria no lixo quando chegasse na escola.

O caminho de volta foi maravilhoso. Conversamos sobre várias coisas, falamos sobre nossa tarde, e sobre o bosque. O tempo já havia escurecido um pouco, e uma tempestade estava vindo, mas com certeza chegaríamos antes dela.

Diego era tão perfeito... Nossa, olhe para mim. Mudei tanto desde que vim para esta escola...

Em pouco tempo, a escola já era visível, e logo me vi descendo do carro abraçada a Diego. Podia ser só minha impressão, mas a escola parecia mais bonita, mesmo com as nuvens negras da tempestade encobrindo o sol de antes. Sabe, talvez o amor dê uma visão preciosa das coisas.

O pátio estava vazio, sem ninguém ali. Estranhei, já que as pessoas estavam aproveitando tanto quando saímos... Bom, havia uma tempestade chegando, era totalmente normal as pessoas voltarem para seus dormitórios, ninguém quer ficar resfriado.

"Que merda é aquela?" Ele apontou para a esquerda, perto dos prédios onde as aulas eram dadas. Havia uma multidão de pessoas em volta de algo, e vários policiais cercavam a área.

Corremos naquela direção, os primeiros pingos de chuva começavam a cair. Muitas pessoas falavam ao mesmo tempo, e havia alguém chorando muito alto. Os policiais estavam anotando coisas e falando entre si, com cara de preocupados.

Consegui abrir caminho na multidão, com um pouco de dificuldade, mas consegui. As pessoas estavam uns dois metros atrás da fita amarela que os policiais usaram para cercar a área, o que me deixou chegar bem perto para ver o que acontecia.

A pessoa que chorava alto era Charlotte.

E a diretora estava jogada no chão, com os membros virados em ângulos inimagináveis.

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