Pra te fazer lembrar

Mikaella e Ketlin são apenas duas jovens comuns que sonham encontrar um amor de verdade, mas até esse amor verdadeiro chegar, elas duas vão ter que enfrentar vários golpes da vida. Mas uma questão fica no ar: Será que uma grave perda de memória irá acabar com esse amor verdadeiro?

23Likes
28Comentários
23660Views
AA

3. Recém-Chegadas

- Anda logo Ketlin antes que nós nos atrasemos - grito já na porta esperando minha amiga pegar a mala dela.

- Calma aí, essa mala ta pesada demais - ela reclama.

- Vou te ajudar

Subo até lá em cima e ajudo ela á descer. Descemos e colocamos tudo dentro de um táxi.

 Infelizmente teríamos que deixar o nosso Porsche. Mas nossos pais disseram que podíamos ir sossegadas porque assim que chegássemos lá na casa da nossa tia teria um novo brinquedinho pra nós.

- Pronto, agora é só parti para o aeroporto - Ketlin disse animada.

- É tanta ansiedade que nem cabe em mim - digo.

Chegamos quase em cima da hora para pegar o voo. Descemos do táxi, fizemos o check-in e já embarcamos.

Eram mais ou menos doze horas de voo, ou seja, tempo era o que não faltava. Enquanto eu ficava escrevendo, Ketlin apenas lia. Quando cansei de escrever, fui ouvir algumas musicas e a Ket ainda lendo. Meu Deus, ela não se cansa de ler não?

Olho pra ela e percebo que ela não estava mais lendo e sim dormindo. Não aguentei, peguei meu i-phone, tirei uma foto dela e postei no meu instagram com a seguinte legenda:

             Dormindo á caminho de Londres #SorryAmiga

Quando ela acordasse ela iria pirar. E foi só eu pensar, ela acordou.

- Ai que coisa demorada, pensava que já tínhamos chegado - ela fala olhando pra mim que no momento estou rindo sem parar.

- O que foi Mika? O que você aprontou agora? - ela pergunta já se preparando para o pior

Eu ponho na foto e mostro pra ela. Ela observa em silencio e olha com um olhar fulminante que dizia: Se prepare que vai ter troco.

- Eu não acredito que vc fez uma coisa dessas comigo Mikaella - ela diz brava

- Relaxa, é só um foto - eu digo rindo.

- Sim, só uma foto, mas vai ter troco - ela diz revirando os olhos.

- Ah, só quero ver - digo em tom duvidoso, mas no fundo com medo do que ela ia fazer.

Passaram-se mais umas horas até chegamos.

Quando descermos do avião, pegamos nossas malas e fomos procurar pelo motorista que ficou de buscar nós.

- Qual o nome dele mesmo, Ketlin? - pergunto

- Josef. Pelo o que parece, ele está de preto - ela fala.

- Claro, ele é motorista - falo.

Procuramos por ele, até vermos um cartaz com o nossos nomes.

- Ali, só pode ser aquele. - Ket fala, já indo até o motorista.

- Oi, somos a Ketlin e a Mikaella - ela diz apontando pra ela e pra mim - eu creio que você seja Josef, o motorista, né?

- Sim, sejam bem vindas á Londres, senhoras Huderson e Gonçales - ele fala educadamente.

- Obrigado. Mas por favor, pode nos chamar pelo nosso primeiro nome - eu falo.

- Me desculpe senhoritas Mikaella e Ketlin. - ele fala e logo completa - Vamos para o carro, a senhora D'Ávila já estar á espera de vocês duas.

- Oba, vamos já - Ketlin fala.

Foi meia hora do aeroporto até a casa da tia de Ketlin. No caminho fomos conhecendo mais Josef. Ele trabalhava para a família da tia de Ketlin á cinco anos, nunca saira dos Estados Unidos e era casado com Anie, na qual tinha uma filha chamada Katie.

- Meninas, chegamos - ele anunciou.

- Uau! - dizemos juntas, ao ver a incrível mansão na qual a tia de Ket morava.

- Meu Deus, Josef, você tem certeza que estamos na casa certa?

- Claro, podem entrar.

Na entrada tinha um enorme portão cinza. Logo dentro, tinha um imenso jardim muito bem tratado e com algumas estátuas de anões pequenas, que dava alegria ao local.

Antes mesmo de pegarmos na maçaneta da porta, a porta se abriu. Atrás estava uma mulher de mais ou menos quarenta e cinco anos, com uma pequena semelhança ao pai de Ketlin. Ela sorria para nós.

 

Ketlin POV ON

 Assim que chegamos à casa da minha tia ficamos impressionadas com a beleza do lugar, tenho que admitir, a casa era enorme.

Quando chegamos até a maçaneta, a porta se abriu e eu vi minha tia. Ela estava mais velha, claro, mas muito bem cuidada, era como se o tempo tivesse ao seu favor.

- Titia, quando tempo! - falo abraçando- a

- Oi Ket, quanto tempo mesmo, senti tanto a sua falta - ela se afastou do abraço e me olhou nos olhos - Como você cresceu, mas continua linda - ela fala.

- Obrigado - digo - Tia, essa é minha amiga Mikaella, ela mora comigo lá em São Paulo.

- Olá senhora D'Ávila, é um prazer conhece-la, e muito bonita a sua casa, parabéns - Mika fala sorridente.

- Oi querida, obrigado, e o prazer é meu de ter essas duas princesas na minha casa, pode entrar, vamos - titia fala.

Se por fora era lindo, imagina dentro de casa, era per-fect. A decoração era toda branca com alguns pontos azul muito claro. Eu e Mika ficamos de bocas abertas.

- Titia, aqui é muito lindo, meu Deus - eu exclamo.

- Ah, Ketlin, logo, logo você se acostuma.

- Você mora sozinha aqui senhora D'Ávila? - Mikaella pergunta.

- Não, o primo da Ketlin quando está em casa ele fica aqui, as vezes ele também trás os amigos deles - ela responde

Eu e Mika damos uma olhada tipo: haha, gatinhos à vista.

- E por falar disso, cadê o meu primo desconhecido? - Pergunto olhando pelos lados à procura de algum sinal dele.

- Ele teve que sair com os amigos dele, mas logo está aqui, ele está muito ansioso pra conhece-la, não para de falar seu nome - titia fala.

- Ahn, legal - eu respondo corando com a última frase. Mikaella fica apenas querendo rir da minha cara.

- Subam, e vão conhecer seus quartos, são os dois últimos do corredor - titia sugere.

Subimos ansiosas. Eu fiquei com o quarto da esquerda e Mika o da direita. O meu era amarelo claro, simples, mas ao mesmo tempo alegre. Minha cara.

Saí e fui ver o da Mika. O dela era salmão, muito agradável. Os móveis eram iguais aos meus. O bom é que podíamos decorar com o que quiséssemos.

- Que tal agora irmos arrumarmos nossas malas? - Mika sugere

- Meninas? - titia aparece

- Sim tia? - pergunto

- Desculpe, mas eu ouvi a conversa de vocês. Pelo o que parece, vocês já querem arrumar suas coisas, certo?

- Nós achamos melhor arrumarmos primeiro, para depois descansar. – Mika fala.

- Então queridas, infelizmente não vai dar para vocês arrumarem suas coisas agora, porque estou sem cabides – titia fala.

- Hum, não tem problema tia, nós podemos sair e comprarmos agora. Concorda?  - digo olhando para Mika.

- Claro ótima ideia, e nós aproveitamos e conhecemos um pouco daqui.

- Então aqui está o dinheiro – Titia pega o dinheiro e nos dar - pode ficar com o troco e gastar com qualquer coisa.

- Muito obrigado senhora D’Ávila – Mikaella diz.

- Eu só vou colocar uma roupa mais apropriada para o clima daqui – eu disse em duvida, pois o clima não estava nem frio e nem calor demais.

Depois de cinco minutos de indecisão escolho uma legue preta com uma T-shirt e uma camisa xadrez acompanhada com um vans.

Mika só trocou sua roupa por um vestido de meia manga azul bebê.

- Então, vamos? – Mikaella pergunta a mim

- Vamos sim – respondo

Assim que saímos já vamos atrás de uma loja de cabides. Optamos por ir á pé, pois achamos que conheceríamos mais locais.

- Miga, eu acho que achei uma loja com cabides – Mika diz.

- Onde? – pergunto e logo ela aponta para uma loja com decoração rosa bebê chamada Casa do quarto.

- Claro, ali deve ter. Vamos lá – digo, já atravessando a rua com Mika logo atrás de mim.

Chegando lá, claro que encontramos o que queríamos. Logo compramos os cabides e ainda sobrou muito dinheiro para gastar.

Fomos a uma loja de sapatos e compramos duas chinelas muito lindinhas para usarmos dentro de casa. Depois que saímos da loja resolvemos tomarmos sorvete com o restante do dinheiro que sobrou.

Saímos caminhando e tomando o sorvete e claro rindo muito relembrando os micos do qual passamos juntas. A Mikaella estava rindo tanto, que até suada ela já estava.

Foi quando tudo aconteceu: Ela estava rindo muito e tentando andar ao mesmo tempo, só que infelizmente ela não viu uma pedra no meio do caminho e acabou tropeçando. O sorvete de chocolate que ela estava segurando acabou caindo em cima do vestido que ela estava vestindo. Infelizmente, eu não aguentei e comecei á rir da queda dela.

- Não estou achando graça. Por que de vez você ficar rindo, você não vem aqui me ajudar? – ela pergunta pra mim

- kkkkkkkkkkkkkk’ eu não consigo parar de rir kkkkkkkkkkkkk' – digo quase morrendo de tanta risada.

Ela olha pra mim séria, tipo: ou me ajuda ou corre, porque te mato.

Tento parar de rir, vou até ela e a ajudo se levantar.

- Olha, tem um cesto de lixo bem ali. Joga o resto de sorvete fora e pega o papel guardanapo do meu sorvete – digo, lhe entregando o papel.

- Ai que droga, porque isso só acontece comigo? – resmunga ela

- Se acalma e aceita. Não á nada o que fazer. – digo tentando parecer séria, mas fracassando.

- OLHA A MINHA SITUAÇÃO. E você ainda espera que eu fique calma? – ela me assusta com o grito dela

- Espero sim – digo – E você ainda teve sorte porque ninguém viu você caindo, já pensou se algum gatinho visse o seu tombo? Daria até vergonha alheia.

- Ahh, nem comece com essa sua boca santa – ela pede.

- Imagina: nós encontramos com os meninos da 1D e você estar nessa situação. Nossa, eu ia rir demais. – falo imaginando a situação

- Para de falar isso agora, pode bater na madeira – ela manda.

- Eu não vou fazer isso, eu sei que as chances de isso acontecer são mínimas – digo cruzando os braços.

- Ah sua chata, fique você sabendo que as palavras têm poder.

- Podem até terem, mas isso não vai acontecer nem nos nossos... – eu paro de falar assim que vejo cinco garotos vindo em nossa direção – Mika, se esconde logo.

- Do que você está falando? - Mikaella vira e também ver eles.

Join MovellasFind out what all the buzz is about. Join now to start sharing your creativity and passion
Loading ...