Pra te fazer lembrar

Mikaella e Ketlin são apenas duas jovens comuns que sonham encontrar um amor de verdade, mas até esse amor verdadeiro chegar, elas duas vão ter que enfrentar vários golpes da vida. Mas uma questão fica no ar: Será que uma grave perda de memória irá acabar com esse amor verdadeiro?

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48. Amizade

 

 

Aqui estou eu novamente com capítulo novinho!!!! Desculpa a demora, só consegui tempo para postar hoje e o capítulo está pequeno, maaass prometo fazer o próximo enorme. Obrigado pelos 15k Amo muito vocês. Enjoy it!!

 

Ketlin POV On

- Oh Deus, você esta bem?? - Uma voz atrás de mim pergunta enquanto meus olhos só enxergam um par de botas pretas.

- Acho que sim - Digo me levantando e me movendo, conferindo se esta tudo bem mesmo. 

- Não foi minha intenção, eu juro - O homem que me derrubou oferece uma mão para mim e aceito. Me levanto e logo olho em volta procurando meu celular - Se bem que você estava querendo uma queda.

- O quê? Alem de me derrubar você ainda quer me culpar? - Levanto a cabeça e me deparo com intenso olhos verdes. Fico alguns instantes encarando esses olhos e o olhar que recebe de volta é de preocupação.

- Hum... Esta tudo bem? Você bateu a cabeça? Pensava que não tinha...

- Ahn... - Recobro a consciência - Não, não bati, eu só... - engulo em seco - Ahn... Meu celular. Eu não sei onde ele caiu.

Ele olha em volta parecendo saber muito menos do que eu. Com a testa franzida ele olha para o chão em volta de nós mas parece não achar. Enquanto faz isso, observo-o atentamente. Olhos verdes, cabelos castanhos e lisos bem aparados e com uma pequena franja nos olhos. Parece ter no máximo 21 anos e é alto, 1,80 mais ou menos. Parece ter estilo e daqueles estilos gringos. Resumindo: muito bonito.

- Desculpa, mas parece que ele caiu mais longe do que pensamos.

- Sim, também acho - Dou de ombros tristemente. Meu celular não pode ter sumido. Todos meus contatos estavam neles, inclusive os números dos meninos e do Niall. O único numero que sei decorado é o da minha mãe, mas estou em casa agora. - Obrigado de toda forma. Não por me derrubar claro - reviro os olhos e o estranho rir - Mas por ter se preocupado e tals...

- Se você quiser posso te ajudar a procurar. Ele tem que está em algum lugar por aqui.

Sorrio imediatamente e concordo com a cabeça rapidamente igual à uma criança quando a oferecem bala.

O local está cheio como previra e isso dificulta muito. Procuro próximo ás mesas e ele decide procurar perto do balcão de atendimento.

Momentos depois estou com as mãos na cintura, parada, olhando para o nada, como se por uma magica, o telefone aparecesse para mim. Quem dera...

- Nada? - Uma voz masculina pergunta. Ele.

- Não, em nenhum canto.

- Também sem sucesso. - Ele senta em uma cadeira vazia ao meu lado, que estou apoiada em uma mesa. - Acho que você devia comprar outro.

Suspiro fundo. Também acho, seria mais fácil...

- O problema só são meus contatos. Irei perder tudo.

Ele confirma com a cabeça sem mais saber o que dizer.

- Posso te pagar um café? - ele oferece e sem saber o que dizer, por ser pega de surpresa, concordo.

É só um café Ketlin. Digo a mim mesma.

Com a correria acabei esquecendo meu café em cima do balcão, do qual deve esta mais do que frio.

- Você gosta do seu café como?

Começo a explicar que odeio café preto mas sou totalmente viciada por algum tipo de bebida que tenha café. Ele me olha curioso e parece achar engraçado minha explicação.

- Acho que no final vou só querer um chá gelado - ele fala depois que peço um café com leite com chantilly por cima. Quando pedimos o que queremos, ele se vira para mim e pergunta:

- Com a pressa do que aconteceu eu nem tive tempo de perguntar seu nome.

- Ah, verdade. Desculpa. Meu nome é Ketlin. Prazer - Digo dando minha mão direita para um comprimento.

Por que fiz isso? Eu nunca faço isso!!!

Como se não percebesse minha confusão interna, ele aceita o comprimento e logo responde.

- Sou George. Muita prazer, madame.

Não aguento e rio do jeito que ele fala madame. Como se fosse gringo.

- Posso saber o que deu em você, GEOrge para derrubar uma madame como eu? - exagero na pronuncia do Geo entrando na brincadeira.

Ele sorri para mim e de repente é com se nos conhecemos á anos.

- Queria saber qual era a sensação de derrubar uma madame. - Ao mesmo tempo caímos na risada, o que me fez pensar, fazia muito tempo que não ria assim, sem me preocupar com Niall, ou meu pai, ou o problema da minha mãe. Apenas ri e isso era reconfortante.

Em seguida, nossas bebidas ficam prontas e começamos um papo leve.

- Você mora por aqui mesmo ou é um desses gringos que só estão de passagem por SP? - Pergunto bebericando meu café com leite.

- Na verdade me mudei á pouco tempo. Até alguns meses atrás, morava em Santa Catarina.

- Ah, que legal. Esta gostando da minha cidade?

Ele arqueia as grossas sobrancelhas.

- Sua?

Concordo com um sorriso e logo explico.

- Sempre morei aqui. Amo muito essa cidade.

- Agora eu entendo sua loucura á minutos atrás. Louquinha como São Paulo. - Olho feio para ele, que ri da própria piada, me contagiando aos risos em poucos segundos também.

- Na verdade, só estava procurando rede. Nada demais. Precisava falar muito com o Ni... - Quando começo á dizer o nome de Niall me detenho. Não tem porquê eu lembrar dele agora. - Emfim, só queria retornar uma ligação importante. E o final você já sabe.

- Entendo. - ele toma mais um gole do seu chá antes de falar - Mas respondendo sua pergunta: estou gostando muito daqui.

- Sabia, seu olhar não engana. - digo convencida.

Ele olho para seu relógio e arqueia mais uma vez as sobrancelhas escuras.

- Estou atrasado. Nem vi o tempo passar.

Agora é a minha vez de arquear as sobrancelhas. Por incrível que pareça também não vi que se passou 1 hora desde que cai e começamos o papo.

- Também tenho que voltar logo. Minha mãe me espera.

Nos levantamos e vamos em direção á porta logo depois que ele oferece para pagar as bebidas.

Um peso toma conta de mim. Em uma hora ri mais com um estranho do que esse tempo todo aqui e agora vou me despedir dele.

- Ei, ali, não é o seu celular não? - O olho sem entender, até desviar meus olhos para onde ele está apontando.

- Ai meu Deu, é ele mesmo - saio correndo para pegar logo o meu aparelho que está no lado de fora da porta do Starbucks. Quando pego o aparelho e o viro, vejo que seu vidro esta totalmente quebrado, mas ele continua ligado.

- Pelo menos os contatos ainda estão aqui - Digo mostrando o estado do aparelho para ele.

- Claro - ele tenta segurar a risada e no fim é inútil. Rimos juntos pela segunda vez ao dia.

- Agora é serio, preciso ir. - ele diz assim que paramos as risadas e apenas concordo com a cabeça. Ele parece perceber minha pequena tristeza e pega um papel e começa anotar algo nele.

- Aqui. Meu número - Pego o papel e vejo pequenos números rabiscados nele - Assim podemos nos encontrar de novo madame.

Me sinto um pouco culpada. É com se pegando o número de outro cara, eu não fosse 100% fiel ao Niall, mesmo temos terminado. Isso faz algum sentido? Respiro fundo e levantando os olhos do pepel dizendo:

- Tudo bem, só quero falar algo... Ahn... Um pouco chato - faço uma pequena careta.

Ele concorda com a cabeça fazendo com que eu continue.

- Eu... É que... - Olho para todos os lado evitando o seu olhar. Respiro fundo novamente - Se você quiser algo comigo, não vai rolar. Eu tenho alguém.

As palavras jorram rapidamente da minha boca e por um momento penso se ele entendeu ou não. -

Ahhh... - Ele começa a ri descontroladamente e me sinto muito vermelha. -

O-Oque foi?

- Relaxa madame. Eu sou gay.

- ... - fico em silencio processando. Ele é gay. Gay... Oh Deus. Nem em sendo fiel ao Niall eu não consigo não pagar mico. 

- Oh... Ahn... Cla-claro. Por que não ? - Olho para os lado pensando em alguma outra resposta mas sem sucesso. Abaixo os ombros em forma de rendição, meus olhos se viram para ele implorando para não ter o ofendido - Desculpa, sério, não me leve a mal...

Ele olha para mim com um brilho de graça e apenas concorda.

- Não se desculpe, ate porque eu devia ter te avisado antes e com toda a certeza você não me ofendeu - Ele tenta segurar o riso - Esquece isso. Só me liga ta? Gostei da sua companhia- ele levanta os braços me convidando á fazer o mesmo, e é isso que faço, nos abraçamos por alguns segundos e em seguida ele vai embora.

Fico olhando ele se distanciando e tendo certeza de apenas uma coisa: uma grande amizade acabou de nascer.

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