The Trajectory

Todo mundo que lê fanfic, espera que seja, por exemplo, a menina esbarra com seu ídolo no Starbucks, daí eles começam a conversar, viram amigos, depois namoram (claro) e depois casam. Bem normal. Mas eu não quero isso, quero mudar isso, quero uma coisa diferente, que realmente faça o leitor ter vontade de ler, não precisa ser triângulo amoroso ou uma terrível história que a menina se mata no final porque o seu ídolo não quis namorar com ela, acho que, nem todas as fanfics precisam ser melosas, iludindo as fãs, nem todas as fanfics precisam terminar em casamento, e essa, vai realmente mostrar o que uma fã seria capaz de fazer pelo seu ídolo.

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1. Tragedy

Estava eu com a minha mãe, na loja Americana, comprando umas balas, porque iríamos ao cinema.

Na hora meu chão quase caiu, segurei forte no braço da minha mãe.

- Ai meu Deus! Eu não acredito!

Peguei forte o braço da minha mãe e fui até o lugar (https://pbs.twimg.com/media/BRpQUI_CAAERsaa.jpg). Não esperava que na minha cidade vendesse o perfume que eu mais queria no mundo. Parece que pela primeira vez eu teria alguma coisa da Nicki, pois minha mãe tava de bom humor no dia.

- Mãe, pelo amor de Deus compra isso pra mim – disse olhando pra ela quase chorando, implorando.

- Não Helena, viemos no shopping só para ir ao cinema e não pra ficar comprando perfume barato – disse ela com raiva.

- Por favor, mãe eu lavo minha roupa durante todo mês só pra você me comprar esse perfumo, por favor – todos em nossa volta davam risadas baixas da minha pequena cena, eu seria capaz de tudo pra ter o Pink Friday em minhas mãos.

- Não Helena, nem se você beijasse meus pés eu compraria esse perfume pra você – disse ela praticamente cuspindo na minha cara.

Quando ela disse aquilo, apareceu uma idéia idiota na cabeça, mas melhor tentar fazer isso, do que não fazer nada.

Abaixei na altura de seus pés, como ela estava de sandálias eu não precisaria tirar para beijar seus pés, então comecei a beijar seus pés e as pessoas ao redor olhavam com nojo de mim, por estar fazendo isso por causa de um perfume (que pra mim é muito importante) e por minha mãe, por estar me obrigando a fazer isso.

Ela me olhou com tanta raiva que desceu um arrepio por todo meu corpo. Ela me puxou para cima pelos cabelos e me sacudiu como se eu fosse uma boneca de pano.

- Pega essa porcaria que eu vou pagar e depois vamos embora – disse ela praticamente gritando comigo. Todos da loja nos olhavam.

Sabia que em casa eu iria sofrer depois, mas o que importa que agora tenho meu lindo perfume, Pink Friday, em minhas mãos.

Saí da loja com meu braço preso as garras da minha mãe, ela estava praticamente furando minha pele, mordia meu lábio inferior para não gemer de dor.

Ela me jogou dentro do carro e em seguida me deu um tapa no rosto, como aquilo ardeu. Isso seria apenas uma do que eu sofreria em casa.

Meus pais são muitos ríspidos, muitos controladores, qualquer coisa que eu faça, eu apanho, fico sem celular, computador e presa em casa, como sempre.

Não acho necessário me deixar presa em casa, não tenho amigos mesmo, vou só à praça, que fica perto de casa para ler meus livros, porque esse é o único direito que eu tenho.

Meu nome é Helena. Tenho 14 anos e moro em São Paulo.

Eu queria mudar daqui, acho que teria mais chances de ter amigos se eu mudasse dessa cidade. Ficar longe dos meus pais, deveria ser muito bom, vou fazer igual minha irmã, mais velha Maria, estudar muito, passar numa faculdade em outro país e nunca mais voltar.

Faz dois anos que a não vejo, ela sempre alega que tem muito trabalho a fazer lá, mas eu sei que ela não quer voltar, ela quer ficar longe daqui, ela realizou seu sonho e ta sendo feliz lá fora agora, espero que eu consiga a mesma coisa.

Minha mãe estacionou o carro, respirei fundo e esperei ela abrir a porta. Ela me puxou pra fora do carro pelo cabelo. Meu Deus como aquilo doía. Jogou-me no chão da sala e ficou me olhando, a vontade dela era de pegar uma faca e me matar, tenho certeza.

- O que aconteceu agora? – diz meu pai chegando á sala, já tirando a cinta de sua cintura.

- Essa infeliz me fez passar vergonha na loja americana – diz minha mãe, apontando com nojo pra mim.

- Vou dar uma lição a ela – ele terminou de tirar a cinta de sua cintura e me bateu. Bateu com vontade. Parecia que pra ele aquilo dava prazer.

Eu gritava de dor, implorava pra parar, mas ele não parava.

- Para, acho que ela já aprendeu – disse minha mãe pro meu pai – mas ainda falta uma coisa pra ela nunca mais me fazer passar vergonha – Ela pegou a sacola da minha mãe e tirou da embalagem. Eu nunca tiraria da embalagem.

- Não mãe, não faz isso! – gritei.

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