Perigo Ocupacional

Esta movella foi originalmente escrita em inglês por tallulahflanjee, que deu permissão para que fosse traduzida para português por Andressa Marchi. | Um monte de adolescentes têm empregos de meio período, certo? Bem, Casey também. Mas o dela é diferente, excitante... perigoso. Viver em perigo constante fez dela uma pessoa forte, e andar com identidades diferentes fez dela alguém isolada das pessoas de sua idade. Mas quando ela se muda para Londres alguma coisa muda. Ela faz amigos e conhece Nathan. Pela primeira vez, ela terá que tomar uma decisão. Poderá ela permitir uma vez seu coração comandar sua cabeça?

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3. A apresentação

Férias de verão nunca foram um tempo de descanso para mim. Normalmente eu me mudo para outros lugares, então nesse meio tempo eu vou ao acampamento de verão de treinamento do exército. Então eu encorporei meu personagem e verifiquei se estava tudo certo para o meu novo destino, que era Londres. Eu não sou uma daquelas pessoas que vão morrendo até os monumentos ou que se apaixonam por pequenas boutiques maravilhosas, porque esse era o trabalho de Sean. Eu amei a agitação de Londres, as histórias dos mendigos, as brincadeiras dos comerciantes e o olhar arrogante nos rostos das pessoas de negócio. Acima de tudo, eu amei o drama e a ação que tive. Há um monte de crime em Londres, então nós pudemos pegar um monte de criminosos com pequenas câmeras escondidas e aparelhos de rastreamento. Os ciclos de traficantes e ladrões eram bem unidos, mas uma vez separados era fácil quebra-los. Lidar com as gangues foi uma das melhores coisas do mundo. Eu fazia amizades com eles, ganhava sua confiança e os persuadia a não brigar, acalmava-os e então os mandava embora. Eu não estava orgulhoso de meus métodos, mas eu estava fazendo a diferença. Quando o início do ano letivo chegou, eu havia acabado de terminar um curso de armas - eu havia sido permitida a usar uma arma de tranquilizantes caso eu entrasse numa fria e as minhas habilidades de luta não fossem o suficiente para lidar com o problema. Quando chegou o dia da escola, eu não havia comprado nada e não tinha absolutamente nada pronto. Eu despejei tudo o que eu tinha no meu guardaroupa no chão, e para o meu alívio encontrei um uniforme escolar e uma bolsa roxa. "Graças a Deus por Sean", eu pensei.

Na manhã do primeiro dia de aula Grant me acordou e me disse que faria o favor de me levar de carro até a escola. Nós conversamos rapidamente enquanto eu passava uma escova em meus cabelos, vestia o uniforme, colocava uma torrada na boca e saía porta afora. Grant reclamou dos farelos da minha torrada que cairam em seu carro, mas eu lancei meu melhor olhar de inocente e ele parou de se importar. 
Eu saí do carro. "Obrigada pela carona, desculpa pelas migalhas". Grant balançou a cabeça, mas eu sabia que estava perdoada. Eu me virei para olhar o edifício na minha frente. Eu sempre odiei escola. Começar em escolas novas era a pior parte disso tudo. Eu caminhei pela recepção, onde me deram o número de uma sala e um mapa. Eu normalmente me dava bem com mapas, mas minha sala era do outro lado da escola e eu estava atrasada. Eu tentei rapidamente memorizar onde deveria ir e então saí correndo, ganhando uma encarada da secretária. Eu corri por corredores intermináveis por algum tempo, mas não havia sinal de ninguém da minha idade. Então eu entrei em um bloco onde não havia ninguém. Minhas experiências anteriores com corredores vazios e silenciosos me deram arrepios. Eu caminhei silenciosamente e parei para escutar. Não. Ninguém no prédio. Onde estava todo mundo? Isso estava começando a me lembrar algum filme de terror barato. "Não seja idiota", eu falei alto. "Você está numa escola e não em um cemitério". 
Uma mão pegou meu ombro. "Quem você...", ele começou, mas não terminou. Eu peguei a mão, tranquei seu braço e o joguei por cima do meu ombro. Ele pousou no chão com um baque. Era um garoto, que deveria ter minha idade. Ele bateu sua mão no chão para amortecer sua queda, mostrando-me que era familiarizado com artes marciais. "Calma aí", ele disse.
"Desculpe, eu estava um pouco nervosa. Pensei que estava sozinha. Você está bem?" Perguntei. Esse foi um grande começo.
"Sim, eu estou bem, o que você está fazendo aqui? Qual é o seu nome?" Eu olhei para seu sorriso honesto e instantaneamente esqueci minha história de disfarce.
"Sou nova." Confessei. "E perdida", Eu sorri um pouco dormindo, tentando explicar minha situação novamente. Seus olhos se encheram de simpatia.
"Nova e perdida? Em que sala você deveria estar?"
"12, 10B" Eu falei.
"OK, vou levar você lá, Nova e Perdida", ele sorriu. Ele me levou pelo labirinto de corredores para alcançar a sala em que eu deveria estar bem no momento em que todos estavam saindo. "Eu estou no 10C, talvez nós temos algumas aulas juntos." Nossa, espero que não. Aquilo era tão vergonhoso. Eu o ataquei quando ele estava apenas tentando me ajudar. Então, tão de repente quando ele apareceu, ele saiu correndo e desapareceu na multidão. Uma voz de homem vinda por trás de mim me assustou.

“Você deve ser Casey”, ele disse. Ele deveria ter quase 60 anos, com cabelos marrons acinzentados e dentes escuros, por fumar, eu acho. ”Eu sou o Sr. Higgins e essa é Emma, ela vai cuidar de você enquanto você se acostuma com esse lugar”, ele apontou uma pequena garota loira e pálida. “Eu estarei no departamento de biologia se precisar de mim”, ele piscou, meus olhos se arregalaram e eu olhei para a garota, que ele disse que se chamava Emma. Ela rapidamente abafou uma risada e me levou para a minha primeira aula do dia. Matemática. Droga.

Pergunte-me quantos lugares diferentes no corpo humano é possível dar um golpe e tornar alguém inconsciente, e eu te direi. Pergunte-me quais ingredientes de cozinha podem ser combinados para fazer bombas, e eu poderia te dizer isso também. Mas se um traficante me disser “Eu vou contar tudo a você sobre meus negócios, meus clientes e meus fornecedores se você me disser quanto é 12x12” eu estarei ferrada. Não é que eu não sou esperta, é só que eu não passei muito tempo na escola, ou me concentrando em assuntos da escola. Por isso, a aula de matemática foi terrível. Todo mundo já tinha lugares para sentar no momento em que eu cheguei, então eu precisei sentar bem na frente do professor. Saí da aula, como sempre, querendo cometer suicídio.

“Tão ruim assim?” disse Emma.

“Sim”, eu respondi. “Tive que sentar na frente do professor. Eu não estudo matemática desde… Bem, eu desisti quando eu comecei, na verdade.”

“Bom, nós temos educação física agora.” Eu realmente gostava de esportes. Quero dizer, eu era atlética, com boa resistência e rápida e forte por fugir tanto.

Escolas diferentes praticavam esportes diferentes e eu gostava de mostrar às pessoas o quão rápido eu podia aprender. A professora anunciou que jogaríamos hockey, que eu nunca joguei. É seguro dizer que eu gostei muito do jogo. Eu não tinha ideia de quais eram as regras. Eu treinei para segurar o bastão, e conseguia mesmo jogar. A professora de educação física, acho que seu nome era Sra. Vivian, olhou para mim surpresa. Eu já havia visto aquele olhar antes. Uma mistura de admiração com uma faísca de esperança no meu potencial. Isso nunca levou a nada. Eu continuei jogando, porque de qualquer maneira, estava ocupada demais para me comprometer com qualquer treinamento.

Nós então começamos um jogo. Eu cometi algumas faltas antes de perceber que não poderia usar o bastão para tirar as pessoas do caminho e nem levantar ele acima de seus ombros. Teve uma garota magra com um cabelo loiro quase ruivo, que ficou parada lá o tempo inteiro. Eu bati com o bastão no disco e sem querer meu bastão voou de minhas mãos e bateu na cara dela, o que divertiu todo mundo da minha sala que estava jogando. Eu não acho que ela gosta de mim, mas também parece que ninguém gosta dela.

“Você nunca havia jogado antes mesmo?” disse Emma enquanto trocávamos de roupa.

“Está brincando? Eu segurei o taco de cabeça para baixo”, eu ri.

“Eu não acredito que você acertou Sharon Beaumont na cara! Aquilo foi tããão engraçado”, ela riu.

“Não tive a intenção”, eu corei.

“Aquilo foi absolutamente legendário”, disse a amiga de Emma, Katie. Então aquilo era hockey. Eu não acho que o objetivo era bater nas pessoas com o taco, mas com certeza aquele foi o jeito mais próximo de fazer amigos que eu já tive. Sharon me encarou pelo resto do dia.

O resto do dia foi tranquilo. Eu tive a maior parte das aulas com Emma e seus amigos foram bem legais comigo. Eu estava quieta, mas eles não pareceram se importar, porque acho que estavam cansados de garotas que tentam se aparecer e que procuram por atenção o tempo inteiro.

Eu entrei em casa naquela noite me sentindo bem feliz. Minha escola estava OK, e Londres tinha vários casos para trabalhar enquanto eu esperava o melhor se desenvolver. Eu também me inscrevi no clube de karatê perto de casa, para que eu pudesse ir até lá caminhando. Eu treinaria aquela noite e estava muito animada sobre encontrar um novo estilo e encontrar novas pessoas.

Eu entrei no dojo e fiz a reverência como se deve fazer. Enquanto eu entrava, avistei o garoto que eu havia derrubado na escola mais cedo. Meu rosto ficou vermelho assim que ele me viu também. ”Nova e Perdida”, ele gritou do outro lado da sala e caminhou em minha direção. ”Então foi aqui que você aprendeu aquela jogada amadora que usou em mim. Se não tivesse me pego de surpresa você estaria no hospital. É perigoso atacar um guerreiro como eu”, ele disse, com um brilho nos olhos.

”Bom, então você vai ter que me mostrar os seus movimentos hoje a noite, não é?”, isso apenas saiu da minha boca. Não pude evitar. Eu tinha mesmo dito isso em voz alta? Os olhos dele se arregalaram e eu balancei minha cabeça, mas o instrutor estava chamando todos para o aquecimento e eu não pude explicar. Senti minhas bochechas queimando.

Mas aquilo não era mortificação o suficiente por um dia. Nós tivemos que ficar em duplas para treinar alguns golpes e adivinhe quem veio ficar junto de mim? Bingo! ”Eu não quis dizer aquilo”, eu sussurrei.

”Eu sei”, ele piscou. ”Mas eu vou mostrar a você ”meus movimentos” como você quiser”, ele disse e então começamos a lutar. Nós não propriamente lutamos. Iríamos machucar uns aos outros se fizéssemos isso. Eu desviei de um soco no rosto surpreendentemente rápido para uma luta de treinamento. ”Qual é o seu nome?” Eu perguntei, assim que seu punho passou zunindo ao lado de minha cabeça.

”Nathan”, ele respondeu. ”Eu não vou perguntar o seu, porque eu estou muito apaixonado pelo seu apelido. Falando nisso, posso abreviar apenas para Nova?” Eu abri minha boca para protestar contra qualquer apelido mas ele continuou a falar. ”Nova e Perdida é demais”.

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