A noite anterior

Esta movella foi originalmente escrita em inglês por J.K. Panesar , que deu permissão para que fosse traduzida para português por Ligia Nunes.

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1. O plano

Lá fora estava calmo, frio e escuro. O céu estava tão negro quanto a meia-noite, com apenas a lua branca no céu alto, contrastando com ele. O assobio leve do vento parecia como uma canção de ninar para os meus ouvidos. Nem os roncos de Charlie conseguiam estragar o som celestial que soprava suavemente. Ao fundo, ouvi o som de uma coruja distante que me deixou arrepiada. Eu sabia o que era, Jacob. Eu sorri pela paz e tranquilidade que estava tendo. Era o momento ideal para pensar nas coisas.

Procurei me aconchegar na minha cama, mas estava muito quente e desconfortável, sem Edward nela. Minhas pálpebras pesavam, embora eu não conseguisse fechá-las. Enquanto estava deitada em silêncio, não parava de pensar no que estava acontecendo na minha vida. Esta era a última noite em meu quarto, minha última noite como Isabella Sawn. Suspirei enquanto pensava. Só mais algumas horas, até eu me casar com Edward Cullen; o amor da minha vida... ou acho que é isso.

Estava encantada porque ia me casar com ele. Edward tem tudo que uma garota pode querer, e ainda mais. Sua clavícula lhe dava um ar de masculinidade. Isso sem dúvida atraia as garotas. Ele é um homem perigosamente charmoso, cuja presença é simplesmente encantadora. Me sentia abençoada por ser a sortuda que ia casar com ele.

Porém, eu ainda tinha algumas dúvidas a respeito. Não conseguia entender o que era exatamente, mas havia algo lá no fundo da minha cabeça me incomodando. Talvez eu estivesse nervosa por causa do casamento. Eu continuava procurando pensar que tudo ia ficar bem depois disso, mas ainda tinha dúvidas.

Eu sabia que uma das coisas mais importantes de casar com Edward era pelo poder extra que eu iria obter. Assim que ele me mordesse, eu seria um anjo invencível. Nenhum anjo na história dos anjos tinha feito isso antes. Entretanto, meu plano corria um grande risco. Eu poderia perder minhas belas asas brancas, se o seu veneno fosse muito poderoso. Não preciso contar isso ao Edward, ele nem sabia que eu não era humana. Foi providencial ele não poder ler a minha mente e eu queria que continuasse assim. Suponho que se deve ao fato de eu ser um anjo e, por isso, sou imune aos poderes de todos.

Se meu plano der errado, perder as minhas asas seria como perder uma parte de mim. Jamais voltaria a ser um anjo. Apenas me tornaria uma vampira. E não é isso que eu queria. Não poderia querer ser uma vampira comum. Eu queria ser uma vampira-anjo. Assim que me transformasse em uma, poderia revelar ao Edward aquilo que eu sou. Eu não fazia ideia de qual seria a sua reação, apenas tinha esperança de que ele não se revoltasse.

Ninguém sabia disso além de Jacob e eu. Charlie sabia, porque já tinha sido um. Ele me ensinou tudo o que eu sabia sobre ser um anjo. Desde como voar e guardar as asas. Mas o principal era como manter o segredo. O único motivo de Jacob descobrir foi porque fiz meu treinamento de anjo com ele quando era pequena. Devo reconhecer que ele foi um bom adversário. Sempre quis saber como ele podia ser tão forte para sua idade, mas logo acabei descobrindo, assim que ele revelou ser um lobisomem. Eu deveria ter advinhado que existiam mais coisas nesse mundo mágico.

Não conseguia parar de pensar em Jacob. Eu sempre soube que eu o amava, e eu o amava muito. Mas os diferentes tipos de amor que sentia por ele me confundiam. Uma parte de mim queria mantê-lo como amigo, embora a outra desejasse mais do que isso. Queria ser amassada por seus calorosos abraços de quebra-ossos. Queria acariciar seus pelos macios por trás do pescoço com meus dedos. E, basicamente, sentir sua presença perto de mim, a presença que me faz sentir amada, segura e... viva.

Ele era totalmente o oposto de Edward, com certeza. Os abraços de Edward eram frios, tranquilos e me faziam sentir como se eu fosse a única pessoa no mundo. A maneira como seus lábios gelados tocavam os meus quando me beijava, dava a sensação de que uma grande descarga elétrica se espalhava pelo meu corpo. E sempre que eu me afastava, era difícil de controlar a sensação de carência que sentia. No entanto, bem lá no fundo, dentro de mim, algo queria que eu ficasse longe dele. Eu sabia que ele era perigoso e uma única mordida podia por em risco as minhas asas, mas tudo bem, se você não tentar, nunca vai saber o que vai acontecer a seguir.

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