A neta de Voldemort

Esta movella foi originalmente escrita em inglês por Alexa Thorpe, que deu permissão para que fosse traduzida para português por Ligia Nunes.

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1. Esquecimento? Ah, qual é!

"Tegan", o Sr. Blank indicou que eu parasse. Levantei minhas sombrancelhas. Eu sabia o que ia acontecer, mais um aviso.

"Isso está ficando meio constrangedor, Sr. Blank", sussurrei zombando, fazendo com que meus amigos caissem na gargalhada atrás de nós. O Sr. Blank ficou ruborizado e puxou, um tanto desconfortável, seu colarinho.

“Eu sei que você tem uma queda por mim”, continuei, com um tom de voz bastante inocente. “Mas creio que é melhor manter nosso relacionamento de forma discreta dentro da escola, você não acha?”

Os olhos do Sr. Blank se arregalaram e ele começou a gaguejar como sempre fazia quando eu o provocava.

“Eu só queria dizer que... eu não... você é uma criança, pelo amor de Deus!"

Eu puxei uma caixa, a embrulhei com a ajuda de Zoe e dei um laço.

"Isso é para você, Sr. Blank..." Coloquei o presente no bolso do casaco dele e sorri. “Um símbolo do nosso amor”.

Parecia que o Sr, Blank ia desmaiar. Virei e fiquei de frente para meus amigos.

“Otário”, mostrei sua carteira, com a identidade e um monte de cartões de crédito.

"Como..?"

Eu ri.

“Nunca deixe sua carteira no bolso com a Tegan Asher por perto”.

"Você é incrível", disse Josh, enquanto eu cumprimentava os outros.

"Vamos mostrar o que uma escola como a Draymount Academy pode fazer", eu disse, alisando os cartões com entusiasmo.

"Parece um lugar sem graça de qualquer maneira, bando de certinhos".

"Quando a gente acabar, vão ficar se perguntando porque sempre foram assim".

A fila se moveu, o Sr. Blank e a Srta. Poppers espiavam as autorizações e acenavam para as pessoas no ônibus. Que piada. Esta era a terceira vez no ano que faziamos isso, visitar outras escolas que eram consideradas ‘modelos exemplares’ para rebeldes como nós. A Draymount Academy era a sétima escola que eu frequentava, devido aos problemas que me perseguiam como aquelas corujas estúpidas que eu parecia atrair. Era um lugar para ‘delinquentes’ como eu. Ei, isso não me incomoda. Pelo menos, eu podia morar nessa escola, em vez de em alguns lares adotivos desagradáveis. Ao menos eu me encaixava aqui.

"Sua autorização, Tegan".

Joguei o pedaço de papel na Srta. Poppers. Meu tutor era ‘a Balofa’, a assitente social que me atormenta, recebe seu pagamento e, em seguida, satisfaz seu vício por chocolate. Sua assinatura era tão irritante quanto ela, além de enorme.

“Entrem no ônibus, alunos. E, por favor, procurem não incendiar nada!”.

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