Natal: Uma história de Amor

Quatro amigas dividiam um apartamento em Londres. Cada uma delas tinha um motivo e uma ambição para estar lá. Mas todas encontraram o amor. Uma delas era festeira, divertida e desapegada. Ela achava impossível se apaixonar. Até que conheceu ELE. O menino da sua vida. Ela demorou para admitir o que sentia. E quando admitiu já era tarde demais, ele estava em Nova York. Será que tudo acabou? O que dois corações insanos são capazes de fazer? Seria impossível, se não fosse Natal!

"Natal: Uma magia inexplicável invade os corações das pessoas e faz com que elas sejam felizes. Cada um tem algo que quer e deseja. Todos tem algo que desejam mais que tudo: Dinheiro, Poder, Paz, Saúde, Proteção ou Amor. Cada pessoa recebe o que merece. Por isso o Natal é o dia mais mágico do ano. É o dia em que o impossível se torna um sorriso. Que a incerteza, se torna a razão. E que a vida de tantas pessoas caibam em um só coração."

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1. Natal: Uma História de Amor I

Dia 20 de Dezembro- Londres – Casa das meninas “Dreams Park”

Natal, o período mais mágico do ano. Onde celebramos a Vida, o amor, a esperança e a força. Mas o que comemorar se estivermos sozinhos? Bem nem tanto.

Há três anos Selena, Luana, Barbie e Amanda se mudaram para Londres. Sel reclamava de ter que obedecer a seus pais, que não respeitavam sua privacidade e não a davam liberdade e ela não perderia a oportunidade de ver gatinhos gringos assim como Bah. Lua não gostava exatamente do Brasil. A Barbie era do tipo de pessoas que queria experimentar de tudo, e amava estar em lugares Glams. Amanda tinha orgulho de sua nação, mas queria conhecer os grandes estúdios de produção, conhecer histórias novas. A Drumont era inteligente, preguiçosa, atenciosa, carinhosa, sincera e muitas vezes enigmática. Lua, sempre foi tímida mais era ótima amiga, confidente e era a mais responsável. A Bah era festeira, aventureira, metida e louca. A Mandy era inteligente, romântica, divertida, mandona e também muito responsável.

Todos os anos elas comemoravam o Natal indo ás compras, presenteando umas as outras e depois indo para uma balada. Este ano talvez pudesse mudar os planos das meninas. Lua namorava sério com Edward há alguns meses. Amanda estava apaixonada por Mathew. Barbie constantemente ficava com algum menino qualquer e vivia se pegando com o Tony, mas negava gostar dele e para provar não estar apaixonada ficava com algum gringo gato. Selena pegava os meninos mais gatos do colégio, não se contentando com isso ficava com alguns músicos, modelos e até atores. Talvez não os famosos e renomeados, mas, sempre lindos; beleza com certeza era o que ela procurava quando o assunto era “Pegar”.

Sel’s POV

Eu e as meninas sempre montávamos a árvore de Natal dia 20 de dezembro exatamente 5 dias antes do Natal. Acho que muita coisa mudou desde o Natal passado. Não sou a mesma menina que amava ficar com os caras mais lindos e desejados de qualquer ambiente. Foi desde que... O James entrou na escola. Eu não entendo o que deu em mim. Sempre fui muito corajosa pra essas coisas. Sempre seduzi o cara até ele ficar babando por mim. Não por realmente amá-lo, mas porque mesmo que finja não gostar de ninguém. Acabo gostando de algum idiota, e faço de tudo para conquista-lo, mas com o Clark era diferente. Sempre foi diferente... Tudo começou em um jogo de basquete quando a Amanda se apaixonou por ele e eu o achava bonitinho, mas não tudo isso. Desde o dia que fomos ao lago em junho tudo mudou. Os amigos dele começaram a gritar pra ele, anunciando minha chegada... Normalmente eu desfilaria em meio a eles daria um beijo na bochecha de cada um, ficaria só de biquíni, nadaria e depois me sentaria na cadeira fingindo não notar seus olhares. Mas não, eu corei completamente. E corri para o outro lado do lago. Um de seus amigos foi junto a ele ao meu encontro e pediu-me que desse um beijo em James. Mas que ironia, a menina mais ousada de Londres ficar com medo de um garoto rejeitar seus lábios. Tento gradativamente o esquecer, mas não parece dar certo... Ainda mais agora que ele vai partir.

Sei que a Barbie mesmo não admitindo tem ou já teve uma quedinha por ele. Jamais magoaria minha amiga por causa de um garoto por mais que eu gostasse dele.

O nosso segundo “encontro” foi especial. Eu estava no acampamento da escola e ele foi ao acampamento também estava sentado com seus amigos em volta da fogueira. Quando um deles me chamou, fingi não ter ouvido, mas a Amanda me empurrou pra lá. Tenho uma leve impressão de que minhas amigas não confiam tanto nos meus “Não quero me prender a ninguém”, “Não sei o que é gostar... Só sei me divertir” e “Nenhum garoto consegue penetrar meu coração!” Acho que elas desconfiam que eu seja apaixonada por ele. Foi naquele dia que meu coração disparou me sentei ao seu lado na fogueira e aos poucos todos foram embora. Eu queria ter ele comigo. Mas a coragem, a moral por achar que minha amiga gostava dele e o meu coração que estava com medo de ser iludido me impediram de dizer mais do que:

– Oi...

– Oi.

– Tudo Bem?

– Sim. E com você?

– Também!

– Por que seus amigos foram embora? – Perguntei tentando manter nossa conversa ativa.

– P... Por... Vo... Por Você!- Ele disse gaguejando, mas foi muito fofo, e ele corou. Meu coração simplesmente disparou, fazendo com que todas as palavras que passava pela minha cabeça desaparecessem.

O Silêncio tomou conta do ambiente. E só foi quebrado minutos depois pela Barbie:

– Que Pitelzinho em?! Não deixava escapar não!

Dei-o tchau e fui embora. Como me arrependo disso. Semanas depois descobri que ia se mudar ele ia pra Nova York. Meu coração pedia que eu o impedisse, mas meu cérebro ainda negava. Na semana em que ele ia viajarpedi que uma amiga o entregasse uma carta dizendo-o tudo o que eu sentia e sério nunca escrevi nada parecido era poético, mágico encantador era perfeito.

“Estava pensando e... Por menor que tenha sido nossa convivência... Eu vou sentir sua falta, eu vou chorar por você e vou sempre me lembrar... Um dia por algum acaso um menino finBella que gostava de mim. Esse me provocou. Ele me fez ficar em dúvida. Fez-me sonhar com ele e me fez Amar. Fez-me sentir o que era quase impossível. Não me sentia usada, me sentia protegida, me sentia acolhida em teu abraço. O teu sorriso me fazia suspirar. O teu beijo era o único que eu queria. Eu cai no seu jogo. E não consigo sair. Eu quero ele. Eu preciso dele. Esse menino era o meu primeiro pensamento toda manhã. E era nele que eu pensava antes de dormir. Era ele que eu imaginava como meu... Era dele que eu sentia ciúmes. Foi por ele que eu paguei os piores micos. Era ele... O motivo das minhas indiretas, o motivo dos meus sorrisos vindos do nada... Era nele que eu pensava quando lia histórias e versos de amor. A cada música que tocava eu pensava nele... I Should I Have Kissed You é a nossa música. Caso não saiba quem ele é... Pense um pouco. Nunca me viu te olhar e desviar o olhar? Nunca me pegou tentando te fazer ciúmes? Nunca me viu ir para um lugar só para poder te ver? Nunca notou que quando falava com outra menina eu a olhava com raiva? Nunca me viu corar quando você se aproximava? Bem. Eu sei a resposta de todas as perguntas. Sim. Ele também. Na verdade ele é igualzinho a você! E ele vai embora... Eu queria impedi-lo, mas estou de mãos atadas. Desculpe- me. Eu te amo”

Até hoje não acredito que escrevi aquilo pra ele. E não sei se ele recebeu se leu, se me odeia por isso... Ele não teve a consideração de me responder. Tudo o que meu coração queria era um “Obrigado, também vou sentir sua falta!”. Sei o que a Amanda quer dizer quando insinua que o nosso coração é traidor que ele nos faz sofrer pelas pessoas erradas. Mas ela sabia lidar com isso. Eu não conseguia nem admitir isso. Não estava mágica como de costume. Não estava no clima de natal.

Bah’s POV

Não entendo a Selena. Todo ano é ela quem agita a montagem da árvore, as compras, as festas de final de ano. Mas esse ano não a vi planejando nada. É estranho pensar que logo ela tenha esquecido. A Sel é sorridente, agitada, divertida e ama festas. Ela sorria com os olhos. Ninguém conseguia fazer isso. Ninguém consegue falar tanto sem dizer uma palavra. Geralmente ela não para de falar. Mas às vezes não precisa de palavras pra nos fazer entende-la.

A Amanda está fazendo uma lista de prós e contras do Mathew. A Lua não para de falar com o Edward. E a escrava aqui planeja os preparativos de Natal. Mesmo tendo a esperança da Drumont estar armando uma surpresa.

Amanda’s POV

Não sei só eu percebi, mas a Sel estava estranha... Acho que sei o motivo! Ela continuava alegre e pra cima. Mas não era mais a mesma. O sorriso não era aquele que nos fazia sorrir só de ver. Tudo porque ela queria se sufocar. Sem nunca admitir que gostava do James. Mas isso estava praticamente escrito em sua testa. Acho que por causa dele ela esta quase se esquecendo dos 5 dias que ela mais ama. Como ela diria “Os cinco dias de Natal!”. Eu ajudaria a planejar as coisas esse ano geralmente a Selena organizava tudo. Mas acho que esse ano ela não estava no clima. Assim que acabei minha lista de prós e contras do meu rapaz deitei-me no chão do meu quarto e comecei a listar coisas a fazer:

Comprar enfeites para a árvore de Natal.

Comprar um frango assado, porque as meninas não gostam de peru (não desse tipo)

Escolher um filme para o primeiro dia de Natal.

Escolher uma canção fofa para animar a festa.

Escolher as fotos para o vídeo de Natal (Fotos nossas com nossas famílias, nós pequenas e juntas)

Realmente como a Selena fazia tudo isso em um só dia? Não é possível ela deve ter superpoderes. Respirei fundo e comecei a andar pelo centro de London.

Lua’s POV

A Selena é minha melhor amiga desde os 4 anos de idade e elas sempre teve aquele olhar marcante, aquela voz alegre e o temperamento esquentado mas sempre UP. Hoje era dia 20 de dezembro e ela nunca ficara tanto tempo trancada em seu quarto em dias que antecediam o Natal. Era sua época preferida do ano! Há algum tempo ela deixou de me contar tudo o que acontecia com ela. Talvez por não conseguir admitir pra si própria. Eu sabia que a Sel não era do tipo de pessoa que fica com alguém por ficar. E sei que ela sofre cada vez que se decepciona com o seu peguete. Sempre a compreendi, mas fingi não perceber. Porque sei que minha amiga pensa que consegue esconder de tudo e todos suas fraquezas.

Como parecia que ela ia ficar ali em seu quarto. Escrevendo alguma coisa em seu computador. Decidi planejar a nossa data por conta própria sabia que a irresponsável da Bah se quer lembraria que hoje é dia 20, por uma possível ressaca. Sei também que a Amanda provavelmente ficará horas pensando sobre Mathew e o stalkearia em todas as redes sociais.

Tenho que comprar uma lasanha, maçãs, sorvete, bolo e batatas. Encontrar um papai Noel que possa vir aqui dia 24 e comprar roupas vermelhas, brancas, verdes e acessórios pretos e dourados porque era assim que Selena as obrigava a passar os cinco dias próximos ao NATAL!

Dia 21 de Dezembro – Londres- Aeroporto Heathrow

James’ Pov

Acomodei-me em uma cadeira qualquer dentro do avião. Joguei minha mala por cima da cabeça e cesta! Ela caiu perfeitamente no lugar que deveria. Puxei meu caderno de desenhos, poemas e em fim... Dele caiu uma carta e na página da qual ele caiu, estava um bilhete da Suzi “James, depois que foi para a enfermaria no último dia de aula deduzi que não te veria mais. Uma amiga me pediu que o entregasse isso. Ela implorou para que você só lesse quando já estivesse bem longe da escola em casa.”

Morrendo de curiosidade abri o envelope com voracidade. Será que era dela? Da Sel? Eu sempre fui apaixonado por ela. Por quê? Eu não sei ao certo. Ela nunca havia reparado em mim até o dia do jogo. Eu joguei uma partida de basquete, quando ganhamos o jogo dediquei a ela a taça. Não sei exatamente se ela percebeu. Pareceu ter sido em vão. Meu amigo o Mathew estava lá e viu tudo sendo um dos meus melhores amigos achou que tivesse dedicado a ele. E acho que ela pensou o mesmo. Só que depois daquele dia, os nossos olhares passaram a se cruzar. Eu que sempre a via sorrir com suas amigas e fofocar, sem nunca olhar em meus olhos. Fiquei surpreso. Mas eu não tinha coragem de sustentar o olhar e quando finalmente conseguia era ela que os tirava da minha vista. Nunca entendi o jogo dela. Ela parecia brincar com o meu emocional. Ela seduzia e se afastava. Isso me deixava louco. Quando contei a meus amigos o que estava acontecendo, eles logo começaram a dizer a ela que eu era seu namorado e o Mathew pediu que ela me desse um beijo. Tive vontade de soca-lo. Não que não quisesse a beijar... Mas eu queria que ela quisesse aquilo não que fosse por um simples pedido. Ela negou e mesmo sabendo que pra mim também não era o lugar certo fiquei magoado com aquilo. Os meninos pararam de enchê-la o saco. Por mim. Porque eu não estava aguentado aquelas brincadeiras depois da rejeição. Então teve o dia da clareira tudo o que eu queria era um beijo naquele segundo. Eu só a queria. Trocamos meia dúzia de palavras e pondo fim ao silêncio que seguiu nossas palavras sua amiga me chamou de Pitel. Será que ela gostava de mim? E a Selena não queria estragar sua amizade? Ela já me elogiou. Perguntou seu eu era perfeito. Abraçou-me. O nosso primeiro abraço foi tão bom. A Yasmim e a Sel pediam abraços de graça pelo colégio. Então a Yasmim me chamou fazendo a Selena corar. Pediu-me um abraço. Que foi bem rápido. E logo fez sinal para que eu abraçasse a Drumont era tudo o que queria. Percebi que ela não ia recusar, nem sair correndo dali. Então abri os braços e acomodei-a. Ela encaixou sua cabeça em meu ombro. Aquilo era tão bom. Nosso encaixe era perfeito (Pensamento de gay esse meu) Não queria soltá-la e ela não me soltou. Ficamos nos abraçando por um tempo até que a maldita da plaquinha caiu no chão fazendo com que ela se desvinculasse de mim e fosse à placa. Continuei lá. Ouvi-as comentarem:

– O meu cunhado não é lindo? – Disse a Sel e eu fiquei vermelho ainda bem que ela estava de costas e não pode ver minha cara. Quem seria seu cunhado? Ou melhor, quem seria o irmão do tal?

– Quem? A irmã do Clark? – Ela corou e eu não pude evitar o sorriso bobo que ficou na minha cara.

– Eu disse cunhado com O! Não cunhada!- Ela gritou meio que gaguejando. Calma. Ela não disse que não! Ela não disse que a minha irmã não era sua cunhada ela simplesmente disse que falara do outro cunhado. Meu sorriso continuou ali.

O Mathew meu amigo que tinha visto quando nós nos abraçamos chegou e começou a berrar:

– AE! Clarkzito! Pegou a gata em...

Eu dei um sorriso amarelo e fitei o chão com vergonha de dar qualquer resposta.

– Você quer um abraço também? – Dei um chute nele. Para que ele negasse. Minha hipótese de ela ter feito aquilo só para me abraçar fora-se pelo ralo.

– Não! Ai!

Ela não percebeu deu de ombros. Até ver o coxinha do Edward e o Louis. Por quem a Yasmim dizia que ela era apaixonada. Forcei um sorriso. E deixei-a segui-los até que eles entraram no banheiro e ela voltou com a cara amarrada. Fitava o banheiro a cada segundo.

– Tem alguma espécie de abdutor no banheiro masculino?- Ri da sua pergunta irônica, mas que eu sabia que no fundo era um pouco real.

– No banheiro masculino tem de tudo. Mas eu nunca vi um abdutor- Aqueles GAYS devem estar se pegando! Como você não percebe que eles não são para você?

Ela riu me mostrando aquele sorriso perfeito. E fez com que seus olhos brilhassem. Dei um sorriso de orelha a orelha ao vê-la rir de uma piada minha.

Eu queria tanto que aquela carta fosse dela. Queria que ela tivesse se lembrado de mim. Pensado em mim. Não queria um texto copiado de um livro de Shakespeare. Queria algo dela, algo que ela tivesse feito.

Lembro-me do dia em que a Yasmim me emprestou o seu celular. E quando sem querer entrei no Kik dela. Vi uma conversa com a Selena. Eu a abri, foi automático. A Yasmim avançou em cima de mim ao ver na conversa em que eu estava. Por que eu não posso ver? Tem alguma coisa sobre mim? Ou será que ela fala de quem ela gosta?

– Você também conhece a Selena Drumont?

– Sim. Por quê? – Fiquei sem argumentos.

– Por que eu também falo com ela!

– Não, não, James! Você é único que fala com ela. O único do mundo que conhece ela. O que você acha? Que ela é sua? – Eu realmente achava. Quando falava com ela, parecia que ela me dava uma atenção especial. Será que ela é assim com todos?

Não respondi.

Meus pensamentos sobre a carta eram tantos. E se não fosse dela? Será que era da Yasmim? Da Barbie? Não eram muitas as possibilidades. Se a menina fosse minha amiga me entregaria pessoalmente.

Abri o envelope. Senti o cheiro do perfume dela. Não foram muitas às vezes em quem ficamos perto o suficiente para que eu o sentisse. Mas eu sabia que era dela. Eu jamais esqueceria.

Li cada palavra. Não era muito de chorar. Mas ela tirou sorrisos e lágrimas do meu rosto.

– Moça, por favor, me deixe sair do avião eu preciso voltar!

– Desculpe senhor. Mas o avião já decolou!

– Você não tem um paraquedas?

– Que assunto seria tão importante para fazê-lo querer pular do avião?

– A menina da minha vida. Esta em Londres, achando que eu sou um idiota que não me importo com os sentimentos dela. Eu vou perder a única pessoa por quem eu enfrentaria meus pais e deixaria de ir viver em Nova York. Tirando ela, só pularia deste avião por minha mãe, irmã ou pai. - O olho da aeromoça encheu-se de água e eu entreguei a carta para ela.

– Devido às vésperas do feriado estamos sem voos. – Quase desabei- Mas nós da companhia temos um voo especial de volta para Londres, para que passemos o Natal com a nossa família. Posso te ceder minha passagem!

– Obrigado! Mas você não vai passar o Natal com a sua família?

– Passaria... Mas eles estão na Noruega e eu não os veria de qualquer jeito. Meu namorado estará em London. Mas para nós é só mais uma data- Ela sorriu e o entregou sua passagem de volta. – Boa Sorte!

– Obrigado!

– Passei as horas do avião procurando em meus poemas o que mais combinaria com o momento. Eu tinha escrito tantos poemas para ela, mas nenhum era tão magnifico como a carta dela.

Desculpe, Não consegui lutar com as minhas emoções.

Foram tantas sensações

Você não tem ideia do efeito que causa em mim.

Acho que nunca me senti assim.

O que importa agora?

Cantarei a música que você adora.

Será que chegarei a tempo

De nos salvar?

Se eu não conseguir quero que saiba que amei te amar

Amei ver o seu sorriso

Com você eu perdia o juízo.

Desculpe se não corri atrás de você o suficiente.

Só quero que tenha em mente...

Que o meu coração é somente teu.

Não há nada mais bonito que você e eu.

Como fui idiota a ponto perder

O único alguém, que me fez querer...

Pular de um avião.

Para simplesmente unir o meu ao teu coração.

Achou que eu estivesse brincando?

Não realmente estava... Amando.

Eu rabisquei no papel um poema que não era nada comparado à carta que ela me escrevera, mas mesmo assim era algo... Peguei o caderno de desenhos e comecei a ilustrar o poema. Quando terminei... Peguei meu celular e digitei simplesmente “A carta que você escreveu era muito linda, de verdade” enviei pra ela. Mas isso não era nem o começo do que planejei para retribui-la. A Barbie também escreveu uma parte da carta. Tem como saber quem é não só pela letra quanto pelo jeitinho de cada uma se expressar. Ok! Ela escreveu o PS.: Quando for para Nova York te faço uma visitinha.

Sel’s POV

Dia 22 de dezembro – Londres- Casa Das Meninas “Dreams House”

Uma mensagem nova. Ai devia ser alguma das meninas perguntando se eu não ia começar a fazer os preparativos de Natal. Não. É dele. Deve estar me chamando de idiota, boba que escreve um romance em uma carta. Fechei os olhos, suspirei e abri a mensagem mais fofa da galáxia. Não exagera Selena. Era uma mensagem tão simples, curta e não demonstrava sentimento algum. Mas eu não pude deixar de sorrir. De ficar feliz que ele tivesse gostado e lido.

Quando terminei de ler. Peguei uma foto nossa, que fomos obrigados a tirar pela linda da Yasmim. Beijei a foto. E sai saltitando pela casa e comecei a planejar a nossa festa de Natal. Por que uma simples resposta mudou completamente meu humor? Porque era exatamente o que eu queria, um ponto final.

Comprei uma árvore de Natal branca e uma verde. Alguns enfeites. E depois de obrigar o vendedor a carregar a árvore para mim e deixa-la em casa comecei a arrumar umas coisinhas mais. Comprei o pano da mesa. Bonecos de neve de pelúcia. Um trenó não muito grande. Uma pista de trem. Um papai Noel. Algumas renas de pelúcia, Panettones, meias de Natal, e muitos doces.

Decorei a casa inteira e percebi que nenhuma das meninas estava em casa. Deduzi que a Barbie teria ido à casa do Tony, a Lua e o Edward provavelmente estavam fazendo um programa á dois e a Amanda devia estar paquerando o Mathew.

Enchi uns balões e fui fazendo arcos. Depois da nossa ceia, iriamos para uma balada. Que seria... Tenho que procurar na internet.

Era um nome mais engraçado que o outro: Ho-ho’s Party, Natalandy, Hora dos presentes. Depois de rir por horas tentando descobrir um lugar para comemorar. Decidi que iriamos para o Up All Night na festa Polo Norte’s Beer. Não entendo porque eles colocam o nome de cerveja sendo que ninguém pode beber.

– Selena!

– Eu?

– Você arrumou tudo?

– Sim!

– Podia jurar que você ia ficar trancada naquele quarto pensando em algo... Ou alguém.

– Sai dessa! Já me viu fazendo isso por alguém?- Sei que estava mentindo descaradamente, mas eu não sou exatamente alguém que costuma demonstrar se importar com as coisas ou pessoas.

– Não... Mas... Quer saber você tem razão!

– Bah, você estava com o Tony?

– Eu? Não... É que eu fui fazer compras de Natal e ele apareceu...

– Entendi! Você conheceu o Sr. Tony Jr.- Eu disse e sai correndo antes que ela ficasse brava.

A Barbie ficou vermelha. Mas logo alguém tocou a campainha nos fazendo parar de agir como duas crianças de cinco anos, correndo em volta do balcão.

– Cheguei! Sentiram minha falta?

– Você saiu?- Bah falou para provocar.

– Sai! E podem começar a me agradecer porque... Caramba quem decorou a casa?

Abri um sorriso e comecei a apontar para mim mesma. E fazer caras e bocas até que ela entendesse.

– Ah! Voltou para a vida real. Pensei que estivesse em depressão por causa do...

– Não, estou muito bem e como sempre sou a melhor organizadora de datas comemorativas do mundo! – Cortei antes que ela terminasse a frase.

– Comprei nossas roupas de Natal!- Ela disse tirando das sacolas algumas roupas que são a cara dela. Camisas Xadrez vermelha e branca, um short vermelho, cinto preto. Sempre soube que sua mania de organização a fazia separar as compras por conjuntos, ou seja, ela colocava um look em cada sacola. Da segunda sacola ela tirou uma blusa curta verde e uma saia verde. Da terceira um top vermelho, uma regata verde e um short jeans. E da quarta e última sacola um vestido comprido vermelho com detalhes em dourado.

– Aleluia uma roupa que preste! Que vestido lindo! – Falei e ela fez careta!

– O vestido é maravilhoso. Mas acho que você se esqueceu da roupa do último dia. – Barbie comentou calmamente

– No último dia sempre nos vestimos de mamãe Noel. Vou usar minha roupa do ano passado.

A Lua entrou em casa e a Amanda disse que ia buscar nossa comida. Pelo jeito mais uma pessoa resolveu ajudar esse ano. Ela trouxe uma lasanha, maçãs, sorvetes, um bolo, várias tortas e um monte de sacola que ela jogou no chão assim que chegou deviam ser suas roupas.

Graças a Deus eu sou tão animada para o Natal que já tinha comprado minhas roupas. E a Barbie também porque fomos juntas ao shopping.

Colocamos a mesa, eu montei uma árvore de maçãs e “cuidei” das sobremesas. A Lua e a Amanda colocaram os pratos, talheres e copos. Além de trazer os pratos principais. A Bah arrumou os guardanapos e enfeitou as cadeiras.

Ás 22h30min já estávamos todas trocadas e prontas para dar inicio ao Natal. Sentamo-nos e a Amanda passou o vídeo do primeiro dia. Que eu me esqueci completamente de fazer. Tudo deu magnificamente certo.

Eu estava com uma blusa do papai Noel, linda, feita á mão, um short jeans. A Barbie estava com uma calça de lantejoulas vermelha e uma blusa bem soltinha onde estava escrito Merry Christmas! A Lua estava com um moletom vermelho, short verde e all star preto longo. A Amanda usava seu primeiro look, a camisa xadrez e o short vermelho.

– Vamos para o Up All Night agora?

– Partiu!

Fomos de carro até a danceteria compramos o ingresso e entramos. Todos estavam na temática do Natal. Até porque essa era a graça não era?

Continua...

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