Confissões de uma Supermodelo

Conheça Maddie Fox, auto-intitulada Lozerilla. Tem 16 anos de idade, adora os One Direction, compra roupas no Forever 21, e passa os intervalos das escola fechada no banheiro. Maddie sonha em fazer parte do grupo das meninas populares, mas a timidez (e o fato de ter a família mais esquisita do mundo) torna esse sonho impossível de concretizar. Mas quando ela acidentalmente se encontra com uma agente de modelos, começa a vida de ribalta como modelo para Victoria’s Secret. A menina para quem nenhum menino alguma vez olhou se torna uma sex symbol, e a imagem dela aparece pendurada na parede dos quartos de muitos adolescentes. Maddie tem que aprender a lidar com as coleguinhas de turma que ficam cheias de inveja e que a querem ver humilhada. Mas será que para ter o que você quer terá que ultrapassar tantas dificuldades? * Esta movella foi originalmente escrita em inglês por Shanna, que deu permissão para que fosse traduzida para português por Marta Sena.

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1. Primeiro Capítulo

Maddie estava escondida na cabine do banheiro, olhando para o seu celular e desejando que o tempo passasse mais depressa.

Já só faltam quatro minutos para acabar o intervalo do almoço: pensou ela desejosa.

A Maddie odiava estar ali fechada. Afinal de contas era o banheiro! Depois de centenas de meninas terem entrado e saído todo o dia, o chão estava pegajoso e molhado, era como se estivesse encarcerada, e o cheiro lhe dava vontade de vomitar. Mas apesar de ser horrível estar ali fechada, sempre era melhor do que estar fora. Não era costume passar os intervalos de almoço fechada no banheiro, mas ultimamente o liceu tinha-se tornado insuportável.

Ela estava pensando sobre o dia anterior, quando todos se riram na cara dela depois de ela se ter sentado numa cadeira cheia de ketchup. Maddie ainda não sabia se alguém tinha espalhadao ketchup de propósito ou se tudo tinha sido um acidente.

Ela sentiu um nó na garganta quando se lembrou de como todo o mundo se tinha rido dela enquanto se levantava e tentava limpar o ketchup das calças. ”É aquela altura do mês outra vez?” gritou um dos meninos dando grandes gargalhadas.

A Maddie tentou conter as lágrimas. Eu sou motivo de chacota, pensou. E depois pensou em todas as diferentes maneiras de dizer o mesmo. Sou ridícula, sou uma loser. Sou mesmo uma Lozerilla. Sou uma completa idiota..

De repente alguém bateu na porta da cabine do banheiro onde Maddie se encontrava. Ela deu um salto com o susto.

Uma vozinha irritante disse, ”Se apresse logo! Você está nesse banheiro faz tempo e há outras que querem ir ao banheiro. Está uma fila aqui fora, sabia?!”

A Maddie, estav em choque. ”Uh... eu estou com diarreia”, foi a primeira coisa que se lembrou de dizer.

E depois ouviu a menina de afastar e dizer um ”Ewwww!”

Maddie pode sentir a sua cara a corar de verginha apesar de saber que ninguém a podia ver ali. Fechou os olhos por um segundo e concentrou-se em respirar pela boca, em vez de pelo nariz.

Olhou para o celular outra vez. Dois minutos. Começou aler todos os textos e rabiscos na porta do banheiro. Havia um que era um enorme ”YOLO” (you only live once, read ”só se vive uma vez”) que alguém tinha escrito com um marcador preto, e depois uns textos ridículos típicos de um banheiro de liceu.

Mas os olhos de Maddie desceram até uma frase pequenina por baixo do ”YOLO”. Era tão ténue que quase não se conseguia ler. Alguém tinha escrito com a lapiseira, ”Eles só têm inveja sua!”.

Por uns momentos a Maddie pensou que aquela frase tinha sido escrita para ela. Inveja de mim? Inveja de acne e de ter o cabelo sempre por arranjar e de nunca ter beijado ninguém e ser patética e não ter amigos nenhuns? Ela buscou a lapiseira na mala e cuidadosamente escreveu um resposta em baixo. Três palavras.

”Não me parece.”

Finalmente tocou a campaínha e ela sentiu os seus músculos relaxarem. De volta à sala-de-aula, onde ninguém a podia ridicularizar, ou excluir ou fazê-la sentir-se ainda mais humilhada. Ultimamente a Maddie sentia que o tempo åpassado na sala-de-aula era uma salvação. Aqui ela se podia sentar sossegada e ninguém a iria perturbar. Aqui ela podia se concentrar nas tarefas da escola e desligar-se do resto do mundo. Porque afinal de contas quando você não é uma das meninas bonitinhas da escola, você tinha que se tornar numa das meninas espertas da escola.

A Maddie chegou à aula de inglês, foi andando lentamente para não chegar demasiado cedo, senão teria que se sentar e sentir desconfortável enquanto os colegas falavam amigavelmente e riam uns com os outros, deixando-a ainda mais de parte. Pariu a caminho para encher a garrafa com água. Foi espreitar o cacifo. Apertou os atacadores dos sapatos.

Quando chegou à sala de aula todos estavam conversando, rindo e fazendo graças como era costume na última hora da 6a-feira à tarde.

A Maddie sentou-se exactamente no momento em que tocou, nem um instante antes. Com os anos de prática ela tinha-se tornado uma perita.

A conversa parou assim que a Senhora Sternus entrou i gritou, ”Toca a calar agora, meninos! Todos tiram os livros. E abram no segundo capítulo do Sonho de Uma Noite de Verão...

 

Mensagens na Cabine do Banheiro

Se salpicar quando mijar,

Seja sensato e limpe o assento!

 

Aqui me sento,

Que maçada...

Tenho que cagar,

E não tenho papel

 

Tresando, logo existo.

 

Solte um pum, se ama Jesus!

 

Eles pintam as perdes,

Para me parar,

Mas a poetisa de banheiro,

Volta a atacar!

 

 

Umas garotas vêm para sentar e pensar,

Outras para cagar e tresandar,

Eu venho para chamar no celular,

E ler as palavras na parede.

 

Aqui me sento, empurrando o mais que posso,

Acabo de dar a luz a mais um texano

 

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