Choro inocente

Pequeno conto tendo uma bebé como protagonista.

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1. Conto - "Choro Inocente"

Naquela noite sem lua, em uma casa ouvia-se um choro longo e ensurdecedor. Era um bebé de apenas três meses e rechonchudo que tirou sua mãe do belo sono. Esta entrou no quarto da criança inquieta, pegou-a nos braços, começou a balançar de leve e a cantar para seu filho se acalmar. A voz da mãe era linda, a criança aos poucos parava com seu choro e fitava seus lindos olhos azuis para sua mamãe solteira. Como bebé, ele não sabia ao certo o que era a palavra mãe, mas sabia que a mulher que o segurava, cuidava, amamentava e deixara nascer; era uma pessoa muito importante para ele. A criança se sentia reconfortável nos braços macios daquela mulher tão jovem e trabalhadora, que cuidava dele com tanto amor, mesmo com os olhares contra dos outros. Ela o amava, assim como o coraçãozinho da bebé aclamava pela mulher. Um amor mútuo e tão lindo que fazia qualquer pessoa de bom coração chorar por aquela cena linda e inocente. Os olhos castanhos da mãe fixavam no pequeno ser de olhos azuis, até o bebé comece a fechar as pálpebras devagar, já que a criança não queria fechar seus olhinhos por não poder mais ver aquela mulher linda. Tinha razão. A mamãe o colocou no berço, após acomodar seu filho, ela se vira no mesmo momento de um barulho da porta que se abre brutalmente. O bebé acorda e olha a expressão tenebrosa da sua mãe. Ele não gostava daquela expressão. Achava ruim. A criança sentiu algo, que não conseguia denominar, ao fitar aqueles olhos castanhos arregalados e o rosto pálido da sua amada mãe. Não sabia. Estava confuso. Então chorou. Sua mãe o notou, mas ela entre olhava seu filho barulhento e outro ser que entrara no quarto da bebé. O bebé chorava por aqueles braços calorosos; de alguma forma a criança sabia que se ficasse perto dela, ambos se sentiriam em paz e felizes, já que o bebé ouvia as batidas cardíacas calmas da sua mãe, após uma cantiga, sorriso e brincadeira. Mas sua mãe negava ao carinho e a criança chorava, a mulher pedia, com seu olhar, para parar de chora. Como uma criança iria entender um olhar daqueles que nunca tinha visto naquela face doce? Não podia. Ele estava assustado e confuso. Sua única possibilidade era chorar. Sua mãe aproximou de seu berço, mas não parava de fitar o ser que gritava de forma rude. Quem era aquele? Aquele que atormentava a mulher tão pacifica? Quem estava fazendo a mulher linda chorar? Para, por favor. Ela é boa. Ela é... me ama?! Sim, ama. De repente o choro parou por um momento e viu o ser, empurrar a mulher com brutalidade para ver a criança rechonchuda. O ser de olhos azuis fitou o bebé de olhos da mesma cor. Por um segundo a criatura minúscula se sentiu confortável naquele olhar, mas a expressão daquele homem mudou de surpresa para uma fúria. A mãe gritava agoniada. Tudo tão rápido. Como em um inicio de batalha o bebé iniciou, a pequena briga, com seu choro. Mulher tentava distanciar o homem com algum objeto, este a pegou algo do bolso da calça. Era afiado e brilhante. Somente gritos dos três representava aquela cena. Um de sobrevivência, outro de irá e uma criatura que não entendia o que estava ocorrendo. Dois gritos cessaram. A criança soluçava ao fitar o dono de olhos azuis, então sentiu algo quente e molhado em seu rosto. Era uma cor forte e tinha gosto de ferrugem. O homem segurava a coisa afiada e brilhante com toques avermelhados, aproximou o objeto até o frágil pescoço da criança. Porém, outro barulho se fez, assim o homem se virou. A criança aumentou seu choro, após ouvir duas ondas de trovão que fizeram o homem cair de repente. O que era? Onde está a mulher doce? Linda! Linda! A criança aclamava pela mãe. Mas apenas um homem desconhecido se aproximou do berço e este pegou a criança, tentando acalma-la. Porém, em vão. Sentindo aquele cheiro de ferrugem e a falta do abraço materno, ela foi levada para um carro que brilhava e fazia um som estranho. Aquela criança esqueceria aquele dia, ralas lembranças iriam atormenta-la para sempre.
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