O Preço Que Se Paga

O que você faria se descobrisse que a sua vida não é como pensa? Que as pessoas que ama são mentirosas? Any percebe que a sua vida nunca foi real e tudo aquilo que ela acreditava simplesmente não existe. Quando ela acha que tudo está perdido, conhece Jack, um misterioso porém lindo menino que ajudará a encontrar as respostas, más será que ele esta lá por acaso ou para piorar a sua vida?

6Likes
6Comentários
552Views
AA

10. Descobertas repentinas

Any continuou a andar cautelosamente até seu lugar na mesa de jantar na cadeira de seu irmão e em frente a Cristopher, seu dia já tinha sido turbulento demais para chegar e ter de ignorar seu namorado mais não excessivamente para ninguém perceber que havia algo errado, mas ao que parecia o destino não estava sendo muito bondoso com ela. Cristopher a olhava com atenção, seu olhar devorava cada atitude inquieta que ela tinha, com conseguiu falar nada para quebrar o silêncio, o que a salvou foi os passos pesados na escada surgindo Nicholas com um sorriso animado que não pareceu sentir a tensão no ar.

-Eai casal? -disse se sentando -Soube que vai ter costela, é a especialidade da Olga -não pode conter a emoção na voz, realmente comida o deixava muito feliz.

Any tentou dar um sorriso forçado, não queria comer nada, mas se lembrou que não tinha comido nada o dia inteiro, teria de comer e rápido, para se livrar da presença de Cristopher na sua frente. Sentiu um tom morno em sua mão e percebeu que era Cristopher entrelaçando seus dedos nos seus, sua primeira atitude foi retirar rapidamente, seu irmão não pode deixar de notar a atitude estranha.

-Vocês brigaram? -falou mais numa afirmação do que pergunta - Cade a Olga com a comida? Não quero ficar no meio de uma situação dessa no meio do jantar...

-Não brigamos -falou com convicção -Só estamos naquelas fases de relacionamento que tudo é mais complicado - o rosto de Nicholas mostrava que ele não tinha acreditado.

-Então fiquem bem, porque ai vem a comida -Olga entrou com Sellie colocando a comida na mesa.

-Que bom que decidiu aceitar o convide de jantar conosco Cristopher, sua mãe teve que sair as presas pois tinha compromisso, mas fico feliz que você ficou -disse Sellie toda sorridente.

-Não consegui recusar depois que Any insistiu -falou dando uma piscadela para ela -Não é mesmo amor? 

-Claro -Any engoliu em seco -É sempre bom ter você por perto.

Nicholas olhou confuso, não estava entendendo a situação, Any não o culpava, nem ela mesmo entendia como conseguia fingir tão bem, segurou a mão do irmão em baixo da mesa num ato reconfortante que ele apertou mostrando ser bem vinda.

-Isso é ótimo, bom crianças vamos nos servir Carlos já esta vindo -como uma deixa ele apareceu do corredor que dava para o escritório e se sentou na cabeceira e Sellie na outra.

-Boa noite -falou Carlos dando um beijo na testa de Any que retribuiu sorrindo para o pai -Como foi seu dia querida?

-Foi ótimo estava na casa de Rob a tarde -todos começaram a se servir.

-E a escola como foi? -perguntou o pai.

-Também ótima -mentiu Any, seu irmão percebeu a mentira e tossiu foi retribuído por um chuto no joelho que o deixou calado - Nicholas como está o treino de lacrosse?

-Cada vez melhor -respondeu todo orgulhoso -Minha tacadas estão cada vez melhores, o técnico falou que eu progredi muito.

O rosto de Carlos se tornou puro orgulho e o sorriso estava de orelha a orelha.

-Isso é uma ótima notícia, realmente muito boa -direcionou o olhar a Sellie e falou -Não é querida?

Ela parecia estar perdida nos seus próprios pensamentos concordou simultaneamente.

-Claro claro, que bom que compramos aquele taco novo -Sellie parecia querer tirar a atenção dela -Querido como foi o trabalho?

-Também está tudo perfeitamente -Carlos sempre se animava quando falava do trabalho, nem conseguia parar quieto na cadeira -Estamos fazendo novas experiencias, todos os testes estão dando certo até agora.

Any viu a sua chance de falar sobre o que pesquisou.

-Pai eu fiz umas pesquisas e eu descobri algo seus experimentos que eu queria saber....

-Ela queria saber se já que os experimentos estão indo tão bem eu não poderia ganhar aquele novo equipamento que estava caro -Nicholas interrompeu a irmã e ela ficou totalmente confusa, isso não era algo normal dele, normalmente ele a deixava falar.

-Você sabe que o preço não era o problema filho -respondeu Carlos -E sim o seu mau comportamento na escola e sua falta de controle.

-Eu sei disso pai -falou Nicholas com a cabeça baixa, aquele momento na vida dele era algo que ele odiava relembra, alguém que ele foi, esse alguém que não se importava com nada e nem com ninguém e em como suas atitudes recaiam sobre as pessoas, Nicholas não eram mais essa pessoa e Any odiava quando o pai o lembra disso, o que era um feito constante.

-Pai você não tem que falar assim -falou olhando feio.

-Any não me olhe assim, você sabe que eu não falei por mal e também você tem que parar de defender seu irmão que nem um cão de guarda ele já tem 16 anos, pode se defender sozinho -falou Carlos seguro de si.

Sellie decidiu interromper antes que o jantar acabasse mal.

-Que tal a sobremesa? -Levantou rapidamente e trouxe um musse de maracujá enquanto Olga trocava os pratos -Cristopher me conte de você, como está os planos para a faculdade?

-Decidi que eu vou fazer engenharia química -respondeu Cristopher

Any levantou e percebeu que estava com a atenção de todos.

-Não estou me sentindo muito bem -falou querendo explicar -E também não gosto de musse de maracujá.

-Eu vou com você -disse Cristopher levantando da cadeira -Com licença sr e sra Kingles.

-Toda -respondeu Sellie que aparentemente era a única que não estava entretida com a sua sobremesa.

Any não queria ficar sozinha com Cristopher, mas agora não teria muita escolha, seguiu com ele para sala de tv e se sentou no canto mais distante da sala. 

-Você não tem que fugir de mim Any -falou com esperança -Aquilo foi a muito tempo.

-Aquilo o que? Você se refere a aquilo quando transou com uma líder de torcida gostosa? -Any não conseguiu controlar a raiva na voz.

-Eu entendo que nos temos questões mal resolvidas -disse se aproximando- Mas todo casal não tem?

-Depende do que são questões mal resolvidas para você -Any deu um passo a frente querendo encara-lo nos olhos.

-Eu só queria minha namorada de volta -seu pedido parecia atencioso, mais Any não cairia na lábia dele, não mais uma vez, algo tinha mudado dentro dela, tinha conseguiu alguma alto confiança em si mesma -Sinto falta do que passamos junto.

-Eu também sinto falta da pessoa que eu achava que você era -falou sinceramente -Mas acho que ela nunca existiu não é mesmo? -Seus olhos estavam começando a lacrimejar, mas não se permitia chorar na frente dele, ele não merecia as suas lágrimas, não merecia nem mesmo essa conversa.

-Se você voltar a ser como antes, tudo vai mudar, eu prometo ser aquele cara -Any não conseguia mais escutar aquilo, promessas que ela sabia que não seriam cumpridas, não poderia aturar Cristopher ainda mais essa noite que se sentia tão frágil.

-Vai embora daqui -rosnou Any com ódio no olhar -Vai embora agora.

Cristopher ficou chocado com a reação da namorada, ela nunca agia daquela maneira, começou a se sentir humilhado era um sentimento que odiava, se virou e saiu pela porta antes que a sua raiva tomasse o controle. Any correu para seu quarto, agradeceu pela mesa de jantar estar vazia e ninguém te-la visto naquele estado. Se sentou na sua cama mais as lágrimas não vieram, só vinha o desgosto que ela estava sentindo por tudo que aconteceu naquele dia, escutou batidas na porta e Nicholas entrou.

-Está tudo bem? Você e Nicholas estavam esquisitos -seu tom era de preocupação, mas isso não melhorava nada a única coisa que ela lembrava era dele a ter interrompido quando queria perguntar algo importante e queria saber o por que.

-Por que você me interrompeu Nicholas? -o olhar do irmão era de confusão, ele não entendia porque ela estava agindo daquela maneira -No jantar, eu ia perguntar algo importante e você me interrompeu, por que? -Nicholas não parecia disposto a falar -Eu perguntei por que -falou num tom relativamente alto.

-Tem coisas que você não sabe Any -percebeu que a irmã não iria ser vencida fácil e decidiu falar -A dois anos eu descobri que o Papai já fez experimentos com pessoas que não deram certo, acabaram doentes ou morrendo, eu fui pergunta ele me confrontou falando que se eu te contasse isso alguma vez me mandaria para um colégio interno, bem você já deve imaginar como foi minha reação -Any se lembrou que começou o problema de raiva do irmão a dois anos e ninguém sabia o motivo, acharam que era algo dos hormônios mas agora ela sabia a verdade.

-Como você descobriu? Por que não me contou? Eu teria feito algo para ajudar -Any se sentiu inútil.

-Eu li alguns papéis no escritório dele,tem muita coisa lá, isso não era quase nada se comparar com todos os arquivos, eu só li um ou dois -Nicholas a olhou nos olhos e tinha tristeza o olhar do irmão -Não queria arriscar ir para um colégio interno, você é a pessoa que eu mais amo Any, não queria arriscar ficar longe de você.

Any não aguentou ver as lágrimas nos olhos do irmão, ele passou por tudo isso sozinho e ela não percebeu, não percebeu o quanto ele sofria enquanto ela só pensava nos problemas de sua vida. Levantou e abraçou o irmão tentando compensar a falta que ela sabia que havia cometido, mas não teria como compensar e ela sabia.

-Any está tudo bem, eu já superei -Nicholas tentava manter a voz firme -Sempre soube que você era a protegida dele e não te culpo por isso, eu te amo por eu ser o seu protegido.

-Você sempre vai ser -ficou nas pontas dos pés e deu um beijo na testa do irmão -Você é meu irmãozinho.

Nicholas se desvencilhou de Any e seguiu para a porta.

-Boa noite -falou fechando-a

Any ficou novamente sozinha com seus pensamento e decidiu tomar banho para ver se a água levava tudo que ela estava sentindo, lavou o cabelo e saiu do banho. Ficou feliz que o cheiro daquele dia ruim tinha a deixado, colocou seu pijama e deitou. Repassou todo aquele dia na cabeça, a mensagem de Rob, o beijo com Jack, a discussão com Cristopher, tudo aquilo deixava Any mais apreensiva, não conseguiria dormi assim, levantou e decidiu tomar um leite na cozinha. Escutou vozes vindo do escritório de seu pai e se esgueirou até detrás da porta.

-O que você quer que eu faça Sellie? Já fiz tudo que podia fazer e você sabe disso -o tom de Carlos era nervoso.

-Eu sei e não estou te culpando, mas ele sente falta das crianças -Any ficou confusa ele quem? tentou se aproximar mais da porta mais acabou a mexendo e chamando atenção para ela.

-Quem está ai? -disse Sellie indo em direção a Any e olhou com um ar de reprovação para a filha -O que está fazendo aqui querida? 

Any não conseguia pensar em nada convincente.

-Eu só queria desejar boa noite -falou no tom mais inocente que poderia.

-Então boa noite -o olhar de Sellie teria vários significados um deles era que era bom Any voltar logo para a cama. Antes que a mãe falasse algo mais Any correu de volta para seu quarto e tentou juntar o que ela escutou com o que sabia, mais nada tinha coerência, o cansaço daquele dia era tanto que não percebeu quando dormiu.

 

 

Join MovellasFind out what all the buzz is about. Join now to start sharing your creativity and passion
Loading ...