O Preço Que Se Paga

O que você faria se descobrisse que a sua vida não é como pensa? Que as pessoas que ama são mentirosas? Any percebe que a sua vida nunca foi real e tudo aquilo que ela acreditava simplesmente não existe. Quando ela acha que tudo está perdido, conhece Jack, um misterioso porém lindo menino que ajudará a encontrar as respostas, más será que ele esta lá por acaso ou para piorar a sua vida?

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8. Além do conhecido

Antes que Any pudesse perceber Jack a tinha pegado no colo e colocado no banco do passageiro, com um cuidado que ela desconhecia, a verdade era que ela não estava sentindo dor, nem teria percebido se não fosse pelo olhar aflito de Jack. A expressão do rapaz era de preocupação e não conseguia direcionar o seu olhar para Any, somente ficava preso na rua, de repente sentiu um desejo enorme de conseguir tirar aquela preocupação do garoto.

-Não estou sentindo dor alguma - Jack não desviou o olhar - Você me ouviu, eu disse....

-Eu te ouvi - respondeu subitamente olhando para Any - mas quando começar a sentir dor prefiro que já esteja sendo tratada. 

Any não conseguiu responder, como conseguiria se o medo de perder esse Jack protetor e voltar ao antigo era maior, também sentia falta de ser cuidada, alguém assim tão preocupado com ela. Se deparou indo para a parte afastada de Sea Isle City (New Jersey), como era outono grande parte das residências só eram usadas no verão, tendo pouco pessoas na rua, dando a impressão de uma cidade fantasma. Pararam em um estacionamento de um prédio que deveria ter sido construído a muitos anos, Jack contornou o carro e pegou Any no colo, indo em direção a um elevador que já teve dias melhores, saíram em frente a uma porta e entraram era um apartamento pequeno com uma sala com sofá e tv, cozinha e uma suíte, nem uma decoração feminina.

-Mora sozinho? -perguntou curiosa.

Jack a observou espantado, não estava esperando essa pergunta, passou um tempo como se estivesse pensando e finalmente responder. 

-Sim -completou - Vamos dizer que meu pai trabalha muito.

-E sua mãe? - a curiosidade de Any não agradou muito, Jack mudou rapidamente seu rosto de preocupação por um sombrio que deixavam seus olhos dourados mais escuros, se afastou e entrou na cozinha. 

Pensou o que poderia ter desagradado tanto Jack, mas antes que pudesse entrar em uma conclusão, ele apareceu segurando um pano molhado e uma caixa que deveria ser de primeiros socorros.

-Estica a perna - falou sem muito sentimento na voz. Any obedeceu e observou enquanto Jack puxava a calça jeans para cima e passava o pano aonde estava sangrando sentindo leves dores, o que ainda não entendia era aonde tinha se machucado - Teve sorte que não tem que levar pontos, o corte foi superficial.

-Como eu me machuquei? -perguntou curiosa.

-Deve ter sido quando saiu correndo do carro feito doida -respondeu sem qualquer emoção.

-Jack -ele não olhou para ela -Você parece saber bastante como cuidar de pessoas.

-Tem muitas coisas sobre mim que você não sabe - Any não poderia mais aceitar ele mudando tão rapidamente assim, tinha que concertar o que tinha feito, mesmo sem saber, segurou o rosto de Jack em suas mãos, obrigando a olhar para ela, seus olhos brilhavam, deixando-a ainda mais fascinada. 

-Eu queria te agradecer e me desculpar também, nada disso era problema seu e consegui te magoar, quero que saiba que sinto muito - a resposta de Jack foi o que a deixou confusa, ele a observou por um longo tempo e por fim beijou seu machucado.

-Jack o que você ... -não conseguiu terminar a frase, Jack tinha sentando no sofá e estava segurando sua nuca, levando a mão até seus cabelos, seu toque a fizeram estremecer, era algo que ela não sabia que precisava tanto, uma necessidade como comer e dormir. Seus olhos estavam fixos nos dela, cheios de desejos, antes que pudesse perceber estavam se beijando, um beijo ardente, a entrega de um ao outro, Any não percebera quanto o queria até aquele momento, passou as mãos em volta do pescoço de Jack o amarrando mais, como se estivesse com medo daquele momento acabar, não queria ele longe, queria aonde estavam, sentiu uma necessidade imensa de não ter nenhum espaço entre eles, Jack a pegou no colo e colocou em cima do balcão entre a cozinha e a sala. Any passou as pernas na cintura de Jack e continuou amarrada a ele, suas mãos percorrendo seus braços e abdômen, querendo desvendar cada parte desconhecida. Sentiu algo vibrar, não queria interromper o momento, mais Jack já estava se afastando e olhando para ela.

-É melhor atender, pode ser importante -Any concordou com a cabeça e tirou o telefone do bolso, o nome Cristopher vibrava na tela. Naquele momento se sentiu uma trairá, ele a tinha traído mas não significava que ela também deveria fazer isso, se sentia pior ainda de Jack não saber nada, teria que dar alguma explicação para ele.

-Sinto muito, é o meu namorado -falou com certa vergonha.

-Você pode parar de se desculpar -disse pegando a mão dela - Eu sabia aonde estava me metendo quando te beijei. 

Any a observou confusa. Então ele já sabia que ela tinha um namorado, por que não disse nada.

-Não me olhe assim, não sou desinformado - falou orgulhoso - O namorado de vocês é conhecido em todo o colégio, mais pelo o que eu sei vocês estão meio afastados. 

-Ele fez certas coisas que ocasionaram isso -Any lembrou que não poderia contar isso a ninguém- Mas não é nada que você queira saber.

-Talvez você não saiba o que eu quero - dessa vez não saiu grosseiro, foi algo intenso. Any se permitiu ser guiada novamente até o sofá e percebeu que teria que mudar de assunto, não poderia ficar com Jack, não que não quisesse porém não estava disponível.

-Podemos voltar começar o trabalho não é? -perguntou levantando subitamente - Não fomos ao colégio, poderíamos adiantar alguma coisa -Any olhou em volta - Tem um computador por aqui?

Jack aparentou não gostar muito da sugestão de Any mas entrou na suíte e voltou com um computador e vários livros sobre ciência e desenvolvimento humano.

-O trabalho é sobre desenvolvimento dos seres humanos e como suas musculaturas podem mudar -afirmou Any abrindo o computador.

-Seu pai trabalha com mudanças e desenvolvimento não trabalha? -perguntou Jack, os olhos do garota á observavam curiosos.

-Mais o menos -respondeu Any cautelosa, não sabia o que poderia falar que escutava em casa -Algumas coisas, poucas. 

Jack pegou o computador e digitou: experimentos científicos sobre desenvolvimento muscular nas empresas Kingles. Surgiram diversos artigos e Any tomou o computador de sua mão, estava curiosa para saber o que tinha lá, nunca pesquisou nada da empresa de seu pai. Clicou em explosão que deu fim a projetos, aconteceu em 2001 :

Várias buscas e vasculhamento demonstraram que fui somente uma explosão ocasional de um departamento científico, porém os policiais estão estrigados, como uma mera explosão que poderia se considerar normal em um departamento como essa seria responsável pela porte de uma mulher?

Pela falha dessa descoberta e claramente diversas pistas sumiram, decidiram que o melhor a fazer era cancelar o soro moleculares que por sua vez aumentava a velocidade de aprendizado mandando de tempos em tempos choques para o cérebro e o soro que aumentava o desenvolvimento muscular, em outras palavras, daria mais força a cobaia, foi proibida a empresa Kingles de continuar seu experimento e qualquer um que tentasse.

Any ficou intrigada, nunca tinha escutado nada disso e seu pai sempre chegava animado sobre seu trabalho, será que teria vergonha de falar que tinham sidos cancelados alguns testes, mesmo que tenham sido quando era somente bebê, além disso uma mulher morreu, uma mulher morreu na empresa de seu pai, naquela empresa que ela já entrou diversas vezes. Teria que perguntar isso a seu pai, eles não tinham segredos uns com os outros, pelo menos era o que ele sempre dizia, será que isso teria mudado? Não, não poderia, isso foi a muito tempo, quando Any tinha 4 anos, então seu pai teria sempre mentido? Mandou para imprimir essa página, se seu pai negasse teria alguma prova. E Jack, o que será que ele teria pensado sobre isso, alguém morrendo na empresa de seu pai, Any se virou para perguntar mais logo se arrependeu dessa atitude, Jack estava parado tenso, com as mãos serradas em punhos ao lado do corpo, colocou sua mão no ombro do garoto, que pareceu despertar de seu devaneio, seus olhos estavam cheios de ódio e tristes ao mesmo tempo, observava Any, sua postura o lembrou um leão, ela levantou assustada.

-Jack está tudo bem? -perguntou preocupada.

-Ligue pro Rob, mande ele te buscar -falou brutalmente sem olhar para ela.

-Mas ele ainda não saiu do colégio -respondeu Any

-São três horas, ele já saiu - disse, pelo seu tom de voz parecia que queria encerrar a conversa.

Any decidiu não responder, pegou o celular e mandou uma mensagem para Rob pedindo para ir busca-lá com o endereço e acrescentou para ir rápido em alguns segundos recebeu uma mensagem de volta falando que chegava em menos de 10 minutos, Rob sempre foi assim, prestativo, quando precisasse saberia que poderia contar com ele. O tempo tinha passado muito rápido, nem percebeu que já eram três horas, queria que Rob chegasse logo, essa mudança de Jack a deixou mais confusa, como alguém que poderia cuidar dela a manhã toda mudava tanto a tarde, não poderia ficar mais naquele lugar, pegou suas coisas e a folha da explosão na impressora, quando estava chegando na porta escutou a voz de Jack, parecia atordoado.

-E..eu te ligo -falou engasgado

-Claro que liga -respondeu Any ironicamente e fechou a porta. 

 

 

 

 

 

 

 

 

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