Senhor dos sonhos


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2. A garota nova.

-Levante-se - disse um garotos que provavelmente tinha sido ele que me jogou o papel. - A Criadora está vindo!.

apesar de nós nos odiarmos, nós nos preocupamos uns com os outros, para quem ainda não foi para o SOCORRO, a Criadora é a dona deste lugar infernal. Foi no mesmo dia que eu fui deixado aqui.

-Como ela está vindo? - perguntei eu - Ela só vem nos seis primeiros dias da semana, e hoje é sabado!.

-Você está maluco? - respondeu ele, logo vi que tinha algo estranho - você ficou dois dias dormindo! Nós não te acordamos porque você estava tão tranquilo, mas isso é caso de vida ou morte!.

Outra coisa estranha, eles me odeiam, mas amam o meu dom, que é o de dormir tranquilamente. Eles quase nunca dormem porque ficam pensando em quando serão adotados logo para sair desta espelunca. E ele estava exagerando o lance de vida ou morte (eu acho).

Que algazarra toda é esta?! - droga, ela chegou, a mulher de todos os seus pesadelos, com uma estranha pinta no meio da cara, só para dar mais medo, com o corpo magro porém musculoso e um cabelo branco em forma de um chapéu de festa. Aquele cabelo era a unica coisa engraçada daquele lugar.

-Olá Criadora Celine. - disse todo mundo, como um coro muito malfeito.

-Olá crianças - disse ela com um tom de raiva mas ao mesmo tempo doce, não de um jeito bom, mas de um jeito falso e tão doce que dá vontade de vomitar. - Cumulus, o que você está fazendo sentado na cama?! - perguntou ela. Todos os olhos se dirigiram a mim e eu percebi que eu era um menino morto.

-Eu tropecei nos meus cadarços - disse eu, outra coisa estupida, porque eu não estava usando sapatos.

Ela olhou para os meus pés e voltou a olhar para mim. - Claro, claro. mas você tem que ser mais cuidadoso, você vai ficar sem o seu café e ficar aí, enquanto eu trago todos os sapatos da casa para você dar um jeito nesses cadarços malvados - Ela deu um sorriso.

-Mas isso significa que eu vou ter que dar um jeito de fazer com que os sapatos fiquem apertados sem os cadarços! - respondi.

-Exatamente - disse ela. Mulher adorável, não? - Vamos todos, deixem Cumulus aqui e vão tomar seu café da manhã - disse ela, e em um instante todos tinham sumido, eu estava sozinho, esperando sapatos para aprender a usar eles sem cadarços

Chegou a Cuidadora com uma caixa de sapatos, do lado estava escrito: "sapatos para lavar e para doar".

Se já não bastasse eu ter que pensar em sapatos sem cadarços, ainda tinha que pensar no cherio que eles iam exalar nas minhas narinas. 

Foram duas horas de puro fedor. Depois dessas duas horas eu corri direto para a cozinha para comer algo, mas todos já tinham ido embora e a única coisa em cima da mesa era uma barra de cereal e um bilhete que estava escrito: "para Cumulus, e que isso não se repita". Eu odeio essa mulher.

depois de engolir a barra de cereal fui para o banheiro meio que comunitário, mas todos já estavam lá, e todos os chuveiros e privadas não tem divisórias, ou seja, todo mundo vê tudo o que acontece. 

Depois que todos saíram do banheiro eu tomei meu banho, simplesmente não gosto da idéia de tomar banho com outras pessoas. Saí do banho e peguei minha roupa. O uniforme de uma escola para órfãos do SOCORRO.

Eu estava saindo do banheiro ainda sem me vestir quando me bati com uma menina. Ela estava chorando, provavelmente era nova. Provavelmente perdeu os pais em algum tiroteio ou incêndio. Eu me bati com ela e ela logo fechou os olhos, parecia justo, já que eu tinha acabado de sair do banho e minha toalha tinha caído.

 

 

 

 

 

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