Dark Secrets

Meu nome? Ah... Sou Lyannah de La Fount. Tenho 17 anos e mal espero fazer 18 para poder morar sozinha. Quer dizer, não completamente sozinha... Eu moraria com a minha irmãzinha, Ammy.
Sabe, talvez eu tenha que adiar meus planos...
Algumas coisas estranhas estão acontecendo aqui em Oust... Coisas muito estranhas.
Coisas estranhas como um garoto me olhando como se esperando alguma coisa, uma loira com raivinha e eu não sei por que...
Ah, sem mencionar os assassinatos brutais que a minha irmã está vendo!
Sabe... Eu devo ter algum gene escrito “problema” por que né...
Chega de papo e vamos aos fatos...
Boa leitura!!

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1. Prologue

Acordei com os gritos angustiados vindos do quarto da minha irmã. Eu saltei da cama e corri para o quarto em frente ao meu. Quando abri a porta fui atingida por um frio intenso. Quanto eu soltei um suspiro pouco surpreso eu pude ver a fumacinha com a minha respiração. Oh merda...

Corri para a cama da minha irmã e a tentei a segurar. Ela estava se debatendo tanto que eu temia que ferisse a si mesma. Seus gritos eram angustiados e um tanto apavorantes. Sorte que nossa tia não está em casa...

Ammy arranhou o meu rosto e eu soltei um gemido me encolhendo por um segundo antes de tentar segurá-la com mais afinco. Ela arranhou meus braços e batei com os joelhos na minha coluna uma porção de vezes.

Eu a segurei com força e me inclinei para a frente.

-Ammy! Ammy! –gritei- Ammy acorda! Ammy!

Ela parou se de mover abruptamente e então estremeceu e vi seus olhos se abrindo.

-Lia? O que... Oh Meu Deus! Você está sangrando!

-Não é nada –murmurei, saindo de cima dela

-Mas... –sussurrou- Fui eu, né?

Eu olhei para ela e flagrei seus olhos azul acinzentados se enchendo de água.

-Ammy... –murmurei

Eu girei meu corpo e a abracei.

-Eu... Sinto muito –disse ela, com a voz embargada

-Shhhhh, calma –murmurei, acariciando o cabelo dela e a puxando para chorar no meu ombro- Está tudo bem, Ammy.

-Não está tudo bem –disse ela, em sua voz grossa por causa do choro- Eu sou uma aberração! Eu sou uma aberração idiota com pesadelos idiotas!

Eu ri dela e segurei seu rosto molhado entre as minhas mãos

-Você não é uma aberração, Ammy. –eu disse- Você é a princesa .

Ela riu e depois fungou.

-Eu tive uma... –ela fez uma careta- Uma visão. Para mim é um pesadelo idiota mas...

Eu ri e ela estreitou os olhos para mim.

-Não ri de mim!

-É impossível! –eu disse- Vovó disse que são visões e...

-Mais são horríveis! Por que visões não podiam ser de coisas boas como... Unicórnios e... arco-íris e... E princesas?

-Por que isso seria um pesadelo –eu disse, com uma careta

Ela riu de novo e depois suspirou

-Para de me fazer rir!

-Não. Você ri engraçado!

Ela soltou um grito e pegou um travesseiro e começou a me bater.

-Seu travesseiro vai manchar! –avisei, me afastando da cama rindo

-Aé! Temos que cuidar dos seus machucados! Vem!

Ela levantou e me puxou para o banheiro.

De frente para o espelho enorme dela eu fiquei observando a enorme diferença entre nós duas. Ammy era pálida e ruiva. Ela tinha algumas sardas no rosto também. E ela media mais de uma cabeça a menos do que eu. E é uma cabeça grande! Eu, por outro lado, sou morena. Tenho olhos e cabelo castanho.

O cabelo da Ammy é liso, o meu é cacheado.

Ah, e o meu tem pelo menos três polegadas a mais que o dela.

Além do físico né, por que Ammy é mais magra do que eu.

E também nossas preferências eram diferentes.

Ela: rosa, pelúcia, fofura, meiguise, cute-cute, salada de alface, musicas calmas e românticas que dão sono

Eu: preto, tudo bagunçado, skate, batata-frita, rock e pop, vídeo-game

Irmãs? É, todo mundo...

Eu gritei, interrompendo a linha do meu devaneio.

-Essa merda dói! –reclamei

-Eu sei –riu ela

Eu estreitei meus olhos para ela enquanto Ammy enfaixava meu pulso.

-Você é do mal –resmunguei

-Eu sei –repetiu ela rindo

Eu praguejei e resmunguei as Sete pragas do Egito e voltamos para p quarto. Assim que estávamos sentadas na cama cor de rosa dela, Ammy começou a falar:

-Eu... Eu estava olhando pelos olhos de uma mulher.  Estava escuro... Muito escuro. E por algum motivo eu... A mulher estava apavorada. Ela estava cambaleantes mas estava correndo pela rua tentando fugir de... Alguma coisa. Foi tão real... Eu podia sentir tudo que ela sentia. Cada pico de adrenalina cada... Cada tacada de pânico a qualquer barulho que ouvia. Eu... Ela havia andado alguns melhor e olhado por cima dos ombros milhares de vezes quando ouviu passos. –Ammy estava tremendo então eu a puxei e embalei no meu colo. Ela suspirou e respirou fundo e então voltou a falar,deixando transparecer todo nervosismo e medo- Ela começou a correr mais rápido mas do nada a apareceu alguém na frente dela. Só pude ver como uma silhueta alta e sombria. –em seguido, suas palavras saíram frenéticas e no automático e seus olhos acinzentados ficaram mais claros, beirando o brando, e arregalados- Ela sugou uma respiração por entre os dentes e virou as costas para fugir pelo outro lado mais havia outra silhueta. Ela gritou por socorro e foi calada com um golpe duro na base do crânio. Ela caiu no chão, de quatro, e lágrimas começaram a rolar. Os dois soltaram uma risada. Um deles, o que estava atrás dela, a chutou e fez com que rolasse para a calçada. Ela se pôs de pé com extrema dificuldade e cambaleou, e teve que se apoiar no poste de luz. Ela gritou por socorro mas a rua continuava deserta. Em seguida as duas sombras se moveram rapidamente a arrancando da luz para jogá-la na escuridão. Na escuridão, seu medo era maior. Ela estava agora em beco sem saída fedendo a comida podre, urina e algo metálico e... Salgado.

Sangue- pensei

Eu não podia falar senão Ammy perdia a concentração, mas era difícil a ver daquele jeito.

-Ela tentou mais uma vez levantar do chão mas um dos homens e chutou de volta –continuou- Ela rolou e deu de costas numa lata de lixo. O segundo homem riu gurutalmente e depois rosnou. “Pare de brincar com a comida” disse “Estou faminto”. Ela estremeceu e recuou.  O primeiro riu e ela pode sentir quando se agachou ao seu lado. Ela pegou a primeira coisa que viu, a tampa de uma lata de lixo de metal, e bateu nele. Repetidas vezes. Ele ficou rindo dos esforços da garota com arrogância. “Oh, como adoro humanos disse esse primeiro “Não importa o quão suas vidas sejam miseráveis, eles sempre lutam até o final”. E então ele encravou os dentes no pulso dela. Ela nem soube quando aconteceu. Não sentira quando ele lhe retirara sua arma improvisada. Apenas se deu conta dos dentes cortando sua carne. Ela gritou de dor e o segundo tapou-lhe a boca. Ela mordeu sua mão para continuar a gritar mais isso lhe rendeu um tapa no rosto tão forte que julgou ter deslocado o pescoço. E então ele aproveitou a chance e encravou seus caninos afiados no pescoço dela.  Ela já estava lutando, se debatendo e lutando... Mas suas forças começaram a falhar. A dor aguda e horrível continuava ali, porém, a perturbar-lhe mesmo quando tudo ao seu redor se apagou.

Ammy estremeceu e seus olhos voltaram ao azul cinzento de antes. Quando ela se deu conta da narração, Ammy irrompeu em prantos.

Eu a abracei contra mim um tanto fascinada e aterrorizada. Era a primeira vez que Ammy vê um assassinato.

Naquela noite, depois de colocar Ammy para dormir, eu comecei a pensar sobre sua visão. Pareciam vampiros como nas histórias idiotas de romance ou terror. Mas era mais provável que fosse um sádico que gosta do gosto do sangue do que ser realmente um vampiro.

Se vampiros existissem eu acho que não teria como guardar segredos desse jeito! E por tantos anos!

Seja como for nós vamos acabar descobrindo. Como sempre.

 
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