O Novato

Zoe Mitchell era a nerd que ajudava os calouros a se adaptarem à rotina escolar. Ela seria monitora de Harry Styles, o mais recente novato. Entretanto, sua vida ganhou uma reviravolta quando o garoto absurdamente sexy resolveu exercer seu poder sobre ela.

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8. ....''Rosas são vermelhas,Borboletas são azuis''....

Finalmente era sábado. O dia em que Zoe teria de jogar seus conceitos sobre festa para o alto e curtir algumas horas com o amigo. No armário, a ausência de roupas e acessórios, lhe fazia roer as unhas em desespero por não ter nada apropriado para vestir. Os cabelos compridos e escuros estavam presos em um rabo de cavalo, que mais tarde ganharia cachos nas pontas. Observou mais uma vez a pilha de peças abandonadas sobre a cama. Separou um vestido azul claro, juntamente com o único par de saltos que compara no natal do ano passado.

Faltava cerca de duas horas para Harry buscá-la. O garoto não demonstrava preocupação com o que vestir naquele dia. Sua mente ainda remoia o fato de que seu beijo não agradara a moça. Ele estava debaixo da jorrada de água que se lançava do chuveiro. As mãos apoiadas na parede, e a respiração ofegante, obrigando-lhe a abrir a boca. Pingos escorriam pelo peitoral, braços e pernas. A sensação de pensar no beijo de Zoe lhe deixava assim: totalmente perturbado. Já não sabia o que sentia por ela. Com certeza o sentimento de amizade estava longe de ser comparado com a vontade imensa que possuía de agarrá-la e fazê-la sua.

Sacudiu os cabelos e fechou os olhos. Apenas sentindo a excitação tomar-lhe conta do corpo. Logo pegou a esponja de banho e esfregou pelo pescoço, parando no abdômen. Naquele momento ele imaginava Zoe executando cada uma das ações. As mãos dela o tocando com delicadeza, transmitindo o prazer que tanto queria. Sua boca se juntando a dele, enquanto o garoto dedilhava as curvas que desciam até as pernas. Onde iria separá-las, e fazer o que quisesse com seu sexo.

Sim, ele estava tendo um orgasmo imaginando os gemidos dela em seu ouvido, puxando-o para perto, e colando bruscamente os corpos. Quase não conseguia respirar. Os músculos da barriga estremeciam, e ele havia se encostado na parede do box, esperando que os sentidos normalizassem após o ápice.

O reflexo no espelho parecia agradável para Zoe. Finalmente encontrara uma ocasião para utilizar os saltos, e o vestido guardado há tempos no armário. Os cachos nos cabelos iam até a altura dos seios, os cobrindo. Foi até a gaveta do criado-mudo e retirou uma corretinha de ouro, colocando-a no pescoço. Aquela era a única joia de valor que possuía.

Segundo o relógio em cima da mesinha de centro em sua sala, faltavam apenas cinco minutos para o amigo vir buscar-lhe. Os pais haviam lhe dando um sermão sobre não confiar em estranhos e evitar o uso de bebidas alcoólicas. Com relação ao horário, disponibilizaram a chave reserva. Desde que voltasse antes das duas horas da manhã, não haveria problemas para se preocupar.

Oito horas. O carro de Harry estava estacionando frente à casa de Zoe. A mão do rapaz sobre o volante, esperando que os pensamentos do banheiro não retornassem, e fizessem com que cometesse uma bobagem. O som da buzina se fez, alertando a moça, que logo abandonou a companhia dos pais, e entrou no veículo, sentando no banco ao lado do garoto. Harry sorriu gentilmente e dirigiu à residência a dez quadras dali, onde já se via alguns estudantes pulando na piscina do jardim.

A mansão dos Roger estava lotada àquela noite. Um DJ comandava a pista de dança na grande sala. Em um lado reservado, os alunos se esbanjavam nas bebidas, preparadas pelo barman, que vez e outra fazia manobras com as garrafas. No sofá, alguns casais se beijavam, e outros simplesmente praticavam o que deveria ser feito entre quatro paredes. Luzes coloridas iluminavam o local, deixando-o com cara de boate.

Harry, por mero cavalheirismo, abriu a porta do carro para Zoe. Estendeu a mão e juntos seguiram para dentro, se misturando ao restante das pessoas em sua maioria bêbadas.

– Vou pegar algo para tomarmos. – gritou Harry, por cima da música extremamente alta. A menina assentiu com a cabeça e ficou a observar as pessoas dançando escandalosamente. Quase em posição de acasalamento.

Zoe sentia-se totalmente descolada naquele lugar. Não encontrava motivos que levassem alguém a se divertir daquela forma. Preferia ler um livro ou assistir besteiras na televisão. Qualquer coisa era melhor que passar a noite sentada em um sofá olhando um bando de malucos pularem incoerentemente. Entrelaçou os dedos e colocou-os sobre o colo. Por que raios aceitara vir para aquele tédio?

– Aqui. – o garoto deu-lhe um copo de vidro, com um líquido em coloração azul esverdeada. – Sinto muito, mas não tinha nada sem álcool. – explicou sentando ao lado dela.

– Meus pais disseram que não posso beber. – falou analisando a bebida. Ela estava curiosa para saber o gosto, e o efeito que o álcool poderia trazer-lhe. O único problema seria a ressaca no dia seguinte. – Só um não vai fazer mal, não é? – ela sorriu, virando o copo bruscamente.

– Ei! Vai mais devagar. – alertou Harry, com um sorriso. Zoe fez uma careta quando algo queimou sua garganta, e seu corpo estremeceu em resposta.

– Oh Marx! Isso é forte! – resmungou. – Porém, eu sou mais. – e prontamente tomou o que sobrara. Até que vodka não parecia ser tão ruim, se misturada a sabe-se lá o quê.

– Quer dançar? – perguntou o rapaz, dando seu primeiro gole.

– Quero um pouco mais disso aqui. – ela sorriu, apontando para o recipiente vazio. Dois copos não iriam embriagá-la, segundo sua teoria.

– Tem certeza? – Harry a olhou chocado, sem crer que a nerd mais certinha do colégio estivesse mesmo a fim de tomar um porre com ele.

– Sim. – gritou, já sentindo-se alta e alegre. Estava absolutamente claro que um copo havia bastado para desaparecer com sua consciência. Ela queria dançar... Dançar e pular a noite inteira.

É o terceiro copo que Zoe concluiu em menos de vinte minutos. Sua cabeça girava um pouco, não impedindo de que ele remexesse os quadris na pista de dança, chamando a atenção de todos. As habilidades como dançarina, haviam surgido como passe de mágica. Ela corria a mão pelos cabelos, ao som de uma batida eletrônica. Alguns passos semelhantes à coreografia de Thriller eram perfeitamente feitos por ela.

Em dos quartos, o amigo terminava de despir uma loira, que lhe deu mole quando foi buscar a bebida de Zoe. Ele a achou gostosa, com seus seios grandes e bumbum avantajado. Era perfeita para manter seus pensamentos distantes da monitora. Sem contar que há algum tempo o rapaz não fazia sexo. Quatro dias fora seu record, e hoje quase completara seis. Que voto de abstinência era esse?

Separando as pernas da garota, introduziu o membro em seu sexo, e movimentou-se devagar. Quase torturando a moça, que arranhava com força suas costas. Ela gemia seu nome, enquanto com precisão puxava-lhe os cabelos. Os gritos soavam altos, e Harry tentava abafa-los com beijos profundos.

Dois rapazes brigavam por Zoe. Ambos universitários. Eles puxavam-na como se fosse uma boneca de pano. Um deles segurou sua cintura, e rapidamente roubou-lhe um beijo, deixando-a atordoada com a atitude. Porém, logo viu-se o ser caído ao chão, nocauteado pelo outro rapaz. A menina ria como uma retardada, apoiando as mãos nos joelhos. Aquilo parecia digno de um espetáculo no circo.

– Não briguem meninos. Nós podemos entrar em um consenso. – ela se agachou, vendo os garotos dando murros mutuamente. – Ei! Eu disse para parar. – esbravejou, sem paciência.

– Vem bebê. – alguém lhe puxou pela mão, arrastando-a rumo às escadas do andar de cima. Ela analisou o rosto do menino, e descobriu que nunca tinha lhe visto antes. Aquele indivíduo alto, de cabelos claros e olhos azuis, podia ser facilmente classificado como deus grego. Zoe sorriu quando ele a prensou contra a parede do corredor, segurando seu rosto, e acariciando as bochechas. – Qual o seu nome? – sussurrou.

– Zoe. – ela suspirou, admirando o quão lindo eram seus olhos.

– Brian. – e ele tratou de diminuir a distância entre os lábios, dando-lhe um beijo, de tirar o fôlego.

O efeito da bebida dava-lhe coragem suficiente para enfiar as mãos dentro da camiseta do rapaz, roçando as unhas em suas costas. Ele havia mudado o alvo dos beijos, e agora chupava o pescoço da menina, recebendo gemidos baixos em resposta. A excitação do garoto permitia com que levantasse a perna de Zoe, colocando-a na altura da cintura. Ela amassava os cabelos dele, enquanto ofegava com a força ao qual ele a apertava contra o corpo.

– Vadia. – ele gemeu em seu pescoço. Zoe sentiu-se ofendida com o comentário, e tratou de se afastar do idiota. – Não precisa fugir. – segurou sua mão, forçando um beijo. – Eu sei que quer dar para mim.

– Claro que não! – ela o empurrou, tentando arrumar o vestido. – E me deixe em paz seu... Seu... – cerrou os punhos. – Seu Tales de Mileto! – cuspiu, correndo em seguida para a sala de estar.

Dirigiu-se ao bar e pediu uma dose dupla daquela bebida forte, que lhe deixava alta. Ela queria esquecer as cenas com o brutamontes que a chamou por nomes ofensivos. Sentou-se em um dos banquinhos do balcão e tomou rapidamente o líquido colorido. Sua cabeça começou a girar e girar, e de repente a menina pensou em cálculos matemáticos e Harry Styles. Sim, ela estava sentindo falta do amigo, que desaparecera como o mestre dos magos.

Harry terminava de calçar o Converse branco, e arrumar a jaqueta de couro. A loira parecia dormir, cansada pelo sexo. Ele desceu as escadas rapidamente, olhando se não faltava nada em seus bolsos, ou simplesmente se não vestiu a camisa ao contrário. Verificou o local, e avistou Zoe com a cabeça entre os braços, ainda no balcão. Desviando de algumas pessoas, chegou até ela.

– Zoe? – tocou em seu ombro.

– A hipotenusa ao quadrado é igual à soma dos catetos também ao quadrado. – murmurou, enquanto virava o olhar para o garoto. – Oh, é você Harry. – ela sorriu meio grogue, levantando-se para abraçar desajeitadamente o amigo. – Senti sua falta.

– Puta merda! Você está completamente bêbada. – reclamou, segurando para que a menina não caísse no chão. – Não devia ter lhe deixado sozinha.

– Tudo bem querido. Não sou mais uma criança. – fechou os olhos. – E droga... Acho que esqueci a fórmula de Bhaskara. – fez uma careta de desagrado, envolvendo o pescoço do rapaz com os braços.

– Você parece uma louca. – ele sorriu, balançando a cabeça negativamente. – Vem. Vou levá-la para casa. – a afastou, pegando em sua mão.

– Não! Meus pais não podem me ver assim. – cruzou os braços contra o peito, fazendo beicinho. – Serei deserdada.

– Se importa de ficar na minha casa então? – ele arqueou uma sobrancelha. A menina fez uma cara confusa, e olhou para cima enquanto decidia. Ela estava para lá de Bagdá, e aceitar a proposta de Harry seria o mais correto a se fazer.

– Posso dormir na sua cama? – perguntou docemente. O rapaz afirmou com a cabeça. – Então tudo bem. Eu aceito. – fechou os olhos, e deu um sorriso idiota. Harry controlou-se para não rir da situação, e guiou a amiga para a saída. – Quero sentar ali. – ela apontou para uma cadeira de madeira do jardim.

– Nós íamos embora Zoe. – ele fez uma carranca.

– Por favor, Edward. – ela juntou as mãos, como se estivesse rezando.

– É Harry! – respondeu impaciente.

– Eu sei. – retrucou, esboçando uma carinha triste. – Índio só querer brincar com nome de amigo branco.

Nesse momento, o rapaz não conseguiu controlar-se, e disparou a rir, apoiando-se nos joelhos. A menina o olhou chocado, mas logo juntou-se a ele. Ambos riam como pessoas com problemas mentais.

Harry sentou-se na cadeira da piscina indicada por Zoe, e ela subitamente montou-se sobre ele, espantando-o totalmente. Em um gesto carinhoso, ajeitou-se pelo corpo dele, descansando a cabeça sobre a curva do pescoço do garoto. Harry a envolveu pela cintura, evitando que a mesma viesse a cair.

– Rosas são vermelhas. Borboletas são azuis... O cabelo do Harry me seduz. – a menina murmurou, acariciando o ombro dele. O garoto podia sentir perfeitamente a respiração dela em seu pescoço, ativando todos os sentidos. – Hum... Você tem um cheiro bom. – se aproximou para inspirar o perfume. Harry estremeceu e apertou sem querer a coxa de Zoe. – Dá vontade de comer. – e ela passou a língua pelo pescoço dele.

– Zoe... – ele gemeu, sentindo o corpo se contorcer em resposta.

– O quê? – bufou, se ajeitando em seu peito. Ele suspirou e tentou normalizar a respiração acelerada. – Harry... Você sabia que todo ano cerca de 98% dos átomos no nosso corpo são substituídos? – bocejou.

– Sério? – ele sorriu, procurando a mão de Zoe para entrelaçar os dedos. – Você é muito inteligente sabia? – deu-lhe um beijo no topo da cabeça.

– E você é muito gostoso. – comentou, totalmente fora de si. Suas revelações iriam render bastante no dia seguinte. Harry arregalou os olhos com a descoberta e abriu um grande sorriso. As coisas haviam começado a melhorar.

– E o que mais? – questionou interessado.

– Estou com frio. Me dá sua jaqueta? – Zoe resmungou, ficando sentada. Seus olhos quase fechados e um sono repentino lhe fazendo falar mais bobagens. Harry apenas fez o que ela pediu, e prontamente vestiu a roupa na garota, que o abraçou fortemente. – Eu abri meu acampamento! "Campo del Sid" Significa Campo do Sid. – e ela havia acabado de declamar uma das suas falas preferidas da Era do Gelo.

– Como é? – gargalhou Harry. – Acho que já deveríamos estar em casa.

– Vai me dar banho quando chegarmos? – sussurrou, enrolando o dedo no cordão de aço do garoto.

– Você quer? – ele perguntou maliciosamente. Zoe gesticulou positivamente com a cabeça. – Então é melhor irmos logo. – tentou se levantar.

– Tá.

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